Empata-democracias

PCP e BE, seja por coerência ideológica ou por constrangimento sociológico ou ambos, recusam ser parte de uma solução governativa reformista. Eles só irão para o Governo se puderem aplicar os seus programas sem quaisquer cedências a interesses que considerem espúrios. E todos os interesses remotamente ligados ao capitalismo, ou aos EUA, não poderão ser admitidos sob pena de abalarem os seus valores fundamentais. Esta é a definição mesma do radicalismo, o projecto de substituição do regime vigente por outro declarado superior ou o único legítimo.

Os políticos, publicistas e simpatizantes da esquerda radical, então, descrevem a situação a partir desta recusa que só admite dois desfechos: a revolução ou o boicote. Posto que não partem para a revolução, e muito gostava de saber porquê, entregam-se furiosos ao boicote. Na Assembleia da República votam invariavelmente contra tudo o que venha do Governo e de quem o apoiar, apresentam propostas irrealistas, celebram pequenas vitórias como se fossem trombetas a anunciar o fim dos tempos. Na rua, fazem greves, fazem comícios, fazem barulho. O modo é o da resistência, a retórica é a da barricada. E assim se conservam.

Quando atacam o centrão, fustigando os partidos que governam por serem… os únicos partidos que admitem governar em democracia, não se interrogam acerca da sua própria recusa. Falam como se PS, PSD e CDS fossem os culpados por eles serem radicais. Ó, se ao menos os socialistas, sociais-democratas e centristas não insistissem em terem as ideias que têm, nós, os admiráveis comunistas e bloquistas, com as nossas maravilhosas ideias tão mais melhores boas do que as deles, poderíamos, finalmente, ir para o Governo com essa gente… quanto mais não fosse, para os educar e vigiar…

Os imbecis são uns empata-democracias. Se não querem fazer a revolução nem querem governar, façam um favor a toda a gente: desamparem-nos o Parlamento. E reflictam um bocadinho neste cenário: se acaso fossem poder, que diriam aos radicais que inevitavelmente apareceriam?

71 thoughts on “Empata-democracias”

  1. “furiosos ao boicote. Na Assembleia da República votam invariavelmente contra tudo o que venha do Governo e de quem o apoiar, apresentam propostas irrealistas, celebram pequenas vitórias como se fossem trombetas a anunciar o fim dos tempos”
    Pois os outros partidos já governaram ao longo destes 35 anos, e ve só aonde o pais chegou..
    E por falar em irrealismo, o rumo austeritário seguido tanto pelo ps ou pelo psd, com mais ou menor medida não irá nunca resolver os nossos problemas da economia.Ao longo destes 35 anos já se palicou todo o tipo de medidas “realistas” e não nos serviu de nada.
    O pcp e o be também não tem culpa de não concordarem com as medidas que os outros partidos impoem.Quanto a imbecis, sei que vais logo atirar o pec 4 á mesa, mas ninguém obrigou o ps a votar as restantes leis com a direita, incluindo os outros pec.E quem votou a restantes leis com a direita, esses sim é que são os verdadeiros imbecis

  2. e se o pcp e o be teem que ceder ás ideias dos outros, porque é que já os outros nao teem que ceder ás ideias deles? eu sei que a democracia é chata e que os eleitores são uns idiotas eu sei …

  3. eu acho que estás é muito nervoso val, mas receio que vás ter de passar os proximos anos mergulhado em alka seltzers e xanax,porque o deserto vai ser longo

  4. Claro, devemos querer que o PCP se junte ao PS no papel de pau mandado dos oligarcas que realmente mandam no país! Se calhar deviam procurar compromisso para em vez de espremer muito os trabalhadores e os pobres, espremê-los só bastante. Palerma é quem se diz de esquerda e promove estas políticas há 35 anos. Imbecil é quem vai ao aeroporto receber o Álvaro Cunhal em busca de popularidade e depois mostra ser o vendido que todos conhecemos. E já que vimos com essas patranhas de “a democracia é assim, goste-se ou não”, se calhar convém lembrar que o PCP e o BE estão lá porque tiveram votos. E também que as manifestações e greves são direitos constitucionais. Há quem seja imbecil e escolha esta via para lutar por um país melhor. Nem todos têm a clarividência de se reunir com o Dias Loureiro, ou com o António Mota, ou seja quem for, para decidir o caminho a tomar…

  5. O que é mesmo constrangedor nem é tanto os comunistas do BE e do PC serem o que são, mas uma larga franja do PS, dito ala esquerda, infantilmente juntar-se a eles para ganhar o poder dentro do PS, esquecendo que eles nunca aceitarão governar na democracia parlamentar. O que é confrangedor é a direita arrebanhar os comunistas para conquistar o poder ao socialismo parlamentar.
    Quanto à direita radical, que o Val não refere, diluiu-sen naturalmente, na actual direita caceteira que só fomalmente pratica a democracia. O seu paradigma é mesmo o “Alberto João”.
    A democracia paga a quem a atraiçoa e vive-se com isto. Não sei até quando, mas vive-se. Os comunistas do BE e do PC teriam de coligar-se para a governação fazendo cedências e fazendo aprovar ideias suas e nunca o “tudo ou nada”. A aberraçâo consiste no facto de eles se coligarem com o PS ou com a Direita apenas quando se trata de derrubar os governos da democracia. Esta forma de actuar é um propósito e este propósito é o derrube da democracia. No limite, atenta contra a constituição democrática.
    Mas como todos os “bons democratas” aceitam jogar este jogo pifio, sigam em frente.

