Bem, Amado. Mal, Amado.

A presença de Amado na Universidade de Verão do PSD provocou a reacção de duas figuras socialistas peculiares para a reflexão do que é a esquerda tribal: Ana Gomes e Alegre. A senhora, no seu registo emporcalhado, entrou em modo de fulanização e sarcasmo. O senhor, no seu registo airado, colou Amado ao neoliberalismo.

Como são valentes e rápidos estes socialistas arrumados à esquerda da esquerda, mas só quando toca a atacar o PS. Já a atacar esta decadente direita partidária são uma nulidade absoluta. De Ana Gomes, ninguém se lembra de qualquer posição a respeito da estratégia de assassinato de carácter contra Sócrates et alia, nem sequer quando se chegou ao ponto de Belém lançar uma inaudita conspiração mediática em cima das eleições de 2009. Provavelmente, terá ficado consolada com a tortura infligida ao malandro e terá celebrado a perda da maioria e a sua demissão. De Alegre, fica o seu contributo decisivo para a reeleição de Cavaco, a mais sinistra e ultrajante figura da história da democracia portuguesa.

Amado foi a um evento do PSD dizer o mesmo que dizia como governante e diz como militante socialista: que os desafios do tempo pedem consenso partidário para alcançar certos objectivos fulcrais para o interesse nacional. Estamos perante uma evidência. É evidente que o interesse nacional saiu prejudicado pela falta de consenso em relação à aprovação do PEC 4, como milhões estão agora a sentir no corpinho e uns quantos começam a perceber devagar e a contragosto. É evidente que entregar o poder a um grupo de ignorantes e vendilhões radicais, este Governo da dupla Passos-Relvas, é desastroso por comparação com o Executivo de Sócrates e o que este conseguiu fazer com as contas públicas e as políticas sociais, inclusive apesar da hecatombe económica internacional desde 2008 e da impotência europeia na protecção aos países atacados pelos mercados desde 2010. Por consequência, por ser coerente, Amado está muito bem ao repetir a mesma lógica. Lógica essa onde a RTP não justificaria uma clivagem entre PS e Governo que impeça a união no essencial. Claro que se pode discordar da sua opinião por milhentas e excelentes razões, mas castigá-lo e apelar à sua ostracização dentro do PS, como fizeram Ana Gomes e Alegre, exibe a disfuncionalidade cívica da esquerda narcísica e moralista.

Contam-se pelos dedos de meia mão as figuras públicas que defendem soluções ao centro. E é preciso ser ingénuo para o fazer, tão verrinosas e inevitáveis as agressões de que serão alvo vindas de todos os quadrantes partidários. Só que existem dois tipo de ingenuidade, a negativa e a positiva. A negativa é aquela de Ana Gomes e Alegre, os quais ingenuamente se agarram à ferrugenta armadura ideológica acreditando que ainda assustam os adversários e acabam a perseguir os seus na retaguarda das batalhas. Esta é a ingenuidade que reduz o mundo ao simplismo, que se barrica no sectarismo. A positiva é esta de Amado, nascida da tarimba e da responsabilidade. Esta é a ingenuidade que assume a complexidade do mundo, que ousa advogar a inteligência, que aponta para a criatividade.

Onde Amado se estatelou ao comprido na Universidade de Verão do PSD foi no silenciamento da temática da perseguição criminal aos políticos socialistas que a JSD e as figuras gradas do PSD têm alimentado por palavras e actos. Nessa área, sejam de direita ou de esquerda, não há consenso algum que justifique o compromisso com pulhices e com pulhas. E ao seu lado e à sua frente, como se viu na pergunta à Cândida Almeida a respeito de Sócrates, estavam alguns. Que Ana Gomes e Alegre aceitem esse tratamento dado a camaradas seus, é algo que já não choca. Que Amado desperdice essa oportunidade de afrontar olhos nos olhos quem degrada o regime, fica como um lembrete de como a cidade continua com os seus pilares ao abandono.

91 thoughts on “Bem, Amado. Mal, Amado.”

  1. Não creio que Luís Amado se tenha “estatelado ao comprido” no assunto das perseguições a políticos socialistas, nomeada e especificamente o caso de José Sócrates. Sempre é possível que Amado até pensasse abordar o tema e depois apareceu qualquer coisa e a ocasião depois já não se propiciou.

    Olhe, mais ou menos como aconteceu aqui:
    http://www.youtube.com/watch?v=rlTTTUTYyOw

  2. Enfim, vejo alguém pôr essa de Ana Gomes no sítio para já não falar no caso perdido do Manuel Alegre. Mas a Ana Gomes dá-me a volta ao estômago!
    Por outro lado o ódio ao José Sócrates continua bem alimentado. É de lamentar e condenar, que certas ideologias, por oportunismo político, só atinjam vitórias pela mentira e pelo ódio, alimentado até à exaustão manipuladora das massas.

  3. o amado foi a castelo de vide falar do futuro do euro convidado pelo psd e foi o que fez e bem, na minha opinião. não vejo porque é que se estetelou ao comprido e porque é que deveria de falar sobre outro assunto, visto que aquilo não era comício em regime bar aberto. mas enfim, há sempre umas luminárias tipo ana gomes que gostam de meter tudo no mesmo saco para armar confusão e afirmarem a sua castidade. haja pachorra e viva o hal david.

    http://youtu.be/8sb8l5CKh1M

  4. Mais uma vez emergiu o recalcamento patológico do PEC 4. Já tinha sugerido mudar o nome do burgo para “Aspirina PEC 4”, mas nada feito. Já agora, sabendo que vivemos num momento político muito particular, diga lá o que entende por centro? O que defende o tão aclamado e redentor centro? O cumprimento exemplar do diktat da troika, com pozinhos anestesiantes? A manutenção deste modelo dividocrata? Vá lá, define-se! Apresente os seus conceitos políticos, elabore, pense, e mostre ao comum dos mortais o que o tal esotérico e providente “centro” tem para oferecer. Ilumine-nos, porra!

  5. torres, nem mais.
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    ignatz, Amado falou no dano que causou a abertura de uma crise política em Março de 2011, e de como isso foi altamente prejudicial para o País. Era só ter continuado por aí, mais 30 segundos de paleio não lhe iriam estragar a exposição acerca do futuro do euro.
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    Zé, fazes muito bem em pedir explicações. É assim mesmo, quem não sabe que parta à procura do conhecimento. E estás no sítio certo, eu irei conduzir-te pelo caminho da luz. Tens só é de me fornecer umas informações preliminares. Por exemplo: fazes alguma ideia de como o PSD e o CDS chegaram ao poder ou para ti isso é tudo uma grande confusão e tu não és tipo de te meteres em confusões?

  6. oh zé! continuas com pec entalado! isso já é vício. o redentor centro paga-te o ordenado a horas e antes do entalanço pagava-te os serviços sociais que os gajos que ajudas-te a eleger agora te andam a tirar. queres mais iluminação ou ainda não deste por isso, o louçã descobriu ontém que o governo do socras era melhor que o do coelho, não é que lhe desse muito jeito, mas vai adiando o hara-kiri.

    http://www.dn.pt/politica/interior.aspx?content_id=2745234

    http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1838940

  7. “(…)fazes alguma ideia de como o PSD e o CDS chegaram ao poder.”

    O Governo de Sócrates demitiu-se, marcaram-se novas eleições, votou-se, e um governo de coligação nasceu.

