A interrogação de Carl Sagan

Pitágoras triunfou. Os números são a realidade. Por isso se começou a falar deste 11 de Setembro com semanas de antecedência. Por isso se sente a pressão para dizer (ainda mais) qualquer coisa neste ano. Porque é o décimo. Como se isso o fizesse qualitativamente diferente do nono e do décimo primeiro. Como se só pudéssemos voltar ao assunto, ou ser tão profundos, exaltados e definitivos, no vigésimo aniversário. Eis a decisiva importância sentimental do zero, um nada que é tudo.

O que mais me surpreendeu nesse dia foram as piadas que apareceram horas depois. Horas depois. De pessoas com quem me dava com menor ou maior proximidade. Só porque o alvo tinha sido a América, as vítimas os americanos. Significava que havia uma outra forma de terror muito mais insidiosa, a ausência de empatia naqueles com quem partilhamos o espaço e o tempo.

O que o 11 de Setembro representa transcende a alegada questão política. A sua mensagem é verdadeiramente apocalíptica. Diz-nos que haverá sempre alguém que fará tudo o que puder, recorrendo a complexas capacidades cognitivas e força de vontade, para destruir a Humanidade. Caso tenha os meios para isso, ser-lhe-á igual destruir um autocarro, comboios, arranha-céus ou a Terra inteira. Aliás, para este tipo de martírio psicótico, quão maior a destruição, maior a felicidade.

Quando Carl Sagan se questionava a respeito da possibilidade de existir vida inteligente noutros planetas, punha como hipótese que as civilizações galácticas pudessem autodestruir-se após chegaram a um certo ponto de desenvolvimento tecnológico. Temos essa capacidade por via das armas nucleares e das restantes tecnologias destrutivas que sempre nascem do avanço científico. Dada a pulsão irracional que transportamos, que até leva potenciais vítimas do terror a defender os terroristas, talvez esta experiência da civilização num discreto planeta nas bordas da galáxia seja um mero ensaio que correu mal. Num outro planeta, dos triliões que existem, certamente as coisas correrão melhor. No universo, o que não falta são locais para a Criação ir tentando até acertar. E, dizem ainda outros, o que não falta são universos. Infinitos.

44 thoughts on “A interrogação de Carl Sagan”

  1. Mete medo. O mundo está perigoso mesmo.
    Se existe a hipótese de infinitos universos e nesses incontáveis mundos existe igual imensidão de civilizações capazes de se autodestruirem, já não é mera possibilidade, mas facto incontestável, que somos vários biliões de universos humanos sobre este pequeno planeta “nas bordas de uma galáxia”. São universo por inteiro, cada homem, cada mulher, cada criança, cada velho, cada pobre e cada rico, por um milagre que fez os seres vivos únicos e irrepetiveis, e aos humanos fez ainda inteligentes, racionais e conscientes como nenhum outro.
    E são universos em guerra, procurando afirmar a sua identidade e garantir o seu espaço. Não sei, Val, se, no fim, vai prevalecer a força do individuo ou a harmonia dos mundos. Nesta dúvida fundamental, nem Deus nos acode e esclarece, até porque parece haver um Deus para cada universo humano. Bin Ladem e Bush, cada qual tinha o seu.
    Por minha parte, Val, garanto-te que não quero, nem por um segundo, ganhar a guerra da identidade e do espaço, para ficar orgulhosamente só. Perfiro, mil vezes, casar-me com a identidade do meu amor, ceder-lhe o meu espaço, em troca de entrar no seu.
    Recordaste o homem que se apaixonou pelas estrelas e eu fiquei romantico…

  2. Não, Mário, o Bush e o Bin, de acordo com as suas cadernetas militares, tinham o mesmo Deus e provavelmente o mesmo patrão.

    Por outro lado, mudando de conversa, esssa coisa de te aproveitares das estrelas para declarares amor ao Valupi não devia aparecer nesta caixa onde o acesso é permitido a adolescentes.

    E já seguiste o conselho do Sagan para deitares pro lixo 99 por cento dos livros que leste (nada fácil) e pensas ler? Olha que é um a boa ideia, especialmente se precisas de mais espaço para acomodar o novo frigorífico lá em casa.