    O ER aponta a situação complicada a que os partidos que nos têm governado conduziram o país. Esquece-se dizer que os comunistas de outros países fizeram uma obra notável! Aconselho-o a ir viver na Coreia, na China ou em Cuba. E depois venha contar. O pior cego, ER, é o que não quer ver. O nosso parlamentarismo democratico parece estar esgotado, é verdade, mas foi exercendo a democracia possivel que se chegou a essa conclusão. Não foi pela ditadura de um qualquer comité central de sovietes ou pelo exercicio de ditaduras salazaristas.

  6. Creio em um só Senhor, José Socrates,
    Filho Unigênito de Deus,
    nascido do Pai antes de todos os séculos;
    Deus de Deus,
    Luz da Luz,
    Deus verdadeiro de Deus verdadeiro;
    gerado, não criado,
    consubstancial ao Pai.

    Por ele todas as coisas foram feitas.
    E por nós, homens, e para nossa
    salvação, desceu dos céus
    e se encarnou pelo Espírito Santo,
    no seio da Virgem Maria,
    e se fez homem.
    Também por nós foi crucificado sob
    Cavaco Silva;
    padeceu e foi sepultado.

    Ressuscitou ao terceiro dia,
    conforme as Escrituras,
    e subiu aos céus,
    onde está sentado à direita do Pai.

  7. …mas afinal qual é o prb que vê no BE/PCP…eles são consequentes sim…são consequentes com o facto de não serem democratas…só fingem ser… não se atrevem (cobardia só)mas professam…de facto nenhum desses partidos tem na sua genese a democracia…democracia mesmo para os bloquistas…deste pcp nem vale a pena…é coisa inventada pelo grande satã…logo combatem-na (com as armas que têm).

  8. Como é que tanta gentinha, com palavras diferentes, fervores iguais, inteligências geniais, em desacordo entre si como manda a praxe e o hábito, munida da espingarda moderna de comentarista ou sentada na poltrona de distribuição da ração democrática diária, pode acreditar no cenário completamente impossível e contrário à experiência do passado de o PS e os partidos que politicamente o defrontam à esquerda e à direita não andarem todos a comer da gamela providenciada pela cabala do salomão sentado na pirâmide do grande olho?

    Impressionante, não achas Violante?

    Eu acho, mas que é que queres, isto é como a indústria das diabetes, da pressão arterial, dos triglicerídios, constipações bronquiais complicadas, etc, ou tomas o xarope ou maras e amanhã são só flores.

  9. Esta lenga-lenga dos comunistas e esquerdalhos defenderem os pobres e os trabalhadores é uma cantiga que já vem do Marx, passou pelo Lenine, era a bandeira do Fidel, mas na realidade é precisamente ao contrário. São só teorias para o povoléu acreditar. E há neste país muito parolo que acredita nessas patranhas. Claro que podem vir sempre dizer que do outro lado assim e assado. Tudo é criticável. Se eu dou dez poderia dar onze, se faço 1 metro podia fazer 2. Portanto estes esquerdalhos acham sempre que tudo é da direita desde que não seja como eles dizem. E tenho provas disso porque estive numa câmara como vereador duma maioria comuna. Eram piores que os Loureiros a gastar do nosso, em jantaradas à custa do erário público, em gastar dinheiro com semanas soviéticas, e outros países de leste, a meter boys alguns perfeitos ignorantes, a meter até gente na função pública com 60 anos e já com 3 tachos. E para cúmulo um deles o vereador de obras teve que deixar o lugar porque foi apanhado a receber na altura 200 contos dum construtor civil. Portanto quem ouve falar essa gentalha parece que são uns anjinhos que só querem o bem dos outros. Poderia contar aqui histórias passadas comigo com essa gente que dava para um livro.
    Que fazer? É o povoléu que temos.
    Para meu azar nasci e sempre vivi numa terra dita de comunistas. Por isso conheço-os a todos de ginjeira. Sempre vivi ao lado deles e conheço-os como as minhas mãos.

