Aposto que sabes a resposta

Os políticos que chegam ao Poder, em democracias, duram pouco tempo nesse lugar. Não só porque as oposições dedicam 120% do seu tempo ao exercício do desgaste, descrédito e desonra dos governantes como a comunicação social, sem excepção, não perde uma oportunidade de explorar o sensacionalismo. O resultado é uma permanente intoxicação, um berreiro, que passa por eficaz fiscalização dos negócios e ócios públicos. Mas é treta – sabes disso, né?

A invariável postura bélica, as promessas irresponsáveis e o discurso simplista dos opositores contrasta com a consciência da complexidade, dificuldade e insegurança que os governantes deixam transparecer por palavras e actos, silêncios e gestos, a respeito das medidas onde colocam a assinatura. À sua volta têm milhões de concidadãos que desprezam os políticos com intensidade igual à que dedicam a invejar as benesses ocultas que imaginam estarem eles a recolher. O serviço público surge como a prova mesma de algum ganho ilícito passado, presente ou futuro. A injúria estende-se do Primeiro-Ministro ao mais baixo funcionário da Repartição de Finanças, o Estado surge-lhes como o grande coito para os maiores bandidos.

Quem ganha com este atrofio? A quem interessa a decadência que afasta os cidadãos da cidadania?

32 thoughts on “Aposto que sabes a resposta”

  1. Só que as coisas não são assim «preto/branco». Temos visto governantes empenhados, quase que “em missão” e oportunistas da pior espécie. Quem conhece por dentro os partidos sabe que estão enxameados de escumalha e os bem intencionados, que os há, são afogados na hora de fazer contas, tanto quando se ganha como quando se perde. Eu sei que os partidos são o espelho da nação. Infelizmente. Dentre o «nobre povo» é ver quem mais tenta fugir a tudo o que seja contribuir para o bem da «nação valente e imortal». O «nobre povo» critica, nos politicos, pecados seus. É a nossa realidade.
    Concluo, portanto: entre a mordaça da ditadura -AINDA QUE SEJA SÓ POR SEIS MESES-e o habitual e lusitano desaforo das oposições e da comunicação social, ainda prefiro esta bandalheira geral. Até que se ganhe mais juizo ou, dizendo de outra forma, até que o o «nobre povo» assuma que é gorvernado pelos filhos que pariu e deixe de “passar a culpa” a uns filhos de mãe vadia, que prazenteiramente e no pior vernáculo apelida de filhos da puta.
    Nunca conheceste um partido “por dentro”, Valupi? E nunca viste o «nobre povo» desenrascar-se como pode, fazendo a triste figura de «pilha-galinhas», não podendo ombrear com os ladrões dos nossos «BPN.s»?
    Mas, por amor de Deus, deixem falar o povo, os jornalistas e os politicos. Isto não há-de ficar sempre a patinar. E não fica mesmo. Muita coisa está a mudar. Esta denúncia, talvez carregada de inveja, dos ordenados e premios indecentes não cairá em saco roto. Nem que seja a mesma inveja o motor de arranque, falem!
    E agora este apontamento sobre o patriota e popular defensor dos mais pobrezinhos: o eterno chefe da CGTP, Carvalho da Silva, diz que foram gravemente penalizados os que menos ganham, com a medida que corta, até 10%, nos vencimentos dos funcionários públicos que aufiram mais de 1500 euros mensais. Eu ganho menos do que isso. Centenas de milhares de funcionários publicos hão-de pensar o que vou escrever: que pena eu não poder ser abrangido por essa medida… Para aquele senhor, a categoria dos «mais pobres» começa nos 1500 euros. Daí para baixo, deve ser a categoria dos miseráveis, como eu, que não chego a ganhar os tais trezentos contos. Neste país de Carvalho da Silva mais vale ser miserável que «pobrezinho de 1500 euros», como ele, coitadinho, que lhe foram aos parcos tostões.

  2. O quê, o pior sistema de governação existente, com excepção de todos os outros, tem problemas? Quem diria. A questão é, este berreiro é parte integrante da experiência democrática e liberdade de expressão, aqui e em todos os países, variando apenas com os traços de personalidade dos povos em questão. Os sensatos, prósperos e educados Suecos, que não berram muito, mas elegem a extrema direita. Os divertidos e barulhentos Brasileiros, com todas e mais algumas razões para berrar bem alto, elegem Lula. Agora não concordo com a parte final deste teu post, porque pareces implicar que haverá algum tipo de conspiração por trás do barulho, alguém “a quem isto aproveita”. Não me parece que seja o caso. Há, isso sim, quem procure aproveitar o barulho que é, repito, inerente à democracia, para dizer que este é um sintoma de uma doença qualquer, que não é natural, que se tudo estivesse bem não existiria, que o silêncio aprovador tem de ser o objectivo. Não é verdade. As melhores democracias são as mais barulhentas. O silêncio, nas sociedades, significa a morte. E ao contrário do que pareces implicar, não devemos nunca deixar os responsáveis políticos tomar as decisões difíceis e complexas em paz. Porque se necessitam dessa paz para as poderem tomar, então não têm nada que ser responsáveis políticos. Eu, os políticos que me representam, prefiro que sejam do tipo que conseguem tomar decisões difíceis no meio da maior barulheira imaginável, sujeitos aos ataques mais vis e cobardes. É esse tipo de ambientes tóxicos que nos dão líderes como Sócrates, capaz de tomar a decisão que tomou esta semana sabendo bem o que o esperava, e que filtram outros como Ferreira Leite, que confessava que seria melhor “suspender a democracia” enquanto tomava as suas decisões em paz e sossego.

  3. Ó Valupi, ó Mário que bom seria se a razão não estivesse inteiramente do vosso lado! Fiz a maior parte da minha vida com o PCP. Na mente e no coração. Dele me afastei quando conclui que, no mundo de hoje, é fácil ser contra-poder e não ter vergonha de bramar contra a “brutal ofensiva contra os trabalhadores” (sic/Jerónimo de Sousa) a respeito de uma medida que, dos funcionários públicos, apenas afectará os que aufiram mais de 1500 Euros (300 contos)! Ouve-se e não se acredita. Como é possível descer tão baixo no recurso à demagogia mais despudorada!

