Dikranoi

Ninguém acredita que os juízes fossem condenar Carlos Cruz sem terem dado como provados os crimes, e para além de qualquer dúvida. Ninguém duvida da convicção de Carlos Cruz e de Ricardo Sá Fernandes ao reclamarem inocência, e com uma veemência que nenhum outro arguido exibe.

Quão mais conhecermos do processo, mais esta polaridade tenderá a aumentar.

71 thoughts on “Dikranoi”

  1. Com o processo Casa Pia iniciou-se a nova era da justiça em Portugal: uma aliança espúria entre magistrados, policias investigadores e jornalistas «voz-do-dono», para destruir adversários políticos e outros. Adversários seus ou das suas corporações.

  2. Mete dó tanto moralismo fingido choramingas.
    Deus mandou arrasar Godoma e Somorra na tentativa de acabar com a genética alma da pulsão sexual dos humanos, e chegámos onde chegámos. E ELe era Deus omnipotente, quanto mais um simples tribunal de três tristes juizes face a sete pobres diabos, entre milhões de milhões de seres que transportam consigo essa inalienável pulsão apesar de todos os códigos, moralismos e repressões.

  3. Esta é facil Valupi :

    Pode-ser que a polaridade aumente à medida do nosso conhecimento mas, a menos que dês à palavra “conhecimento” um sentido diverso do comum, isso é largamente compensado pelo facto de realizarmos (à medida que amentar o tal conhecimento) que “convicção de Carlos Cruz e de Ricardo Sá Fernandes ao reclamarem inocência” interessam apenas ao menino jesus.

    Melhor dizendo, interressam apenas ao menino jesus e ao jornal Maria…

  4. Adolfo Contreras,

    os “três tristes juízes” não tinham como objectivo repetir essa tentativa divina de “acabar com a genética alma da pulsão sexual dos humanos” e, portanto, pela tua própria argumentação, não falharam.

    Parece-me mesmo que o assunto não era propriamente a pulsão sexual do ser humano.

    Esqueces-te também de mencionar que além dos sete pobres diabos, estavam não sei quantos patifes a dizer que timham tido relações sexuais com eles…

  5. Provavelmente já vi filmes americanos a mais, mas que diferença no tratamento que se dá ao condenado, não é? Lá o juiz lê a sentença, o polícia leva o condenado (a cena das algemas é talvez excessiva) e este pode então meter os recursos todos a partir da prisão.
    Cá, o sujeito vai dar conferências de imprensa, entrevistas nos telejornais e fica mais uns seis anos neste número. É aliás, a sua versão que passa a ganhar mais divulgação junto da opinião pública.

  6. Não vou entrar aqui no jogo perigoso e erróneo de tecer comentários quanto à qualidade da decisão do conjunto de juízes que deliberou estas, e não quaisquer outras, penas para os acusados. Não sou jurista nem advogado. Não conheço o processo, os arguidos ou qualquer vítima. Gostaria de acreditar que foi feita justiça.
    Mas não posso. Porquê?
    Explico.

    A Justiça, em Portugal ou não, deve obedecer a um conjunto de imperativos que a limitam mas que, simultaneamente, a definem.

    À Justiça, não basta ser Justa. Tem, necessariamente, de ser célere. Esta celeridade está consagrada na constituição Portuguesa e não foi, neste processo, minimamente respeitada. 8 anos de julgamento público e 6 anos de julgamento nos tribunais é um exagero. É demasiado penoso para arguidos e, sobretudo, vítimas.
    Um acusado, mormente se inocente, deseja resolver as questões o mais rapidamente possível, provar a sua inocência (que terrível inversão esta do ónus da prova… não seria suposto o contrário??) e seguir com a sua vida.
    Uma vítima necessita apenas que não duvidem dela, se encontrem provas dos factos, ver os culpados punidos, encerrar o assunto.

    É tão simples. O que correu mal? A reflexão e devidas ilações deverão ser tiradas por quem de direito.

    Para além da, como já vimos falhada, celeridade, a justiça na nossa pátria deveria possuir um predicado que está em falta no geral e neste caso em particular:

    Dar segurança.

    Seria espectável que após um qualquer julgamento todos os intervenientes, e também o público, ficassem com a percepção de que tudo foi bem feito e que a deliberação judicial não poderia ser posta em causa por nenhum argumento, nenhuma diligência questionável, nenhuma ilegalidade, nenhuma vírgula de nenhum parágrafo. Tudo isto seria possível porque a Justiça não seria nunca refém de nenhum interesse que não o real apuramento da verdade dos factos.

    Será que algum de nós tem essa percepção de segurança desta decisão?

    Eu não tenho.

    A Justiça portuguesa enquanto sistema está tão mal vista que é mais ou menos lícito que toda a gente dela tenha dúvidas ou receio.

    Já ouvi intervenientes no processo, com propriedade para o fazer, dizendo que muitos outros deveriam estar sentados no banco dos réus.
    Se deveriam lá estar e não estão, sinto-me no direito de indagar se, fazendo uma inversão de raciocínio, todos os condenados serão, efectivamente, culpados.

    Neste caso desde o início que fugas mais ou menos previstas surgiram nos média com o objectivo de criar uma multiplicidade de pontos de vista antagónicos que deixassem todos baralhados acerca do que estava, realmente, a acontecer.