  8. Muito bem, Zé. Temos de começar por algum lado. Agora, vais-nos contar a tua versão dos acontecimentos que levaram à demissão do Governo de Sócrates.

  9. “(…) vais-nos contar a tua versão dos acontecimentos que levaram à demissão do Governo de Sócrates.”

    O PS não apresentou ao plenário o seu PEC IV, por falta de consenso. Como consequência, após José Sócrates ter encarado aquela votação como uma moção de censura transvestida, o governo demitiu-se.

  10. Zé, momento para um teste de avaliação: na tua opinião, a demissão do Governo justifica-se ou deveria Sócrates ter continuado a governar após o chumbo do PEC 4?

  11. “(…)a demissão do Governo justifica-se ou deveria Sócrates ter continuado a governar após o chumbo do PEC 4”

    Pedir a demissão foi uma consequência lógica. O Governo não tinha tempo para mais nada, porque o plano para “chamar a troika” há muito que estava a ser executado. Muitos dos principais (alguns na surdina e outros publicamente) actores financeiros assim o exigiam. Além disso, havia mesmo alguns ministros que cantavam loas ao pacote de medidas que vinham anexadas ao empréstimo.

  12. Peço desculpa porque, antes de comentar, devia ter investigado qual o ambiente vigente nas caixas de comentários aqui pelo blogue. E não o fiz.

    Assim, mesmo não gostando, procurarei adaptar-me, e o meu comentário final apropriado a uma resposta como “A.Teixeira, larga o vinho.” só pode ser mesmo “Valupi, faz-me um broche…”

  13. Zé, muito bem. Nesse caso, creio já ser possível obter da tua parte a seguinte concordância: caso o PEC IV não tivesse sido chumbado, não teria havido demissão, nem eleições, nem vitória da direita, nem este Governo. Concordas?
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    A. Teixeira, não te gabo a sorte: andas-te a arrastar por caixas de comentários a pedires não sabes a quem que te façam broches. Algo na tua vidinha correu muito mal, né?

  14. “(…)caso o PEC IV não tivesse sido chumbado, não teria havido demissão, nem eleições, nem vitória da direita, nem este Governo.”

    Sim, o PSD teria dado mais uma vez o braço ao governo, pelo menos até a um posterior PEC. Quem sabe, até se uniriam num qualquer pacto de regime com o objectivo de receberem, de uma forma afável e ordeira, a troika na Portela. Sim, ela viria de qualquer jeito. Estava escrito nos oráculos político-financeiros.

  15. Ó Valupetas, muda de cassete, pá! A mediocridade intelectual deste teu paleio centrista é tão evidente, que só mesmo os «ingénuos» com resultado positivo no teste da idiotice podem aplaudir. Este teu paleio, como sempre, foge do substancial, e da análise critica, e por isso limita-se a defender as «soluções» neoliberais do centrão desideologizado, que, para quem não saiba, é aquela àrea política onde se encontram a «responsabilidade», a «inteligência» e a «criatividade». Só te faltou especificar em que consistem estas «virtudes aristotélicas» que o banqueiro Amado tão bem encarna.
    Ora, segundo o banqueiro Amado não é nada evidente que o interesse nacional tenha saído prejudicado com a não aprovação do PEC4, pois como ele disse (aos PSDs candidatos a um mestrado de verão em centrismo) «os sacrifícios actuais são absolutamente indispensáveis» e «a imagem de credibilidade do país tem vindo a ser renovada». E não é nada evidente, para o banqueiro Amado, que o poder foi oferecido a um grupo de ignorantes e vendilhões, pois como ele afirmou «o governo tem cumprido o essencial» e a derrapagem nas contas públicas «está controlada e já se esperava».
    A união no essencial, a união em defesa do interesse nacional, que o Valupetas e o Amado entendem ser fundamental garantir, passa assim por apoiar o actual governo centrista e as suas políticas de austeridade. Foi esta a evidência que o Valupetas se «esqueceu» de referir, e que o levou a descobrir «evidências» que não o são. Porque o que o banqueiro Amado foi dizer aos candidatos a mestres de verão do PSDs foi apenas uma coisa: que não era necessário ter mudado de governo para pôr em prática o tal programa de austeridade «absolutamente indispensável». Ele e os seus camaradas também dariam conta do recado.
    Sendo assim, em que consistem, afinal, as «virtudes aristotélicas» referidas acima, que o Amado encarna e que o Valupetas tanto aprecia? É evidente que ser «criativo» é adoptar e copiar as políticas ditadas pela troika (antes ou depois de ela cá estar). Ser «responsável» é apoiar qualquer governo que execute essas políticas. E ser «inteligente» é compreender que não há qualquer alternativa ao rumo e às medidas económicas implementadas pelo Passos. Em síntese, ser «criativo», «responsável» e «inteligente» é apoiar o tal centrão neoliberal (seja o seu líder o Passos ou o Pinto de Sousa), pois, como o banqueiro Amado lembrou aos «ingénuos positivos», é preciso «uma estabilidade politica ampla nas grandes questões estruturais». É preciso, portanto, realizar o projecto de neoliberalização da sociedade (do trabalho, da saúde, da educação, etc, etc), e para isso pouco importa se o PM é o Passos ou o Pinto de Sousa. Não há dúvidas que este banqueiro Amado sabe mesmo o que diz. Só que há muitos «ingénuos positivos» que não sabem ler nas entrelinhas…

  16. Zé, vou tomar esse “Sim” como um sim e apresentar a primeira lição para tua instrução: segundo o teu próprio raciocínio, qualquer análise da presente situação política remete para o chumbo do PEC 4, caso queiramos dar a entender a origem dos actuais problemas que exclusivamente resultam da mudança de Governo.

    Assim, ao refilares contra a abundância de referências ao PEC 4 que encontras neste blogue, estás no fundo a refilar contra a tua própria inteligência.

  17. @Val a tua “aristotélica” lição é apenas um elogio à ignorância e à retórica esfalfada de quem se distancia do essencial e promove o acessório. Nenhuma das respostas que dei se pode concluir a sentença que afirma. Basta lê-las, com seriedade e espírito crítico. O raciocínio que me imputa (hipocritamente) é o mesmo que usa e abusa, sobre o qual inicialmente me debrucei e critiquei.

    @vs exactamente.

  18. Olhe, parta você à procura de tais significados. Era o que faltava o auto-denominado instrutor pedir ao “aprendiz” que lhe faça o trabalho que ele hipocritamente não faz.

  19. Eu tambem não gosto do centro,mas foi ganhando eleiçoes ao centro, que permitiu ao ps chegar ao poder para tomar tomar medidas de esquerda.não vi nem vejo na europa e no resto do mundo partidos no poder mais à esquerda do que o Ps de Socrates. Lula melhorou a vida de muitos brasileiros,mas não se lembrou de alterar a lei dos despedimentos,nem a do arrendamento que são simplesmente ultrajantes, ao permitir que o senhorio ponha o inquilino na rua sempre que lhe apeteça. e que haja despedimentos sem justa causa.O que resta aos esquerdelhos é chorar os cadaveres do socialismo em putrefação na china coreia e cuba. Nos regimes democraticos que eu defendo chega-se ao poder através de eleiçoes. há gente que esquece esse “pequeno” pormenor e como tal andam há 38 anos mesmo ofereçendo bacalhau a pataco, na casa dos 8%.Em democracia esta percentagem, só dá para cagar postas de pescada…

  20. Realmente fiquei pasmado ver o val a defender o Amado. O Amado que fragilizou o Sócrates.
    Ser responsável na situação em que o país se encontra é exigir que este governo deixe de imediato as suas políticas que estão a destruir o país. Nem a troika se responsabiliza. E fazer ver aos alemães, que não parecem muito inteligentes, que não é bonito andar a ganhar dinheiro com a desgraça dos outros, e nem tão pouco inteligente, pois a factura para eles pagarem não deve demorar muito. Sobre isto do Amado ouvi népia. Penso que o ds tem razão, cheira a banqueiro. Os grandes responsáveis pela crise, e os que mais dinheiro ganham com ela.