    Difícil mas difícil mesmo é ser poder. Hoje e em democracia. Por isso aqui deixo este belíssimo poema de Sofia de Melo Breyner. Deliciava-me eu com alguma da sua poesia para me esquecer um pouco dos “dias-de-hoje” e, vejam lá o que me caiu debaixo dos olhos para me trazer de volta à realidade dos tempos insanos que vivemos.

    PRANTO PELO DIA DE HOJE
    ……………………………………………..
    Nunca choraremos bastante quando vemos
    Que quem ousa lutar é destruido
    Por troças por insídias por venenos
    E por outras maneiras que sabemos
    Tão sábias tão subtis e tão peritas
    Que nem podem sequer ser bem descritas

  4. Ainda há coisas, pequenas coisas, que funcionam – por exemplo nas Câmaras Municipais. Às vezes nem tem a ver com partidos. Em Maio participei numa actividade cultural em que entreguei documentos no valor de 204 euros mas só recebi 100. Esta semana participei numa Festa do Livro em que tudo correu bem, os compromissos foram cumpridos. Mas já não participei noutra numa cidade do Alentejo porque o vereador não quis pagar uma despesa de transporte de três participantes no catálogo e o auotr cancelou tudo – o que só lhe fica bem. Mas isto é uma gota de água no oceano.

  5. Vega, então e não há meio termo entre o berreiro e o silêncio? E há berreiros e berreiros. Diz lá que ganhámos com o berreiro à volta do Freeport, por exemplo? Houve eleições, Sócrates ganhou-as, inventaram o Face Oculta e a intoxicação continuou. Que raio de vantagem vês nos ataques permanentes ao carácter do primeiro-ministro?

  6. Em todos nós se esconde um ditador.
    Pois bem, por favor, deixem-me ser o vosso ditador.
    Prometo que a primeira coisa que faço é confiscar para o Estado o património de todos os militantes ou simpatizantes do Psd e do Cds.
    De seguida dou a independência à Ilha da Madeira, selando um acordo em que nem eles nos dão de volta o que nos devem nem nós temos mais nada a enviar para lá.
    Posto isto, darei 48 horas para os militantes e simpatizantes do Psd e do Cds saírem de Portugal.
    Posso afiançar-vos que em menos de 1 mês poderíamos anunciar ao Mundo que Portugal foi o 1º país a vencer a Crise Internacional.

  7. A propósito do que diz o Vega, o problema é que a nossa “experiência democrática” ainda é curtinha em relação às democracias mais antigas do mundo. Barulho a mais e apresentação de notícias como se de um espectáculo se tratasse pode parecer a liberdade e a democracia no seu pleno, mas é apenas sintoma de imaturidade. E isso depois tem consequências no modo como os portugueses olham para os políticos.
    Assim como é sintoma de imaturidade a aparente falta de autonomia das redacções dos telejornais para seleccionarem as notícias de forma inteligente e, consequentemente, isenta, sem deverem obedecer à regra da igualdade de tempo de antena para todos os partidos. A maior parte das vezes, o cumprimento dessa regra é completamente forçado. Quantas vezes se justifica o coro? Não observo tal prática em nenhuma televisão da Europa mais civilizada, nem sequer em Espanha, onde, aliás, os telejornais, como os do resto da Europa, não demoram uma hora, mas metade.
    Dito isto, acho que todas as medidas dos governos devem ser escrutinadas, discutidas, contestadas, defendidas e por aí fora, mas, pelo menos na imprensa, rádio e televisão ditas sérias, sem distorcer nem insultar gratuitamente, se faz favor. Até certo ponto, isso mostra que pululam em muitos jornais e rádios (maus) jornalistas simpatizantes de partidos que, a menos que o povo português ensandeça de vez, nunca hão-de estar no poder (caso do PC e do BE) e, portanto, vale tudo. Quanto às notícias encomendadas, já sabemos como é.

  8. PRANTO PELO DIA DE HOJE
    ……………………………………………..
    Nunca choraremos bastante quando vemos
    Que quem ousa lutar é destruido
    Por troças por insídias por venenos
    E por outras maneiras que sabemos
    Tão sábias tão subtis e tão peritas
    Que nem podem sequer ser bem descritas

    Muito bonito. É verdadeiro. Por certo, a sua autora sentiu a dor de dentes e descreveu-a como só quem sente a pode descrever. É isso mesmo.

  9. Aniper, sabe, eu de quando em vez recuso-me a pensar. Diga-me lá porque não valeria a pena dizer o nome? Desde já, lhe digo que é bonito, foi-me dado por pais extremosos e bem formados. Pode então esclarecer-me? Fala com tanta segurança! E eu que gosto tanto de segurança e determinação. Venha então a sua sagesse.

  10. guida, não estou a dizer que não possa haver limites, sobretudo nos métodos que são usados para fazer berreiro. O Freeport será um bom exemplo, para mim. Porque distingue duas situações: a primeira, o abuso de poder de quem é responsável pela investigação, que para mim é, ou devia ser, crime. A segunda, o berreiro que se fez a partir desse facto, que deve ser livre, porque deu-me informações preciosas: permitiu expor os métodos e tácticas de determinada oposição e determinados agentes, permitiu (para mim) acordar para o facto de não se poder confiar nos agentes judiciais, logo formar a opinião de necessitarem de reformas profundas, e permitiu sobretudo avaliar o carácter do primeiro-ministro, o que só aumentou o meu respeito por ele. Sei agora que não cede nem às mais vis chantagens, pelo que posso confiar que as suas decisões são imunes a pressões ilegítimas. E Guida, permitiu sobretudo esclarecer, para além de qualquer dúvida, qual o envolvimento do PM neste caso, que ficaria bastante mais envolvido em suspeitas em caso de um precoce “arquivamento por falta de provas”, se percebes o que quero dizer. Foi um processo canalha e moroso, mas teve uma data de vantagens, a maior das quais foi ser discutido à exaustão no espaço público, e permitir tirar estas conclusões todas.
    _____

    Penélope, não concordo contigo. “Barulho a mais e apresentação de notícias como se um espectáculo se tratasse” pode ser uma descrição perfeita para os EUA, por exemplo.