    Pois bem. Foram sucedidos.

    O processo chegou a uma fase condenatória e ninguém tem a certeza de nada.

    Espero realmente que, a bem da Justiça, todos os condenados tenham razões para o terem sido.

  7. André Couto,

    concordo com a tua visão de que a justiça infligiu a si própria o estigma da falta de credibilidade. Um caso típico da reversão do feitiço contra o feiticeiro. Esta inverteza é desconfortável…caramba, um cidadão precisa de acreditar que há justiça. Andou-se, portanto, a brincar com coisas sérias.

    Apenas duas ressalvas.
    Ao contrário do que afirma, para haver acusação tem de haver provas. O acusado, se se quiser defender, poderá então apresentar as suas, não há aqui inversão nenhuma do ónus da prova.
    Diz também : “Uma vítima necessita apenas que não duvidem dela, se encontrem provas dos factos, ver os culpados punidos, encerrar o assunto.”

    Não me parece que os acusados estejam assim tão desprotegidos nem que a vida das vítimas seja assim tão simples nem esses objectivos que enuncia tão fáceis de concretizar.

  8. De acordo com o Mario. Este processo é uma vergonha e não acredito que algum dos que foram condenados tenham tido algo que ver com aquilo. O modo como aquela sentença foi lida …. um nojo.O justicialismo mediatico, a filha da putice congénita o relativismo entorpecedor a cobardia de muitos tornam possivel que qualquer cidadão possa ser facilmente e convenientemente liquidado para não perturbar o status quo salazarento que todos fingem não ver.É mais confortavel ceder, concordar, ou não concordar mas só em parte, reservando-se sempre a ultima parte de um texto, pensamento ou afirmação, para o inevitavel alinhamento com as teses gerais do bom e confortavel pensamento da urbanidade de matilha.
    Obrigado Carlos Cruz, por não desistires, os meus filhos se puderem agradecer-te-ão.

  9. K,

    concordas que a consequência lógica seria, então, que os então acusados deveriam ter aberto um processo contra as vítimas difamatórias?

  10. Concordo com Edie. Aquele espectáculo mediático após a leitura do acórdão e toda a santa noite, será admissível? Como se defendem os juízes? E os rapazes? O que é isto? E ver Ricardo Sá Fernandes como chefe deste circo, ele que barafusta pelo terceiro mundismo do país? Achará ele que está a ser civilizado? Sente-se injustiçado? Recorra e deixe-se de espectáculos degradantes. A condenação do seu constituinte era uma possibilidade forte. Ou não era?

    E os vídeos divulgados por Carlos Cruz são para quê? Para os que ainda não tinham percebido (?) ficarem a perceber que as casas podiam ter sido modificadas?

  11. Caro edie,
    Contreiras, tenho nome e sou português pelo menos desde o Séc.xv.
    A parábola de Sodoma e Gomorra só reforça a ideia de que os três tristes juizes, assim como todos os demais do mundo inteiro que julgam e condenam, segundo códigos escritos, relações sexuais entre humanos, tentam, mais que Deus, condicionar e tentar matar a tal imparável pulsão sexual de todo bicho vivo. Isso porque teria sido o próprio Deus, para os crentes, a criar o homem e nele essa tal pulsão irreprimível, logo seria ilógico que sendo o criador quizesse matar o que criara.Seria pouco próprio de um Deus.
    Muito mais adequado será usar o conceito grego do deus Dionísio. Na realidade são os juizes e todos julgadores segundo códigos morais escritos ou de tradição que tudo fazem para matar o dionisíaco que existe em todos os humanos.
    O mal não está em Sodoma e Gomorra que não passa de uma fábula de moral divina sobre este mesmo assunto agora julgado, o mal está mesmo quando são os homens de poder a querer matar por preconceitos hipócratas e moralistas a pulsão dionisíaca inerente à vida. Quando Dionísio é levado preso por Penteu(o rei) aquele responde-lhe: – Porque ao fazeres mal a mim, é a ele(ao deus Dionísio) que queres pôr a ferros-.

  12. Falas bem, Contreiras, mas através das tua sábaias e rebuscadas palavras, não tens pinta de moral. Vai lá satisfazer os teus impulsos nas vielas e escusas de vir armar-te aqui em pseudo-intelectualóide.

  13. Adolfo Contreiras,

    antes de mais, as minhas desculpas pela gralha. Já agora, aproveito lhe dizer que também tenho nome e é nome de mulher há muitos séculos. Pelo menos desde que existe o nome Edith.

    Postas estas questões de fundo, deduzo que defende que a pedofilia não devia ser perseguida judicialmente, já que foi criada por Deus…

  14. edie, suponho que a polaridade aumentará com o conhecimento por causa da radicalidade das posições: o Tribunal dá como provados os crimes, o arguido continua a reclamar inocência, tenta desmontar a acusação e o seu advogado fala em “monstruoso erro judiciário” e em “reino das trevas”. Ora, Ricardo Sá Fernandes sabe que vai ser pública a explicação detalhada da sentença, daí o significado da sua actual reacção. Ele não mostra ter alguma dúvida acerca da inocência de Carlos Cruz, e conhece tudo e mais alguma coisa que foi apresentado ao Tribunal.