  21. acabar com os banqueiros? nem pensar e depois quem é que lhes fiava a mercearia e o semi-novo em 5ª mão? simplesmente não querem pagar, como qualquer bom comuna depois de encher o bandulho com sandes de lagosta regados a penalties de asti ganância num resort halcon. a minha avó chamava-lhes caloteiros

  22. eheheheheheh. faz muio mal a muito pessoal recordar como as coisas se passaram. porque caíram na esparrela do “uma vez saído o satã estaria tudo bem”. até o louçã dizia que o chumbo do pec4 era o início do fim da crise.
    depois da laranjada andar a reclamar pelo fmi, a dizer que ía além da troika, perante o resultado calamitoso diante de nós dizem que não é nada com eles. a continuada filha-da-putice permite-lhes dizer isso sem corarem. e é por isso que a memória recente é uma coisa tramada para esses bexigosos. e repararam na resposta que a troika deu ao aníbal cavaco, ávido de esconder a incompetência da sua troupe governativa sob a capa da troika?

  23. luis amado foi o melhor ministro dos negócios estrangeiros dos últimos 20 anos, coisa que as anas gomes e as marias britas confundem com o ministério da pesca de arrasto, lota e peixeiras por causa dos cursos diários de formatação da mona na cabeleireira. videirinha é a tua tia, conheces o homem d’algum lado? ou é só necessidade de afirmares a tua ignorância?

  24. jeronimo de sousa,depois de ferias, (pelos vistos tambem na manta rota!) a unica coisa que lhe veio à cabeça empedernida por tanta merda debitar, foi atacar o ps, apelidando-o de troikano, e portanto não ser de esquerda.Ele chamou-os para virem “beber um copo” a portugal, com o objectivo definido antes de abril de 74 do “quanto pior melhor” e nós que o aturemos.Os portugueses são uns ingratos ao darem só 8% de antena a quem tanto os defende….Nota: nos paises por onde andaram, foram despedidos com justa causa!,mas para nosso desgosto, alguns como putin foram readimitidos para mesmo em “democracia” nos demonstrarem cabalmente a superioridade moral dos comunistas.Que os pariu.

  25. Não morro de amores pelo Amado. “Consenso partidário para alcançar certos objectivos fulcrais para o interesse nacional”, muito bonito e muito patriótico. O pior é que isso teria de ser feito com o PSD mais à direita de que há memória e com os lideres que se sabe, especialistas em golpadas , difamações , invenções e baixa politica. Mas mantém a esperança Val, desconfio que o Seguro anda mortinho por fazer a vontade ao camarada Amado.

  26. O pcp convidou,novamente a NAIFA,para a festa do avante.fizeram bem, pois é uma excelente banda.A cançaõ que eles mais gostaram no ano passado foi a” senhoritas” e tem esta letra: num barco sovietico/ o marinheiro põe o punho a meio gaz/ como o comunismo enjeitado na sua terra/ disse-lhe que portugal” ainda” tinha muitos comunistas/ mas o que eles queriam saber/era onde havia senhoritas.foi o delirio.vejam no youtube.

  27. Ola

    Acho que devias definir o que é “fulanização e sarcasmo” uma vez que a maior parte dos leitores habituais deste blogue ignoram provavelmente o isso seja…

    Passa para ca o garrafão.

    Boas

  28. Eduardo J, é verdade que este PSD é capaz de ser o pior de sempre, se nos esquecermos do calibre do Cavaquistão. Mas, por outro lado, o Estado continua a ter de ser governado, e o actual Governo tem legitimidade democrática. Creio que sem reconhecermos esta evidência não é possível sequer começar a pensar no que Amado está a propor para reflexão.
    __

    Maria Rita, desde quando é que Amado é um videirinho? Desde que saiu do Governo? Algures quando lá estava? Sempre foi um videirinho? Explica lá à malta.
    __

    joão viegas, define tu, já que te interessas por esse assunto e estás preocupado com a maior parte dos leitores habituais deste blogue.

  29. O Amado que eu me habituei a admirar, não é o Amado que nos últimos tempos do refugiado já largava uma ou outra farpa.
    Este Amado que agora nos surge numa iniciatíva partidária é um novo Amado, recauchutado, com memórias novas, com esquecimentos convenientes.
    Por outro lado, a Ana Gomes e o poeta Alegre, continuam no mesmo, fazem-se desalinhados mas estranhamente sofrem de cuto-circuitos neuronais ocasionais, que os levam a criticar quem não faz o que eles entendem.
    Sócrates a contragosto apoiou Alegre e não afastou Ana; estes, pelo contrário, quer por omissão, quer por críticas de cernelha, não se escusaram de se opor a Sócrates.
    De entre os três, venha o diabo e escolha, mas se tivesse mesmo de escolher era capaz de ficar com o Amado, pois apesar de tudo foi um bom MNE, e apenas pretende que não o incomodem muito levando a sua vida num pequeno paraíso que aos demais é vedado, ficando-se pela omissão em vez de se arvorar em torpedo.
    Quanto ao futuro, parece-me bem mais negro, vendo as novas propostas da “troika” grega que já aponta para os seis dias de trabalho numa estratégia que visa o embaretecimento dos custos de produção, um serviço a prestar ao capital em detrimento do social.
    Quais as novas políticas a adotar pela esquerda?
    Se não passarem pelo desenvolvimento social, pelo apoio às renováveis, pelo incremento da cultura, pela descartelização económica, pelo combate à especulação, pela harmonização fiscal e pela solidariedade transnacional estarão destinadas ao fracasso a médio prazo, ou veremos ser imposto o unanimismo ideológico.

  30. O Amado?
    O sonso que andou a minar por dentro o governo Sócrates?
    O lacaio dos oligarcas?
    É esse Amado de que estás a falar?

  31. Teofilo M, e qual é o mal de se largarem farpas? Temos todos de pensar o mesmo em todas as circunstâncias? Aquilo que para ti é uma farpa não poderá ser igualmente um contributo para a discussão e a acção política?
    __

    Kid Karocho, recorda lá um exemplo desse minar por dentro o Governo de Sócrates.

  32. videirinho no norte, é uma especie de gente que vai a” todas” por conveniencia.na minha opinião como MNE, não foi claro no esclarecimento dos voos da cia e com isso fragilizou o governo.cada um tem o seu estilo, o dele é soft de mais para o meu gosto.nada o impedia de internamente comentar a vida politica e defender as medidas do governo. nunca o fez limitou-se ao papel de MNE. cumpriu o papel, para o qual lhe pagavam ao fim do mês.é pouco, para com um governo que precisava de animo e solidariadade no dia a dia, para combater os abutres que a toda a hora o atacavam.por ultimo: o futuro dirá se Amado tem ou não tem agenda politica pessoal.nada o impede,mas o papel de militante de um partido, não pode nem deve passar para terceiro plano,por mero taticismo.gosto de gente combativa.

