Do camandro

Volunteering Can Benefit Those With Functional Limitations, Study Finds

Neste artigo descreve-se um estudo onde se mediu o efeito do trabalho voluntário em idosos com problemas de saúde incapacitantes. Resultado: trabalhar dá saúde, e os doentes que o digam.

Mas se a proverbial evidência se aplica neste caso extremo, igualmente terá aplicação no enorme, crescente, grupo de adultos reformados que estão cognitiva e fisicamente em condições de trabalhar com níveis de eficácia próximos ou iguais, nalguns casos melhores, aos dos trabalhadores não reformados. Por maioria de razão, uma crise económica que leva a cortes drásticos em vários serviços sociais oferece a oportunidade perfeita para ir buscar o contributo voluntário de milhares de cidadãos que encontrarão no trabalho voluntário uma fonte de saúde e alegria – de sentimento de utilidade, importância, pertença.

Quanto vale essa massa laboral para a economia e para a qualidade de vida da comunidade (a qual volta a ter implicações económicas positivas)? Se alguém fizer as contas, vai aparecer um valor do camandro.

4 thoughts on “Do camandro”

  1. Há pouco tempo li uma notícia onde os pais, indignados, diziam que por falta de auxiliares nas escolas dos filhos tinham de ser eles a ajudar. Há muitos anos que propus na escola das minhas filhas que se aproveitasse a disponibilidade de pais, avós e o mais que fosse para participarem na vida da escola. Seria fácil vigiarem a cantina, os recreios, preencherem blocos nos tempos livres – os avós gostam de contar histórias, de ensinar a curtir azeitonas, a fazer bolos de massapão, tricot, olaria, tanta mas tanta coisa que eles podiam dar… A escola achou uma boa ideia, voluntariei-me de imediato para preencher uma hora por semana nos tempos livres e fiquei até hoje à espera que fosse dada luz verde. Caramba, nem que fosse para os ajudar a atravessar a rua ou para os levarem até às paragens de autocarro. Acho que ficava tudo a ganhar mas de certeza que há um qualquer problema burocrático a impedir…. É sempre a velha desculpa para ficar tudo na mesma.

  2. Ora ilustre Advogada,
    Teve V. Ex.ª. excelente ideia. Todavia, como constata, o Portugal «do paranço», ou «do empata» está sempre a andar para tras, que isto de se ser pro-activo só pode trazer chatice. Não esqueça que quanto mais alta a chefia, mais incompetente a mesma, daí que a sua ideia não tenha, por certo, sido alcançada pelas carcaças do subdesenvolvimento.

    Exm.º Senhor Valupi,

    Desculpará a minha ignorância ou «branca»! O que é o CAMANDRO? Sinónimos, se faz favor.

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