31 thoughts on “Carrilho, um punheteiro de cátedra”

  1. Desta vez discordo frontalmente e lamento muito o título escolhido, cujo veneno se vira completamente contra quem o escreveu.

    Não é por estar completamente nos antípodas de Carrilho relativamente ao tema José Sócrates que agora vou ter de discordar de tudo quanto escreve ou pensa.

    Acontece que o Artigo de Carrilho invocado até merece toda a minha concordância e traduz exactamente o que eu próprio penso sobre Miguel de Sousa Tavares (não obstante poder concordar pontualmente com ele em certos assuntos, como por vezes acontece quanto ao tal tema fracturante “José Sócrates”…).

  2. carrilho agarra-se ao que pode e o tavares atira a tudo o que mexe. gostava de ver a bábá vs teggy na porqueira do crespo.

  3. Ola,

    Concordaria com o Marco Alberto Alves, não sucedesse eu achar que estamos perante algo de mais grave ainda.

    Sugiro que façam o seguinte exercicio : peguem no post e no texto para o qual se remete e leiam-nos apos apagarem todos os nomes proprios e apelidos, ou seja como quem procura compreender o que se diz sem ligar à questão de saber se deve ou não detestar fulano ou beltrano porque ele bateu num amigo do primo da porteira do prédio.

    Vão ver que o post não faz qualquer sentido…

    a não ser talvez na medida em que ilustra uma coisa dita no artigo linkado : em Portugal, ninguém aprofunda coisissima nenhuma nem procura inteirar-se dos méritos de uma afirmação, ou de uma posição, de forma que o chamado “debate de ideias” nunca passa do triste espectaculo do refogar de reputações antigas, tão antigas que ninguém percebe em que é que elas se baseiam.

    Valupi, ainda não me insultaste esta semana. Acho que vai ser desta.

    Boas

  4. Marco Alberto Alves, o artigo não se esgota – e bem pelo contrário – na opinião de Carrilho a respeito de Sousa Tavares.
    __

    joão viegas, tens toda a razão, vai ser desta. Mas dada a tua apetência para seres insultado (pelo menos, por mim), que tipo de insulto preferes receber na ocasião?

  5. eheheheh,

    Se estiveres sem inspiração, pode ser aquele da vinhaça !

    E olha que não percebo mesmo o que tens contra o que, no artigo linkado, extravasa a opinião do Carrilho sobre o Sousa Tavares. Pessoalmente, foi precisamente esta parte que achei pertinente. Não achaste ?

    Boas

  6. joão viegas, precisamente por a achar pertinente é que me dei ao trabalho de propor a leitura do artigo. Duvido é que tenhamos a mesma interpretação a respeito dessa matéria, ou sequer que estejamos a falar do mesmo. Do que eu falo é do exercício narcísico, pacóvio, que consiste em fazer um hino de homenagem à sua própria pessoa.

  7. Val, claro que não, mas também não se esgota, longe disso, no exercício narcísico e pacóvio que consiste em fazer um hino de homenagem à sua própria pessoa.

    Diz mais coisas muito importantes e, a meu ver, acertadas e pertinentes (nomeadamente sobre a qualidade do debate público em Portugal), assim como uma outra bem relevante e igualmente acertada, que é a confissão da sua absoluta falta de vocação para a Política activa. Embora, neste ponto, apenas confirme aquilo que já todos sabíamos…

  8. Marco Alberto Alves, não me parece especialmente meritório, muito menos adentro do estatuto público e social de Carrilho, ser capaz de dizer coisas acertadas e pertinentes, relevantes e acertadas. Estamos rodeados de pessoas que o fazem constantemente, começando logo pela nossa família, amigos, colegas e vizinhos, para depois encontrarmos os meios de comunicação social pejados de sentenças acertadas e pertinentes, relevantes e acertadas.

    O que acontece neste caso não pode erigir essa característica secundária em fulcro da análise a fazer a um texto cuja intenção primeira é apenas uma: o auto-elogio.

  9. que ideia interessante: a masturbação, a própria, como auto-elogio. mas se for a do outro também acaba por ser, ou seja, é onanização inteira – que riqueza. vou pensar melhor. :-)

  10. Não concordo, mais uma vez. Eu, por exemplo, estou rodeado de pessoas que “o” fazem muito raramente (dizer coisas relevantes, acertadas e pertinentes) e, muito pior do que isso, depois encontro os meios de Comunicação Social pejados de sentenças disparatadas, desacertadas e propositadamente despropositadas. Ou sou muito exigente, ou o meo pacote tele-jornalístico não abrange os excelsos canais e jornais onde fundamentas a tua convicta asserção…

  11. com tanto truque e gaiola mal feita, a passarada acaba por fugir do circo e plantar-se na primeira torre sineira que encontrar, passando a cagar d’alto para os mandarins da moral e bons costumes que já são mais que as mães.

  12. mais uma vez desceste baixo val, muito baixo mesmo para seres considerado digno.A coisa vai mal quando o mundo é dividido entre os amigos de sócrates e os criticos dele.Enfim, valupetices, valuimbecilidades, Enfim, isto tá a ficar como nos tempos em que aquele senhor egipcio que não foi votado pelo carrilho para a unesco,governava no pais dele

  13. Marco Alberto Alves, não te gabo a sorte, então. No caudal imenso, imparável e ecléctico que preenche os encontros quotidianos e o éter mediático a sensatez é norma. Se assim não fosse, creio que nem vivermos uns com os outros seria possível.
    __

    baki, larga o vinho.