  11. Vega, bem, deves ser dos poucos para quem o Freeport foi só vantagens. Tirando os que lucraram com as resmas de jornais que se venderam à pala, para o próprio foi um pesadelo e para quem o queria derrubar à má fila foi uma desilusão, que só não foi total porque o Governo perdeu a maioria absoluta. Só concordo contigo quando dizes que o processo foi canalha e moroso. Não posso concordar que, em democracia, sejam estes os métodos de avaliar as capacidades ou o carácter de um político. Foi um golpe baixo de intoxicação da opinião pública aproveitado até à última gota por quem não o conseguiu combater politicamente com propostas alternativas às suas.

    E não percebo muito bem o que queres dizer, penso que te contradizes, por um lado dizes que o processo te “permitiu acordar para o facto de não se poder confiar nos agentes judiciais”, e por outro, “esclareceu-te, para além de qualquer dúvida, qual o envolvimento do PM neste caso”.

  12. Vega, justamente, os Estados Unidos não são a Europa. Em muitos aspectos, é de lamentar, mas, noutros, ainda bem! Não pode valer tudo, não é? A M. M. Guedes, por exemplo: na maior parte dos países da Europa, se a direcção da televisão não a despedisse (e sabemos que não a despediu porque era casada com o patrão), essa mulher teria sido corrida pelas associações de cidadãos indignados (mesmo que não fossem apoiantes do governo). É que, com uma população culta, há valores que são defendidos acima de qualquer interesse político oportunista. Na América, estaria na Fox.

  13. guida, sou um optimista, acho eu. O que escrevi foi um “silver lining” do processo. “Só vantagens”: touché :)

    Agora mantenho: quem acha que na política não há, ou não deve haver, lugar a golpes baixos está a sonhar. Porque quem governa vai estar sujeito a pressões inimagináveis, e é bom que saiba resistir. Implantar reformas é, e muito bem, difícil, e só deve estar ao alcance de quem tenha uma perfeita consciência do que vai enfrentar, das resistências que vai encontrar, e da barulheira que vai gerar. Se não for através deste tipo de ataques e da barulheira “que não os deixa em paz”, como é que sabemos? Confiamos que deve ser um tipo que sabe o que faz, deixa-o lá implementar as propostas dele sossegado, porque eu até votei nele e tudo? Por mim, não obrigado, prefiro ideias e políticos que tenham resistido a tudo o que lhe atirem, só assim é que sei que valem a pena. Olha o PPC, não resistiu aos primeiros embates sem fraquejar. É este tipo que queres a negociar com a UE, ou com os sindicatos, ou com as agências de rating? Eu até lhe achava alguma piada ao início, agora já tenho uma ideia mais feita. Sem ataques, justos e injustos, não há políticos, e é aí que discordo com o post do Valupi.
    E, pergunto, se o Sócrates tivesse mesmo algo a ver com o Freeport? E se o procurador estivesse mesmo a protegê-lo? Aí já tinha sido justificada a barulheira e a MMG? Ou confiavas nele (ou no procurador) à partida, mais um dos que “seria incapaz” de fazer patifarias, era o que faltava?

    Dito isto, claro que há limites que foram aqui largamente ultrapassados, sobretudo pelos agentes judiciais. Mas onde é que se desenha a linha? Onde é que deve começar a proibição do discurso público? Eu não sei, e tenho medo de quem saiba, daí preferir o ruído. Por muito injusto que seja.
    _______

    Penélope, não somos os EUA e ainda bem. O que discordo é que a barulheira e o desprezo pela classe política seja sintoma da nossa imaturidade democrática, porque acontece o mesmo em democracias bem mais avançadas e velhas do que a nossa. Daí o exemplo.

  14. Mário, conheço os partidos, até os seus mais íntimos meandros, e concordo contigo: são feitos daquilo que há, não encontrei anjos nem santos a passearem pelos corredores. O que nos leva para a constatação seguinte: sendo feitos do mesmo material humano, não são todos iguais. Descobrir as diferenças remete para a observação das suas lideranças, mas também das figuras intermédias. Neste particular sentido, é lamentável que não exista um partido com a robustez política e cívica do PS à sua direita. O PSD não passa de uma marca explorada para fins comerciais, não tem osso nem alma na actualidade.
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    Vega9000, concordo com tudo o que disseste, mas falaste de um tópico genérico, não do ponto, ou de algum dos pontos, que o texto oferece. Por exemplo, que o problema não é o “berreiro” – metáfora que inclui como seu pressuposto a liberdade de expressão, imprensa livre e democracia partidária – mas estar-se a presumir que tal corresponde a uma efectiva fiscalização dos governantes e demais agentes estatais. Ora, como o berreiro não aumenta a qualidade da governação, posto que há sempre razões para berrar por ser impossível satisfazer a todos, ele serve outros propósitos: o mero desgaste, e boicote, da governação. E esse é um resultado que nem acrescenta transparência, nem acrescenta qualidade às decisões políticas.

    Outro ponto que me interessa é o do afastamento da política por parte da enorme fatia da população, a qual vive disfuncionalmente a sua cidadania e justifica a distância e alheamento com esse mesmo berreiro imparável e irracionalizante. É escusado carpir mágoas pela ausência de uma sociedade civil forte, antes cada um que se importe com a questão deve concentrar-se em fazer da sua vida um exemplo. Claro que tal afastamento não é um mero fenómeno português, antes ocidental, mas entre nós é mais penoso devido à baixa literacia política. Isso tenderá a mudar com a renovação geracional e, ainda antes, com os investimentos que têm sido feitos na Educação e Requalificação.

  15. Vega, também sou optimista e por isso acredito que não estás a defender que em política vale tudo, até tirar olhos, só para tornar os governantes, ou candidatos a tal, mais riginhos. Só faltou dizeres que em campanha em vez de os escutarmos e de termos em conta os programas eleitorais (quando os há) devíamos mas era torturá-los para estarem preparados para o que os espera caso sejam eleitos. :)

    Tenho de te perguntar, mas quais embates é que o PPC não aguentou? Não dei por nada que se pareça com um embate… :)

  16. É claro que sei a resposta. Muitos já a sabem, há que anos. Vocês até sabem mas a adição bajuladora socrateira auto-programada – em frémitos orgásticos de acefalia – é que não vos deixa querer saber nada. Até mete dó o contorcionismo, maneios e recalcamento doentio a que estes Valupitos se entregam para – só para, sobretudo para, servilmente para – bajular e lavar com sabão azul e rosa o desmando de embustes, propaganda e profunda psicose do chefe que, agora, até já passou a providencial homem corajoso e nunca é responsável por nada. Os outros é que são os culpados. Ponto.
    Se não fosse tristemente patético até diria que se calhar acreditam mesmo na peta e vivem em alegre estado de sonegação, como convem a idiotas-úteis como a carneirada asquerosa deste blog inenarrável . Para vos ajudar a despertarem do estado narcoléptico e longa hibernação no covil dos mentecaptos lambe-botas, oiçam uma das vozes maduras e esclarecidas do PS, que ainda não claudicou e sabe bem do que fala (ao contrário dos poetas do servilismo nojento como este Valupi e camaradas):
    “Em entrevista ao PÚBLICO, voltou a não poupar críticas às políticas económicas deste Governo. Diz que só os estadistas sabem ouvir os “críticos” e acrescenta que o chefe de governo utilizou um optimismo “bacoco e inconsciente” para esconder os problemas.

