Estado da coisa

Para além de ser uma manifestação do asco que a oligarquia tem pelo povo dizer-se que há feriados a mais neste país de mandriões e estróinas.

Para além de ser uma manifestação de profunda estupidez considerar que a abolição de feriados tem alguma consequência relevante para as contas públicas.

Para além de ser uma manifestação de humilhante leviandade abdicar da celebração do 1 de Dezembro e do 5 de Outubro na forma de feriado precisamente na altura em que o País está sob intervenção externa.

É ainda uma manifestação inesquecível da absoluta decadência da direita partidária portuguesa que tal atentado à comunidade que fomos e somos fique com as assinaturas dessas vergonhas de Estado que dão pelos nomes de Passos Coelho, Miguel Relvas, Paulo Portas, Vítor Gaspar, Paula Teixeira da Cruz, Aguiar-Branco, Miguel Macedo, Nuno Crato, Pedro Mota Soares, Assunção Cristas, Francisco José Viegas e Álvaro.

4 thoughts on “Estado da coisa”

  1. eheheheheh, isto está quase no estado do sítio do ribeiro ferreira, que com o assalto ao pote conseguiu colocar a filha num dos lugares de chefia da segurança social, cota do cds.

  2. Atenção que de acordo com com os códigos militares a bandeira ao contrário significa que o local está tomado pelo inimigo. Se calhar estava ali alguém a pedir ajuda.

  3. nunca imaginei ver o presidente da republica içar a bandeira ao contrário. o significado deste acto dá impedimento directo das funções oficiais de quem o pratica. a partir de agora podemos limpar o cu à bandeira em actos oficiais que não acontece nada.

    The flag should never be displayed with the union (the starred blue union) down, except as a signal of dire distress in instances of extreme danger to life or property.

    http://en.wikipedia.org/wiki/United_States_Flag_Code

  4. Este governo é mesmo um governo de palermas.
    Veja-se por exemplo os efeitos práticos da extinção dos feriados de 5 de outubro e 1 de Dezembro nos próximos anos.
    5 de outubro

    2013 – sab; 2014 – dom; 2015 – seg; 2016 – qua; 2017 – qui.

    1 dez

    2013 – dom; 2014 – seg; 2015 – ter; 2016 -qui; 2017 – sex.

    1 nov

    2013 – sex; 2014 – sab; 2015 – dom; 2016 – ter; 2017 – qua.

    corpo de deus – sempre a uma quinta-feira.

    Ora, ir-se-ão abolir quatro feriados e resulta uma maior produtividade em cinco anos de 13 dias úteis, e o não pagamento em dia feriado aos que neles trabalharem em cinco dias!
    Treze dias úteis em cinco anos! Vamos lá a ver… x elevado a y – z a dividir por o terceiro calhau a partir do sol dá, dá … ei pá, para aí uns cinco por cento do défice…
    Agora vamos ver o que se perdeu, tá bem?
    Quem não irá faltar a 1 de Nov com o beneplácito dos empregadores? E que dizer da produtividade nos dias de feriado numa sociedade em ebulição? E quais as reais mais-valias da disparatada operação?
    Tontas, tontas, tontas, andam as galinhas…

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