Bute aí fazer o programa do PS

Não há posição mais confortável do que a minha para defender Sócrates: não votei PS, nem é provável que vote, mas reconheço a qualidade e intento reformista da governação, as pulhices e inanidades dos adversários e as circunstâncias internacionais que levaram à quebra das exportações, ao drástico e repentino aumento do desemprego, à diminuição de receitas fiscais e aos gastos extraordinários no apoio social. Sem as crises (primeiro a do preço do petróleo, depois a financeira, finalmente a económica), a riqueza teria continuado a aumentar, é lógico e simples de calcular. Mesmo assim, tal não faria de Sócrates, ou do PS, uma escolha óbvia para o voto em 2009 — iria depender das alternativas. Ora, a 3 meses da coisa, não há alternativa; é também lógico e simples de constatar. Não é que o PSD e o CDS não possam governar e chegarem ao fim da sua legislatura sem que tenhamos entrado em bancarrota ou guerra civil. Ou mesmo que um agora impensável Governo PCP-BE não pudesse colher apoio popular durante algum tempo, tamanha a demagogia e populismo das suas promessas. Não. O que se passa é que a oposição não merece governar. Tudo o que tem feito, nestes 4 anos, tem sido contra o interesse nacional, contra o bem comum, contra a mera sensatez de se viver em comunidade. São concidadãos em quem não se consegue descortinar elevação de carácter em matérias políticas. Agem como rufias de terceira categoria. Que se fodam.

Entretanto, não poderei votar PS sem o inequívoco compromisso de se atacar o mal maior pela raiz, continuar-se a reformar o sistema e ser-se ousado na ambição económica. Assim, se quiserem o meu voto, aqui vai alho:


Justiça

É o maior, o mais grave e o mais perigoso problema em Portugal e para os portugueses: o descalabro da Justiça. Como é possível ver o material da investigação do Freeport, para ir a um caso sumamente exemplar, a servir de alimento da campanha negra e ninguém sequer estar sob suspeição pelas inúmeras fugas ao segredo de Justiça? Como é possível continuar a assistir à ineficácia e disfunções do Ministério Público, que até atingem o Primeiro-Ministro ou um ex-Presidente da República, e ninguém aparecer com uma qualquer solução? Fingir que basta deixar passar o tempo, e remendar o problema pela surra, já não dá, até porque nunca deu. A Justiça portuguesa tem sido fonte de injustiças por actos e omissões. A existência de milhares de pessoas foi decisiva e tragicamente afectada por questões da estrita responsabilidade da Justiça nestes 35 anos de democracia. A perversão do sistema afecta tanto a liberdade, segurança e qualidade de vida dos indivíduos como estrangula a economia ao premiar a corrupção, os sistemas paralelos e a decadência moral e intelectual.

Que país é este onde há dinheiro para autoestradas, e muito bem, mas não para instalações seguras e material informático para todos os tribunais ou para a construção de mais e melhores tribunais, mais e melhores esquadras, mais e melhores prisões? Que país é este onde há dinheiro para eventos desportivos, culturais e empresariais, e muito bem, mas não para aumentar os efectivos na Procuradoria, na Judiciária e na PSP? Que país é este onde se espera anos e anos por uma péssima Justiça?

Se o PS não sabe como responder ao desafio histórico que permanece por cumprir desde Abril de 74, então também não aceito ser cúmplice de uma classe oligárquica que mantém o sistema de Justiça pervertido — assim continuando a causar-se miséria material, moral e cívica.

Educação

A luta dos professores é uma reacção. Eles reagem contra a tentativa de reforma da Educação no sentido de lhe introduzir mais qualidade, eficiência e mérito. Fosse qual fosse a proposta do Ministério da Educação, se apresentasse uma proposta de facto reformadora iria ser atacada por todos os lados possíveis. E, tratando-se de uma área tão complexa — logística, teórica, científica, política e axiologicamente —, qualquer estratégia estagnante que enveredasse pela má-fé negocial teria forte probabilidade de sucesso.