    Como é que explica que, apesar dos avisos, o Governo tenha ignorado o impacto que a crise financeira iria ter na economia nacional?
    Não há uma resposta simples para essa questão. Penso que é um misto de falta de sentido de Estado, de ignorância, de voluntarismo e de teimosia e, porventura mais importante, de falta de convicção sobre o interesse geral a que muitos chamam patriotismo.

    Partilha da opinião dos que defendem que o melhor contributo que o Governo pode dar à economia é consolidar as contas públicas?
    A consolidação das contas públicas é uma condição necessária mas não suficiente. Apenas o crescimento sustentado da economia abrirá novas perspectivas aos portugueses. Mas, neste domínio, José Sócrates iludiu, durante cinco longos anos, todos os reais problemas da economia através de um optimismo bacoco e inconsciente.

    Não o fez apenas por ignorância, mas para servir os interesses da oligarquia do regime, através da especulação fundiária e imobiliária, das parcerias público-privadas, dos concursos públicos a feitio, das revisões de preços e de uma miríade de empresas, institutos, fundos e serviços autónomos, além das empresas municipais. Regabofe pago com recurso ao crédito e sem nenhum respeito pelas gerações futuras.

    Das declarações do Governo, ficou com ideia de que ele deixou cair o investimento público associado às grandes obras, TGV e aeroporto?
    A ideia com que se fica é que o primeiro-ministro não leva em conta o interesse nacional, mas os interesses dos grupos de pressão dos sectores financeiro e das obras públicas, o que é a única explicação para a dimensão dos erros cometidos. Estamos a construir mais auto-estradas que ficam vazias e sem carros e um TGV com um traçado que não favorece a economia, ao mesmo tempo que nada foi feito para termos um porto de transhipment e transporte ferroviário de mercadorias para a Europa, investimentos cruciais em logística, para podermos ambicionar atrair mais investimento estrangeiro e desenvolver uma verdadeira capacidade exportadora. Em qualquer caso, contra toda a sanidade económica e financeira, o Governo não parou a maioria das obras programadas e utilizará o fantasma das indemnizações aos empreiteiros para as não parar.

    http://economia.publico.pt/Noticia/austeridade-nao-toca-na-gordura-do-estado-e-nos-interesses-da-oligarquia_1459311

  17. Luis Miranda, fazes bem em andar para aí de piscas acesos, para trás e para a frente a tentar tirar a viatura.

    Retiro este trecho do link que deixas: “Por isso a dívida pública que os últimos governos deixaram acumular deveria constituir crime público. Porque nos tornou dependentes dos credores internacionais e coloca em causa o bem mais precioso de qualquer país, que é a independência nacional. Que, no caso de Portugal, tem mais de oito séculos e custou muito sofrimento. Aliás, por isso, e talvez não por acaso, infelizmente, são cada vez mais frequentes as tiradas vindas de alguns sectores apregoando que o país não é viável e que os portugueses não se sabem governar, ou que a solução dos nossos problemas passaria por uma qualquer união ibérica.”

    Faço questão de destacar o único argumento do parágrafo: “tem mais de oito séculos e custou muito sofrimento”. Se custou? É só perguntar ao Henrique Neto.

    Parece que só as oposições é que conhecem os netos seguros, os cravinhos rosetas e os alegres carrilhos deste país.

    “um TGV com um traçado que não favorece a economia” Qual é que devia ser?

    quais foram “os fantasmas das indemnizações aos empreiteiros” utilizados até agora?

    Interesse nacional, erros cometidos, grupos de pressão. Não queres concretizar?

  18. Ora meu caro tra.quinas devíamos seguir o exemplo, ainda cheio de tibieza é certo, que a Irlanda – ou alguns cidadãos e organizações, pretendem tornar efectivo e concreto: responsabilizar criminalmente os políticos pela depredação e destruição dos recursos públicos. O antigo PM irlandês parece que já não dorme sossegado há algum tempo. Em Portugal imagino a “festa” que seria: estaria quase tudo lá dentro. E, por sinal, a maioria seria Socialista. Durões e Santanetes também.

    Mas, sobretudo nos últimos dez anos, não há dúvida que o rei destes criminosos é esta vossa figura amada (sinceramente ainda não percebi o que vos fascina neste personagem patético de opereta pimba?????) saída do Pantagruel da baixa cozinha, tipo fast food à tuga.

    O que é que vos falta para perceberem que os netos seguros, os cravinhos rosetas e os alegres carrilhos deste país ainda não se demitiram de usar a sua própria cabeça e – por inúmeras vezes – os acontecimentos têm-lhes dado toda a razão (exceptuando o Pateta Alegre que é um saco de basófias inócuas e banalidades esquerdaças triviais e murchas – tão murchas Mon Dieu) e colocam-nos acima do sarrabulho “dos interesses da oligarquia do regime, através da especulação fundiária e imobiliária, das parcerias público-privadas, dos concursos públicos a feitio, das revisões de preços e de uma miríade de empresas, institutos, fundos e serviços autónomos, além das empresas municipais. Regabofe pago com recurso ao crédito e sem nenhum respeito pelas gerações futuras.”

    Ou será que a miopia pinocrática selectiva não vos deixa perceber o óbvio: existe uma máfia, um polvo, uma organização subterrânea tentacular (que sustenta este centrão alternadamente) que tem tido o poder de manietar a seu belo prazer os recursos públicos para negócios privados e que o Socratintas corresponde ao expoente máximo do capo de serviço?