  3. Acredita, Kalimatanos, que, comigo, não vais ter o sucesso de Santana Lopes a fazer do Sócrates um gay “encartado”. Sou hetero até a medula dos ossos e se fosse de outra tendencia se-lo-ia igualmente desse jeito. Assumido não diria, que fui criado num meio tão avesso à diferença, que era preciso ser heroi para assumir uma identidade sexual divergente. Naquele tempo (mais de sessenta anos), porque hoje as coisas vão melhorando.
    Mas assumo, isso sim, a minha admiraçâo pela prosa do Valupi e aprecio imenso a partilha de muitos dos seus pensamentos. Já não poderei confessar identica paixão pela tua prosa, que é vulgar, nem pelos teus pensamentos, porque não te dispões a deixar um que seja nesta caixa de comentários. Nâo és obrigado. Mas, se o fizeres, quem sabe não vou começar a gostar mais um bocadinho de ti….

  4. o zero virá, talvez, do reforço da memória pela morte de bin laden, há poucos meses, assim como da erupção da primavera árabe – o que torna o zero ainda mais gordo, pois o definhamento do extremismo não anula, sequer minimiza, o significado – como muito bem chamas – da mensagem apocalíptica. outros há que a sustentam com base no pressuposto de que a estabilidade dos EU foi conseguida à custa da democracia apoiando regimes autoritários, transformando-se o sucedido em legitimidade.

    o Rui Reininho deixou, a partir desse dia de cheiro de sangue, de viver com a mulher com quem vivia pela sua indiferença, nesse dia, perante o que acontecera. em casa: o terrorismo começa sempre em casa. e se cada um de nós se livrar das nuvens terroristas que nos assombram a felicidade, talvez os universos prevaleçam. :-)

  5. Ó Mário, aceito sem reservas o certificado de hetero que não te pedi, muito embora se fosse passado por terceiros (por exemplo, a célula socialista subterrânea de onde assestas o telescópio) abrangerias uma área mais vasta da população e só lá para 2020 necessitarias de voltar a este assunto. Estava apenas a jokar, meu, não leves as coisas tanto a peito de filósofo das estrelas e dos milhões de universos. Confesso que não sabia desse “sucesso” do Santana. Isso foi mesmo verdade ou também estás na joka? É que colocas entre aspas apenas o “encartado”, mas não o Gay. Para mim tanto faz, evidentemente.

    Agora no que estás a dar cabo da filosofia é quando dizes que não boto aqui pensamentos. É que nem te dás ao incómodo de adjectivares os tais “pensamentos”, tal é a tua falta de dó! Lembra-te do Descartes, Penso, logo escrevo (se tiver pachorra).

  6. Não acho o mundo assim desesperado ou perigoso. O que está errado no mundo (e olhem que isto está longe de ser uma oração de sapiência) é tomar-se como racionalidade uma coisa que não o é. Para o mundo se tornar um local perfeito, daqueles que resultam mesmo, seria necessário eliminar três coisas: (1) a religião, (2) o dinheiro e (3) os heterossexuais. Depois disso, é relativamente fácil construir-se uma sociedade perfeita, daquelas que dão lições intergaláticas e tudo. Por último gostava de referir que Carl Sagan era um nerd (na mesma linha que o Vítor Gaspar), e que morreu de mielodisplasia.

  7. a presença da ausência e infinitos infinitos…

    não esqueceer que 1/0=infinito, mas atenção que tem que se lhe diga.

    bonito texto, vou relêr!

  8. podes explicar-me porquê que eu, Charles, que tenho pulsões sexuais apenas por homens, se fosse eliminada o mundo seria melhor?

    e se ele, o Carl, tivesse sido menos cerebral e gostado de pilas talvez morresse de cirrose e o mundo também teria sido melhor?

    :-)

  9. Bom, então é melhor olhar as coisas de frente: terrerre é o verbo latino raíz de território e terrorismo, trata-se de problemas de território. Abrindo mais dimensões, ou cultivando-as como quem rega plantas, é suposto aligeirar a pressão. A outra parte é malthusiana, ele obriga a enfrentar de frente o problema da compaginação entre consumo e recursos.

