Cineterapia

LISA imac desenho
Steve Jobs_Danny Boyle

Teatro filmado. O texto reina supremo. Diálogos densos, intensos, imensos. Por aqui, Sorkin.

O olhar preso no palco, do princípio ao fim. O que não acontece no palco não existe. O palco como protagonista. Por aqui, Boyle.

Steve Jobs, o filho rejeitado duas vezes que rejeita duas mil vezes a filha. Lisa Brennan, a filha que começou por ser uma Local Integrated Software Architecture antes de ser um iMac. O pai anuncia-lhe que virá a ser um iPod. E depois leva-a para o palco.

Três actos, duas tragédias e uma comédia. No final, vence o amor. Antes, venceu o narcisismo. O narcisismo, ensina este filme, só é bera quando não chega a ser grande o suficiente. O suficiente para conseguir aprender consigo próprio.

É bela a lição. Qualquer semelhança com a realidade, porém, será uma feliz coincidência.

8 thoughts on “Cineterapia”

  1. Haiku que aguente

    Já fui taxicomano
    Hoje ando de bus
    Uber era para o Bayern
    Quero o 35 para a Luz

    E penoso ver que o government recua sempre que haja interesses de grandes lobbies em causa. Telecomunicacoes, Uber. O caso da Uber então é flagrantemente ilegal. Queria ver se os feirantes decidissem vender na Av. da Liberdade se não eram logo devidamente corridos pelas forças da grei com orgulhosa entrevista de um qqer membro do governo (a falta do Costa, podia ser um braço ou pe) as 20 h da noche.

  2. A uberização da economia é uma tentativa de concentração e comissionamento dos canais de aquisição de todos os serviços e bens consumo. Quer pôr o mundo inteiro a drenar esmolinha para o Vale do Silício. Se não nos pômos a pau acontece mesmo.

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