    Será que os últimos processos Judiciais não vos iluminaram as sombras domesticadas da vossa consCIÊNCIA sobre o que se passa neste país governado por uma ladroagem – vestida de Armani, despudor e uma gigante fraude política – que nos cega de dissimulação, prestidigitação, ilusionismo e mentira pura e simples????????????

    Em que país vivem vocês ó criaturas tão obedientes e desinteressantes?

  19. O Luis Miranda está com ódio e o ódio cega. Não vê as medidas de austeridade que TODOS os países tomaram e/ou que anunciaram que vão reforçar? Acalme-se lá, homem. A crise é inédita. Temos uma moeda única sem governo económico. Temos grandes défices e baixíssima inflação. Temos a Alemanha e o resto. Trate de dar achegas úteis, se puder. Quando se acalmar.
    A Clara F. Alves deve ter acordado mal disposta. Tem dias.

  20. Luís Miranda, penso que queres dizer Islândia e ele é acusado sobretudo de inacção perante a crise. Mas pouco importa. Ou talvez não. Se a memória não me falha, há pouco mais de um par de anos a Islândia estava no top dos países desenvolvidos. A Irlanda era um exemplo de sucesso económico, agora tem 30% de défice. Mas podíamos falar da Espanha, da Grécia, da Itália, da França, da Inglaterra, da Polónia, da Roménia e por aí fora. Todos obrigados a apertar o cinto, mais furo menos furo, todos em igualdade de circunstâncias. Naturalmente também cheios dessa escumalha que falas e perante a óbvia necessidade de efectuarem purgas. Adiante. Pensar pela própria cabeça não é sinónimo absoluto de trunfo. O Cravinho não foi sempre um acérrimo defensor da ausência de portagens nas scuts? A Roseta não defende com garra o Pateta? E tu? Não te amarfanhas com nada das ideias que passam? Governar não é gerir interesses diversos, muitas vezes antagónicos? Não existem milhares de lobbies a actuar legalmente no congresso americano?

    Mas há algo em que ficamos totalmente esclarecidos: generalizas demasiado e concretizas pouco. E não deixa de ser esclarecedor só incluíres o Durão e o Santana nos não socialistas. Os outros foram todos uns anjos. Papudos. O que mais me irrita neste discurso caponiano é que reduz por completo a nossa democracia à roubalheira denegrindo o enorme desenvolvimento da nossa sociedade desde o 25 de Abril. As acusações de lambe-botismo e bovininização com nos mimas demonstram tal banalidade (ou pensavas que estavas a ser original, tudo saídinho da tua cabeça?) que só dão para rir.

  21. Tra.quinas até podemos estar de acordo em algumas questões. É óbvio que houve progressos. Mas a que custo e com que assimetrias e com que corrupção e sofrimento.
    É óbvio que as prima-donas não são infalíveis. É óbvio que governar é tudo isso e mais outras tantas banais generalidades académicas. É óbvio que não sou nada original, mas sempre alguém se vai rindo :-))))). Mas que sai da minha cabeça, por enquanto não tenho dúvida, uma vez que nada me amarra a clubites políticas e crenças ideológicas/religiosas.

    Mas todo um vasto deserto de principios e ideias nos separa: eu gosto da verdade, da transparência, do trabalho esforçado, da competência, da humildade, da equidade, da independencia … e, sobretudo, da honra. Qualidades que este PM aporcalhou, aviltou e conspurcou como não há memória em nome de um projecto pessoal de poder onde a mentira já é o mais leve dos argumentos e instrumentos utilizados.

    E sim, muito do impacto negativo que hoje sofremos poderia ter sido evitado. Quantas vezes é preciso demonstrar isso????? Toda a gente com dois dedos de conhecimento económico, indepêndencia e autonomia ideológica o sabe. Para além dos habituais opinadores, é só abrir as páginas de jornais, blogues e literatura especializada e ler aquilo que entrava há anos olhos dentro.

    Só Vocemecês, bovinizadores bloguistas, é que ainda não conseguem admitir a evidência. Estou-me cagando para o vosso estado de cretinisse voluntária. Chafurdem onde quiserem com quem quiserem, quando quiserem, porque assim é a democracia.

    O problema é que isso faz toda a diferença na qualidade da resposta à crise e, em particular, no meu bolso. Nas minhas possibilidades de o suportar e na capacidade de minimizar os impactos junto da minha família, amigos e desprotegidos. E ainda veremos o que os tempos nos reservam.

    Assume a co-responsabilidade? POis deveria. Você e os Valupetas, Galambas, Cancios e outros acarneirados da vida. Isto porque o que vos atormenta – ou talvez não, dada a anestesia crónica e incapacitante, é terem a noção de que fomentaram, alimentaram e defenderam o desastre. Assumem alguma responsabilidade. Alguém tem responsabilidade? Quantos anos governou o PS nas duas últimas décadas?

    Tivémos muito tempo para preparar e reduzir o impacto da crise, não fosse a teimosia e burrice desta gentinha que está sempre pronta em arranjar bodes expiatórios para os seus brutais erros. A culpa é dos outros e de fora. Houve a assumpção de um errito que fosse? Nada. Mesmo nada.

    Alguma Mea culpa meus senhores????? Alguma? É que nós sabemos que vocês sabem que nunca serão capazes de admitir o colossal falhanço do projecto político que criou uma monstruosidade política autofágica e psicótica, da qual obviamente se envergonham neste momento, mas a força das multiplas personalidades patológicas com que se habituaram a viver nunca vos permitirá assumir o confronto com o espelho e a verdade.

    Só vos posso desejar que os tempos vos sejam leves e solidários, porque para muitos outros, mercê também da vossa elaborada e imbecil mistificação, será concerteza muito dolorosa.

    Passem bem.

  22. Mais uns dados fresquinhos sobre a mistificação do desastre e da crise. E se fossem só estes cinco erros ….

    Os cinco erros do primeiro-ministro na entrevista à TVI
    por Bruno Faria Lopes, Publicado em 04 de Outubro de 2010 no jornal i

    http://www.ionline.pt/conteudo/81615-os-cinco-erros-do-primeiro-ministro-na-entrevista–tvi

    Depois de ter apresentado o segundo pacote adicional de austeridade, o primeiro-ministro deu duas entrevistas em dois dias. No sábado teve o exame mais duro – e as respostas nem sempre corresponderam à realidade dos factos ou aos limites do possível. Saiba como os erros de Sócrates afectam o seu bolso.