  10. joão viegas, acho que o nome do líder do Bloco encaixa muito melhor nessa oração. Pelo menos até à parte do ‘padeceu e foi sepultado’. É que, ao contrário de Sócrates, Louçã é imortal.
    Apesar dos disparates que cometeu durante os dois anos do último Governo, que lhe valeram umas pseudo-críticas internas, só para parecer que o Bloco é um partido como os outros com contestação ao líder e tudo, lá reapareceu, após as férias de Verão, igualzinho a si próprio e com a certeza de que ainda está para nascer quem o possa substituir na liderança do partido, ou mesmo quem se atreva a sugerir um nome para um possível sucessor. Que Deus os livre.

  11. er, larga o vinho.
    __

    Ricardo Vaz, imbecil é quem passa 35 anos a deixar os trabalhadores serem explorados. Há 35 anos que o PCP repete a mesma cassete, o que implica esta conclusão: há 35 anos que o PCP não faz a ponta de um corno em prol dos trabalhadores, pois eles continuam na mesma, segundo o PCP berra. Qual é o plano, passar mais 35 anos na mesma? Acordem ou façam-se à vida.

  12. A minha amiga Guida concordara que, neste caso, a métrica esta claramente do meu lado (experimente la dizer em voz alta “Creio em um só Senhor, Francisco Louçã” vê-se logo que não funciona)…

    Acresce que ser imortal não chega, o que justifica um culto do tipo dos posts/velas aqui depositados quotidianamente pelo Valupi é o facto de acumular as duas caracteristicas : ser imortal E ter sido sepultado ! Assim é que é.

    Quanto ao Louçã, também me irrita. A bem dizer, so votei nele porque vinha escrito nos Evangelhos, e mesmo assim não me deram os trinta dinheiros…

    Boas

  13. Querido(a) Valupi, os ataques ao BE parecem-me mais plausíveis do que ao PCP. O PCP e o BE estiveram do vosso lado aquando da IVG e do casamento, e mesmo que tivessem maioria absoluta na altura (só para a IVG), não me parece de bem dispensarem de alto esse entendimento. O CDS-PP não oferece alternativas mais “governativas” que o PCP ou o BE: é somente um partido mais “plástico”, de conveniência e conivência. O PP assinaria um entendimento com o PS caso ele tivesse ganho as eleições: não tenho/a dúvida disso. E a isso, que uns chamam governabilidade (como parece ser o seu caso), eu chamo de oportunismo político, basicidade ideológica, venda política. Certamente que ninguém na oposição deseja ser tratado como efetivamente o é pelos partidos governativos: nada de novidade aí. O PS tratou (e muito bem!) a oposição muito pior, do que o governo atual trata o PS na oposição. Não é pelo impacto de cruzamento de ideias, que desatamos a desejar o desaparecimento de partidos. Aquilo que aqui é chamado de “empata-democracias”, parece ser mais “empata-socialismo”. Ao contrário do que sugere, eu não sugiro o desparecimento do BE (o alvo de ataque privilegiado), mas simplesmente do PS e do PCP… porquê? Porque os partidos querem-se jovens, como a renovação da vida a casa instante. Partidos de muitos anos, são como idosos: servem de exemplo, mas não acrescentam nada à sociedade.

  14. RICARDO VAZ, o que escreveu é sensato. O PS interessa-se pelos trabalhadores, da mesma maneira que o Fernando Nobre se interessa pela medicina – como fonte de sustento.

  15. O Pcp vive na sua, e só sua, ilusão que representa o povo, os operários, enfim o proletariado. São os bubble boys. Cada vez mais radicais no seu modo de pensar, fecham-se perante oportunidades que lhes são oferecidas pelas ciscunstâncias. Vivemos uma crise em Portugal gravissima. O povo, as massas para eles, suspiram por soluções políticas que consigam fazer ultrapasasar este difícil momento. O que faz o PCP? radicaliza-se ainda mais, isola-se e fecha-se nos seus dogmas. As massas? as massas que aguentem, que nós, a pseudo elite intelectual comunista, cá estaremos no nosso papel de liderar a infelicidade. Soluções? Instaurar um regime autoritário, ditadura do proletariado e nós, a pseudo elite intelectual comunista, guiar-vos-emos através das dificuldades que surgirão. Felicidade? O povo foi feito para sofrer.
    Têm cada vez mais a função tribunícia no sistema politico/partidário.

  16. joão viegas, funciona, funciona. Aliás, o Bloco é mesmo o único partido que só crê num Senhor, até o PCP, de vez em quando, substitui o Santo no altar.

    E quem chamou para aqui o Sócrates não foi o Valupi. Ou será que é Sócrates o culpado da radicalidade do BE e do PCP? Que se saiba nunca estiveram disponíveis para integrar qualquer Governo antes de Sócrates e tudo indica que manterão a indisponibilidade no futuro. Diria mesmo que para esses Senhores governar é pecado.

  17. “Eles só irão para o Governo se puderem aplicar os seus programas sem quaisquer cedências a interesses que considerem espúrios.”

