6 thoughts on “A nossa notícia do dia”

  1. A Anafre:
    Levou a Lisboa uma manifestação que orgulha os seus organizadores quer pela forma ordeira como decorreu quer pela mostra da cultura e etnografia das suas gentes. Os lisboetas devem estar gratos a este evento pois é raro ver-se espectáculo desta natureza. Os organizadores falam em duzentos mil mas para mim essa soma não têm importância. Fosse qual fosse o número há quem perdeu e já se sabia quem era o perdedor: o governo e Miguel Relvas. Quando se faz algo contra o povo, este responde e de que maneira.
    Andei pela blogosfera e Internet a ver se via ou ouvia notícias sobre este evento. A não ser a SICN que deu uma reportagem digna de um canal de televisão. A TVI24 e a RTP Informação foram de uma pobreza confrangedora. Têm medo de exibir um evento de cultura como foi este. Os jornais que se dizem de referência, nada referem. O Record que é um jornal desportivo publica uma imagem. Não é por caso que são escolhidos jornalistas para assessores do governo e ministros. Rui Batista não foi para assessor de Passos Coelho pelos seus lindos olhos. Foi para controlar os seus colegas. João Marcelino era e ainda é um crítico de José Sócrates e com Passos Coelho não faz crítica alguma. De certeza espera ter um lugar de assessor assim como outros, seus colegas, estou a lembrar-me de António Ribeiro Ferreira, “coitado” do relativo, Eduardo Dâmaso e tantos outros.
    O que me apetece é mandá-los todos à merda. Como fez Al Pacino no brilhante discurso, no filme Perfume de Mulher, que fez na Universidade Baird, que ontem tive o prazer de ver no Canal Hollwood. Só com pessoas deste timbre é que País pode sair da cepa torta. Pessoa que não se vende, como aconteceu com o jovem Charlie. “Jornalistas e apresentadores” que não sabem honrar o juramento que fizeram e a deontologia que juraram servir é mesmo de mandá-los à merda.
    Mas como disse é difícil encontrar pessoas dessas. E, para mais me convencer, ontem ao ler a “Revista TV” numa entrevista à “Maya”, Eunice Cristina Maia Morais de Carvalho, a dado momento é-lhe perguntado como se sentiu no papel de apresentadora de televisão ao qual respondeu: “já fui apresentadora do programa Contacto, nas tardes da SIC, com Nuno Graciano, e não gostei. Gosto de fazer televisão neste formato que tenho agora, mas fazer televisão, ser apresentadora de Day Time não gosto. Eu gosto muito de falar, de ter opiniões próprias. E gosto de as expressar. Sou nitidamente uma comunicadora e uma comentadora. Gostei de fazer a Tertúlia Cor-de-rosa, gostava de ser jurada do Ídolos. O que gosto é de dizer o que penso. Como sabe, os apresentadores tem um auricular por onde se manipulam até as entrevistas, várias vezes queria perguntar coisas a convidados e não me deixavam. E havia sempre uma voz a ordenar-me “pergunta isto, pergunta aquilo”. O editor do programa tem uma orientação. O apresentador nunca tem vontade própria.
    Já tinha uma ideia como estas coisas acontecem. Ouvia jornalistas e comentadores dizerem que eram livres e independentes mas, não compreendia se era assim. Tinha e tenho como são a voz do dono. Compreendo que o tempo não corre de feição para a maioria e que tem de fazer das tripas coração para sobreviverem. Sei que usam o lema: primeiro eu, depois eu e sempre eu. Mas não querem admiti-lo. É preciso vir a Maya desmascará-los.
    Quando acontece isto nos programas de televisão o que fará no jornalismo! Aqui têm mais tempo para usar o lápis azul. Por isso é que evento como o de trinta e um Março não é referido em vários jornais. Lamento. Mas não posso fazer nada. O obscurantismo é o lema deles.

  2. acho que anda um bocado anémico. a alimentação variada era fundamental para a saúde e já vai para uns 2 anitos que passaram a comer todos , todos , todos os dias o mesmo prato .

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