Os professores que não querem ser avaliados nem progredir de acordo com o seu mérito, e seus sindicatos, mais os partidos que os apoiam, são retintos reaccionários. Daí a violência emocional que expressam e cultivam. Neste conflito, optaram por posturas terroristas e chantagistas, dando um confrangedor espectáculo para quem tem a missão de ensinar. Para eles, vale tudo, desde o boicote à governação até à politização de questões profissionais. O processo mental que os anima implica a diabolização dos responsáveis governativos de uma forma que já não é passível de recuperação. Grande parte destes professores está em stress pós-traumático desde 2007, são maluquinhos manipulados pelo PCP e BE para tirar a maioria ao PS.

Se o PS ceder a estes reaccionários, não pode ter o meu voto. A solução passa por perguntar aos restantes portugueses em qual dos lados querem estar: no da escola medíocre que conhecem, blindada num corporativismo letal e que sempre gerou legiões de professores que só ambicionavam pela reforma, ou no da escola que eles e os seus filhos merecem? E depois, nessa hipótese dos portugueses escolherem de novo o PS também para que conclua a reforma na Educação, confrontar os professores com esta verdade: a escola não é deles, eles é que pertencem à escola. Que é nossa.

Economia

Um país que tenha tanto mar como o nosso, tem de ter um plano para o explorar. Desde o século XVI que não temos. É mais do que tempo para voltar a ter. Mas que seja um de arrebimbomalho.

28 thoughts on “Bute aí fazer o programa do PS”

  1. Muito bem, muito lúcido! Muito verdadeiro na área da educação, que é a que conheço melhor porque trabalho lá e é exactamente como você diz. De qualquer maneira voto Sócrates/PS po falta de alternativa

  2. Eu acrescento no campo do que é positivo:
    – a reforma da segurança social, antes na bancarrota.
    – a reforma na inovação, tendo Portugal subido claramente no ranking do European Innovation Scoreboard e no contributo das empresas para a despesa (investimento) em IDEI (Investigação, Desenvolvimento Experimental e Inovação).
    – o Magalhães (pese embora a Pacheco e Barreto) e o Inglês desde muito cedo.
    – as reformas de Correia de Campos na Saúde.
    – as novas oportunidades.
    – a opção estratégica pelo investimento em Obras Públicas, grandes e pequenas.
    – a política internacional.
    – a determinação havida relativamente à interrupção voluntária da gravidez e relativamente à protecção dos que não querem continuar a ser fumadores passivos.
    – o Simplex.
    – e, certamente, várias outras acções políticas.

    E lamento porém, no campo negativo:
    – a reforma muito limitada e pouco participada da Administração Pública.
    – a insuficiente atenção na Cultura resultante de um orçamento exíguo.
    – a incapacidade, na Agricultura e Pescas, face a uma comunicação social letal e uma oposição cega (o pior cego é o que não quer ver, não é?) e ainda uma política de Bruxelas auto-mortífera, de comunicar melhor (sei que é difícil) a política seguida por Jaime Silva, com a qual estou de acordo (sugestão aos detratores: leram com cuidado a entrevista do ministro ao Expresso de 20090606? Claro que não. Dá tanto trabalho…)
    – a inaceitável política de terra queimada que existiu nalguns casos (um só exemplo: a destruição do INETI) mais baseada em escavacar do que em construir, reformando.
    – e, certamente, várias outras acções políticas.

    Apoio Valupi, decididamente, na questão da política do mar, o apelo ao ímpeto designado por arrebimbomalho. Quem o fizer ficará na História (há quem não o queira fazer, legitimamente fóbico em relação aos bichinhos de prata que infestam os livros da dita, em bibliotecas mal conservadas).
    E ainda sugiro aos visitantes da blogosfera que desejam informar-se lendo argumentos bem expostos (pelo menos eu assim os achei): o Jumento, designadamente o post de 20090609 intitulado O caso Freeport e o caso BPN, o Aspirina B designadamente os posts de Valupi, O Valor das Ideias, designadamente o post de Carlos Santos de ontem. Para uma visão mais global.

    Pelas razões acima expressas votarei PS, como fiz no passado dia 7. E não é apenas por falta de alternativa.

  3. Resumindo muito, que o tempo é pouco: parece-me perfeitamente claro e sem quaisquer hipóteses de reversão nos próximos tempos (ou seja, até às Legislativas), que existem de facto muito poucas razões para votar no P. S. e, ao mesmo tempo, muitíssimas razões para não votar em nenhum Partido da Oposição. Assim sendo, paciência.