    Ah pois é, lembram-se quando a Câmara de Lisboa foi transformada em Soviete no tempo do Jorge Sampaio?

  18. er largo o vinho? se largares o teu eu dou o passo, ou pensas que nao sei que andas encharcada em vinho quando escreves textos a trensandar de odio como este?

  19. eu acho que o mário prefere os estados unidos, um pais sem serviços sociais e com uma economia lixada, ma,s não eu nao vou a china e á cuba prefiro ir á escandinavia, faz mais o meu género agora.Volto a dizer mário, os resultados dos partidos do centrão na governação do pais estão á vista e não merecem orgulho algum

  20. guida o que se passa é que o pcp e o be são ideologicamrnte coerentes, e não prometem uma coisa nas eleições e fazem o oposto uma vez estando no governo.E pelo menos como se viu nas ultimas eleicoes, o pcp vai tendo um numero bem consideravel de votos

  21. er, tens razão, são coerentes. Claro que o facto de nunca terem estado do outro lado da barricada é um pormenor.

    E o Bloco também, têm ambos muitos votos. Mas, para mim, é um mistério o facto de não terem a esmagadora maioria dos votos. Numa altura em que por esse Mundo fora ninguém sabe muito bem o que fazer para resolver os problemas que nos assolam, desperdiça-se a oportunidade de pôr no Governo os únicos partidos que nos garantem há anos ter a solução para todos os problemas e mais alguns. Não se percebe.

  22. O esquerdalho neo-leninista e eco-marxista só aceita compromissos de governo para realizar pontos do seu programa – basicamente o mesmo, entre PC-Verdes e BE. Até aí, tudo bem, estão no seu direito. A chatice (para eles) é que, assim, não têm nem nunca terão mandato popular para governar. Depois a chatice transforma-se num problema, porque eles não tiram as lições dessa certezinha tão certa como a morte. Continuam a oferecer o mesmo produto invendável nas suas bancas desertas com uma persistência que mete dó. Como ninguém lhes quer a mercadoria, passam o tempo a denegrir a da concorrência – aquela que os clientes teimosamente compram. Porra, é injusto…

    Será que esperam que um dia lhes saia o euromilhões nas eleições? Acharão porventura que os eleitores do PS, que andam enganados desde que nasceram, um dia lhes darão razão e votos? Terão a secreta esperança de que a virgem de Fátima se converta ao marxismo? Há 35 anos que andam nisto e ainda não perceberam que têm mais probabilidades de ser atropelados por um carro de bois do que conquistarem o voto popular.

  23. Guida,

    Claro que se percebe. Ficam na posição mais confortável. Essa coisa de governar, de arranjar soluções para os problemas que surgem, ter que optar muitas vezes entre a faca e a espada, sujar as mãos, Isso não é tarefa digna de pseudo intelectuais comunistas. Estes apenas teorizam.
    Por muito que não admitam, se não fosse o PS os trabalhadores, que eles tão apreciam, estariam hoje numa situação muito pior. E chega de conversa de coerência (bela desculpa para não actuar). É por culpa do PCP e BE que hoje temos no poder o cds e a ala mais liberal do psd. É por culpa do PCP e BE que os trabalhadores vão ficar sem direito a indemnização em caso de despedimento sem justa causa. Sinceramente agarrem na coerência e voltem para a vossa bolha e continuem a teorizar. Para trabalhar estão cá os outros

  24. O Charles (nods) merece ser lido com muita atenção. Há ali muito milhinho para irritar a criação sem violar o prescrito pela lei em matéria de educação.

    Mais que um copo de água, vejo nisto o fluido vital que esta caixa andava a pedir há muito tempo por transfusão. Só espero é que nunca lhe falte a paciência, pelo menos até ao próximo governo do Bloco.

  25. guida,e será que alguma vez o ps se esforçou para trer algum compromisso com os partidos da esquerda, ou o ps prefere o cds do pauloinho dos submarinois e do portucale han?n
    Pois tiago, o que e certo e que com o ps no governo continuaram os recibos verdes e a precariedade em roda livre, e alem do mais fizeram uma lei do trabalho mais a direita do que aquela que tinha criticado em 2003 e que foi feita por bagão félix.E a culpa do ps naoe star no governo é do proprio ps , que votou tantas vezes os pecs com a direita, e que se deixou enganar por estes e nao negociou.E pior do q isso quase todas as leis politicas foram votadas com a direita.Nao e uma questao de governar ou nao, e uma questao de fidelidade com o eleitorado coisa que que os outros partidos nãoi sabem

  26. er, apesar de ser tempo perdido, pois nenhum dos dois partidos teve alguma vez intenção de fazer parte do Governo, e isso era claro para todos, o PS dispôs-se a negociar depois de perdida a maioria absoluta, que, para a esquerda radical, era o principal problema do primeiro Governo de Sócrates.