    Parabéns aos comentadores aí também. Vou à faxina.

  10. seria , seria , Sinhã: eliminando os hetero acabava-se num instante a humanidade e gaya podia iniciar a limpeza e respirar de alivio.

  11. fiquei a pensar numa coisa, :)): como se eliminam heterossexuais, ou outros, se as vaginas e os pénis são, em grande número, corruptíveis?

    e nos zoos, existe hemeostasia? :-)

  12. Gosto de saber que se divertiram com o que escrevi: há efeitos piores. Querida Sinhã, respondo brevemente: (1) escolhi eliminar os heterossexuais, porque me parecem ter sido os menos castigados ao longo da história; (2) eu disse que eliminava os heterossexuais, não disse que eliminava os bissexuais ou a reprodução por inseminação artificial, por isso a humanidade vingaria. Chiça, que é preciso explicar tudo por aqui…

  13. sim, de acordo, não fui eu que falei no fim da humanidade. mas então se me eliminasses o mundo seria mais justo? e a questão que coloquei a :)) permanece para ti também: como se eliminam heterossexuais, além de mim que estou a oferecer-te o meu pescoço por assumo? :-)

  14. olhá discussão: primeiro é eliminar os homo para impulsionar o crescimento da espécie, entre eliminar e obrigar a ser/parecer hetero para sobreviver, agora estão com medo que seja eliminar os hetero para travar a fundo, sempre bipolarizada a discussão. Cretinice. O conceito racional mínimo para sustentar a reflexão é variedade de equilíbrios, e ainda assim em sentido lato. Deixe-se conviver ao sabor do vento das atrações sem estigmas por nenhum lado, a não ser a reflexão própria e comunicada. A orientação sexual de cada um pode ser mutável, ambivalente, ou não, em qualquer caso deveria ser matéria reservada e irrelevante no domínio púbblico. Claro que não é, mas era bom que assim passasse a ser, um índice de outro mundo em construção.

  15. ora essa, não tens de quê. eu agora só gostava de saber, talvez através de uma experiência tua, como é a qualidade homossexual, que é para poder fazer a ponte para as minorias castigadas e a possibilidade de se alienarem apenas para poderem existir, pode ser? :-)

  16. Na política, tal como na vida, a coisa sem mortes não tem piada. Por isso, a política não atrai o povo no nosso país: porque o sangue derramado atrai mais atenção que a derrocada de 70×7 Lehman Brothers. Nós convencemo-nos que a diversidade é qualidade, simplesmente porque não temos escapatória, e assim inventamos esses aforismos que não querem dizer outra coisa senão “eu sou eu, espero aguentar-me por cá”. Mas nem todos aguentam. Por ano, em todo o mundo, suicida-se quase um milhão de pessoas. Na base de muitos desses suicídios, creio que está a ausência de uma experiência homossexual de qualidade. Por qualidade entendo a cara de felicidade das pessoas ao terem sexo, Sinhã: nisso, não imponho padrões. Mas se quiser sugestões, acho a Scarlet Johansson um miminho. E se me disser que não ia para a cama com ela, está a mentir-me descaradamente. Como vê, não encontra mais sinceridade em nenhum outro comentador.

  17. não, não minto: não ia com essa nem com outra nem contigo. :-)

    (mas então a tx de felicidade acha-se inflaccionada pelos curtos tempos de sorriso depois de sexo indiferenciado, é isso?) :-)

  18. Não sou economista, Sinhã. Não trabalho com fórmulas, nem com equações. Acho muita presunção da sua parte dizer que não ia comigo, quando nem sabe sequer como cheiro. Sabe que se nos apaixonassemos pelas ideias das pessoas (claramente não gosta do que penso), nunca namoravamos ou casavamos com ninguém. E depois reparei uma coisa: eu sorrio durante o coito todo, e não apenas após o orgasmo. Quando toca a sexo, eu sou mais ou menos como em cerimónias públicas de assinalável solenidade: quanto mais sérias estão as pessoas à minha frente, mais vontade me dá de rir. Não é muito charmoso, eu sei, mas o charme também não tem de ser chamado para o sexo.