  15. Edie, acho que o P.Pedroso e/ou o F.Rodrigues fizeram-no. Adivinha o que aconteceu.
    Aqui não se trata de consequências logicas subjectivas, num estado de direito existe o direito legitimo à defesa e cada qual exerce-o como quiser. Esta é a mesma justiça que queria fritar um 1º ministro, decapitou uma direcção do PS e enviou um deputado p/a prisão com base em depoimentos falsos. Sempre coadjuvada pelo nojo jornalistico.
    Para compreender a reacção do Carlos Cruz basta um pouco de alteridade e boa vontade.
    O que estranho é as pessoas acharem estranho que um tipo que se considera injustiçado e com boas razões para isso não possa abrir a boca quando no passado (e no presente) foi alvo da maior campanha de linchamento mediatico. Isso sim acho estranho.

  16. Val,

    esclarecida.

    K,

    por causa das nojeiras em que esta justiça se tem envolvido, é que eu, mais acima, mostrava preocupação sobre o eterno estigma da falta de credibilidade que o sistema judicial se auto-infligiu.

    Mas que fazemos? Deduzimos que todos os condenados são inocentes, porque esta justiça está sob suspeita?…

    Quanto às boas razões que dizes que o C.Cruz tem para se sentir injustiçado com esta decisão, quais são elas? É que a mim, parece-me que estamos mais ou menos quase todos em branco quanto a esse tipo de detalhes do processo.

  17. Valupi

    Tens uma queda para apoiares o que está errado. Pensa assim: nenhum juíz condena a prisão efectiva sem ter factos, factos provados, e sem ter estudado, ponderado, analisado até ao mais infimo pormenor o caso, sobretudo quando se trata de um caso com resonância pública.
    A defesa do advogado do Sr. Carlos Cruz é mais velha que «o cagar de costas» e no caso deste advogado eu resumo-ta: dar publicidade ao caso, pôr o seu constituinte na TV a lamentar-se, recorrer por tudo e por nada, arguir inconstitucionalidades, tudo em vista de cansar o processo. Finalmente, defender, apregoar, a teoria de que a Justiça está a perseguir «pessoas de bem», que «e uma monstruosidade» o que estão a fazer com o seu constituinte.

    Depois como lhe dão tempo de antena na TV, o mesmo advogado vem borrifar com um ar de zangão ( mas só assusta os incautos!), que este país é irracional, o que ilustra com mais uma série de bacoradas em conferência de imprensa.

    Fica caladinho quando apanha alguém pela frente que lhe dá na mesma medida e até faz de conta que não vê e não ouve. Portanto, pá, não me venham com merdas que as vítimas inventaram os factos!! Houve, lembras-te do filme da Meg Ryan com o Bill ( não me lembro o apelido) em que ela finge o orgasmo num restaurante? See the point?

    Mais: como não conheço os factos de per se, não os posso nem devo comentar, aliás, especulação num caso destes feita por quem tem acesso ao canal de comunicação, é contraproducente. Todavia, com base no pouco que sei, o que é veiculado pela CS e esta desinforma garantidamente, porque não há jornalistas que entendam a dinâmica judiciária, deixa-me que te diga o seguinte: já que opinas, devias perguntar assim:
    Porquê tanta disparidade entre a pena de um Carlos Cruz e a de um Bibi?

    Porque não foi atribuida a pena máxima a todos, pois tendo-se verificado o crime acusado ( não sei se pronunciado), bastava apenas a existência de uma vítima. Só uma, porque este crime para mim é idêntico à morte de um ser humano.

    Mas como tu imputas responsabilidade à Comunidade, não achas que a Comunidade devia agora fazer qualquer coisa para calar o choro de arguidos MENTIROSOS, PORCOS, ORDINARIOS, MANIPULADORES?

    Não te canses a responder: já vi que a expressão facial e o teatro das palavras, designadamente as orais, te impressionam vivamente.

  18. Caro edie,
    A habilidade de converter uma ideia no seu contrário, trocar ou dar uma volta ao sentido da proposição feita apenas prova essa habilidade para o jogo de palavras. Especialmente quando se faz não perceber ou não se percebe mesmo o fundo do que foi dito.
    Não há deus porra nenhuma logo não há pedofilia criada por deus porra nenhuma. O sexo foi criado pela Natureza por uma necessidade de existência e preservação da espécie, sabe disso certamente. A pedofilia foi criada pela sociedade moral e só muito recentemente e ainda hoje não globalmente. E pode esta julgar e condenar todos os homens judicialmente sobre códigos escritos segundo a moral mais severa que ainda quando restar um único ainda pode acontecer pedofila.
    E já agora pergunto. Na actual sociedade altamente aberta e permissiva a todo o tipo de sexualidade, quando um miudo sabido sai para o engate de homens sós com disfunções sexuais para lhe sacar dinheiro, humilhar e até roubar, nesta situação quem é o pedófilo?

  19. Quais são elas Edie?Estas em branco? Olha vê aqui.
    É a versão dele e já está em linha há algum tempo. Vai lá, lê e faz o teu juizo.