    Mas esforço, esforço (coligações negativas, chumbo do PEC, etc.) fizeram o BE e o PCP para verem não só Portas como toda a direita no poder.

  27. Muito bem Tiago. A parte do programa do Socrates onde ele defendia que não ia mexer nas indemnizações dos trabalhadores depedidos escapou-me, mas não ha problema, o que conta é a intenção…

    Boas

  28. ok guida se o ps quis negociar depois das eleicoes de 2009 e o be o pcp nao quiseram dou-lhe razão ai. Mas olhe que quando houveram muitas questoes em que a direita votou ao lado do ps e vice-versa não houvi a guida a dizer que o ps era imbecil e nao sei mais o que .E o ps esforçou-se para ao menos tentar negociar o pec com os partidos da esquerda.Quando voces falam nos partidos da esquerda, soa-me a victimismo e a lagrimas de crocodilo sabe?

  29. ja agora aproveito para acrescentar o ponto de interrogação na questao de o ps ter ou nao se esforçado para que o pec não fosse chumbado.

  30. eu nao me estava a referir apenas ao pec, mas sim também a outras matérias, mas dou-lhe razão: porque votou com a direita essas leis.

  31. explico-te com todo o gosto guida: dizes que o pcp e o be são uma esquerda inutil por causa de uma “coligação negativa” com a direita, e por não ter votado favoravelmente no último pec, sendo que “coligação negativa” parece-me francamente paranóico.
    Mas se for o ps a a votar leis com a direita, fazendo pinça, tu ai ficas caladas e nada dizes sobre o assunto,
    Resumindo: se for o pcp e o be a votar com a direita, são idiotas e ruins.Se for o ps então está tudo bem

  32. E «prontos», lá apareceu o Valupetas com mais um discurso vazio de ideias e de susbstância ideológica e em defesa do «centrismo» e do «reformismo», coisas que ainda se está para descobrir o que significam na teoria, pois na prática até já se sabe e isso é seguir as orientações e determinações neoliberais dominantes.
    Ao contrário do seu «camarada» Vega, o Valupetas já nem perde tempo a fazer distinções entre esquerda e direita, ou entre as esquerdas: para ele só há mesmo imbecis, ranhosos e socretinos (ainda que a estes últimos não os classifique assim devido à sua incapacidade para se descentrar de si mesmo). Quando os princípios ideológicos são coisa ultrapassada (desconstruída?) é normalissimo que a única forma de os «centristas», ou «Pintocentristas», se distinguirem dos outros partidos assente nas suas impressões subjectivas e egocêntricas da «personalidade» dos outros. Até porque nos tempos que correm o importante é apresentar sorrisos de plástico, pois isso chega para convencer quem é incapaz de «pensar» para além do que a propagana televisiva transmite e cujo intelecto está, por isso, ao nível do telenovelesco.
    Valupetas é um produto acabado do pior «pós-modernismo» reinante: é um tipo rendido ao sistema e à tecnocracia dominante (e, tal como o Pinto de Sousa, deslumbrado com esta «new age»), e por isso, para ele, não há soluções fora desse sistema e das suas regras e tudo o que as desafie é «irrealista»; é um tipo para quem as ideologias morreram e por isso a política e a governação reduz-se ao tal «reformismo», ou àquilo que já é habitual classificar como a mera gestão das contas públicas; é um tipo que, qual super-homem nietzscheano de trazer por casa, vive a vida com a alegria de quem não espera nada de novo de qualquer governo (seja PS ou PSD ou CDS) e por isso defende, fervorosamente, o «centrismo», ou, por outras palavras, o «eterno retorno do mesmo».
    Enfim, Valupetas detesta greves e o barulho da multidão, e não gosta de ser confundido com as «massas» que contestam o «reformismo», o «centrismo» e o situacionismo à la Valupetas. É um individualista como deve ser, que quer distância dos «imbecis». Mas com «bom» individualista que é, acaba por ser um reflexo do individualismo reinante. E mais carneiro do que isso, é impossivel ser…

  33. João Viegas, Claro o Sócrates, o Sócrates e mais o Sócrates.
    Infelizmente é esta a forma de PCP e BE analisarem o periodo governativo do PS. Tiveram uma oportunidade única de governarem, de poderem de facto fazer algo pelos trabalhadores e o que fizeram? aliaram-se à direita na coligação mais vergonhosa que houve no parlamento, sabendo que no caso de eleições antecipadas seria a direita a ocupar o poder. Mas isso que interessa? Nós cá continuamos na nossa bolha e conseguimos afastar o Sócrates de PM. O pagamento desta vitória foi a chegada ao poder dos liberais, dos defensores de menos estado e menos direitos para os trabalhadores. Os tais trabalhadores que PCP e BE dizem defender. Mas pronto derrubaram o Sócrates e acima de tudo, acima dos trabalhadores, isso é que é importante. Como disse lá atrás para esta esquerda radical o povo, as massas, nasceram para sofrer. Cada um tem o seu papel a desempenhar na sociedade.

