E que credibilidade tens tu, Anacleto?

“Este governo não tem credibilidade, nem nacional nem internacionalmente, já não tem coligação que lhe dê maioria parlamentar, não tem apoio do Presidente da República, nem do Tribunal Constitucional, não tem o apoio da democracia”, acrescentou o líder bloquista referindo-se à segunda razão para a moção de censura.

“Quando o Governo não tem credibilidade – acrescentou – tem que ser a República, a democracia que tem capacidade de decisão para resolver os problemas do país.”

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A marca de um demagogo inveterado e compulsivo:

Questionado sobre a posição do PS, o coordenador do BE respondeu: “não estou a discutir política, estou a discutir Portugal”.

As pessoas que votaram no PSD e CDS-PP é que fizeram a união na rua contra este governo.

“O país quer demitir este Governo e esse papel cabe à democracia”, frisou.

Fonte

11 thoughts on “E que credibilidade tens tu, Anacleto?”

  1. Prove que ele está a ser demagogo ao afirmar “não estou a discutir política, estou a discutir Portugal” e “não estou a discutir política, estou a discutir Portugal”.

  2. A minha grande curiosidade está em saber como se vai chamar a Frente.
    Por outro lado, ver o PC a fazer as pazes com a doença infantil do comunismo é comovente. Já imaginaram o Louçã, o Rosas, o Fazenda e muitos e desvairados ex-qualqer coisa a dialogarem com os “sociais fascistas” ?????
    E a oportunidade das moções de censura , logo depois do PS anunciar a probabilidade de apresentar uma… deixa-me de pé atrás: não foram estas criaturas que lixaram o PEC 4 e deram oportunidade a que o páis passasse a ser dirigido (?) pelas baratas tontas ignorantes que estão no poder ???? O objectivo não é Portugal. O objectivo é tentar destruir o PS, que tem uma liderança fraca e não está minimamente preparado para governar, com o Tó Zé.
    Por mim espero que o PS não vá no engodo de votar qualquer das moções e se mantenha unido
    Os objectivos do bloco e PC são claros,

  3. Zé, é demagogia distinguir Portugal da política, pois Portugal não é outra coisa senão uma entidade política. Ao fazer essa distinção, Louçã está a apelar ao sentimento nacionalista, essa esfera onde se pretende anular a realidade política por se conceber a comunidade uniformizada segundo os critérios de quem está a invocar esse Portugal não político. E é demagogia dizer que o País quer demitir este Governo só porque uma parte deste país se manifestou contra uma medida política específica. Que eu saiba, as pessoas que se manifestaram a 15 de Setembro não delegaram em Louçã a representação dos seus interesses.

  4. Da “esquerda grande”, “a maior”, ” a verdadeira”, ” a democrática”,(porque será que tem de se referir, constantemente, a si própria como democrática?) só pode sair coisa em grande. Do “maior” não se espera outra dimensão que seja inferior a Portugal.
    Já notaram a gigantesca meta-grandeza desta fanfarronice: “não estou a discutir política, estou a discutir Portugal”.

  5. O que se está a discutir, é saber quem quer travar este governo, e esta politica.

    Será que os herdeiros do Socrates querem?

    Ou preferem ver o país a afundar-se cada dia que passa.

  6. “é demagogia distinguir Portugal da política, pois Portugal não é outra coisa senão uma entidade política. Ao fazer essa distinção, Louçã está a apelar ao sentimento nacionalista, essa esfera onde se pretende anular a realidade política por se conceber a comunidade uniformizada segundo os critérios de quem está a invocar esse Portugal não político.”

    Não concordo. Portugal é algo mais para além do ente político. Foi isso que Louçã tentou transmitir. Não foi, demagogicamente, apelar ao nacionalismo bacoco nem excluir a política. Pretendeu, neste contexto (em que respondia a uma questão sobre o posicionamento do PS), dar ao termo “política” o seu âmbito mais estrito, ou seja, as “danças partidárias-foclóricas”. Foi claro.

    “E é demagogia dizer que o País quer demitir este Governo só porque uma parte deste país se manifestou contra uma medida política específica.”

    Você ainda acredita que centenas de milhares de portugueses foram para rua contrariados apenas por uma pseudo-medida relativa a TSU? Isto, sim, é demagogia. Os portugueses foram para rua para dizer um basta, a esta política de “terra queimada” e aos seus resultados, ou seja, o aumento da dívida, do desemprego, da pobreza e da mediocridade da classe política. Uma parte “enorme” deste País foi para a rua. Muitos mais ficaram em casa mas estão contra o estado actual. Impressão minha ou está a desvalorizar as manifestações de 15 e 29 de setembro? Se não, parece.

    “Que eu saiba, as pessoas que se manifestaram a 15 de Setembro não delegaram em Louçã a representação dos seus interesses.”

    Pois não. A maioria pediu que os políticos agissem. Agir politicamente implica acção política, não navegar opurtinisticamente em abstenções violentas e votações contra quando temos meio mundo a criticar o óbvio.

    Aplicar a medida de aumento da TSU não, mas alternativas a esta medida (que implicarão o mesmo saque salarial) sim. Não há qualquer erro de concordância aqui? Que raio, isto parece um espaço de apoio aos piratas borgianos. Puxa. O Auguto tem toda a razão: “o que se está a discutir, é saber quem quer travar este governo, e esta politica”.

  7. “Pretendeu, neste contexto …, dar ao termo “política” o seu âmbito mais estrito, ou seja, as “danças partidárias-foclóricas””.

    De que Francisco Louçã é um dos maiores exemplos de artista em palco? Entendi.

    Saberemos se “o país quer demitir este governo” no momento das eleições, daqui a 3 anos. Fazer da política uma constante tentativa de derrubar os governos democraticamente eleitos, em vez de utilizar o tempo para serenamente preparar uma proposta de ideias e pessoas, séria e credível, a apresentar ao eleitorado, tem sido uma das maiores causas da desgraça a que o país chegou.

  8. Augusto, quem são os herdeiros de Sócrates? Aliás, como é que identificas um herdeiro de Sócrates?
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    Zé, espero que te consigas ler, e entender o que lês. Repara no que escreveste:

    “Não concordo. Portugal é algo mais para além do ente político. Foi isso que Louçã tentou transmitir. Não foi, demagogicamente, apelar ao nacionalismo bacoco nem excluir a política. Pretendeu, neste contexto (em que respondia a uma questão sobre o posicionamento do PS), dar ao termo “política” o seu âmbito mais estrito, ou seja, as “danças partidárias-foclóricas”. Foi claro.”

    Ora, que entendes tu por ente político? E que será isso que está além do ente político e que será um Portugal distinto da política? Sem te explicares, não conseguiremos avançar na conversa, pois não faço ideia do que estejas a falar.

  9. Que jeito daria a esta gente da esquerda verdadeira juntar-se ao seguro; reforçariam a direita que está em apuros e tentariam igualar-se senão sobrepor-se ao p.s mas acho que não só porugal não é a Grécia como os potugueses que como eu só tenho a 4ªclasse não são todos assim tão burros.

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