  14. O Val tem dois defeitos: primeiro, é um BOCADINHO narcísico. E quer ter sempre razão. O defeito que, enfim, aponta a Carrilho. Tem boas ideias, é verdade, mas não é o dono da razão.
    E segundo, às vezes, quando está a ver que a razão lhe começa a fugir debaixo dos pés, agarra-se muito à forma do debate, desviando-se do essencial: o conteúdo.
    Neste caso, tudo isto ficou bem patente: Marco Alves detetou alguns aspetos claramente interessantes no artigo de Carrilho que Val, de forma insegura, teimou em menosprezar, em tom displicente e com argumentação progressivamente mais frouxa. Terminando nesta pérola: A sensatez é o que predomina no éter mediático. Olhe que não (me) parece que seja isso que se depreenda de quem o lê com regularidade (de quem o viu escrever sobre Sócrates e os média, só para dar um exemplo). Onde chega o desespero argumentativo.

  15. Os cínicos eram filósofos gregos que, entre outras coisas, urinavam, defecavam e se masturbavam em público. O cínico Carrilho é uma reles imitação desses tipos.

    A escola cínica é considerada na história da filosofia grega como uma escola “pré-socrática menor”, rótulo que também fica bem a Carrilho: um punheteiro pré-socrático menor…

    Assim já fica a classificação desse macaco mais completa.

  16. mp4, agradeço a tua atenção para com a minha humilde, mas nada modesta, pessoa blogosférica. Começas, aliás, por um alucinado elogio: dizeres que tenho dois defeitos, dois. É muita bondade tua, mesmo misericórdia. Quanto ao resto, vamos lá.

    O Marco Alberto Alves manifestou a sua discordância para com o título que dei ao postal e a sua concordância para com as ideias de Carrilho a respeito de Sousa Tavares. Na resposta, disse-lhe que o artigo não se esgotava nesse aspecto; de resto para mim irrelevante, pois eu tinha apontado ao sentido primeiro e último daquela peça: o auto-elogio. O Marco voltou a frisar o seu ponto de vista, desta vez descrevendo outras facetas que lhe tinham agradado: as ideias genéricas acerca da qualidade do debate público. E eu tentei realçar a normalidade desse tipo de ponderações, as quais encontramos em miríades de escritos e declarações, no presente e no passado, na política, no jornalismo, na academia, na escola, na rua. Para ilustrar: é impossível ouvir um Fórum TSF, por exemplo, e não dar por nós a concordar com este e com aquele, com isto e com aquilo. Logo, o que mais importava – ou, o que mais me importava – no artigo do Carrilho não estava aí. Não tinha sido em relação a essa parte do escrito que lhe chamava punheteiro.

    Ora, eis que chegas tu e repetes a linha argumentativa do Marco – a qual é subjectiva e sectária, inevitavelmente. Subjectiva, porque não sabemos quais as vossas fontes e qual o método de aferição para chegarem às vossas conclusões. E sectária porque estão a considerar que não pode haver diferentes, até contraditórias, formas de sensatez.

    Quanto às minhas banais opiniões acerca dos comentadores que têm atacado Sócrates, o PS e qualquer outro que julguem ligado a estas entidades, isso não se confunde com uma apreciação de carácter sociológico, e também antropológico, onde o fenómeno da comunicação humana aparece preenchido por constantes trocas positivas, proveitosas, eficazes, pedagógicas, informativas, unificadoras, criativas, benéficas e um longuíssimo etc.

    Concluo dizendo que confirmo o narcisismo, o qual não será menor do que o de Carrilho, e a procura da razão. É por isso mesmo, exactamente por isso, que das melhores coisas que me podem acontecer é aprender com os outros, trocando uma má razão minha por uma boa deles, ou uma inferior por uma superior, uma pior por uma melhor. Quanto tal acontece gosto muito, muito, muito de mim.

  17. “Sectário” é trapinho que não me assenta, de todo, mas também não me belisca, em nada.

    Agora esta resposta do Val preocupa-me, como deve preocupar o mp4 e todos os que o costumamos ler com agrado. Espero bem que seja do vinho…

  18. E sim, o mp4 aponta com precisão: a sensatez nos “media” portugueses NÃO é a norma, muito longe disso! A qualidade do debate político, em conteúdo e estilo, é miserável e a maioria das pessoas com que nos cruzamos não tem as ideias nada claras quanto à realidade em que vive. E uma grande parte da responsabilidade, sim, é dos meios de comunicação de massas. A falta de isenção e a baixa qualidade têm apenas uma excepcionalíssima excepção, que urge louvar (e o Val, naturalmente, já referiu): a TSF.

  19. Marco Alberto Alves, considerar uma opinião como sectária é distinto de considerar alguém sectário. Aposto que não precisas que te explique a diferença. E aposto também que não ignoras que ao considerar isto e aquilo de terceiros só me estou a descrever a mim. De resto, e convoco o teu bom senso para me acompanhares no raciocínio, não haveria qualquer motivo para te considerar sectário à luz das centenas de participações que tens tido a generosidade de fazer aqui no blogue, e que são das mais informadas e ponderadas que se podem ler por cá. Vou atribuir à tua simpatia pelo Carrilho esse remoque narcísico.

    Dizes que uma resposta minha te preocupa. Se tiveres a bondade de desenvolver o tópico, tenho a certeza de que irei aprender contigo. Só me resta saber exactamente o quê.

  20. Como todos sabemos, a aprendizagem resulta sempre, mais ou menos exactamente, de uma ignorância. Nada de novo. Temas há, contudo, em que o melhor mestre somos mesmo nós próprios. Este é claramente um desses casos, pelo que se torna inútil perder tempo a desenvolvê-lo eu.

    Por outro lado, lamento ter de infirmar qualquer espécie de simpatia minha para com M.el M.ª Carrilho. Como também está mais do que comprovado pelos meus comentários (e basta um…). Mas uma coisa é a simpatia, outra a concordância. Ainda que meramente parcial e pontual, como é o caso…

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