Entrámos na fase pós-Palin, thank god

Tendo sido a primeira vez que vi Joe Badin em acção, não tenho qualquer dúvida de esta ter sido a melhor prestação da sua vida. Ou a melhor de que tenho memória, prontos. Ao seu lado apareceu uma marioneta, boneca de trapos muito mal cosidos, oca e repetitiva. Uma vítima da irresponsabilidade de McCain e de quem o influencia. Palin conseguiu fugir às perguntas e reduzir as suas respostas ao tema energia do Alasca, feito que chegou para os Republicanos terem respirado de alívio: tinham passado ao lado de uma possível catástrofe. Esta candidata já se enterrou para lá da salvação, deixou de contar para a campanha. Se voltar às grotescas exibições de incompetência, já ninguém se irá surpreender ou chocar, apenas continuaremos todos a rir. E se conseguir parecer uma candidata normal, repetindo os clichés que lhe mandarem repetir, ninguém mais lhe estará a prestar atenção. A ameaça de uma onda irracional à volta de Palin esgotou-se quando os novos óculos da candidata se constituíram como a sua grande mensagem nesse dia.

No final, foi uma lição civilizadora ver o genuíno afecto com que as famílias se trataram no palco. Continuação da estima que esteve sempre presente ao longo do debate e que assinala uma educação democrática superior. Joe Biden, uma velha raposa, é também um estadista de fazer inveja – e a ternura com que tratou a senhora foi uma jogada executada na perfeição. E assim se vai conseguir arrumar Palin no lugar a que pertence: o da irrelevância tacanha.

9 thoughts on “Entrámos na fase pós-Palin, thank god”

  1. O tom gozador do post assenta bem não apenas com a gravata mas também com a fiada de dentes plásticos que o homem ostenta com garbo mas assentaria muito melhor se a propósito dessa mesma gravata viesse a terreiro a camisa de onze varas em que o Obama está metido com a intimação do juiz Berg para a presentar uma certidão de nascimento e mais uns penduricos menores que provarão o seu (de Obama) direito à cidadania americana que por sua vez lhe permitirá correr sem vergonha nem complexos africanos para o mais alto posto executivo da União. Convém não esquecer isso no caso de amanhã não haver fornecimento de peixe da agência Lusa.

  2. Bem lembrado, essa do juiz Berg ainda vai dar muito que falar. É só esperares para ver, mas vai esperando deitado. Não tenhas pressa.

  3. Isto está muito mortiço. Onde está a Susana?

    A boatosfera americana dá como certo que Sarah Palin só foi terceira ou quarta escolha feminina para VP do McCain. Primeira na lista era a Condi Rice, julgada ideal para arrumar de vez a aura afroamericana de Obama, mas a secretária de Estado não estava interessada. E porque não, pode-se saber? Porque, diz a boatosfera, é solteira e vive sozinha, o que é sinónimo de lésbica nos states, e até já avançaram com o nome da putativa mantilhona dela, uma tal Randy Bean (nada ao Mister), com quem tem uma cona conjunta, perdão, uma conta conjunta e com quem já morou na mesma casa.

  4. A Susana já te respondeu, Nik, lá em baixo. Está de saída do blogue e muito ocupada, daí a ausência.

    Quanto à Palin, temos de agradecer ao McCain. Ninguém mais se lembraria de ir buscar desastre igual.

  5. Caro Valupi, é com sofrida mágoa que lhe comunico que não nos veremos livres da Senhora Palin, mais o seu penteado à Miguel Veloso. E porquê, Comendador?, perguntará o meu caro.

    Porque, em verdade lhe digo, o senhor Obama precisa de quinze pontos percentuais a mais nas sondagens do que o Senhor McCain. E não os tem. E porque precisa desses pontos a mais, Comendador?, pergunta o meu caro.

    Porque, em verdade lhe digo, na hora de botar a cruzinha, lá atrás do biombo, onde ninguém nos vê, a ponta da caneta há-de tremelicar e desviar-se à ultima hora para o quadradinho que não tem o nome do preto à frente.

    E podemos apostar. Porto de Santa Maria, parece-lhe bem?

  6. A “OBSERVAÇÃO” do debate político vice-presidencial (Palin/Biden) foi em meu ver
    GENIAL, nunca li nada que se lhe comparasse, excelente, um belíssimo trabalho e uma observação objectiva e coerente, Mário(Canada).

  7. Dispendioso Comendador, não acredito nas tuas contas. O preto tem o charme de um branco e a sabedoria de um amarelo.
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    Mário, concordo muito contigo. Também achei a “OBSERVAÇÃO” genial.

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