  20. Contreiras,

    Depois das várias cagadas que por aqui tens escrito, com Deus e Sodomas e Gomorras à mistura, mais “pulsões” do sexo e pedofilias criadas pela “sociedade moral”, não admira que saias com esse quesito meio desorientado, mas sempre priápico: “nesta situação quem é o pedófilo?”.

    Pois, filho, nessa situação de meninos “sabidos que saiem para o engate” não pode haver pedófilos; quando muito peidófilos, ou caralhófilos, diria eu. Reescreve a tua pergunta e mete gerontófilos nisso. Não vais chegar a lado nenhum, de acordo com os meus cálculos, mas pelo menos darás uma de chico esperto muito esperto que domina a nossa língua, e que me vai fazer, no mínimo, ficar a pensar três segundos que não passas exactamente disso. Fico à espera da confirmação.

  21. Toute a ber
    Uma coisa é a violação (ou sedução violenta) de miúdos pequenos num contexto educativo, implicando relações de poder (educador-miúdo), e com a agravante de ter em vista “esquemas” de os pôr a “render” – e já agora, A.Contreiras: a questão aqui não é o sexo, mas a violência indefensável, acho, do mais forte sobre o mais fraco
    – outra coisa são relações consentidas, num contexto de prostituição (mas ilegal, porque com menores – e isto independentemente do género dos menores, creio eu).
    Anda aqui (e em todo este caso) muitíssima confusão. A disparidade de penas entre o Silvino e os outros parece, no entanto, uma das poucas coisas juridicamente sensatas.
    Quanto a tudo o resto, acho que temos de deixar assentar a poeira.

  22. “E já agora pergunto. Na actual sociedade altamente aberta e permissiva a todo o tipo de sexualidade, quando um miudo sabido sai para o engate de homens sós com disfunções sexuais para lhe sacar dinheiro, humilhar e até roubar, nesta situação quem é o pedófilo?”

    Sr. Contreiras,
    parece-me que com mais ou menos deus, com mais ou menos pulsões, com mais ou menos natureza, tentar fazer passar a ideia, porque é o que o senhor está a fazer, de que os impulsos predatórios de um pedófilo são tão normais, naturais, espectáveis, justificáveis que até a classificação de pedófilo não faz sentido, é completamente execrável.
    Você pode escrever correctamente, munir-se de exemplos bem fundamentados na sua bem cimentada cultura geral, ou em pesquisas efectuadas para o efeito, ignoro-o, no entanto nenhum desses floreados retira monstruosidade e nojo à ideia que pretende passar e ao acto a ela subjacente.
    Pergunto-lhe:
    Tem filhos?
    Se um daqueles que eu chamo pedófilos e você não, sentisse essa pulsão sexual tão natural e pouco recriminatória pelo seu filho digamos, como mero exercício de raciocínio, (embora aconteça na realidade e o que eu gostava de o ver defender isto) BEBÉ, estaria o sr. igualmente em cima de um pedestal a arrotar postas de pescada?
    Bastar-lhe-ia que alguém dissesse “A pedofilia foi criada pela sociedade moral e só muito recentemente e ainda hoje não globalmente”?

    Como resposta à questão que deixa no seu comentário diria apenas:
    Que pena tenho dos homens sós e com disfunções sexuais que procuram meninos…
    Que pena de todos os pedófilos…

    Que pena tenho, quase, de si…

    André Couto.

  23. K,

    já lá tinha ido antes. Se tu não estás em branco e fazes o teu juízo, porque te contentas com uma versão da história, é contigo. Eu, com isto que o Carlos Cruz diz,continuo a não fazer juízo nenhum. O que ele pede é a condenação em praça pública das vítimas, algo que acha injusto que se faça em relação a ele próprio. É a única conclusão que tiro.

  24. Cara Contreiras

    (alinho na sua brincadeira de troca de géneros),

    Que a lei assenta na moral? Verdade. Que isso está errado? Pois…deverá assentar em quê, na sua opinião? Que mesmo que se aplique a lei, continuará a haver sempre pedófilos (e criminosos de todos os tipos, acrescento eu)? Sim, portanto, não vale a pena sequer fazer leis, certo, Contreiras?
    Que você nem sequer se questione sobre a necessidade moral de evitar o sofrimento provocado pelos seguidores de Dionísio (que associação tão poeticamente mitológica faz em relação a esta tara), explica muito da sua posição moral sobre o assunto.

  25. Edie, tu é que perguntas-te quais as razões dele eu só tas apontei.Achas pouco? E qual é a tua versão da história? A do MP? onde está ela? Ah!! a que veio nos jornais?!
    E não, ele não pede a condenação em publico das vitimas, não é isso que lá está.
    Estão lá factos e perguntas muito pertinentes que precisam ser esclarecidas. Estão lá testemunhos de pessoas que tomaram contacto com este processo. Estão lá diferenças abissais no reconhecimento das casas e enormes discrepâncias, graves omissões e desaparecimentos no que concerne a provas. Isto não é uma questão de humor e preconceito.

  26. Maria, desculpará, mas não entendo o seu comentário, ou o que no meu a terá levado a pronunciar-se assim. Judicamente sensato é para si o quê?