  33. “Se não passarem pelo desenvolvimento social, pelo apoio às renováveis, pelo incremento da cultura, pela descartelização económica, pelo combate à especulação, pela harmonização fiscal e pela solidariedade transnacional estarão destinadas ao fracasso a médio prazo, ou veremos ser imposto o unanimismo ideológico.”

    É o exacto “contrário” do que o Amado, e escribas apologistas do “centro”, apoiam (por omissão ou profissão de fé).

    Por falar em Ana Gomes, parece que ela não precisa do aval (o não Val) do “centrista” Seguro para agir, e muitíssimo bem, contra aquilo que foi um descarado branqueamento de capitais (pagar 7,5% quando a taxa de IRS média ronda os 30% é um crime e valente teste à sanidade mental de muitos): Ana Gomes apresenta queixa à Comissão Europeia devido a amnistia para capitais que estavam ilegalmente escondidos fora do país.

  34. Maria Rita, em que parte é que Amado não foi claro ao dar esclarecimentos sobre os voos da CIA? Quanto a não ter tido um papel mais político enquanto ministro, estás a ver mal o filme, pois não compete aos ministros dos negócios estrangeiros essa tarefa.

  35. oh parola do norte! se ainda não fomos à falência bem podes agradecer à diplomacia económica desenvolvida pelo amado e que o portas se apressou a seguir. continuas a confundir os negócios estrangeiros com a peixaria da ana gomes.

  36. Quem mora perto do aeroporto da Portela sabe que continuam a aterrar e a levantar voo, com rotas bem distintas das habituais para as carreiras comerciais, aviões sem qualquer tipo de identificação na fuselagem.
    Mas isso é coisa para o Assange, não vale a pena apontar o dedo a quem mesmo que queira não pode oferecer esclarecimentos que os seus compromissos de sigilo impedem sequer de debater.

  37. Val, não há mal nenhum em se largarem farpas desde que não estejamos todos na governação do mesmo barco e a farpa seja pública, pois aí, estará a solidariedade institucional a ser desprezada, e quem a despreza tem um caminho a fazer – sair.
    As discordâncias no seio de uma equipa são salutares se debatidas no seio da mesma e forem geradoras de consensos ou vencidas por maioria de razão, se as atirarmos cá para fora estamos a destruir o necessário consenso sobre matérias e como é normativo só se faz parte da equipa se maioritariamente estivermos de acordo com o programa, se não for esse o caso estaremos na equipa a fazer o quê?

  38. Olha Val, sempre que vi o Amado confrontado por alguém a defender o governo que pertencia, sempre assisti ao menino a refugiar-se em sonsices e a não querer comprometer-se com nada nem ninguém.
    Aquilo ali é um M. M. Carrilho nº 2 e um dos grandes erros do Sócrates na acção política foi não o ter mandado borda fora na primeira ocasião.
    Só que ao contrário do Carrilho, o Amado tem as costas quentes da Oligarquia. As alianças que ele quer são com os Antónios Borges deste mundo (e os donos deles).
    O Amado tem tantas ganas em destruir a classe média, para satisfazer os seus patronos,
    quanto os Passos Coelhos, os Relvas e os Gaspares que tu, muito bem, aqui combates neste Blog.
    Sempre votei mais à esquerda que o PS até que em 2009 percebi, durante a inventona de Belém, que o único partido que minimamente defendia os interesses da classe média (portanto, os meus) era o Partido Socialista.
    Votei PS em 2009 e 2011.
    O TóZé é um banana, mas engulo os sapos e elefantes necessários para tirar de lá a abominável laranjada, sem recompensar a estupidez estratégica de Blocos e Comunistas.
    Agora se alguma vez poem lá uma direcção de Amados ou Carrilhos, acho que vou experimentar o Garcia Pereira pela primeira vez…

  39. não tarda o ps fica reduzido à dupla alegre & ana gomes e ao teofilo & reproduções hi-fi, os primeiros porque ficaram tão gordos com a política que não cabem na porta para sair e os segundos por uma questão de apuramento da raça & cristalização ortorrômbica. balha-me o santo jerómino, o pluralismo ideológico que se aplica na defesa de traidores serve para afastar os heróis da causa.

  40. “Sempre votei mais à esquerda que o PS até que em 2009 percebi, durante a inventona de Belém, que o único partido que minimamente defendia os interesses da classe média (portanto, os meus) era o Partido Socialista.”

    tou a ver o percurso, mrpp com o pai a pagar, comuna no estágio, ps quando passou a efectivo e o resto não se concretizou por causa da troika.

  41. “Quem mora perto do aeroporto da Portela sabe que continuam a aterrar e a levantar voo, com rotas bem distintas das habituais para as carreiras comerciais, aviões sem qualquer tipo de identificação na fuselagem.”

    a malta das barracas delira, agora vêm aviões não identificados e não tarda estão a comer ovnis estrelados. oh camarada! o cavalo anda marado por essas bandas.

  42. Teofilo M, terás de concretizar a que farpa te referes para te entender. No abstracto, nada se pode comentar nesse teu raciocínio.
    __

    Kid Karocho, como não terás dificuldade em aceitar, não faço ideia do que tu viste ou deixaste de ver. Se tens algo de concreto para indicar, bute lá falar sobre isso. As tuas opiniões acerca do Amado sem uma qualquer ligação com a realidade não passam de alucinações.

  43. val.,olha gostava que ele fosse combativo como tu és .foi tão esclarecedor da verdade que até para Socrates sobrou.eu não quero dizer com isto que a ana gomes é que falava verdade, e nem quero estar aqui a fazer o papel dela. Val, eu disse que ele cumpriu o papel que lhe foi confiado.pergunto: mas é impeditivo da sua função uma maior intervenção ao nivel da politica interna? se é tudo bem.eu mulher simples e com o 9.ano antigo, se tivesse bagagem para ser nomeada MNE, não conseguia estar calada perante tudo que se estava a passar à minha volta.Aceito que tu me ponhas assim a questão: achas que um ministro que no estrangeiro é a imagem do pais,pode estar sujeito internamente a ataques de energúmenos da direita e da esquerda? eu ai digo-te que não. sobre o Amado,pessoa civilizada e que respeito,nada mais tenho a dizer.

  44. Um exemplo de farpa, é o que um ministro dos Negócios Estrangeiros não devia ter feito.

    Época – Sócrates
    Data – Janeiro 2011
    Situação – Viagem ao Qatar.
    Caso – Sócrates diz não estar na sua cabeça a venda de dívida pública ao Qatar e outros estados árabes.
    Luis Amado, ministro dos negócios estranhgeiros, diz o contrário em entrevista pública.