    1 – “Isso é partir do princípio de que teria sido melhor para o país tomar as medidas em Maio. Eu não estou convencido disso.”
    Não. Atraso nas medidas agravou subida do juros.
    A especulação sobre a dívida portuguesa foi alimentada pela situação da Irlanda e pelos sinais errados que as contas públicas de Portugal foram emitindo. Bancos (Credit Lyonnais, por exemplo) e agências internacionais notaram o atraso português na consolidação orçamental. Espanha tomou medidas e teve recessão e mais desemprego, argumenta o primeiro-ministro. Portugal toma-as agora com maior esforço no PIBdo que em Espanha e com recessão e subida do desemprego à vista. Entretanto, a imagem externa do país e a factura dos juros (paga pelos contribuintes) agravaram-se.

    2 – “Quando as condições de mercado melhorarem nós poderemos renegociar essas colocações de dívida.”
    Não. Portugal não pode renegociar emissões já feitas.
    José Sócrates defende que a factura dos juros da dívida emitida este ano poderá ser renegociada. Não é assim. “Demonstra uma profunda ignorância sobre o financiamento público”, aponta Cantiga Esteves, professor de Finanças no ISEG. As emissões foram feitas e dispersadas em mercado secundário a um juro fixo que não pode ser alterado. O governo poderia recomprar essas obrigações se os juros caíssem, mas pagaria mais por elas (porque quando os juros caem, o preço das obrigações sobe). Não há dúvida: a factura a pagar será mesmo mais alta.

    3 – “Os contribuintes não vão pagar nada porque estes fundos [de pensões da PT] foram provisionados”
    Não. É impossível dar hoje essa garantia aos portugueses.
    Em primeiro lugar, os “cálculos actuariais” de que Sócrates falou são muito falíveis, como “têm demonstrado várias teses de mestrado em Finanças”, diz João Duque, professor de Finanças no ISEG. As taxas de mortalidade usadas estão sempre a mudar (com o aumento da longevidade) – esta é uma realidade dinâmica e o provisionamento feito pela PT pode não chegar. Segundo: o Estado vai gastar já o dinheiro que recebe da PT e terá mais tarde de taxar os portugueses para pagar as pensões. É um empréstimo que a PT (que propôs o negócio ao Estado) faz: a que taxa de juro? Não se sabe.

    4 – “O facto de a nossa economia estar agora mais robusta dá mais garantias de que apesar destas medidas continuará a crescer”
    Sócrates invoca o crescimento de 1,4% até Junho para defender a capacidade da economia de aguentar a austeridade orçamental. Está sozinho nessa análise. Economistas portugueses (da esquerda à direita) e estrangeiros (FMI, “Economist”, Barclays, etc.) apontam para uma recessão em 2011, indicando bloqueios estruturais ao crescimento. E depois de 2011? Jorge Coelho, do PS, explica ao i: “Isto não é problema que se resolva em dois ou três anos. Só se o défice baixar e a economia internacional animar é que podemos pensar em levantar voo. Mesmo assim, será um voo muito baixinho.”

    5 – “Quando um governo diz que congela as pensões quer dizer que todos os pensionistas receberão em 2010 o que recebiam em 2009”
    O chefe de governo fala da decisão de congelar as pensões, mas deixa de fora uma medida do seu governo: “Convergência da tributação dos rendimentos da categoria H [pensões de reforma] com regime de tributação da categoria A [trabalho]”. Por outras palavras: num ano de congelamento da prestação, o governo vai agravar a tributação de IRS sobre as pensões de reforma, aproximando-a do nível taxado aos rendimentos do trabalho. Na prática, haverá por isso uma redução real no valor das reformas, acrescido do desgaste provocado pela inflação.

  23. Ainda podem ler mais isto, porque eu sei que vocês sabem que nós sabemos que vocemecês também são grandemente responsáveis por isto, por mais que se escondam atrás de mistificações, referendos reais e macacadas. ALÔOOOOOOOOOOOOOOO …. está por ai alguém??????????

    http://desmitos.blogspot.com/2010/10/o-preco-da-irresponsabilidade-2.html

    O PREÇO DA IRRESPONSABILIDADE (2)
    Já começamos a ter mais detalhes sobre o preço da irresponsabilidade do descontrolo das contas públicas e de termos andado a adiar os cortes da despesa meses a fio. Segundo uma estimativa recente, em 2013 vamos andar a pagar em juros ao exterior nada mais nada menos do que 4,4% do PIB, bastante mais do que os 3% do PIB que pagámos em 2009. Algo como 2300 milhões de euros.
    2300 milhões de euros a mais de impostos ou de cortes de outras despesas, 2300 milhões de euros a menos para pagarmos prestações sociais, 2300 milhões de euros menos para as nossas despesas com a Saúde e com a Educação, 2300 milhões de euros a menos para podermos actualizar as pensões. E depois vem o primeiro ministro dizer que é o grande defensor do Estado Social. Enfim…
    Com amigos assim, quem é que precisa de inimigos do Estado Social?

    Ou mais isto:

    http://desmitos.blogspot.com/2010/10/legados-deste-governo-1-divida-publica.html

    LEGADOS DESTE GOVERNO (1) _ DÍVIDA PÚBLICA
    Um dos mais tristes e significativos legados deste governos vai ser deixar-nos a maior dívida pública dos últimos 160 anos. Sim, leu bem. Este governo vai legar-nos a maior dívida pública dos últimos 160 anos, ou desde 1850. Se não acredita, veja o gráfico abaixo, que apresenta os dados da dívida pública portuguesa em percentagem do PIB entre 1850 e 2010. Segundo as projecções do governo e da Comissão Europeia, em 2011, a dívida pública nacional atingirá os 91,1% do PIB, o valor mais alto da era moderna, um valor inclusivamente mais elevado do que o registado em 1890, quando Portugal foi assolado por uma grave crise financeira que nos fez declarar a bancarrota e que nos vedou o acesso aos mercados financeiros externos durante várias décadas.
    Vale a pena ainda referir que, contrariamente ao que é propagado pelo governo, a dívida pública nacional já estava em franco crescimento bem antes da crise financeira internacional de 2008, apesar de o ritmo de endividamento ter acelerado desde então. Isto é, não foi a crise internacional que iniciou a espiral de endividamento do Estado.