  27. Não, K, o que eu perguntei foi quais eram as “boas razões” (palavras tuas) que assistiam ao Carlos Cruz para se sentir injustiçado. Por boas razões, entendo razões válidas juridicamente.

    Precisamente, eu não tenho – nem tenho de ter – nenhuma versão da história. Acho apenas de alguma ingenuidade acreditar que aquilo que o Carlos Cruz seleccionou para publicar no site esgota o conjunto de provas incriminatórias contra ele. Ou também acreditas que ele não foi selectivo e que não está a cometer omissões?

    E não, ele não pede explicitamente a condenação pública das vítimas (como ele próprio diz, não é estúpido)limita-se a implicitar que elas mentem.

    A questão é que existe aqui polaridade, sim, como diz o Val logo no post, e crer que uma das partes fala verdade ouvindo (lendo) apenas uma delas não passa disso mesmo, uma crença.

  28. «Estão lá diferenças abissais no reconhecimento das casas e enormes discrepâncias, graves omissões e desaparecimentos no que concerne a provas.»

    Perante um arguido que era negro na altura do crime e branco na data do julgamento ou acareação, quando perguntado se reconhece a pessoa, dirá quase espontâneamente: o individuo tinha um tom de pele mais escuro. A partir do momento em que diz isso, perdeu.

    Se o individuo tinha farta cabeleira há sete anos atrás e perdeu cabelo, a testemunha dirá« Esta pessoa tem menos cabelo, ou é magra», etc…. etc. É o bastante para dar um tiro no pé e defender sem o querer o criminoso.

    Reconhecer casas? Alguém que passa por traumas, é forçado aos gostos de PORCOS, de IMUNDOS, conseguirá olhar de frente para quem o vitimizou ou para o local onde a PORCARIA teve lugar? Sobretudo numa causa que deu tanto que falar?
    Desapareceram provas? E quem as fez desaparecer? Quer ver que foi um tipo de leste contratado que sabia onde estava o processo e surripiou a coisa? Ou na confiança do processo, desapareceu alguma coisa, etce etce etc?

    PORCOS, NOJENTOS, FEIOS, MALVADOS, tiveram pouca pena, mas nem que fossem presos por um só dia, a Justiça, ainda que medrosa, funcionaria um pouco.

  29. A polaridade é a coisa mais normal da vida em qualquer assunto existe polaridade, em qualquer disputa, em qualquer conversa–na vida nas cores nos tamanhos, nas dimensões etc… a justiça (nestas questões) existe para eliminar essa polaridade . Por isso e mais uma vez a conversa para mim não se refere às posições em relação à questão mas à propria questão. percebes?
    E as questões que o Carlos Cruz põe não são validas juridicamente? quem o decide tu? E para ti as vitimas não podem mentir? Parece-me que hoje o CM tem uma noticia (vale o que vale) que diz ser mesma a testemunha que incriminou o PPedroso e o CCruz. Diz-me, a ser verdade, achas que deve ser reaberto esse caso?
    O que me parece é que realmente não tens nada para dizer a não ser dizer qualquer coisa.

  30. K.

    Vou-te dizer uma coisa: não digas disparates. Ficam-te mal. Fala primeiro a língua na matéria, e a partir daí, prometo dar-te três segundos para ver se a entendes, se a assimilaste, para então começarmos a discutir esta coisa jurídica. Tás a ver, é que eu sou cigano e autodidacta, pá. Percebo de tiros. Uso colete à prova de bala. Fazem ricochete.

  31. E agora, meus amigos, como vamos conviver com um presidente da Assembleia da Republica, segunda figura do Estado, acusado publicamente de pedofilia por um advogado? Vai o ministério público (letra pequena!) recusar que ele processe quem o calunia como fez da primeira vez quando processou os caluniadores? Já não falo do Ferro Rodrigues, que esse está condenado e morto desde o dia em que as crianças da Casa Pia disseram que foram por ele violadas em Elvas. (Agora, para espanto de todos, e segundo o douto acordão, só Carlos Cruz esteve em Elvas, recebido na famigerada casa por um porteiro de luxo, o advogado Hugo Marçal!!!)
    Será que ninguém pára pensar que esta justiça apodreceu de vez e faz o que bem entende? Escutou Jorge Sampaio Presidente da República, com a desculpa de que queria apanhar Pedroso. E pode-se arranjar sempre uma desculpa qualquer para escutar o Presidente da Republica, desde que haja uma história acerca do amigo, do familiar, do vizinho ou de um simples conhecido. Alterou-se a lei para proteger as mais altas figuras do Estado de um quaquer procurador ou juiz imberbe e ressabiado. Valeu a pena? Não! Sócrates foi vergonhosamente escutado meses a fio, violando a nova lei. Quem tem a última palavra na justiça, o PST e o PGR, encolheu-se e fez o minimo dos minimos que foi não mandar investigar e prender o PM por um alegado atentado contra o Estado de Direito, que só existiu na cabecinha tola de uns magistrados de Aveiro, que ficaram impunes perante a violação.
    Estas situações exigiam que as altas figuras visadas reagissem com indignação, abandonando as funções. Não o fizeram, e acho muitissimo bem, porque os magistrados politicos fizeram uma clara provocação com essa finalidade. Puseram a justiça de rastos, mas isso pouco importa. Ganham bem e logo-logo estão reformados com uma reforma principesca, onde até cabe um subsidiuo de renda de casa vitalicio de mais de setecentos euros.
    Não sei como é que isto vai acabar, mas quem estava à espera que o processo Casa Pia pudesse credibilizar um pouco a justiça, ficou desenganado. Depois de ouvir o acórdão, não sei como interpretar as palavras dos mais altos responsáveis da justiça, confiantes de que a justiça ia sair prestigiada do caso. Se é verdade o que diz Ferreira Dinis, que alteraram os factos na véspera da leitura do acórdão, eu pergunto se o Presidente do Supremo ainda tem um pingo de dignidade e amor à justiça que o leve a dar um murro na mesa e dizer: basta!

