Abyssus abyssum invocat

Ter assistido à metanóia do Pacheco, que de refugiado eleitoral passou a elogiador de Santana, não é memorável. Porque a sua plasticidade axiológica não tem qualquer interesse para mim. Memorável, para mim que trabalho na área, foi a razão apresentada: Santana tinha bons cartazes de campanha. Eis, afinal, ao que tudo se resumia, um arrufo de marketeiros.

Admitindo que não foi Santana a conceber tais peças, nem os militantes dos partidos da coligação, restam as agências de comunicação. Essas entidades proporcionaram boas estratégias e boas execuções, trabalharam as mensagens de modo a facilitar a adesão do maior número de eleitores. Lavagem cerebral? Sim, diria agora Pacheco, mas no sentido em que uma lavagem retira a sujidade às ideias que se querem transmitir. E elas ficam mais bonitas, mais atraentes, porque mais puras. Em suma, isto das agências de comunicação, desde que pagas pelo PSD, é um contributo para a qualidade da democracia e para a luta contra a abstenção.

Santana e Pacheco voltam a cair nos braços um do outro graças aos préstimos de uma agência de comunicação. O destino é sarcástico. Ninguém sabe onde essa queda os pode levar, posto que nenhum deles tem bom fundo. Na verdade, nada existe no seu interior capaz de suster o movimento de fusão iniciado nas Autárquicas, nem sequer um qualquer fundo perdido. Vai ser preciso voltar a contratar a tal agência para descobrirmos o que lhes aconteceu. Brevemente, num cartaz perto de si.

3 thoughts on “Abyssus abyssum invocat”

  1. Santana, um saco de balofice.
    Pacheco, um saco de importância balofa.
    Maradona, um saco de lixo.
    Madoff, um saco de intrujice.

    Tudo a mesma merda.

  2. Então agora andas a ler o Paulo Coelho?

    “A palavra conversão vem de metanóia, que em grego quer dizer ‘mudança de mentalidade’. Deus nos dá a conversão pela graça, e nós retribuímos com a ação. Não é um caminho fácil: o trabalho é semelhante ao de transformar um deserto em pomar; mas, se a gente permite, o Espírito Santo se encarregua disso.”
    PAULO COELHO

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