  34. oh tiago e o que e que a lei do trabalho mais o encerramento de escolas e maternidades fizeram han? que tal admitires que o ps também nao interesse em negociar com a esquerda, que prefere a tal direita neoliberal? porque e que nao negociaram o pec com os partidos da esqurerda em vez da infame chantagem que impuseram? se

  35. diga-e er, como se negoceia com um partido que não cede um milimetro? que negociação poderá haver com um partido que afirma orgulhoso que não cede em qualquer questão e que os portugueses se quiserem que votem neles?

  36. Tiago , e o ps por acaso era capaz de ceder também? não digo que isso resultasse, mas honestamente acredito que valia a pena ter tentado, suavizando o pec IV.assim podiam “desmascarar” os partidos da esquerda,deixando os sem como recusarem

  37. Er,
    Acredito que em 2009, depois de perder a maioria absoluta o PS estava disposto a negociar com os partidos à sua esquerda. O que aconteceu? nada como sempre.
    Mas em frente; deixe lá o pecIV. Já nem sei em quantos PEC´s vamos. cada vez que o min das finanças se lembra de ir à televisão lá vem outro PEC. Acredito que um governo de esquerda conseguia ultrapassar esta crise global que atravessamos dando aos cidadãos melhores perspectivas em relação ao futuro. Não aceito como disse a Maria Filomena Mónica que venha agora a direita tomar conta disto que nós na esquerda não conseguimos. Er, a sério agarre num mapa mundo e olhe bem o estado geopolitico de hoje. acha mesmo que com outro qualquer governo que não fosse o de Sócrates a nossa situação seria melhor? Sim foram cometidos erros pelo governo PS, claro que foram. O PS sendo um partido de poder e dada a sua dimensão é claro que atrai também aqueles que não deviam ocupar lugares de decisão. Mas Er, lembra-se de algum governo que tenha sido tão atacado como o foram os dois últimos do PS? Pela com. social mas acima de tudo pelos sindicatos? lembra-se do Cordeiro lider da poderosissima ANF destratar um min da sáude em directo, apenas e só pq Sócrates mexeu, tentou mexer, nos lucros fabulosos das farmácias? Lembra-se do líder sindical dos juizes a atacar Sócrates? Nunca em Portugal alguém tentou “arranjar” o min da educação como Maria João Rodrgues. Lembra-se o que lhe fez o Mário Nogueira? O processo de avaliação era burocrático? não era o ideal? acredito que não, só tenho pena é que para Mario Noguera o melhor processo de avaliação era mesmo não existir. acha normal mais de 87% dos professores ter nota de excelente? e a Fenprof aceita estes dados como dados verdadeiros?
    Mas adiante, como dizia acima, vivemos uma época de grandes transformações económicas e sociais. Mas acima de tudo na UE estamos na altura de nos afirmar-mos definitivamente como uma verdadeira união política. Ao longo de mais de 50 anos fomos crescendo, quer em membros quer em laços entre esses membros. Fomos dando pequenos passos, os iniciais por medo reciproco, a já distante CECA, até aos dias de hoje. Estamos num momento decisivo e acredito que como europeus vamos conseguir ultrapassar mais este desafio. Não acha que estes ataques à divida soberana dos paises não são um ataque concertado aos elementos mais fracos de uma união que apenas nós, os seus membros , queremos que seja forte? Olhe para Ásia, para a América, do norte e do sul, e veja lá a quem interessa uma verdadeira união política europeia…
    Por estes motivos acredito que quem melhor nos pode governar é um governo de esquerda, com um verdadeiro sentido de Estado social, que olhe para os seus cidadãos e veja nele pessoas com caracteristicas próprias e com necessidades próprias. Que não veja apenas um rebanho para cuidar. Em Portugal, infelizmente, o PS na esquerda está sozinho nesta luta. E peço desculpa pela extensão do comentário e possíveis erros pois nem o revi.

  38. tiago, no que diz respeito aos ataques, concordo com o que diz. Ponto
    Eu não menosprezo o ps, apenas ,independentemente ou nao dos comportamentos de certos partidos, acho que o em determindas politicas houve um desvio para a direita ou melhor, para o chamado “centro”.E eu critico esses desvios,que aconteceram em toda a europa infelizmente.Posso dizer que começou em 97 na gra bretanha com o maior marktista politico de sempre,Tony blair. E depois houve outros a imitarem os gestos dele.
    Eu por exemplo, durante a liderança de ferro rodrigues, achei que houve uma social democratização, ou melhor, um regresso do classicismo. Entretanto, este demitiu-se e surgiu a candidatura de socrates, que era uma figura da ala direita.Não acho que todas as politicas tenham sido más, mas houve algumas que nao notei muita diferença do que se fazia em relação a outros governos, sobretudo em materia economica,já que em materia social houve alguns avanços.
    Gostaria de perguntar ao tiago o que pensa da nova liderança do ps, e do caminho que este vai seguir

  39. Muito bem ER.

    Não so houve desvio ao centro, como houve desvio em relação ao que o proprio Socrates defendia (não estou disponivel para governar com o FMI, lembram-se ?). E esse desvio foi consentido em nome do “não existe outra solução”.