  32. Mas que PORRA é esta? Quem é que alatera factos no dia anterior à Decisão? Há algum juíz que na merda do País em que está, pidescvo, policesco e o catano, violasse assim o processo penal? Mas vocês sabem do que estão a falar????????

    Vocês sabem que a merda da alteração de factos segue um regime processual, tipificado em sede própria?! PORRA! Mas pensam que os juízes andam a dormir????
    Já aqui perguntei uma vez: quem faz a Justilça, aplica a Lei e QUEM É QUE FAZ A LEI?

    Alguém se lembra das alterações ao processo Penal, que não são de agora, para escudar e safar figuras púiblicas? Porra, tanto gajo inteligente, pesquisem e depois FALEM!

  33. Parece-me que sabes umas coisas, Mário. Porque não crias um wikilikas super-cricas? Mas reparaste mesmo naquele sorriso meio-seráfico, meio-beneditino do “Ferreira Dinis”? Para São Paulo só lhe faltava o bordão. Ui que medo!

  34. Caro edie,
    Essa da troca de géneros foi metida a martelo para produzir um efeito fácil para a audiência. Para mim, digo-lhe, em toda a vida nunca liguei e não ligo pívia a esse tipo de trocadilhos: efeito zero.
    O edie não gosta da minha moral e eu fiquei esclarecido quanto à posição moral do edie sobre o assunto deste caso. Vai fazer coro e choramingar por aí ao lado do Namora, da Catalina e do pedopediatra(ou pedopsicologopediatra?) Pedro Strech (ou Strecht um tal que fazia poemas nos jornais sobre o sofrimento dos “meninos” e que Eduardo Prado Coelho classificou de irritante e inqualificável numa das sua crónicas).
    Ontem, na Sic do Crespo, o professor de relojoaria Américo às tantas, depois de choraminguices várias dos presentes, dizia que estava admirado como muitos dos “meninos” estavam reagindo bem e já tinham uma vida organizada e estabilizada. A mim o que me espanta é o facto dos “meninos” reagirem normalmente apesar das Catalinas, Namoras, Strech e tuti quanti.
    E dou por teminada a discussão.

  35. Que pena tenho, acrescentaria, que o Sr. F tenha terminado a discussão.

    Logo agora que estava quase a perceber qual a lógica subjacente à sua defesa de pedófilos e ataque visceral às vítimas de pedofilia…

    Sou, de facto, cognitivimente muito limitado para não conseguir ler, nos argumentos que apresentou, nada mais do verborreia triste e inconsequente.

    Sr. F. este assunto é demasiado sério, na minha opinião, pelo menos.

    Até um dia.

    Cumprimentos,

    André Couto.

  36. O nojo que este processo me causou desde o primeiro dia remeteu-me a um silêncio propositado e higiénico. No entanto, o que tenho lido e ouvido nos últimos dias, nomeadamente nesta caixa, remetem-me para duas ou três considerações e preocupações.

    Atendendo aos clamores dos últimos dias, impressionante sobremaneira é que num processo deste tipo, as defesas não tenham conseguido provar de forma inequívoca a total inocência dos arguidos. Deixa-me muito mais estupefacto isso do que a possível fragilidade de algumas provas.

    Convém ter presente que alguns dos arguidos são exactamente conhecidos por serem exímios manipuladores de massas. Com as devidas proporções, que se saiba as vítimas do holocausto não foram obrigadas a desenhar as plantas dos campos de concentração para provarem a barbárie a que foram sujeitos. Esse é um exercício de retórica porque há muito boa gente que confrontada de surpresa, nem a planta da casa onde vive consegue reproduzir com o mínimo de fiabilidade, quanto mais reproduzir as características espaciais do local onde foi sujeito a violência há não sei quantos anos.

    Se as sentenças do presente acórdão vierem a ser confirmadas em última instância é inevitável que os responsáveis da instituição e das tutelas à época levem por tabela. Por uma questão de salubridade da sociedade portuguesa. Chegou de ballet rose. Dispensamos um escabroso bailado de cravos.

  37. Traques,

    Traques, tu foste à escola? Como é que tu de repente largas um discurso tão charmoso e bem feito pá? Que te aconteceu? Bateste com a cabeça? Conta aí quanto medes, de cabeça, claro, seu manganãoe.