  45. José Sócrates escolheu Luís Amado para ministro dos negócios estrangeiros foi…a meu ver… um tiro em cheio …é diplomata por natureza e muito conhecedor dos meandros do oficio… com LA no MNE Portugal conseguiu (também aqui o governo de JS deu cartas…) um dos melhores desempenhos de sempre… receita boa para o posicionamento externo do país mas má internamente pois transportar para o foro partidário o pensamento do consensual próprio de politica externa e logo com a tropa jotinha laranja é bizarro no mínimo…Ana Gomes igualmente diplomática de raiz faz no plano interno o contrário de LA onde radicaliza para uma espécie de bota abaixo inconsequente…daí as semelhanças da sua actuação com a onda da esquerda caviar…

  46. oh teofilo vai-te qatar mais esses exemplos de chacha, um falava para a malveira e o outro para os camelos dos investidores, não perceber isto é ser saloio e camelo em simultâneo. sempre foi assim e continuará a ser.

  47. hoje dá para perceber porque é que o habibie abriu mão de timor-leste e a grande jogada diplomática do guterres em manter a ana gomes em djacarta até os indónésios aceitarem a independência. se a mandassem para o afeganistão os talibãs entregavam-se até ao natal.

  48. Val, eu não quero acabar com os banqueiros. Eu disse é que eles eram os responsáveis pela crise. Deixaram os EUA de rastos, destruiram a Islândia, a Irlanda, a Grécia, são os grandes responsáveis pela crise em Espanha. Em Portugal foram eles que derrubaram o Sócrates, ou julgas que foi o parvalhão do passos que não passa de um testa de ferro dos seus interesses, para que viesse a troika para resolver os seus problemas de financiamento. Buracos financeiros que eles criaram estão a passar para dívida pública, já aconteceu em Portugal, na Irlanda, nos EUA, está acontecer em Espanha. Se há lições a tirar desta crise é que um estado tem de ser forte para não deixar cair todo o poder nas mãos destes senhores. Em portugal o psd queria privatizar a cgd, espero que os portugueses tenham bem presente o tão nefasto que era para o país, e os indivíduos que a defendiam pois diz tudo sobre quais são os seus interesses, e também muito do seu carácter.
    Não considero o val ignorante, por isso, cheira-me a outra coisa.

  49. Amado: «Governo tem cumprido o essencial»
    Ex-ministro socialista acredita que haverá condescendência da troika
    PorRedacção 2012-08-31 21:40
    O ex-ministro socialista Luís Amado diz que o Governo tem, «no essencial», cumprido os objetivos a que se propôs e acredita que haverá «condescendência» da troika em relação à derrapagem orçamental.
    «No essencial, o Governo tem procurado cumprir aquilo que decorre de um compromisso muito sério que o pais assumiu no seu conjunto com os credores e com quem garante o financiamento normal da economia porguesa, que permite pagar salários e manter a atividade do Estado em condições aceitáveis».
    «Sem esse compromisso nada será possível e, nesse aspeto, o Governo, no essencial, tem cumprido esse objetivo». «A imagem de credibilidade do país tem vindo a ser renovada», o que é essencial para voltar a garantir o financiamento externo, o «objetivo prioritário» que deve ter Portugal neste momento.
    Para Luís Amado, a derrapagem nas contas públicas em relação ao acordado com os credores internacionais é «relativamente controlada e já se esperava».

    Economia portuguesa deve ser submetida a «choque liberal», diz Amado

    Publicado a 06 JUN 11 às 11:55 Luís Amado considerou, esta segunda-feira, que a economia portuguesa deve ser submetida a um «choque liberal» para uma aproximação à economia europeia.
    Luís Amado defende choque liberal na economia portuguesa
    «A economia portuguesa precisa de um choque liberal, porque a dinâmica de integração da economia europeia foi muito subordinada a uma matriz ideológica mais liberal», defendeu Luís Amado.
    No entender de Luís Amado, «o ajustamento estrutural que a economia portuguesa tem que fazer, durante os próximos anos, deve ser feito por um conjunto de forças políticas que têm na sua matriz identitária um conjunto de referências programáticas e ideológicas muito próximas do que é hoje a realidade da economia europeia e da realidade da política europeia, que tem hegemonia absoluta de partidos conservadores e liberais», sublinhou.

    Luís Amado insiste com constitucionalização do défice

    O ministro dos Negócios Estrangeiros lembrou, nesta Sexta feira, que a Alemanha constitucionalizou o limite do défice alemão, considerando que foi um sinal muito positivo dado aos mercados.
    Artigo | 11 Junho, 2010 – 19:40
    Luís Amado fez estas declarações na sua intervenção no Colóquio Integração Europeia e Democracia, que nesta Sexta feira decorre no Mosteiro dos Jerónimos em Lisboa.
    A constitucionalização de um limite para o défice público já tinha sido defendida por Luís Amado e fora recusada pelo primeiro-ministro, José Sócrates, na Assembleia da República. A agência Lusa e o site do jornal Público salientam que questionado pela comunicação social, Luís Amado disse que não quis defender a medida, mas “suscitar um debate”.
    “A Alemanha decidiu-se por reforçar o seu mecanismo interno de autodisciplina constitucionalizando o limite do défice”, disse o ministro e acrescentou: “Do meu ponto de vista todos os estados vão ter de fazer movimentos semelhantes. Não tem de ser necessariamente reproduzindo a norma da constituição alemã, suscitei esse debate, há outros instrumentos e há outras opiniões.”
    Luís Amado disse ainda que Sócrates não o acompanhou na sua ideia e referiu que ao insistir quis apenas “fazer uma sugestão para um debate que o país tem de travar” pela necessidade de “acompanhar os estados do centro da zona euro relativamente à disciplina fiscal e orçamental” em nome da estabilidade do euro.

    Luís Amado acusa Governos da última década de «preguiça política»

    Publicado a 06 OUT 11 às 15:29O ex-ministro dos Negócios Estrangeiros do Governo de José Sócrates, Luís Amado, acusa os Executivos da última década de terem «preguiça política» para implementar as reformas estruturais que o país exigia. (…)
    Olhando para trás, Luís Amado analisa os erros: «Por preguiça política e institucional ao longo desta década, mesmo percebendo que estava aí o nó do problema. Os Governos com capacidade reformista e com autoridade política para fazer as reformas que era absolutamente necessário fazer para garantir essa competitividade foram protelando essas reformas até ao momento em que caímos no buraco em que caímos».
    E enquanto estávamos a cair no buraco, uns estavam mais atentos que outros: «Vivi talvez com mais angústia do que outros colegas de Governo a situação em que paulatinamente o país foi caindo». Agora, sugere, é preciso restaurar a confiança para ter uma política de credibilidade que leve à internacionalização da economia.

  50. M. Rita, quanto à questão dos voos da CIA, parece que não estás bem informada a respeito, pois nem sequer sabes explicar onde é que Amado teria faltado ao seu dever. Quanto ao seu papel como ministro, também pareces esquecer que ele foi escolhido por Sócrates para dois Governos, e que a razão não se relacionava com a sua capacidade para entrar em discussões políticas com os adversários mas em governar a sua pasta o melhor possível.

    Assim, a rapidez com que disparas críticas a Amado não encontra justificação nas tuas próprias palavras.
    __

    Teofilo M, já cá falámos longamente sobre esse episódio. Inútil voltar a essa discussão. Mas, pelos vistos, é o único caso que se aponta como suposto exemplo de falta de lealdade. Elucidativo do ataque de carácter que se está a fazer ao homem.
    __

    blablazada, muito bem.
    __

    Joaquim Rato, não podes dizer que foram os banqueiros, porque essa formulação implica que foram todos. Ora, foram só alguns, muitos outros nada tiveram a ver com essas operações. Seja como for, é o próprio sistema bancário que gera essas oportunidades por razões inevitáveis face ao seu desenvolvimento tecnológico e processual. A questão é demasiado complexa até para os especialistas, mas uma coisa é certa: os banqueiros não governam. Por isso, o que aconteceu em 2011 apenas se explica pela falta de apoio parlamentar ao PEC 4. A responsabilidade foi dos políticos, não dos banqueiros.