  19. então acrescenta presunção nisso e, até, água benta se quiseres porque o cheiro não é domínio exclusivo do nariz – e eu tenho narizes em todo o lado. :-)

    (eu esperava era que falasses dos sorrisos dos teus parceiros sexuais, já que os teus pouco contibuem para medir o tal grau de qualidade para a tx de felicidade) :-)

  20. há aí uma falha , Charles : como é que conseguias que o fruto da inseminação ou dos bi saissem não heteros? acho que irias iniciar o período mais sangrento da humanidade , a eliminar pessoas às mãos cheias por volta da puberdade… é os homens homo estavam lixados , não devia passar muito tempo até que estivessem ao serviço das “amazonas” . :))

  21. Sim, parece haver uma falha: mas graças à legalização da IVG, tenho essa tarefa facilitada, não lhe parece? Com certos testes hormonais, a desenvolver brevemente, é possível detetar a orientação sexual durante a gravidez, e assim poderemos construir uma sociedade justa e gay. Acho a ideia hilariante. E pelos vistos não sou o único.

  22. não leves a mal, ou leva se quiseres, mas tenho de te perguntar uma coisa: como consegues ver sorrisos durante o coito quando estás de ou por trás? :-)

  23. Sinhã, obrigado pela gargalhada. Não tem espelhos no seu quarto? Eu devo dizer que os espelhos no quarto é uma daquelas questões culturais que me escandalizam positivamente: somos um país católico, mas a maior parte dos casais tem um espelho no quarto, convenientemente posicionado. Como não achar isto provocador? Eu, quando vejo as vítimas de sexo gemerem ou com caras tresloucadas, tenho de me controlar para não me rir. É como se alguém estivesse incessantemente a peidar-se ao nosso lado, e tivesse perdido toda a vergonha nesse feito sem glória.

  24. acredito bem que sejam – no entanto, desconheço porque não ando a visitar quartos alheios. mas surgiu-me outra questão, entretanto: os católicos só fazem sexo, e peidos, no quarto? :-)

  25. Não se diz “fazer peidos”, Sinhã, mas sim “dar peidos”. Se não visita quartos alheios é porque não quer; guarde esse moralismo para si e sinta-se feliz com isso. Com isso, e com a comemoração dos mortos no 11 de setembro. Seja uma pessoa bem formada, pf.

  26. Uau, que libertina que é a Sinhã! O verbo “dar” implica mais volição que o verbo “fazer”, ó espertinha… estude latim e depois fale comigo. Latim, e outras coisas, e depois fale comigo. Quem não sabe o que é um botão de rosa, e se dá ares de querer falar de coisas interessantes, deve ser ignorado. Farei isso.

  27. Mas que raio de loucura atacou esta gente?! Começa-se pelo Carl Sagan com a sua paixão, não apenas romântica mas verdadeiramente científica, pela procura de vida inteligente no Universo e acaba-se desta forma ultra escatológica! Porque é que o Charles, a Sinhã, o Kalimatanos ou o caraças, não vão dar uma volta ao bilhar grande?!

  28. Aniper,

    Compreendo perfeitamente a tua indignação, mais ainda se tens em mente escatofílica em vez de escatológica. E se assim for espera pela pancada quando o Charles (não a sapataria) espetar aqui a opinião da avó dele um pouco antes do nosso homem ter dado entrada no manicómio pela primeira vez. Mas também é possivel que ele esteja a tirar a pissa, e nesse caso foste bem levada/o, mas não mais que a Sinhã.

    E que foi que eu disse, escatologicamente falando?

  29. já eu não vejo onde cabe a tal indignação: os peidos fazem tão parte da vida inteligente como o resto – ou passas bem com prisão de ventre ou acumulação deles nas costas, ANIPER? quanto aos tais botões de rosa é que já não sei, visto que desconhecia.:-)

    (além disto, não estou a ver onde impedi a paixão dele, e do texto, de vingar) :-)

    quanto ao ser levada, KALI, acredito bem que sim – que me quisessem levar para algum lado, mas sem sucesso: eu não faço discriminação de mascarilhas e diverti-me a valer com a obstrução das rotas que eventualmente o Charles traçou para mim. :-)

  30. Antes de mais, porque já me estão a chatear as dúvidas que por vezes aqui surgem (vide “levado/a” de Kalimatanos) quero declarar “urbi et orbi” que sou “O” Aniper e não “A” Aniper!