  38. Traquinas, quer dizer daqui em diante achas bem que, por exemplo, te acusem de um crime cometido há 10 anos atrás só porque houve alguem que o disse. Depois só terás de provar que tal não aconteceu. Se apos isso conseguires ter minimamente acesso ao processo e esboçares uma defesa muda tudo outra vez para caber na tese da testemunha que por acaso (coisas que acontecem) já não se lembra bem do dia da hora ou mesmo do local. A quem compete provar é à acusação não à defesa.E como sabes que não conseguiram provar se não sabes de que foram acusados?
    Quer dizer vale tudo, tem é que haver sangue para vingar as vitimas…se forem ou não os verdadeiros culpados isso não interessa. Valores mais altos se levantam e salva-se a honra (salazarenta) da justiça e a moralidade burguesa.
    E quem são os manipuladores de massas? A justiça que em todos os processos deixa queimar os arguidos com fugas rigorosamente seleccionadas para os jornais ? ou uns tipos que estiveram quase impossibilitados até agora de falar?

    Depois a comparação com o Holocausto e mesmo salvando as devidas proporções é de muito mau gosto…

  39. Os crimes de abuso sexual não são fáceis de provar quando: não há fotos nem vídeos do acto, não há flagrante delito e não há perícias nas horas seguintes. A táctica das defesas só pode ser: tentar até ao limite do possível argumentar que não há provas, baralhar quem é susceptível de ser baralhado com datas, casas, etc. e introduzir obstáculos processuais para protelar. Tudo isto foi feito, cumprindo o guião. O guião impõe ainda que depois da condenação inicial se mostre o máximo de indignação, se reclame ignomínia e que, depois de levantada a tenda da feira, se recorra, agora já feito o trabalho de condicionamento da opinião pública e dos próximos juízes.
    Presumo e acredito que o colectivo de juízes tenha feito o que lhe competia e podia fazer, dadas as características dos crimes: baseou-se nos testemunhos dos rapazes, nas suas descrições de traços particulares dos arguidos, na confrontação com os locais identificados, na comparação de versões, nas denúncias de C. Silvino e na análise aturada dos motivos que poderiam levar as vítimas a referir aqueles senhores em concreto (sabendo nós que apresentadores, médicos, embaixadores, etc. há muitos )e não outros.

  40. K., calma aí. Não me interpretares na diagonal. Não emiti nenhum juízo de valor sobre os arguidos ou sequer sobre a justeza do acórdão. Inclusive fiz voto de prudência ao ressalvar a necessidade de aguardar as decisões de última instância.

    Não comparei estes crimes com nenhuns outros. Limitei-me a considerar estapafúrdia uma defesa que se agarra com unhas e dentes aos esquiços de plantas feitos de memória pelas vítimas. E repito-o se necessário for.

    Sejamos claros, sei o que toda a gente sabe do processo pela comunicação social. Mas, ou não é o teu caso, ou então queres que as tuas convicções sejam toda a verdade. Bem me lembro ainda da reportagem da década de 80 no tal&qual que relatava Belém como um escabroso talho de horário nocturno. Ao contrário doutros, este processo nasce na CS mas isso não invalida que tenham sido os arguidos quem mais dela se serviu e continuam a fazê-lo, parece que até de forma enviesada.

    Moralismo? Suponho que não estás a dizer que os abusos sexuais de menores devem deixar de ser crime. Eu não os acho de mau gosto. Repugnam-me.

  41. Interpretar na diagonal? Ora relê lá todo o teu comentario. É um exercício perceptivo do caso do principio ao fim. Começas por ficar estupefacto pelas defesas não provarem (repara) inequivocamente a sua inocência em detrimento da fragilidade da prova. Isto é, valorizas a inversão do onus da prova. Depois dizes que são manipuladores de massas e metes Holocausto, Ballet Rose tudo ao barulho. Mas ok acredito, que eu possa ter interpretado mal.
    A minha convicção tra.quinas é a mesma que defendi nos “casos” que envolveram Socrates, ou qualquer outro onde haja uma miseravel manipulação da opinião publica tentando uma condenação pelo justicialismo mediático. Não consigo mudar o meu mindset em tão pouco tempo como alguns embora reconheça que assim não contribua para a recuperação do mercado dos archotes e cordas. Depois quando se olha para este caso não se pode deixar de avaliar toda a envolvente, o momento actual da Justiça, o momento em que se deram os casos as acusações (mas todas) que foram feitas ( H.José, J.Gama, F.Rodrigues, PPedroso, etc…) e o que daí resultou.
    Os arguidos quem mais se serviu da CS? Não acho.Pelo contrario, houve alturas onde nem havia contraditorio.Só via a Catalina pestana, o PNamora mais a CS em peso a apoiá-los.
    Supões mal.Estava a referir-me à necessidade de haver sangue e culpados dê por onde der. Acho (posso estar enganado) que a moral burguesa necessita de uma noção de felicidade romanceada que cai como sopa no mel de uma justiça iniqua.Morte aos poderosos.

  42. tra.quinas,

    «Limitei-me a considerar estapafúrdia uma defesa que se agarra com unhas e dentes aos esquiços de plantas feitos de memória pelas vítimas.»

    por que o considera? estapafúrdia?

    confesso que me inquieta muito que as vítimas, em tais plantas e nos seus testemunhos tenham referido que os quartos onde decorreram os abusos eram no r/c, onde não há quaisquer quartos, pois esses estão no 1º andar.

    parece-me uma falha de memória muito peculiar.