    Quanto ao que te cheira, não faço ideia do que seja. Eu a ti olhava para os sapatos.
    __

    JP1, e então?

  51. val eu tinha no meu texto dito que o assunto estava terminado.Mas depois de ler o relatorio de factos com datas e lo

    Val, eu estou mal informada e tu estás a ser teimoso!disse que dava por terminado o assunto sobre esse “camarada”. depois de ler o “relatorio de actividades” elaborado ao pormenor por jp1 e ainda não contestado por ti,não podia ficar calada..em nome da honestidade intelectual gostaria que dissesses algo, sobre o oportuno relatorio de actividades de um verdadeiro xuxa.A narrativa é muito teimosa, e dificil de contrariar.

  52. A banca existe por que as sociedades não são perfeitas no seu funcionamento.Só os comunas acreditam numa sociedade perfeita mesmo cheia de dirigentes vigaros e assassinos.Perante esta constatação não posso negar a utilidade dos ditos cujos.Que a crise não começou no senhor joao da mercearia parece tambem ser verdade.Não foram todos? em portugal foram.O que mais resistiu ao resgate foi ricardo espirito santo.Se os bancos estivessem bem de saude, a divida soberana não era problema e não justificava o pedido de resgate.A inglaterra dentro da UE ( mas fora da moeda) tem um divida publica maior do que a nossa em termos percentuais. e a vida continua.

  53. Valupi, pois se ” actual Governo tem legitimidade democrática” , que governe mas sem o PS a servir de muleta.
    Já enquanto ministro do PS Amado apareceu a defender a coligação com O PSD. Teve, por essa e por outras graves divergências politicas com Sócrates e esteve quase a demitir-se:
    http://www1.ionline.pt/conteudo/63085-crise-luis-amado-em-vias-abandonar-governo-socrates.
    Enfim, admira-me que Valupi, o homem que melhor descreve o que se passou em Portugal nos últimos anos, que denuncia implacável e lúcido, toda a campanha de indignidades, mentiras e cabalas para derrubar o ex-PM, seja um tímido defensor da senão da grande coligação entre essa “gente séria” e o PS, tão do agrado de Luís Amado.

  54. pelos vistos poucos sabem o que é social-democracia e todos acham que a banca se resume aos salgados, é por isso que a comunada mete as notas debaixo do colchão e faz manifestações contra o uso dos cartões de crédito. o soares, sim o perigoso amigo do carlucci, abriu as fronteiras que os comunas mantiveram fechadas do orgulhosamente sós, mas não abriu os olhos aos herdeiros do nacionalismo pacóvio.

  55. Val, pediste-me uma farpa.
    Dei-ta.
    Dizes que já foi discutida e crismas como único caso!

    Vamos lá então ao segundo

    Época – Sócrates
    Data – Junho 2010
    Situação – Constituição da República.
    Caso – Luís Amado avança com a posição individual de que deveria ser plasmado na Constituição o limite do endividamento.
    Sócrates – Desvaloriza dizendo-se contra tal propostas.

    Amado ter-se-á esquecido que é MNE, Ministro de Estado e alto dirigente do PS?

  56. oh teofilo! viste o amado nos picnics do anacleto ou anúnciar que se ia candidatar à presidência da república à revelia do ps? não, estavas entretido a ler as novelas que a pasquinada publicava sobre o governo a abater que conseguem ter agora mais relevância que na altura.

  57. Maria Rita, o relatório do JP1 permite-te concluir o quê? É que aquelas citações limitam-se a confirmar que Amado pensa pela sua cabeça.
    __

    nuno da camara municipal, a origem da crise internacional, situada nos EUA, é uma coisa. O pedido de resgate ser do agrado da banca portuguesa, é outra. No caso nacional, a leitura dos banqueiros em Março de 2011 era racional. Interesseira, claro, mas racional perante as ameaças que eles viam cada vez maiores à sua actividade. É por isso que a política, numa democracia, é sempre maior do que todos os restantes interesses sociais.
    __

    Eduardo J, trazes uma notícia que é pura intriga política ao serviço do desgaste contra o Governo de então. O facto de lhe dares credibilidade diz bem do poder das campanhas de assassinato de carácter que moldam o espaço público. O facto, o único e absoluto e inquestionável facto, é o de Amado ter sido escolhido por Sócrates para dois Governos, tendo ele ficado até ao fim ao lado de Sócrates quando nenhuma lei o obrigava a tal nem nada impediria a sua substituição caso o primeiro-ministro tivesse perdido a confiança nele.

    Depois acrescentas que estou a defender uma coligação entre este PS e este PSD, altura em que te aconselho a largares o vinho.
    __

    Teofilo M, discutiu-se abundantemente esse episódio do Qatar aqui:

    https://aspirinab.com/valupi/toma-cuidado-amado/

    Quanto às declarações a respeito da inclusão de limite ao défice na Constituição, elas não passaram da livre expressão do seu pensamento numa situação que suscita reflexão. Esse acto em nada maculou a sua relação com Sócrates, porque o seu âmbito é o da conjectura, não o da intenção.

  58. Era o que faltava, não largo a vinhaça nem que a vaca tussa.
    “Por consequência, por ser coerente, Amado está muito bem ao repetir a mesma lógica. Lógica essa onde a RTP não justificaria uma clivagem entre PS e Governo que impeça a união no essencial”.
    “os desafios do tempo pedem consenso partidário para alcançar certos objectivos fulcrais para o interesse nacional. Estamos perante uma evidência”
    Foi por aqui que cheguei à intoxicada conclusão que poderias estar a concordar com a grande coligação de salvação nacional entre o PS e PSD.
    Mesmo antes de me passar a bebedeira ainda arrisco a dizer que o Luís Amado sempre defendeu abertamente essa aproximação, mesmo quando ainda era ministro, se não me engano por alturas da campanha eleitoral.
    Não está em causa a qualidade do ex ministro dos estrangeiros, só algumas das suas ideias. Sócrates soube conviver, mesmo dentro do governo, com a diferença. Por exemplo o antecessor de Luís Amado foi Freitas do Amaral que de socialista nada tinha, antes pelo contrário.
    Mas pronto ficou já estabelecido na minha vaporizada cabeça que Luís Amado tem em Valupi um admirador e que eu admiro o Valupi e não o Amado, apesar do Valupi admirar o dito.

  59. Eduardo J, não me recordo do Amado alguma vez ter sugerido uma solução de bloco central, mas recordo que o período do final de 2010 e começo de 2011 foi de pânico generalizado, fosse porque a situação de impasse e descoordenação europeia assim o justificava, fosse porque interessava à estratégia da direita espalhar o alarme e criar um ambiente de medo e revolta para irem num curto prazo a eleições prometendo “o fim dos sacrifícios, o fim da austeridade sobre o povo”, como fizeram. Nesse período qualquer cenário merecia ser pensado e discutido, sendo esse de um Governo de salvação nacional um dos mais falados por várias personalidades públicas. Se sabes de alguma notícia onde Amado apareça a fazer referência a tal união partidária, manda aí que gostava de ler.

