A mãe de todas as crises

“Estamos a pagar a factura de ter incomodado, nas investigações e no trabalho jurisdicional que fazemos, os ‘boys’ do Partido Socialista. Estamos a pagar a factura do processo ‘Face Oculta’ e de outros processos anteriores”, disse António Martins em entrevista à Agência Lusa.

*

Só há duas interpretações para a bacorada: ou que o Governo, com a conivência do PS, não é uma entidade que actue na legalidade ou que os juízes, com a conivência dos restantes partidos, não são entidades que actuem na legalidade. Em ambos os casos, o representante sindical dos juízes acaba de anunciar ao País que não estamos num Estado de direito.

Ser capaz de publicitar a imagem de juízes castigados pelas autoridades governativas por terem tentado combater a corrupção é uma daquelas situações, dada a responsabilidade da figura em causa, que nem merecem explicação, devemos partir logo para as consequências.

Mas esta declaração não levará à expulsão de António Martins da magistratura judicial. A raiz da crise, de qualquer crise que se encontre no cardápio, começa aqui: a disfunção da Justiça.

16 thoughts on “A mãe de todas as crises”

  1. Foi a coisa mais “nojenta”, que alguma vez

    pensei ouvir da boca de um pseudo-juíz…

    Será que esta “anormal” que, não tem feito

    outra coisa a não ser campanha eleitoral

    contra um Governo eleito democraticamente,

    não pode ser castigado pelos seus “comparsas”?

    Ou será que os “comparsas” se revêem nesta

    atordoada?

    A Justiça em Portugal com estes Juízes, bateu

    definitivamente no fundo…

    Que vergonha…

  2. Nojento demais para ser verdade. O facto de a Justiça ser um dos pilares fundamentais do estado democrático não diz nada a esta gente. O umbigo deles é o seu ponto de partida e de chegada.

  3. “Quando escrita em chinês, a palavra ‘crise’ compõe-se de dois caracteres:
    um representa perigo e o outro oportunidade” (JFK)

  4. Trata-se de uma doença – não é outra coisa nem pode ser outra coisa. Há remédio mas falta quem o prescreva. Safa!

  5. O Sr. António só pode ter falado para o Sr. Martins. Os dois, uns acabados analfabetos. Os dois, uns reputados caceteiros em prol dos interesses corporativos. Os dois personificando a negação da justiça. Só pode. Porque não te calas António? Porque não vais morrer longe Martins?

  6. Está provado – pelo que essa personagem referiu – que houve uma manifesta e agora provada “caça” a elementos de um partido político, no caso bem definido e que pretenderam aniquilar. Gostaria que o mais alto magistrado da Nação pudesse vir a terreiro comentar, no mínimo, este verdadeiro atentado à democracia, que prometeu cumprir.
    Já nem quero, neste domínio, abordar a insólita, quão inadmissível, existência de um Sindicato de Magistrados, porque se se trata de reinvindicações salariais e outras de carácter laboral a quem faz (ou devia fazer) cumprir a lei, é no mínimo caricato. Sugiro, até que nesta altura de revisão constitucional, o PS (já agora para os conseguir levar ao rubro…), que proponha que não possam existir Sindicatos na Magistratura e no Poder Judicial. Era a melhor prenda que poderiam dar ao Sr. Martins…

  7. Como a factura está a ser apresentada à generalidade dos portugueses é lícito deduzir que o Sócrates até dos que nele votaram se está a vingar. Cambada de xexés é o que é.

  8. Para quem,como eu, vive há 30 anos, no meio judicial, as declarações do senhor Pre sidente do Sindicato dos Magistrados Judiciais, são algo de inimagínavel.
    É certo que vêm na linha de outras, mas nunca se atingira um tal desaforo.
    Quero crer que uma boa parte dos nossos magistrados nelas não se revejam.
    Mas lá que era bom colocar algum travão ao DR. António Martins parece-me que seria uma medida de higiene para o nosso estado de direito.

  9. Se depois disto, continuar tudo na mesma, que crédito poderá merecer a nossa justiça.
    Esta é uma manifestação descarada e sem vergonha de parcialidade de quem tem de agir, por inerência das suas funções.na mais rigorosa imparcialidade.
    Ao que isto chegou e o resto da entrevista…e os salários, tantas inverdades…

  10. Hoje, logo pela manhã, ouvia na TSF o Sr. Dr. Martinds dizer que os Srs Juízes estavam a pagar por processos como o Face Oculta, o Casa Pia e outros. Porém, esta noite , na RTP, numa retransmissão de não sei que Orgão de Comunicação Social , já não falou na Casa Pia ! Lembrou-se que , neste caso, já havia uma sentença e que ,dos condenados não se encontra(va) ninguém do PS. Fiquei mais convencida de que , realmente, a ideia era , de facto, continuar a lançar lama em frente á ventoinha. Isto vindo de um Sr. Juiz é LAMENTÀVEL!

  11. Estes pindéricos (peço desculpa às excepções) são meros funcionários públicos em quem a Sociedade delegou a administração da Justiça.

    Além de darem mau nome ao resto Função Pública parecem acreditar que exercem essas funções por direito divino.

    Era, decerto, higiénico para toda a Sociedade começar a correr com parte deles à vassourada.

    Que fartum!

  12. Verdadeiramente estes juizes metem medo à honestidade. O que o senhor martins diz só confirma que o que os motiva e move, acima de tudo e doentiamente, è um processo de perseguição e vingança contra este governo. Estes senhores agem únicamente sob uma mentalidade de vingança e retaliação instintitiva como animais feridos. A sua democraticidade e mmentalidade democrática ainda não ultrapassou o tempo salazarista.É essa mentalidade de senhores com direitos intocáveis, protegidos de poder e privilégios corporativos, que vigora nas suas cabeças. Assim acusam os outros daquilo que eles de facto são: agem precisamente tal qual como dizem que os outros agem. Sim. porque tudo não passa da tentativa rancorosa antiga de vingar-se, seja por que meio for, de quem apenas arranhou nos privilégios dos ditos senhores.
    Contudo, quer os senhores queiram quer não, a sua situação de privilégio e abuso de poder já está na discussão pública e, dificilmente, sairão ganhadores do braço de ferro que mantêm com este governo.

  13. O que me deixa surpreendido não é que um juiz diga aleivosias desta natureza. Todos os grupos profissionais tem a sua quota parte de elementos anti-sociais que acham que o mundo está contra eles. O que é espantoso é que tal elemento seja Juiz Desembargador e o presidente do “sindicato”. Este tipo de atitude só vem demonstrar que este sindicato se constitui como um poder dentro do Estado, à margem daquilo que são as regras de funcionamento do Estado democrático. Há cada vez razões mais fundadas para acabar com o Sindicato dos Juízes.

  14. De facto estes “pindéricos” a que, naturalmente, não faltam muitas e honrosas excepções, tornam absolutamnete imprescindível que essas honrosas excepções se apressem a demarcar-se, sem subterfúgios e duma forma perfeitamente clara, de uma baixeza deste calibre. Aqui lhes deixo este apelo veemente para que se não deixem conspurcar pela lama e a porcaria que este cavalheiro teve a desvergonha de nos atirar.

    Tudo isto me faz pensar nas habilidades e subtilezas do “botinhas” que para ter na mão toda ou quase toda a classe, não hesitou em “comprá-la” enredando-a numa teia de benesses e previlégios de toda a ordem que lhe tornasse difícil a independência de julgamento a que tinha jurado fidelidade. E olá se não cumpriu a contento os seus designios!

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.