    Bom-dia.

  4. O primeiro bookmark que faço depois de muito tempo. Obrigado. Continuo sem poder votar neste PS de merda, mas ao menos fiz um refresh às razões pelas quais a “soit disante” oposição se merece foder. Obrigado.

  5. Também vim à pregação, ainda que seja um incréu.
    Uma pequena história: cá em casa requereu-se, pela Net, um cartão europeu de saúde.
    Como o cartão não chegasse, ao fim de um mês e tal, desloquei-me à ADSE, onde me disseram que não fora pedido nenhum cartão. Fi-lo depois presencialmente e chegou ao fim de uma semana e tal.
    Coisas do tal “SIMPLEX”.

  6. “/…/a oposição não merece governar. Tudo o que tem feito, nestes 4 anos, tem sido contra o interesse nacional, contra o bem comum, contra a mera sensatez de se viver em comunidade. São concidadãos em quem não se consegue descortinar elevação de carácter em matérias políticas. Agem como rufias de terceira categoria. Que se fodam.”

    Esta prosa vai levar-vos longe…

  7. Clara França Martins, e fazes muito bem em votar PS, pois claro.
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    K, e onde seria esse poiso, companheiro benfiquista?
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    cidadão presente, excelente elenco de factos. Muito obrigado.
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    z, é a luta.
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    Marco Alberto Alves, exacto. Para quem não estiver satisfeito ou convencido, ainda vale a saudável, e salvífica, lógica do mal menor.
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    Pedro, pois merece. O nosso maior problema, nestes 4 anos, foi sempre a oposição, não o Governo.
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    Silver, estragas-me com mimos.
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    M da M, “levar-vos longe”? Quem se nomeia nesse plural? E qual o problema da prosa? (não digo que não tenha, e muitos, estou é curioso)

  8. pois cá p’ra mim um programa eleitoral tem uma importância relativa. o programa pode ser muito bom, com boas medidas, mas quando chega altura de aplicar essas medidas não há força política para o fazer. e é nesse aspecto que o sócrates bate todos os concorrentes: é indiscutivelmente, e para inveja da oposição, um homem de acção, implementando as medidas propostas no programa eleitoral.

  9. assis, não posso concordar mais. É a essa qualidade que os tontos e os pulhas chamam “arrogância”. A arrogância de querer governar, decidir, criar num país atrofiado.

  10. Até dão pena a inocência e ingenuidade do Valupi! Se o Pinto de Sousa parece não ter aprendido nada com os resultados das últimas eleições (o lunático quer uma nova maioria absoluta), o Valupi não aprendeu nada com as inúmeras promessas e compromissos não cumpridos do Pinto de Sousa. Só assim se percebe que faça depender o seu voto (ou pelo menos um seu apoio à Pilatos) no Pinto de Sousa e na sua equipa de aldrabões do que estes prometerem fazer nos domínios apontados. É o que eu digo: os tipos como o Valupi que se dedicam ao estudo e à análise numerológica acreditam facilmente em coisas muito estranhas e irreais.
    Isto está patente na sua crença de que o desemprego só aumentou «repentinamente» devido à crise, quando antes desta já o mentiroso sugeria que a sua promessa de criar 150000 mil empregos não pretendia diminuir a taxa de desemprego que vinha dos tempos do Santana e que se agravou durante o seu governo, e que o mesmo aldrabão considerou, quando estava na oposição, que era um reflexo de um governo falhado. Está também patente na sua crença de que este governo quer introduzir qualidade e mérito na educação, o tal governo que criou um clima de guerra nas escolas (como se fosse possível melhorar alguma coisa sem a colaboração dos respectivos funcionários e com o denegrir de toda uma classe profissional) e que baixou o nível de exigência no ensino, como revelam o embuste das novas oportunidades e o facilitismo nos exames e na própria avaliação dos alunos.
    O que se pode concluir é que os tipos, como o Valupi, que se dedicam ao estudo da numeralogia têm uma forte inclinação para verem coisas irreais e fantasiosas nos números que lhes são apresentados. Daí que façam uma boa leitura dos «resultados», das estatísticas e números falsificados e manipulados pela equipa dos aldrabões. Como já tinhamos reparado, a «realidade» para os bruxos como o Valupi é, por um lado, o que está escrito, ou prometido, nas cartas de tarot do Pinto de Sousa, e, por outro, são as fantasias criadas pelos números mágicos e milagrosos da propaganda do Pinto de Sousa.

