Correio da Tarde

__

Felizmente não existe, e queiram os deuses da cidade que nunca venha a existir, mas podemos imaginar a sua existência. Podemos imaginar o que seria, diria, faria um pasquim igual ao Correio da Manhã que, em vez de estar ao serviço exclusivo da agenda do PSD e das canalhices da gente séria, andasse a servir os interesses de uma ala pulha da esquerda. Nesse universo alternativo, o material à disposição para manchetes, Jornais de Sexta, arquitontos do Chiado, porqueiras à la Crespo, Helenas Matos e Pachecos Pereiras cor-de-rosa ia desde o lúbrico Jacinto Capelo Rego até ao ínclito Presidente da República que levou para o Conselho de Estado alguém que é agora suspeito na Justiça de ser um dos maiores escroques portugueses de sempre, passando por figuras gradas do Cavaquistão envolvidas em todo o tipo de burlas e corrupção, algumas já provadas em tribunal, até num homicídio. E isto sem ser preciso chegar à Madeira, esse pedaço da República onde a Constituição não se encontra numa versão completa. Este pântano daria para alimentar na comunicação social mil anos de campanhas mais negras do que o breu.

O teor da manchete acima foi replicado pelos direitolas que escrevem na Internet, alguns acumulando com serem pagos para escreverem em jornais e dizerem coisas na televisão. O tom era de júbilo, festa, desforra, vingança. Pessoas que se descreverão como estando na posse de todas as suas faculdades mentais, e como exemplos de decência e civismo, celebravam a calúnia como expoente do combate político. Elas não queriam saber em que condições as afirmações tinham sido obtidas, qual a sua credibilidade, importância, consequência. Elas apenas queriam, salivando fel queriam, explorar a oportunidade de voltarem a violar a honra de um adversário que odeiam e que precisam de imaginar destruído sem qualquer possibilidade de recuperação para conseguirem adormecer quando se enfiam na caminha.

À luz das evidências judiciais apuradas e do seu aproveitamento mediático e partidário, Sócrates tem sido vítima política e pessoal de uma conspiração, ou bem mais do que uma, ao longo de 7 anos, culminando com esta colossal filha-da-putice onde o suspeito de ter lucrado – ou de ter tentado lucrar – com o uso do seu nome aparece invocado pelos ranhosos como autoridade que se sobrepõe em veracidade à palavra de Sócrates e à de todas as entidades policiais e judiciais que têm investigado as suspeitas lançadas in illo tempore de 2005 para ajudar esse grande heterossexual de seu nome Santana Lopes.

17 thoughts on “Correio da Tarde”

  1. Mas em defesa do Correio da Manhã, há que dizer que foram palavras do administrador inglês, que tem a certeza que Sócrates era o Pinóquio referido por Smith. Caso não tivesse a certeza, teria pois que admitir publicamente que foi comido por um burlão. E os administradores não são comidos. Pelo menos não publicamente.

  2. Inqualificável! Nem sei como é que José Sócrates não processa estes vermes, com a violência que eles merecem. Eu ajudo à subscrição de fundos, se necessário, e à indicação de um Advogado à altura deste caso, que os há em Portugal.

    O debate público não pode continuar condicionado por pulhas deste calibre. São culpados de alta traição à Democracia e ao Estado de Direito. Numa Ditadura de gente de bem, já teriam sido presos, no mínimo, ou deportados para uma daquelas ilhotas do Pacífico que se vão afundar com o aquecimento global.

    PUTA QUE OS PARIU!

  3. Compreendo que Sócrates não responda. Qualquer intervenção da sua parte seria aproveitada para fazer um regabofe ainda maior do que o que tem sido feito.
    Outrossim não compreendo a basbaquisse dos responsáveis do PS que assistem a tudo isto sem pestanejar, ignorando que, quando se tenta queimar Sócrates, não só o político, mas também o homem, o objectivo é ir sempre mais além e atingir o PS e todos os seus militantes. Alguém duvida? Eu não!

  4. Isto até começou com uma carta chamada anónima embora se saiba onde foi escrita. Isto é miserável.

  5. “Era uma vez um soldado desconhecido que recebeu uma carta anónima…”
    Eis pois a verdade indesmentível dos fatos….

  6. Isto tresanda a medo. A canalha da direita continua com MUITO medo de Sócrates. O silêncio do homem deve traze-los borrados de medo.
    Assim ele vá mantendo a cama dando tempo ao tempo.
    Este blogue através dos excelentes textos que publica vai mantendo a chama… Os tempos correm cada vez mais rápidos . Nunca o mundo mudou tanto em tão pouco tempo.

  7. Mas…mas…dizei-me! E vós tendes a certeza de onde está a razão? Sim, o sr. 23%, é um BESTA especializado em merda, dá pelo nome de CAVACO, mas, dizei-me que provas tendes de que afinal não há um pinóquio e que a imagem de quem defendeis é imaculada?

    Ó baltazar garção, permita-me: e que advogado aconselharia? Um honesto ou um desonesto? Primeiro terá que qualificar a causa, claro, pois para uma causa desonesta nãos e quer um advogado honesto. Ora avance aí com um nome, se faz favor!