    As citações que fazes do que escrevi remetem para a pessoa do Amado, mas também para o campo das evidências desde que o ponto de vista seja o da governação ao centro – portanto, excluindo projectos extremistas, fossem do PCP e BE ou de uma direita reaccionária qualquer. Ora, diz-me lá: não teria sido melhor para Portugal, para o bolso de todos os portugueses, que Sócrates continuasse a governar, tentando conciliar a austeridade imposta pela Alemanha e demais países europeus com um programa que dava prioridade à defesa do tecido económico e aos direitos sociais? Se responderes que sim, estarás a repetir a mensagem de Amado: há situações onde os partidos se devem juntar para a defesa do interesse nacional. Isto é simples de entender, o tribalismo político é que impede a evidência.

  60. Junho 2011
    “O chefe da diplomacia portuguesa sublinhou que “naturalmente que um Governo estável que garanta a governabilidade do país para os próximos anos só pode ser pensada à direita do PS”.
    Recordo que os partidos a direita do PS já tinham os lideres de hoje , com o PSD mais à direita que o CDS.
    O resto da noticia:
    http://www.jn.pt/PaginaInicial/Nacional/Interior.aspx?content_id=1828919
    Claro que era muito melhor Sócrates não ter sido substituído pelo vulgar extremista que lá está. O próprio Sócrates quis dançar o tango do Amado antes de perceber quem lhe tinha saído na rifa.

  61. Nessas declarações, Amado está precisamente a reflectir sobre a situação nascida das legislativas de 2009, onde a esquerda do PS recusou qualquer aliança e preferiu continuar a desgastar os socialistas. De resto, perante o fanatismo do PCP e do BE, não há ninguém que conceba um Governo de esquerda ampla. Este é um factor essencial para o que tem acontecido em Portugal desde o 25 de Novembro.

    Aquilo a que chamas “tango do Amado” não passa da mais crua, e trágica para o interesse nacional, evidência. Ou achas que o PS se podia aliar a quem quer sair do Euro, da União Europeia, da Nato e de tudo o que cheira a Ocidente, América e capitalismo?

  62. Mas quem quer sair do Euro, da União Europeia e de tudo o que cheira a Ocidente, América e capitalismo?
    Provas ou é só o preconceito a teclar?

  63. Zé, já alguma vez leste o Avante? Ou um qualquer programa do PCP? Ou fazes ideia de quais têm sido as posições defendidas pelo BE em relação à política internacional?

  64. Ai, sempre o insulto como escudo da sua fragilidade existencial. Posto isto, provas, com qualquer comunicado, posição, ou outro qualquer acto oficial, aquilo que afirmaste convictamente? Sim, prova que o BE e o PCP, por exemplo, querem sair do Euro, da União Europeia.

  65. oh zé! deixa-te de perguntas estúpidas e responde lá àquilo que te perguntaram, comes merda às colheres ou é de faca e garfo?

  66. Val,
    até podes achar que o Luis Amado, quando propôs o que propôs, estava apenas a agitar uma hipótese, no entanto, eu e muita gente, quando propomos algo saímos do campo das hipóteses para dar um passo mais à frente, são soluções, caminhos, definições que apresentamos.
    O Luis Amado pode e deve ter o pensamento livre, mas daí a formulá-lo fora dos espaços próprios e inerentes às funções que desempenhava, francamente, pareceu-me excessivo e incompatível com a solidariedade institucional a que estava subordinado.
    É a minha opinião.

  67. Há uma óbvia hierarquia de questões. Questionei (em primeiro lugar) se o “centrado” escriba tinha provas do que afirmara, sobre o qual, o dito respondei com insultos e com mais perguntas. Nada de novo, portanto.

  68. Zé, parece-me que és estúpido e comes merda às colheres. Acumulas, pois. Mas, claro, nada disso te deve impedir de responder às perguntas, pois se nunca lestes o “Avante”, se nunca leste algum programa eleitoral do PCP e se não fazes ideia do que o BE defende, não vale a pena estar a atender aos teus sucessivos pedidos de explicações. Deves pensar que estás no jardim-escola e que tens as mensalidades em dia, só que até o recreio acaba mais cedo ou mais tarde.
    __

    Teofilo M, divergimos quanto ao entendimento do sentido a dar a essas palavras e à sua oportunidade e estatuto. Não sei o que sejam esses “espaços próprios” que referes, e parece-me que uma das suas funções é responder com honestidade intelectual a jornalistas sobre questões prementes da actualidade. Em nada do que disse vejo falta de lealdade política.

  69. @valupetas, a tua resposta só demonstra que cospes preconceitos (ideias feitas que carecem, como ficou óbvio, de fundamento sério) e não provas o que tentas colar. Basta perguntar, para o “centrado escriba” disfarçar com insultos a sua valente peta e a sua vacuidade humana.

  70. É isso mesmo, Zé! Também eu me apercebi disso quando comecei a frequentar este blogue. O Valupetas é uma imagem do vazio politico e ideológico, e daí que o seu paleio intelectualmente medíocre se limite a fazer a defesa de um centrismo que se alimenta de preconceitos anti-esquerda, e que se caracterizaria (segundo as «doutas» palavras do «mestre em filosofia política») por ser aquela área onde estão as «figuras públicas inteligentes, criativas e responsáveis». Isto é mesmo paleio para idiotas e mentecaptos.
    Depois, como tu mesmo pudeste verificar, o tipo não foge apenas à discussão politica do substancial, mas foge às perguntas que lhe são colocadas, acabando a insultar quem o encosta à parede e expôe a sua pobreza intelectual. O tipo, como já seria de esperar, não respondeu à tua pergunta sobre o que é o «centro», preferindo desviar o assunto para a demissão do seu ente querido. E agora voltou a fazer o mesmo. Nada de novo, de facto…
    Apesar destas evidências, eu até estava curioso para ver o que iria dizer o tipo àcerca das declarações do Amado. Porque apostei que o tipo se ia enterrar e dar mostras de que não passa de um papagaio do sistema, sempre pronto para reproduzir acriticamente o discurso dos seus amados centristas.
    Como se verificou, até os seus fãs ficaram surpreendidos com as suas palavras. Mas só se surpreende quem ainda não percebeu que o «centrismo» do Valupetas não passa de um eufemismo, ou de um slogan publicitário, que esconde um alinhamento com a ideologia dominante e com as políticas neoliberais actuais. E é por isso que quando os seus próprios fãs o contestam, mostrando-lhe as declarações do banqueiro Amado em que este defende uma governação de acordo com princípios neoliberais, o Valupetas se limita a repetir a sua cassete preferida em que fala em «ataques de carácter» ou em que elogia o «pensamento próprio» dos amados «inteligentes», «criativos» e «responsáveis». Ridiculo!
    O paleio deste tipo é mesmo o grau zero da discussão política ou ideológica. Mas o seu fervoroso apoio ao Pinto de Sousa impede os ceguinhos de verem isso…

  71. E, então, Caro Val, claro que não há nenhum problema na circunstância de Luís Amado pensar pela sua cabeça.

    Claro que também não há nenhum problema no facto do pensamento político de Luís Amado estar, aparentemente, muito mais próximo de Passos edo que das posições de Sócrates no que respeita: (i) à proposta de constitucionalização do défice; (ii) à necessidade da economia portuguesa sofrer de um “choque liberal”; (iii) ou à ideia que transmite de que os sucessivos Governos – incluindo aqueles em que participou – protelaram as sacrossantas reformas na área da competitividade por “preguiça política”.