  11. K, infelizmente o Valupi não pode ser presidente do Benfica porque não cumpre os critérios:

    1. Tem mais que a 4a classe.

    2. Não se conhece ter feito carreira no tráfico internacional de estupefacientes.

  12. Não faz mal, a malta esquece as trips (que são muito bads ultimamente) e queremos um dirigente Novas Oportunidades:)) Alias se o Val é lagarto não vejo como o que lá esta não o seja já que ficamos sempre atras do Sporting.Acredito na atracção dos contrarios, por exemplo o Paulo bento é benfiquista, não creio que tenha a 4º classe e aquele corte de cabelo diz tudo quanto ao grau de toxicidade do seu barbeiro.:))

  13. Valupi: quanto à Justiça e ao Mar não podia estar mais de acordo. Já quanto à Educação não ando lá por dentro para ver e saber por dentro, mas as manifestações foram a expressão epidérmica de algo que a ministra não quis ver e o Socrates não viu, espero que agora reveja.

  14. Caríssimo Valupi, um bom exercício de estupidificação de massas, assim não vai a lado nenhum. Queres salvar o país dos broncos da direita? Também eu. Não votas no “objecto de estudo”, afirmas-te como um puro? És uma confusão? Não creio. Queres propostas? É bem simples de elaborar, ora escuta, considerando que: (era assim que se fazia noutros tempos) as eleições legislativas são depois do verão, isto é, o país está dividido em várias camadas de patetas, a saber:

    a) os que nunca vão de férias, normalmente não votam em ninguém.
    b) os que vão à “terra” matar qualquer coisinha, votam pouco e quando votam ou é no primo ou no Salazar que Deus tem.
    c) os donos e empregados de empresas que esperam nesta época ganhar umas massas para equilibrar as contas mancas, querem que a política vá morrer longe, vão de férias quando é tempo de votos. E não votam em porra nenhuma.
    d) os imigrantes vêm com a genica do costume fazer a manifestação (tal como viram fazer lá na França) queremos o caminho já, votar? Nem inscritos estão.
    e) o grande grupo do norte que conquista o sul nesta época é um conjunto dos vários sub grupos que se seguem, com predominância dos que deram o golpe em alguém, ver clientes, fornecedores, Estado e outros entes.

    1 os que recebem ordenado, como esmola, livra, já nos safemos. Dizem.
    2 os que recebem ordenado, e quando vieres vamos tentar arranjar alguma coisa para ti, este está feito ao bife. Só se for estúpido é que volta.
    3 os das empresas grandes, aprenderam a não ver o patrão, podem sempre ler a cotação da empresa na bolsa e esperar que não se passe nada. Ordenado e subsídio? Quase milagre. Uma velinha é de rigor. Cada um que escolha o Santo. O Estado ainda não criou legislação para o efeito.
    4 os das empresas pequenas e micros, se cumpridas as condições do ponto anterior, umas rezas de boa saúde ao Sr., Dr., Eng.º, comendador, amigo, bacano etc. para que para o ano tudo fique na forma do costume.

    Os grupos especiais

    Quadros Muito Superiores da Administração Publica e Afins.

    Presidentes e Vogais das empresas públicas e aparentadas, não rezam porque pode dar azar, votos que esta merda continue como até aqui.
    São mais de mil, poucos sabem onde estão estas empresas, eles são milhares.
    A lista tem mais de quatrocentos concelhos de administração, divididos por várias tutelas, são melhores que paraísos fiscais. Juntar os autênticos Sobas são cerca de quatrocentos, Presidentes de Câmara deste falido país, com as respectivas comitivas de presidentes das empresas municipais, mais a família apresentável da assessora especial etc.