    Depois, queria dizer a Kalimatanos que era mesmo “escatológico” o termo que queria usar, embora escatofílico também não ficasse mal!

    Quanto à Sinhã, dir-lhe-ia apenas que me pareceu despropositado e sobretudo excessivo
    o desvio. Falta-me sentido de humor! Talvez. Mas que hei-de fazer, em especial nestes tempos que dão tão pouca vontade de rir?!

  31. está explicado, então. mas não achas que o chorar fica mais leve com o rir?

    (a propósito, isso da volta ao bilhar grande – dá para ir de bicicleta?) :-)

  32. A ANIPER – Associação Nacional para a Investigação das Pescas e da Ruralidade – não tem sentido democrático. Agora, peço-lhe que imagine: se lhe custa tanto ler os meus comentários aqui no blogue, imagine o que custa aguentar com os judeus na Palestina… E atenção que isto não é um comentário anti-semita, é mesmo só semita: não se fica anti-europa por se criticar a europa; não se fica anti-iogurte, por não se apreciar um aroma de iogurte; não se fica anti-blogue, por se discordar de certos comentários aí postados…
    Os meus comentários são tão válidos como os de qualquer outra pessoa, com a vantagem de serem iluminados.

  33. :-D

    estiveste bem mal, agora, Charles: é que por essa lógica iluminada também não se fica anti-diálogo com quem interpelamos se quem interpelamos não corresponde ao que queremos que corresponda. :-)

  34. Caro KALI-MATA-NOS, já reparou que não tenho nada contra si? Aqui, os únicos doentes mentais são os únicos que diagnosticam sem competência. E a Sinhã tem a autoestima por demais elevada, porque certamente não é nenhuma Scarlett Johansson, e eu, em menos que isso, não invisto. Como os tempos são de crise, e não magoei ninguém com o que escrevi (mal fora), doi-me ler este tipo de comentários. Só porque são opiniões mais que diferentes, diferenciadas, isso não lhe outorga o direito de as considerar alheadas do lixo indiferenciado que por aqui se lê. Em tempos de crise, por respeito ao blogue, desejei introduzir uma nota de humor paradoxal. Que mal há em bebermos um copo de água? Como um tio meu dizia feito parvo: “as vieiras vêm do mar, o salmão do rio, e o homem da mulher”. Talvez que haja um eterno retorno, e um dia me ache piada e possamos ser amigos. Que mal tem desejar bem?

  35. “Duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez humana. Mas, no que respeita ao universo, ainda não adquiri a certeza absoluta.” Albert Einstein. Criar um estúpido é relativamente simples basta deixá-lo crescer.

  36. Por natureza ou por mistério, escolho olhar para a Vida celebrando-a em cada respiro.

    Estranhei-me, há dias, quando me passou pela mente a ideia de que nós, os ‘ditos’ seres humanos, somos capazes do Melhor e do Pior…sendo que o Pior aparenta ser assustadoramente Maior…(o 11 de Setembro é só mais um horror a acrescentar números e medos)…mas estranhei-me mesmo muito com uma evidência que me surgiu:

    “nós, os humanos, não fazemos falta nenhuma. Pelo contrário. O planeta Terra com todos os outros seres vivos, existiriam e passariam bem melhor sem a nossa existência.”
    Mais estranho ainda…esta conclusão do não-sentido na existência humana foi muito terna e serena na contemplação do limoeiro e das flores…

  37. “…terna e serena na contemplação do limoeiro e das flores…”

    tamém já vi esse filme, metia seringas e colheres nos primeiros planos

  38. Ó rui nota, nota que limoeiros e flores não são coisas exclusivas dos hippies! Estou com o L* a 100%. “O planeta Terra com todos os outros seres vivos, existiriam e passariam bem melhor sem a nossa existência.”

  39. não tenho nada contra hippies ou concursos hípicos apesar de ambos meterem cavalo.
    falei com o meu cão sobre o assunto e mostrou-se desagradado com a ideia.

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