    E, como é óbvio, nestes números não estão incluídos nem a dívida pública indirecta (das empresas públicas), que já é igual a 24,3% do PIB, nem sequer os encargos com as parcerias público-privadas, que irão totalizar nada mais nada menos do que 2,5 mil milhões de euros a partir de 2013.
    Por outras palavras, na sua ânsia de deixar obra feita a todo o custo e de “modernizar” o país com obras faraónicas, este governo cometeu o maior atentado geracional da nossa História recente. Quem irá pagar as dívidas de toda esta irresponsabilidade serão os nossos filhos e as gerações futuras. E quem irá lidar com este terrível legado serão os próximos governos, e, como é óbvio, os contribuintes. Mas, claro, estas são questões menores, quando comparadas com o espírito de sacrifício do nosso primeiro-ministro e com os benefícios do TGV e das novas auto-estradas. É que, ainda por cima, estas obras custam “pouco” nos próximos anos e, por isso, não precisam de ser abandonadas…

    E mais esta:

    Investidores vão penalizar Portugal pela “criatividade contabilística” do Governo
    04 Outubro 2010 | 00:01
    Paulo Moutinho – paulomoutinho@negocios.pt

    O CEO do IG Group, Tim Howkins, afirma que incluir do fundo de pensões da PT para baixar o défice “não é enfrentar a crise”. E alerta: “Os juros exigidos pelos investidores a Portugal vão continuar elevados”.

    Em entrevista ao Negócios, na nova sede em Londres, Tim Howkins disse que o corte dos salários e o aumento do IVA “são medidas sensatas no sentido de tentar resolver o problema de Portugal”.

    “São ambas medidas sensíveis. Se as pessoas vão receber menos, vão gastar menos, pelo que o aumento do IVA poderá não gerar a receita esperada. Não é certo que essas medidas funcionem, mas também não sei ao certo o que mais o Governo português poderá fazer”.

    Para o CEO do IG Group, “os juros que os investidores vão exigir a Portugal vão continuar elevados até que se possa ter a percepção de que estas medidas estão, de facto, a funcionar. Os investidores querem é ver o défice a descer”.

  24. Isto também vem nos jornais. Alguém comenta ??????????????????????? Há, é verdade: o tema quente e urgente é ………é …………é ………… saber sobre …… referendo ….. monarquia. Alôoooooooooooo. Está ai alguém interessado em política dura, crua e que doi?????? VALUPIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII ….. Então?

    Portugal vai gastar 4,4% do PIB no pagamento de juros de dívida em 2013
    04 Outubro 2010 | 16:59
    Edgar Caetano – edgarcaetano@negocios.pt

    A agência de notação estima que Portugal gaste, em 2013, 4,4% do Produto Interno Bruto (PIB) no pagamento de juros sobre a dívida emitida nos mercados internacionais.
    A Standard & Poor’s estima que Portugal gastará em 2013 4,4% do Produto Interno Bruto (PIB) no pagamento de juros sobre a dívida emitida nos mercados internacionais. O peso do juros compara com os 3% registados em 2009.

    “As taxas de juro nos novos financiamentos de Portugal deverão representar um encargo de 4,4% do PIB em 2013, contra os 3% do PIB em 2009”, pode ler-se no relatório divulgado esta tarde pela agência de notação financeira.

    Os custos de financiamento de Portugal dispararam nos meses da Primavera, no auge da crise da dívida soberana que colocou os países da chamada “periferia” sob forte escrutínio dos mercados.

    Depois da tranquilização proporcionada pela criação do fundo de estabilização financeira da União Europeia e do FMI, bem como pelos resultados dos testes de stress promovidos junto da banca europeia, Portugal voltou a registar uma deterioração na percepção de risco nos mercados, com sinais de pouca evolução na redução do défice orçamental.

    04 Outubro 2010 – 17:29
    E o responsável maior por este agravamento de mais de 2310 milhões de Euros em juros é apenas o Governo e o seu Primeiro Ministro, que atrasou a tomada das medidas necessárias no início de 2010, por temer as implicações eleitorais em caso de eleições antecipadas. Apenas por causa de uma jogada de tática política motivada por interesse pessoal. Provavelmente, medidas com metade do impacto das agora tomadas poderiam ter sido suficientes para dar credibilidade ao PEC I. Este é o preço que os portugueses vão pagar por terem um P Ministro incompetente ou de má fé! Tão simples como isso. Depois culpem as agências de rating!

  25. Luís Miranda, tens que treinar mais a parte da democracia. As minhas responsabilidades estão limitadas ao direito de voto que exerço e ao direito de ter opinião que não dispenso. Sempre de acordo com a minha consciência e isso permite-me dormir todos os dias descansado. Fica-te bem colocares-te como exemplo desse rol de virtudes que enumeras. Seres o único é que pode ser duvidoso. Estás a ser traído pelas tuas suposições e preferes continuar o teu foguetório de acusações e generalidades dispensando a argumentação. Já nos andam a dizer que os impactos negativos das crises podem ser evitados há 400 anos, mais coisa menos coisa. Não deixa de ser curioso o resto da Europa, exceptuando obviamente a Alemanha, também não se ter preparado para a crise. Julgo inútil lembrar-te que o défice era inferior a 3% antes do início da crise e enumerar-te as medidas que o anterior governo tomou para tornar a nossa economia mais competitiva, mas não deixa de ser hilariante a contradição existente no banalizado discurso que difundes: por um lado há estado a mais e gordo, por outro, é sempre ele o culpado da falta de mais benefícios e apoios, do envelhecimento tecnológico das empresas e do facto delas dispensarem os recursos humanos qualificados, da ausência de um forte tecido industrial exportador e de tantos outros factores que poderíamos enumerar. Parece que a sociedade não tem culpa nenhuma disso. O estado tem que tomar conta de nós e da economia. E emagrecer. A pensar assim, não vamos lá.