  43. (nb: aguardo a publicação do acordão para, após leitura, ajuizar mais consistentemente sobre todo este caso, que me incomoda tanto quanto a qualquer um neste país)

  44. traquinas, isso é para ti. Os meus comentários demoram a sair e quando saem, só saem metade, mas estou-me nas tintas mesmo.

  45. Valupi,

    Ouve lá, que MERDA é essa de não publicares a ClÁudia????

    Isso não é democrático. Então onde é que está a porra da liberdade de expressão? fachista sou eu, meu manganãoe. Democracia na minha cabeça só a minha, agora tu que és todo democrata, cumpre com o preceito.

    Tu és publicitário não é? Então devia saber que num blogue há o sério, o brincalhão e o qualquer outro género. A Claudia escreve bem, manda boas bocas e sobretudo é SENSÌVEL e não se importa de demonstrar essa sensibilidade. Quando tu publicas as caralhadas do João Pedro Costa, certamente não discriminarás as caralhadas ou carecadas da patareca que a Claudia possa mandar para o teu blogue. Antes os comentários da Claudia do que as merdas do daniel pinto, o jornalista talibã.

    Ora publica lá as merdas dela, como as minhas e as de todos e não me venhas com a porra se eu penso que esta porra é a Santa Casa da Mesericórdia.
    Vê lá se atinas. PERCEBES? Faz lá isso, que levas uns comentários simpáticos e sérios da minha parte, e já viste que eu apesar de ter um sexo indefinido, até tenho um neurónio ligado à ficha certa. Manganãoe.
    GIROFLÉ manda aí ordem de prisão a este gajo, que ele contigo nem se atreve a brincar.

  46. K., lá está, sabes muito mais do processo do que eu e isso permite-te declarar peremptoriamente a fragilidade da prova que definiu o presente acórdão. Que saiba, foi exactamente a fragilidade da prova a causa de terem caído as acusações contra outras pessoas inicialmente envolvidas.

    Há muito tempo que as crianças da Casa Pia sofrem abusos sexuais. Parece que aí não há mesmo manipulação porque há dezenas de anos que as queixas são apresentadas nas entidades competentes.

    O que é que suponho mal? Quais são os factos que te permitem fazer as afirmações do ultimo parágrafo? Quais são os interesses que pretendem destruir a vida destas pessoas? Querias que a defesa dos arguidos viesse concordar na íntegra com o desenrolar do processo e com o acórdão?

  47. Cláudia,
    Experimenta fazer uns esboços de uma casa de um familiar que tenhas visitado uma vez durante umas horas quando tinhas dez ou doze anos. Depois vai lá confrontar-te com o existente.
    O exercício de acrescentar violência, medo, vergonha e o desejo de esquecer o mais rapidamente possível o acontecido é mais difícil de juntar à visita.
    E se não estou enganado, o que transforma um compartimento num quarto é o mobiliário, certo? Mas eu só vi essa bonecada em notícias de televisão.
    O facto de os desenhos não corresponderem ao existente não significa necessariamente que as testemunhas tenham mentido. Podem existir imensos factores que justifiquem essa discrepância.

  48. Já estas a confundir tudo. mas ok a charla já vai longa.
    o que fica claro é que a acusação fica dispensada de apresentar provas, só a testemunhal, e mesmo assim se não coincidir bem, se tiver erros ou omissões…tudo bem…é tudo normal e natural. Aterrador….no minimo!!

  49. Mas isto não é uma questão de razão é muito mais que isso. Independentemente do resultado final (que não será imediato) há questões de principio que não se podem tolerar que aconteçam. Ao MP e à Justiça no geral cabe descobrir a verdade e não escolhido o alvo exclusivamente trabalhar para a condenação, ajustando os “factos” às teorias.

  50. Todos sabemos que a justiça não é infalível, que nem todos somos capazes de assumir o erro como o juiz Samuel Sewall e que a investigação do processo Casa Pia não foi propriamente exemplar. Mas ainda não me convenceste que a sentença foi determinada por pormenores contraditórios como os esbocetos de plantas feitos pelas vítimas. Já não falta muito para termos mais informação.

  51. Mas eu não te quero convencer de nada.Para mim basta-me quando dizes que a justiça não é infalivel, agora só falta dares um pequeno passo…que o poderá ter sido neste caso.

  52. Só a morte é infalível, por enquanto.
    O passo será dado quando tiver conhecimento que a sentença foi determinada por arbitrariedades e não por ter ouvido as tuas convicções ou a algazarra das defesas.

  53. Ai o ego Traquinas, ai o ego…olha se apresentarem factos comprovados e indesmentiveis que me levem a pensar o contrario, não terei probleminha nenhum , virei aqui dizer-te que afinal estava equivocado.OK Traquinas? não leves a mal.

  54. Mas esse mesmo compromisso está implicitamente assumido no meu anterior comentário.
    A diferença entre nós é que tu estás absolutamente convicto da inocência dos arguidos e eu nem da inocência nem da culpa. E para aceitar que tudo isto não passa de uma maquinação só preciso de argumentos razoáveis. O tempo, esperemos que pouco, tornará as águas mais límpidas.

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