  8. Este abjecto pasquim em uníssono com inanerrável casal Moniz aplaudiu com o entusiasmo das causas nobres o paladino da verdade e da honestidade política que segundo o agora afirmado,repudia agressões e chantagens,o tal Relvas,quando este pulha recomendou publicamente aos filhos de José Sócrates que rompessem com o Pai mentiroso que queria asfixiar a comunicação social.É difícil descer tão baixo e é pena que a memória das pessoas seja tão curta,muitas delas por conveniência.

  9. se te acusarem de seres um pinóquio, um criminoso, sobre quem cabe o ónus da prova? Em Ti? Ora prova então que não és um escroque em vez de pessoa muito séria. (not fair? right)

  10. Pois, pois é isso, ó meu amigo, só que, em situações dessa ordem, aqueles a quem se imputam dizeres tão malditos e ofensivos, não podem ficar de braços cruzados, ainda que, como diz e muito bem, o ónus da prova recai no acusador. Tratando-se de uma pessoa pública, com um passado político de tomo e certamente visando retomá-lo, não acha o meu amigo que a simples negação é uma impugnação vazia? É que o Povo,de facto, é que elege, por enquanto, e há sempre más linguas no meio do mesmo. Lá diz o ditado « quem não deve não teme», pelo que eu aguardo, sem julgamentos, sem defesas, sem ataques. Aliás, a justiça é também o que é, porque fazem dela o que é, a começar por alguns senhores advogados que em histeria autêntica, convocam conferências de imprensa, adoram as camaras e transformam a praça pública numa feira de vaidades. Juízes? Esses agora não são chamados ao assunto.

  11. suponho que se dirige a mim: pois que o imputado prestou inúmeras declarações com judite sousa, sem judite sousa, etc…cruzou os braços? Não, defendeu sempre a sua honra e deu as explicações que hoje os governantes negam aos supostos representantes do povo (paralamentares). A comparência é sempre negada.

    As provas…é que tardam…já passaram 7 anos e nem a homossexualidade (crime gravíssimo) ficou provada. Aí o imputado fez mal: cruzou os braços e nunca se referiu, que me lembre, ao assunto.

    Os juízes são totalmente chamados a este assunto, assim como o complot PSD-Secretas-Ongoing- Relvas- Comunicação Social vária. Sim, são muuuito chamados ao assunto, já para não falar no mafioso mor CS, é verdade.

  12. meu caro, o julgamento é no tribunal. Processo – crime é grave, cabe à acusação provar o que imputa, todavia,garantidamente cabe ao acusado ou indiciado defender-se. Eu, no lugar do acusado, borrifar-me-ia para ónus da prova do Ministério Público ou assistente, contraporia no lugar certo – o tribunal – e mandava ao sítio as judites e companhia. Mais: nada de escolher os advogadozecos «da praça», que são mais histéricas que as varinas da Madragoa, simplesmente recolher-me-ia a um simples, empenhado, que só abrisse a boca quando necessário e designadamente que fugisse das camaras, do protagonismo. A política portuguesa é a pulhítica em ação, escorada num tribunal constitucional que até tem juízes indicados pelos partidos, o que basta para estragar o trabalho dos magistrados – os judiciais -, pelo menos o daqueles que até trabalham e se interessam. Pano para mangas, meu caro, porém, algo é certo – o que conta são os factos num processo e não aqueles que são contados pelos jornais, até porque em Portugal não há um único jornalista que consiga apresentar ao público um processo como «deve ser».
    Portugal transformou-se num embrulho de jornal, com menos classe que um cacho de bananas verdes envoltas em papel de jornal. O mexilhão perdeu a força, na verdade nunca a teve, sequer fez para a ter, esgotando-se na discussão pública da defesa daqueles com quem simpatizam. Certo é que a culpa por cá é mais virgem que a Virgem Maria e eu gostava tanto que houvesse outros tantos como eu para saber para onde foi o dinheiro que veio das ex.comunidades, hoje UE, e o que gerou o enorme défice que cai sobre nós e descendentes. Enauqnto isso, meu caro, a frota de pópós muda, as mordomias continuam e as vénias sucedem-se. Que venha o primeiro parlamentar dizer-me o contrario, que eu aceno-lhe com a lei que rege a sua assiduidade no hemiciclo. De facto, o melhor alfaiate que conheço é o Parlamento português, que tem, claro, sucedâneos como ranhoso do Presidente e da cambada que apaparica aquele fanhoso.

  13. A única coisa de interesse é a cena do gajo que morde a mulher, mas com o detalhe de ter sida! Enfim,

    Que jornalismo………………………..

  14. Olha, e se eu te disser que sei quem tu és e que vou dizer aos teus patrões que tu já levaste massa da caixa registadora várias vezes e acusaste a pobre da mulher da limpeza, tu processas-me? E ainda precisas de um Advogado honesto? Pois que, quanto ao Sócrates, parece-me que já não preciso de indicar nenhum nome. Só espero é que as bordoadas partam a espinha de vez aos filhos-da-puta que fazem a cabeça ao povaréu ignaro através da sua posição dominante no correio da manha.

    Baltazar Correia Garção,

    um teu criado.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.