    Claro que não há igualmente nenhum problema em Luís Amado pensar que, com o atual Governo, “a imagem de credibilidade do país tem vindo a ser renovada” e que a derrapagem nas contas públicas em relação ao acordado com os credores internacionais é “relativamente controlada e já se esperava”.

    Nestas diversas questões – que nos tempos que correm são determinantes para definir o futuro que queremos para Portugal e para a Europa – tenho uma perspetiva muito distinta da de Luís Amado. Como é óbvio, não há nenhum problema em existirem perspetivas distintas. Ainda bem, digo eu. Mal seria se todos pensássemos pela mesma cabeça.

    Agora, Luís Amado foi Ministro de Sócrates e não foi um Ministro qualquer. Luís Amado aceitou ser Ministro de Estado e o nº 2 do Governo de José Sócrates – que se saiba, ninguém o obrigou a aceitar e a continuar até ao fim nesse cargo. Esse Governo foi afastado do poder irresponsavelmente através do “golpe palaciano” que conhecemos e com as consequências que agora (quase todos) estamos a sofrer. Como é óbvio, Luís Amado tem toda a legitimidade para continuar a pensar o que bem entender, mas devia poupar-se ao papel de vir recorrentemente à praça pública defender ideias que, na prática, apenas servem para apoiar, implícita ou explicitamente, as posições fundamentais do atual Governo (na necessidade da economia portuguesa sofrer um “choque liberal”) ou a avaliação do seu desempenho (“a imagem de credibilidade do país renovada”, a derrapagem “relativamente controlada e já esperada”), quando não representam mesmo a crítica preferida de Passos em relação aos Governos em que Luís Amado participou (a “preguiça política” para as reformas).

    Mas, enfim, apesar de tudo, não deixo de relativizar a importância efetiva destas contradições públicas de Luís Amado – ou seja, na minha opinião, uma figura tutelar como Mário Soares, o pai fundador do PS, causou muito mais danos a Sócrates do que Luís Amado. Aliás, a ideia que tenho é que a comunicação social dá destaque a estas intervenções de Luís Amado somente pelo picante político de provirem de alguém que foi nº 2 do Governo de Sócrates e que sustenta posições muito próximas das do atual Governo. Mas, depois, passada a espuma dos dias, tudo se dilui, talvez por Luís Amado, pelas posições que defende, ser, aparentemente, afinal, apenas mais uma voz a repetir os oráculos politicamente corretos dos mercados…

    Um abraço,

  72. JP1, Amado é militante do PS. Diz-nos o bom senso, e a sanidade mental, que a sua militância nesse partido corresponde ao seu acordo com a ideologia desse mesmo partido. Ora, diz lá: achas que o PS se define programaticamente, na teoria e na prática, por ser subserviente aos mercados?

  73. Oh zé antes o “centrado” que permitiu até um ano atras ferias no estrangeiro a milhares de portugueses, casa propria para muitos milhares, não precisamos de vistos para circular no nosso pais, temos liberdade de imprensa e de expressaõ com se vê neste e noutros blogues.Zé tu estas bem não te” preocupes” com os pobres,pois eles estao-se borrifando para o teu socialismo com 8%. Zé vem a proposito. hoje ao consultar uns documentos vi um recorte de jornal que guardei talvez há 5 anos . vê esta perola do jornal “el pais” e texto de rosa montero escritora:” Fidel castro acaba de legalizar a panela de pressão(…)A panela de pressão esteve proibida em cuba até há dias.o totalitarismo é assim,aplica as suas imposiçoes e censuras em todos os ambitos da vida”.Zé como sei que a sociedade que tu defendes vai dar a este caminho, muda de registo.até com a panela de pressaõ o regime se meteu.Zé vê o teu concerto à vontade,lê o livrinho que te apetecer e passa a lutar por um democracia mais justa e mais fraterna.os pilares já fora lançados há muito falta é a europa acompanhar a nossa ambiçao.Ze sou um trabalhador que antes e depois de abril andou pelos teus caminhos,Felizmente libertei-me e fiz coisas boas no ambito da habitação social (coperativa) e fui membro de varias cts onde tudo corria bem com os comunistas desde que não fossem ao partido receber ordens.no congresso das esquerdas vão aparecer la muitos que os mandaram dar uma volta quando se reformaram.foram uns ingratos diga-se de passagem. O bloco não quer sair da UE. Quer uma união diferente. nos tambem queremos,pois não gostamos do que estamos a ver.para a melhorar temos que lutar lá dentro não é zé? o Pcp efectivamente não quer estar na ue.Foram contra a entrada e estão a favor da saida,mas calados,poia a altura não é a melhor…Um abraço.Zé não te esqueças da panela de pressão.

  74. @ds estamos em plena sintonia, e concordo com a sentença que fazes.

    @Maike, eu não comungo das linhas políticas que governaram ou governam o PCP. Sou socialista. O socialismo (o caminho) pinta-se com várias cores. O meu, leva os tons da democracia, da fraternidade e da igualdade. Equiparar o socialismo com os regimes totalitários que grassaram e grassam por aí é um velho truque da claque da direita evangelista dos mercados e dos “centristas” que habitam o PS. O Socialismo, é [tem de ser para cumprir os seus reais propósitos] intrinsecamente democrático. Realmente, eu luto por fora (não sou militante de nenhum partido), mas há mais de dez anos que penso em me militar no Bloco de Esquerda, partido que me sinto politicamente mais próximo. Confesso que a concretização de tal pensamento já esteve mais longe.

  75. o que vale é o bloco ser uma espécie de multimarcas, vende e dá assistência a qualquer ideologia desde que facture votos. começaram a vender modelos exóticos de leste para um mercado restrito de coleccionadores de griffes de leste, actualmente comercializam modelos de grande consumo e brevemente abrem um departamento para marcas de luxo, nessa altura dar-se-á a fusão das marcas representadas numa linha branca coordenada pela dupla semedo & catarina e teremos de novo o partido único em portugal. um partido tutti-frutti pró menino, menina & avô*, pinta-se de preto para facilitar a escolha e daltónicos** e será sucesso garantido como o ford t.

    * inclui tamém os irmãos dalton
    ** a versão louça não contemplava o avô

  76. Zé,o ps tambem paga a factura por ter a sua matriz o socialismo, mesmo que democratico .a direita aproveita-se e bem de quem se pos a jeito ao designar por socialismo regimes sanguinarios a partir de uma certa altura.vou-lhe citar duas frases de staline: a morte resolve todos os problemas.onde não há homem não há problema. e assim despachava os seus adversarios.Espero que do congresso das novas esquerdas saia algo de positivo.Zé não acredito num partido que tem UDP+Psr+ politica xxi na sua génese.

  77. “… mas há mais de dez anos que penso em me militar no Bloco de Esquerda,…”

    ainda apodreces sem consumar o desiderato, mas tás com azar, as inscrições estão canceladas no verão, para dar ideia que a procura é muita, marketung ferrero rocher. os tempos de antena são rodados à porta dos centros de emprego e o anaclecto palrador é coladoem cima para o efeito banho de multidão.

    despacha-te que aquilo é capaz de implodir até às próximas legislativas.

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