Um livro por semana 202

«O crime em 21 lições – Antologia do conto policial inglês e americano»

Fernando Fausto de Almeida seleccionou e prefaciou este conjunto de 21 contos policiais traduzidos por Luís Varela Pinto. Os 19 autores são os seguintes: Edgar Allan Poe, Arthur Conan Doyle, G.K. Chesterton, Jacques Futrelle, Frederick Irving Anderson, Thomas Burke, Roy Vickers, Agatha Christie, Anthony Berkeley, Dashiel Hammet, Cornell Woolrich, Helen McCloy, Carter Dickson, Roald Dahl, Stanley Ellin, P.D. James, ED Mcbaine, Edward D. Hock e Ruth Rendel.

Esta escolha é coincidente com a opinião de Jorge Luís Borges, autor de La muerte y la brújula, que em 1979 afirmou: «Esqueceu-se a origem intelectual da narrativa policial. Esta ainda se mantém na Inglaterra onde ainda se escrevem romances muito tranquilos». Como convite à leitura fica um excerto de Borrego para o jantar de Roald Dahl (1916-1990). Mary Maloney esperava o marido mas não esperava a anúncio de um divórcio estando ela grávida de seis meses: Eu sei que não é uma boa altura para te estar a contar isto mas é que eu simplesmente não tinha outro remédio. Claro que te vou dar dinheiro e tratar de tudo para que fiques bem. Mas acho que não será preciso fazer muito barulho sobre isto. Espero bem que não. Não seria bom para o meu trabalho. Mary bateu com a perna de borrego na cabeça do polícia que achava uma vergonha continuar a andar todo o dia a pé depois de ter atingido uma categoria superior. Foi o mesmo que bater-lhe na cabeça com um taco de aço.

(Editora: Bonecos Rebeldes, Capa: Fernando Martins, Revisão: António Bárcia)

3 thoughts on “Um livro por semana 202”

  1. O CRIME NÃO COMPENSA, MEU CARO AMIGO.
    DEVE CONVENCER DISSO OS QUE ABREM “ESCOLAS” E QUEREM DAR LIÇÕES NESTA ÁREA DO SABER !
    COM AMIZADE
    Jnascimento

  2. Pois também concordo. Criminoso era o inspector policial que quis desfazer o casamento estando a mulher grávida de seis meses. Genial foi ela que lhe bateu na cabeça com a perna de borrego congelada e depois convidou os colegas do marido a comerem o borrego com batatas (de Idaho) e ervilhas desaparecendo assim a prova do crime. Genial…

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