  26. Caro tra.quinas. Em primeiro lugar não me coloquei como exemplo de coisa nenhuma. Referi apenas, com alguma veemência, que me identifico com certos valores básicos e arcaicos, elementos que me separam obviamente do Pinócrates. E quejandos lambe-botas. Tão só. E olha que eu, eu já não durmo assim tão descansado como tu. Coisas de entranhas maldispostas que não são capazes de digerir tamanho embuste e incompetência, como aquela que é empurrada à bruta, diária e repetidamente pelas goelas dentro. Se ao menos pudesse vomitar…

    Por mais que tente – e os Kompensam parecem rebuçados para crianças, tal o tamanho da azia provocada por alimentos socrácidos de péssima qualidade, não consigo essa felicidade de um doce sono. Admiro-lhe o seu, de bebé tranquilo e satisfeito. Vá aproveitando a graça.

    Mas pela insistência no jargão estafado dos manuais de economiquês socráticos, distribuídos pelos membros do coro xuxialista, fico com a sensação que és mesmo mais cego do que pareces. E gostas. Gostas do software de papagaio que te instalaram tão pressurosamente. A teu gosto é certo. Constato também que não leste nada do que aqui deixei sobre as inúmeras provas, cabais e públicas, da total responsabilidade do Governo e teu mentor político relativamente a esta crise. Faz um esforço e lê de novo, mas, antes, por favor, faz um restart ao programa de condicionamento do pensamento político livre e criativo, que te comanda como uma marioneta (vulgo cassete socrateira) e deixa as pobres células encefálicas respirar livremente. Vais ver que não custa nada e é uma sensação única. Irrepetível e quase viciante.

    Podes juntar-te ao triste Almeida Santos que afirmou: «o povo tem que sofrer as crises como o Governo as sofre». Ao que chegámos meu caro tra.quinas. Ao que chegámos. Até o Almeida, personagem socialista que sempre me mereceu algum respeito, está tão azedo com o malandro do povo, tão zangado com os reaccionários como eu que não são capazes de vergar a cabeça e a coluna, comer e calar, sempre que o Palhaço lhe apetece. Gentinha irritante a evitar e que deveria ser colocada na ordem, porque, chatos e insubordinados, levantam o cabelo e não querem colaborar com o distinto e respeitável senhor governo. Mesmo que este os sodomize diariamente com impostos, taxas, aumento de preços, redução de salários, eliminação de protecção social, promessas mirabolantes e tóxicas, espectáculos de ilusionismo e propaganda, mentiras encenadas repetidas vezes sem conta e pagas com o nosso dinheiro…

    Medidas que o anterior governo tomou para tornar a nossa economia mais competitiva? Sempre é bom ouvir umas anedotas de vez em quando para quebrar a rotina. Tens mesmo a certeza? É que eu só oiço, vejo e constato o contrário. Pontos de vista, certamente. Sabes quantas empresas foram ao ar nesse período? E o que sobrou?

    Há todo um mundo que nos separa: “O estado tem que tomar conta de nós e da economia” . Deves ter ensandecido de vez. Eu quero lá ter o estado a tomar conta de mim sem lhe ter dado autorização. Nem pensar. Isso parece mais o desejo de um pesadelo permanente. Se ele me devolvesse serviços públicos minímos de qualidade, já me satisfazia.

    E tomar conta da economia????????? Never. Jamais, como diria aquele senhor entertainer a quem o sócrates ofereceu um Ministério. Um rapaz que nos ia animando com umas piadolas bem dispostas. Tenho saudades dele. Um must.

    É isso meu caro: a pensar como tu … por isso é que já há muito que estamos no estado em que estamos: na merda viscosa do socialismo socrático. Se calhar, ainda não reparaste que o problema é que já chega até ao nariz e muitas vezes já se torna difícil respirar.

    Para terminar: eu sei que vocês sabem que nós sabemos que vossemecês também são grandemente responsáveis por isto, porque fomentaram, alimentaram e defenderam o desastre voluntária e convictamente, por mais que se escondam atrás de mistificações, amnésias oportunas, cassetes bem gravadas e mentiras repetidas até à exaustão como cólicas cerebrais.

    Passe bem e aproveite para dormir como um justo. Enquanto pode …

  27. Luís Miranda, não me fiz entender ou não queres entender. Não tenho nada a ver com partidarites ou a defesa de interesses pessoais, corporativos ou outros. Opino em função do que me parece mais justo e equilibrado para a comunidade em que me insiro. E não, não faço copia e cola do que os outros dizem. Tenho pouco jeito para papagaio e nunca conhecemos completamente as intenções do dono. Ou seja, tu não dizes nada para além de adjectivares contraditória e inconsequentemente quem nos governa, mas fica muito subentendido nos textos e links que divulgas. Por exemplo, ai jesus! 2300 milhões a menos para isto e para aquilo mas não queres que o estado tome conta de nós. Livra! Outro exemplo, a culpa do fecho das empresas e desemprego é toda do estado mas tu nem queres ouvir falar no estado tomar conta da economia. Nem tão pouco queres saber se aqui ao lado o desemprego é de 20%. Com o mal dos outros podemos nós bem! Mais um exemplo, as novas medidas de austeridade são trágicas porque carregam a recessão mas pecam por tardias e já deviam ter sido tomadas em Maio. Toda a oposição exigiu medidas mais duras nessa altura e o PSD até pediu desculpa por elas serem tão ligeiras! E podia continuar com mais exemplos…

    Mas é claro que a tua vontade não é transformar este país na cuba livre da União Europeia empurrando o pessoal todo para a agricultura, comparticipando a lavagem das alfaces e a apanha do cominho e enxotando a banca daqui para fora. Talvez nem sequer queiras transformar-nos no gin tónico da economia de mercado cheio de razões atendíveis e caridade qb. Tu queres é escárnio e maldizer. Se reparares bem, a presente crise nem um abalozinho ligeiro é. Tudo não passa de uma bufa um pouco mais ruidosa dos especuladores financeiros. O nosso problema é a gatunagem. Sim senhor! Estás a ver? Não custa nada. Já agora, se não é indiscrição e que já ninguém nos lê aqui em baixo, quem é que recomendas? Deixa cá tentar adivinhar… Qualquer um desde que não seja o Sócrates. Mais uma vez, Sim senhor! Não admira que os comprimidos não te resolvam problema nenhum.

  28. Meu caro Luís Miranda,

    Qualquer nome ou nick lhe fica bem! Porrada nessa malta, que precisa de ter os olhos abertos á força e não há tempo para operar mais cataratas.

    Cumptos

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