    Muitos dos criticos que vejo aqui comentar estão longe de querer o PREC amanhã ou uma aliança com a Coreia do Norte.

    Apenas votaram contra o programa de Socrates nas ultimas legislativas (e não contra Socrates, que é um Santo, meu Deus, e que não esta em causa aqui, muitos alias, como eu, votaram nele em 2009) apenas porque não acreditam que “não existe outra solução”.

    Alias, porque nem sequer acreditam que essa seja uma “solução” a qualquer titulo.

    E se fôr, então a direita, o liberalismo, esta inteiramente certo. Nesse caso, ao menos que seja implementado por quem se reclama dele !

    Essa é que é a discussão. Saber se a solução para a “crise” esta mesmo em diminuir ainda mais, neste pais, os rendimentos do trabalho.

    Apenas isso.

    E agora podem cair-me em cima.

  40. valupi,guida,penelope mario, e outros, o be e o pcp,certamente que tem algo a melhorar, mas o ps desvou-se demasiado em algumas coisas.Social democracia classica contra o centrismo

  41. É preciso muito cuidado com as imitações e com o que não se diz nas entrelinhas. O desafio do camarada Valupi aos idiotas de esquerda para “desamparem o Parlamento” não deve ser tomado como alusão irónica e directa às barrigas dos maçoneiros inteligentes para desampararem as suas Lojas, não senhor. Bacalhau alto desse amanda muita choriço de consequência esotérica.

    Isso dito nas calmas e sem maldade, também não me falta o discernimento para proclamar que estou convencido que o seu próximo livro, Rumo à Tirania para um País sem Idiotas e muitas Lojas, tenha algo a ver com o outro Rumo do Cunhal. Mas às vezes também me engano todos os dias.

  42. Val, ABSOLUTAMENTE DE ACORDO!
    Quanto ao que este País pode esperar de todos nós para ser governado, oh, Val, basta ler os 54 comentários que me precedem para termos a prova provada de que somos um povo que – como disse o outro há muito tempo – não sabemos governar-nos, nem deixamos que outros nos governem!
    Para mim, o que o Val quer dizer – e anda a explicar isto há muito tempo – é que o interesse do País tem de estar acima dos interesses das “partes”, sejam elas o partido ou a profissão ou a região…ou o caraças dos nossos interesses particulares!!! Daí que tenha de existir um COMPROMISSO. E ESTE IMPLICA DIÁLOGO E CEDÊNCIA de modo a construir um PROGRAMA COMUM DE ESQUERDA DEMOCRÁTICA, DEMOCRÁTICA, DEMOCRÁTICA…!

  43. Caro MGP Mendes,

    Eu concordo com o que você diz, so não vejo como pode afirmar que é também o que o Valupi escreveu, neste post ou noutros mais recentes, que me parecem antes dizer exactamente o contrario…

    Mas se eu estiver enganado a este ultimo respeito… melhor !

  44. er, acusas-me, lá atrás, de falar numas situações e de ficar em silêncio noutras. É uma acusação interessante da parte de quem só vê, tal como fazem BE e PCP, os maléficos desvios do PS para o centro deixando todo o resto, incluindo os desvios para a esquerda, no mais absoluto esquecimento. Devias dar exemplos. A mim, preocupam-me mais outro tipo de silêncios, aqueles que servem para ilustrar a tal inutilidade dos partidos à esquerda do PS. Na Educação foi feita uma verdadeira revolução que teve forte impacto nas famílias, as tais que são a principal preocupação da esquerda. Por exemplo, com o prolongamento do horário no 1º ciclo e a introdução das actividades extra-curriculares como o inglês, a música, a educação física, etc., mataram-se vários coelhos de uma cajadada, resolveu-se o problema do que fazer às crianças depois das aulas, poupando assim dinheiro e preocupações aos pais, proporcionou-se a todas as crianças a aprendizagem de matérias que antes só estavam ao alcance das mais afortunadas, e ainda se criaram postos de trabalho para os professores destas disciplinas. Ou seja, pensou-se no benefício que, a médio e longo prazo, tais medidas trazem para o País e melhorou-se significativamente a qualidade do ensino nas escolas públicas. Quando o Governo socialista tomou estas, e outras, medidas que, em princípio, deveriam ter o total apoio dos partidos à esquerda o que se ouviu foi um silêncio sepulcral acompanhado de um desviar de atenções para outros assuntos. A ministra responsável por esta reforma deve ter sido a mais atacada de todos os ministros da Educação, e foram muitos, sendo que nenhum deles serviu para os professores e respectivos sindicatos. Perante esta evolução, francamente positiva, no ensino, BE e PCP assobiaram para o lado, optando antes por uma berraria ensurdecedora com a questão da avaliação dos professores, diabolizando assim a ministra e todo o Governo, provando que os seus interesses partidários estão muito acima dos interesses dos que dizem defender. Isto é só um exemplo entre muitos. Há silêncios e silêncios.