    Expoentes máximos.

    a) Presidente da TAP, melhor só mesmo o seu Ministro. Já esqueceram quem é o pai desta ave de arribação? Eu não. O desconhecido é temido? Sim.
    b) Presidente do Banco de Portugal, melhor só o puto do CDS, o Nuno MELO.
    c) Presidente da CAIXA, é para rir, o homem não faz outra coisa desde que entrou naquela coisa. O ar de gozo que não resiste ao ver o bom do Constâncio a dar barraca hoje na TV.
    d) Uma grande prenda para quem souber o nome do presidente das Águas de Portugal, lugar de partida do ministro, o inenarrável Mário Lino. Cujos Ramos (empresas satélites) são uma verdadeira selva da Amazónia.

    Como é que o Sócrates se pode safar desta armadilha em que colocou o País e o partido Socialista? Em bom rigor, há até quem afirme que não pode haver prejudicado, pois nem socialistas já existem no dito partido. Dizem.

    Uma imagem de sério e de coragem só se:

    a) despedir todos os ministros menos quatro.
    b) governar até ás eleições só com os Directores Gerais.
    c) despedir 4/5 das administrações atrás citadas.
    d) especialmente o Constâncio e o homem da TAP.
    e) Impedir candidaturas às câmaras a socialistas que tenham mais de 20 anos nas ditas e afins.
    f) Garantir que quem não for eleito deputado não vai para mais lado nenhum.

    Terá maioria mais que absoluta, mais ao nível de um país africano, sim porque os do Irão (já não são exemplo de atrasados e oprimidos) já se batem muito melhor do que nós pelas suas ideias.

    BONS sonhos Valupi. Do amigo Veneno.

  15. O que vai estar em jogo nas próximas eleições é tão somente dois blocos de interesse:

    Sectores Corporativistas vs. Colectivo Nacional.

    Não há volta a dar, dê por onde der é isto que está em jogo e é fácil chegar a esta conclusão: a quem é que o governo retirou privilégios e regalias que mantinham há mais de 30 anos?
    Quem mais esbracejou e barafustou?
    Quem é que gosta de perder privilégios e regalias?

    Para além destes 2 oponentes que irão estar em jogo o voto irá ser sopesado à luz daqueles que melhor conseguirem apreender e assimilar os 2 momentos da legislatura: até cerca de meados de 2008 e após meados de 2008 altura em que o mundo deu de caras com a crise financeira e económica mundial mais grave em quase 100 anos.

    Quem pretender, nesta contenda, ser justo, terá que ser à luz destes 2 momentos e desses 2 contendedores que terá que avaliar a legislatura …tudo o resto pouco mais são que cantigas e desvios de atenção.

    Em abstracto e linhas gerais é isto o que sucedeu, quem achar o contrário fica na obrigação (para ser acreditado) explicar ao povo o que significa isto que transcrevo:

    “Não creio que honestamente alguém possa responder a uma pergunta destas, porque, neste momento, ninguém é capaz de prever qual é que é o cenário macroeconómico de 2009. Com todas as imponderáveis que existem, não é possível, com correcção, dizer-se que medidas é que na altura sejam adequadas para executar a política que nesse momento é necessária.”
    Manuela Ferreira Leite, Público, 21 de Maio de 2008

  16. Um programa com 120 delirantes paginas (o seu autor chumbaria no seu primeiro exame
    de finanças publicas) onde se fala 136 vezes em APOIOS mas apenas 8 vezes em
    DESPESAS ! Face a um deficit já igual a 6% do PIB este atrevimento de um programa sem
    o computo do seu custo e muito menos a forma de financiamento, não passa de mais um
    embuste para Parolos Sonhadores , apos uma decada com crescimento zero (acrescido de
    uma elevada divida publica e juros…). 200 euros por cada nado-vivo! Os Bancos mais uma
    vez agradecem .Regionalização? Optimo, finalmente a minha aldeia vai ter um “Ministerio do
    Chafariz”. Omissão grave: não prevê o divorcio homosexual!… Em vez de 150 mil novos
    empregos temos o triplo de desempregados. Assim, PROMESSAS, os Parolos Sonhadores
    agradecem. Vamos votar PS , assim teremos aeroportos,tgvs,casamentos gays,etc.e quem vier a seguir que pague a “boda” … (ficamos sem saber se Socrates pretende voltar
    a casar?!…)

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