Esquerda imbecil

Louçã, na voragem de quebrar o PS por dentro, impôs um candidato condenado à derrota contra um farrapo chamado Cavaco. E isto em nome de uma psicadélica esquerda unida da qual se sonha general.

Ao menos, que lhe escrevessem discursos audíveis.

11 thoughts on “Esquerda imbecil”

  1. umas calças de ganga não aguentam mais que uma semana sem serem lavadas, é o que te digo. e isto apesar de eu não ser uma pessoa muito sensivel.

  2. É a mesma esquerda que – depois de parte do país ir atrás do chocalho do marcelo – escolheu não apoiar o governo Guterres. Foi uma escolha. Agora, mais de 10 anos depois, será que acham que ganharam alguma coisa? Claro que sim.

  3. É deprimente, absolutamente deprimente. E o pior é que o plano é de tal maneira transparente que me pergunto o que é que estavam a pensar no PS – tirando, claro, aquelas almas que acham que sim, que uma união com o BE é o caminho a seguir, porque eles são “de esquerda” (sabemos isso porque passam a vida a repeti-lo, e eles não iam mentir, ou iam?), nós somos “de esquerda”, logo estamos “do mesmo lado”, temos é que criar “pontes”.

    Agora, ainda mal a procissão saiu do adro, já está em marcha o ponto 2 do plano: culpar o PS pela falta de apoio à candidatura. Caramba, é tudo tão óbvio que nem chega a ser interessante.

    Um presidente, uma maioria, um governo. Cortesia do BE.
    (Espero que o Rui Rio lhes corte os apoios todos para a cultura. Todos. À Pacheco.)

  4. Mas o facto de o PS se sentir muito pouco mobilizado para apoiar a campanha de Alegre já era de prever. E a direcção do PS, penso eu, espero eu, nem se incomoda muito com isso!
    Alegre é mais o candidato do Bloco do que do PS. Foi o próprio que assim determinou com a sua conduta em 2008, sem se dar conta, na sua soberba, de que estava a ser um joguete de Louçã. Ou então dando-se conta, porque certamente alguém lho terá dito, mas achando que os votos do Bloco também lhe são preciosos (e, numa perspectiva mais lírica, que poderia unir toda a, pensa ele, esquerda). Duplo erro de cálculo. Parte do Bloco também não irá votar nele, estou convencida.
    Está mais que claro para toda a gente o oportunismo de Alegre. Assim como um conjunto de contradições. Por exemplo, paralelamente a todos os cálculos referidos, Alegre continua a pensar, por um delírio argelino-poético, que «le PS, c’est moi!”. Portanto, seria difícil desfiliar-se.
    Enfim, para coroar tudo isto, um primeiro mandato de PR tradicionalmente dá passaporte para um segundo, pelo que seria arriscado para o PS apostar num candidato «forte» e genuinamente seu.
    Não penso que alguém fique a perder com a derrota de Alegre. Só mesmo o próprio.

  5. Esta foi na «mouche», minha cara Penélope. Só espero que sejas tão fiel no pensamento quanto a outra, de Ulisses, o foi no seu amor. Por culpa da ridicula vaidade de Alegre, vai manter-se a tradição de «dois mandatos um presidente». Alegre é muito responsável (não é o único) pela manutenção do «farrapo» que temos na presidencia da república. Já me conformei a votar em branco. Mas voto, porque é meu dever cívico.

  6. É óbvio que a promoção da Candidatura à Presidência da Repúblca, de ManueL Alegre Duarte, é obra do Bloco, e, em particular do Professor Francisco Anacleto Louçã.

    Alegre não foi capaz de sacudir tal pressão quer por força do seu Populismo, quer por força da sua incompreensão do processo histórico dos últimos 50 anos, desde a década de 60.

    Os avanços técnicos e tecnológicos, tudo alteraram no Modo de Produzir, e ditaram uma nova Divisão de Trabalho e da Divisão Internacional do trabalho, que determinam a não sustentibilidade dos Modelos Socias vigentes na década de 60, em que ambos insistem, no total Imobilismo.

    E, é esta incapacidade e superficialidade da análise da História que determina a mediocridade das suas Declarações nesta sua Campanha Eleitoral.

    O voto em Alegre será imperativo, mas pio, pois o insucesso da Candidatura parece claro.

    Mas a imputação da responsabilidade política ao Bloco, e a Louçã, por tal insucesso, terá de ser implacavelmente prosseguida, pela esquerda.

    ACÁCIO LIMA

  7. Eu não sou de esquerda. Não sou de direita. Não sou do centro. Não gosto que mandem em mim. Até baralho a esquerda com a direita, nas mãos, nos braços e na estrada. Na política também, desde que se inventou a clonagem, e o seu significado passou a ser mais abrangente.
    Porém, fazendo um esforço para ter bom senso, como um tal cavaco silva, descortino que na Esquerda há gente muito inteligente. Agora com o advento do novo comunismo – o comunismo rico, endinheirado -, portanto uma versão up dated do anterior capitalismo, seja, comunismo chinês, aguardo com ansiedade que os economistas e políticos dêm um ar da sua graça sabedora. Nada de foices nem martelos, que isso não combina com a haute couture das ruas de Beijing, isto é, Pequim, concedendo, porém, que aqueles instrumentos do suor do Povo, sejam elevados à categoria de broches ou pingentes.

  8. Votem Red Bull. A unica marca que cumpre a sua assinatura.
    Tomem cuidado com o Nobre. O tipo é okupa. Atenção ao Palacio de Belem, aos Jeronimos, à Torre de Belem , ao Museu dos Coches e ao CCB. Tudo na mesma zona, um figo.

  9. À ganda Louçã, ganda capacidade, ganda feito, impôres ao BE e ao PS o Alegre!, e nota, é o Val que o diz!, portanto nada de dezânimos, com jeitinho e uma boa ajuda cá do pessoal ainda pões o Alegre em Belém.

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