  45. Quanto a mim o que diz a Guida faz sentido. A atitude do BE e do PC em relação à educação e às reivindicações dos professores foram em grande parte o que me levou a votar no Soc… em Sua Eminência Reverendissima Santo José Socrates de Deus, em 2009.

    As cedências à esquerda no programa apresentado em 2011, essas, escparam-me. Mas o problema é meu com certeza, ja que ando a precisar de mudar de oculos. Não mudo porque o estupor do médico disse que eu tinha presbitia que é uma palavra que, em grego, significa velhice. Dei-lhe logo um murro e depois parti o ombro como sabem.

    Boas

  46. guida,let´s see: não digo que tudo tenha sido umas catástrofe, e o tiago deu uma data de exemplos entr os quais esse da educação, em especial a avaliacao dos professores(embora discordando de eu dos encerramentos das escolas enfim..).Mas acho que se descobriu nos professores uma espécie de bode espiatórios dos problemas de educação.Embora eu concorde com a avaliação, acho que ha mais medidas a serem tomadas e não me parece que a culpa dos problemas do ensino em portugal esteje apenas concentrada nos professores.Portanto, devem ser avaliados, mas não podem ser considerados os culpados pelos problemas do ensino.
    Reconheço esforços nas energias e na investigação.
    Existem uns avanços sim guida especialmente nessas áreas, mas em outras houve recuos

  47. faço no fundo minhas, as palavras do joão viegas, e devo dizer que terá sido esse um dos motivos pelon qual o ps teve uma votação consideravel em 2009.

  48. er, a propósito daquela outra conversa sobre a resistência de alguns pais sobre a transferência dos filhos para escolas com equipamento avançado, em vez de bricarem sozinhos no recreio… Lembras-te de recusar a resistência à mudança que por vezes afecta a reacção temerosa portuguesa (sim, vivemos com medo da mudança), cito um caso relatado quando da Feira do Livro 2008. Na altura, um grupo editorial decidiu montar um espaço diferente (tipo feira do livro de Frankfurt) das tradicionais barraquinhas. Os restantes editores ameaçaram não participar. Como diz o Barry Hatton em “Os Portugueses”, ” a ruptura com a tradição foi vista como uma afronta ao sagrado igualitarismo.”O Saramago pôs achas na fogueira, afirmando que aos romper as fileiras, a editora estria a sublinhar as “difrenças de classe”. Depois de montado e visitado o espaço, o mesmo decidiu que era bastante aceitável, os restantes feirantes decidiram aderir e um ano depois a Feira recebeu uma actualização intensa, , com a introdução de elegantes novos stands.

    Chega?

  49. pareces o medina carreira mais os outros academicos a falarem.As pessoass são contra as mudanças que prejudicam o seu renfdimento, ou que atrapalham as suas vidas.Depende do tipo de mudanças estás a perceber,É que é sempre o zé povinho a sofrer com essass tais “reformas estruturais”, enquanto outros safam-se sempre, entendes? Tu tentas justificar essa aversão com uma teoria(no meu ponto de vista ) muito discutivel de um medo da mudança só por ser uma mudança.

  50. a questão central, edie, é que os portugueses sobretudo os das camadas baixas, são fartos até ao tutano de levar com as tais reformas estruturais impopulares, o tal racionalismo, o tal centrismo, o tal “reformismo “, enquanto que a precariedade e a carestida de vida não fazem mais que continuar o seu rasto de destruição.POrque existem uns que se estão a safar da crise, e digo-te que é com satisfação que vejo a vontade de alguns ricos quererem participar no combate á crise.Esses nunca forma taxados.

  51. edie, houve melhoras nas escolas sim, mas não se devia ter racionalizado nas escolas.Recuperava-se, e se o problema era de falta de verbas para a recuperacao dessas escolas que fecharam, então racionalizava-se nos outros organismos publicos.
    A questão é que a educação e a saude não devem sofrer nenhum corte ou “racionalização”

  52. É que se estás, diago-te que rende 100 milhóes de euros, o que em termos de educação não dá para mandar cantar um cego.

    Venha outra.

  53. oh edie para fechar a questão.. eu não concordo com o economicismo em áreas chave ao desenvolvimento do pais..porque a saude e a educacao

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