A felicidade da Manela

Como é óbvio, este Governo fará os tais cortes históricos na despesa que vem anunciando desde que se formou, e que o PSD promete já desde o tempo em que a Manela tinha como programa eleitoral o pára tudo. Ela não imaginava que daí a poucos meses iria rebentar a crise das dívidas soberanas e da Zona Euro, por isso apenas agitava o espantalho do endividamento das gerações futuras. Era a bandeira dos social-democratas face à política de investimento público e assistência social que tinha sido a resposta portuguesa e europeia à crise de 2008, causa do aumento dos défices em todos os países ao longo de 2009. Mas em 2011, com Passos a Primeiro-Ministro, os cortes surgem principalmente como imposição do acordo com o trio de credores.

Ora, se não tivéssemos ficado reféns deste empréstimo de emergência, os cortes na despesa continuariam a ser feitos. Era esse o sentido do PEC IV e de todas as restantes medidas que fosse necessário tomar para cumprir os compromissos para a redução do défice. Só que as condições seriam muito diferentes, não existindo a imposição de calendários e medidas estranhas aos melhores interesses nacionais. O caso das privatizações é flagrante, obrigando à venda em condições de chantagem. O mesmo para as soluções fiscais e a qualidade da prestação de serviços do Estado, onde é fácil camuflar de inevitabilidade o que é opção ideológica ou oportunista.

A direita fez campanha para a vinda do FMI assim que Grécia e Irlanda a ele tiveram de recorrer. Por um lado, tal servia de arma de arremesso contra o Governo PS, e, pelo outro, tinham a cínica certeza de que o FMI era a desculpa perfeita para alteraram o perfil do Estado em ordem a satisfazer os seus interesses financeiros sem terem de assumir a responsabilidade do plano. Passos, por sua vez, foi para as eleições a prometer o fim da sangria fiscal e uma espartana disciplina governativa onde todos os tostões seriam contados e a indigência dos ministros provaria a higiene da República. Parecia tudo demasiado básico, e era mesmo: dizia que bastava fechar a torneira da cozinha para voltarmos a encher a piscina daqui a um par de anos. Os eleitores acreditaram.

Agora que o PSD faz exactamente o oposto do que prometeu, ainda por cima dando sinais de temer as repercussões sociais das suas medidas, podemos voltar à Manela. A situação que a oposição criou ao chumbar o PEC IV, sem ter proposto qualquer alternativa e não admitindo ceder fosse onde fosse, levou o País para esta condição de subserviência que, ironicamente, realiza outro dos sonhos da grande amiga de Cavaco: a suspensão da democracia durante seis meses. Só que, e já tragicamente, esse prazo será multiplicado por oito.

A senhora deve estar felicíssima.

45 thoughts on “A felicidade da Manela”

  1. valupi
    explique-me melhor o que no seu entender um governo do ps porventura presidido por josé sócrates estaria a fazer de diferente do governo de passos coelho se o pec IV tivesse sido aprovado pelo psd. É que voce trata o psd como se fossem uns párias, mas no entanto se não fosse o voto deles, os anteriores pecs não teriam sido aprovados lembras-se?

  2. rui, um partido que promove assassinatos de carácter é um partido de párias. Quanto ao que Sócrates faria caso ainda fosse primeiro-ministro, não faço ideia. O que sei é que ele se bateu até ao limite para evitar a presente situação.

  3. sinceramente val, tenho as minhas duvidas que os “esforços dele” chegassem para evitar o fmi.Mas se voc~e não sabe o que ele continuaria a fazer caso o pec não tivesse sido chumbado, então tenho uma boa noticia: eu sei o que sócrates faria. Continua a aumentar impostos tal e qual este governo faz, a cortar gastos sociais, tal como parece este governo fazer. Em suma, as medidas que o ps tomou na sua altura, e as que o psd está a tomar não farão mais que agravar a situacão do pais, agravando a recessão e asfixiando o poder económico das familias. ~Por mais impostos que se aumente, e por mais gasto que se recorte, não há baixa de défice sem crescimento económico. é uma condição sine mais que non valupi. Esse é que é o facto dos factos.
    E para não me vir com acusações de ser da trupe do psd, da manuela moura guedes ou do diabo a sete, eu confesso-lhe ser socialista , não militante com carnet, mas de coração, mas que me sinto desiludido, com certas politicas que sobretudo, foram praticadas no último ano. Sou um socialista trabalhista, como palme e brandt, e rejeito abertamente a tal nova via blairista.
    Saudações

  4. Mas Portugal está na Europa, e ela tem imposto esta política de redução apressada dos défices. Só que, mesmo assim, há vários caminhos para chegar a Roma (ou, no caso, a Berlim…). Por exemplo, há muitas formas diferentes de aumentar as receitas fiscais, e tudo o resto que compete à governação.

    Quanto ao que pensas e no que acreditas, só te posso desejar que continues a lutar pelos teus ideais.

  5. Pode ser essa uma das explicações, mas que tem estragado imensamente o ps, disso não tenha duvida,tal como já estragou alguns partidos socialista de outros paises, por estarem a implementar politicas completamente contrárias aos seus ideiais. Porque sabe, como em inglaterra e em espanha onde os partidos da internacional socialista governavam(em espanha trata se as autonomicas e municipais), neste momento, as pessoas teem cada vez mais dificuldade em distinguir os partidos do PSE dos do partido popular europeu, estando o PSE em muitos casos, a fazer o trabalhinho sujo destes, Foi assim , em portugal, e está a ser assim em espanha.
    E como eu referi no 1ºparagrafo,a adctual direita europeia, pode ter a sua responsabilidade, mas quero só senti os partidos socialistas acordarem para a crise neoliberal, quando o sistema caiu em 2008,após anos de submissão e fascinio com o sacrossanto mercado.Para ser mais preciso, falo daquilo que começou em inglaterra dos anos 90, com a eleicao do sr blair em inglaterra.Este aproveitando-se oportunisticamente, das reformas de thatcher, criou uma fantasia chamada terceira via, que criou uma mistura kitsch, que conduzia a um nada chamado centro, que entrou no territorio dos conservadores.
    Mas quero também recordar aqui as reformas anti sociais na alemanha, que conduziram aá redução do poder de compra na alemanha, e provocando esta situacao, em que o nosso defice sustenta o superavit deles comercial. Reformas “adaptadoras” que não mostraram diferenças em relacao á direita da cdu. que foram impostas pelo sr schroeder tambem entusiasta da terceira via. Sabe o qwue lhe aconteceu? Foi castigado pelos alemães pelo seu desvio ideologico.
    É por estas e por outras que a social democracia na europa, encontra-se num estado de coma, e que não se veem sinais de luz ao fundo do tunel.
    PS: a maior quantidade de privatizacoes, foi feita por guterres , tambem um fascinado pela terceira via, mas que so nos deu foi pantano, que deu lugar a outro pantano maior( barroso)

  6. quando á aquilo que disseste, das vias para chegar até roma, foi pena o aumento do iva, da parte do ps, em vez da taxação das grandes fortunas, e outras medidas agressivas. Não escolheram o caminho de cabras, como o psd fez, mas escolheram, um caminho em muito mau estado. Por isso, desejo qwue nestes 4 anos, o ps se redima, e que ponha as suas cabeças a trabalharem, no sentido de arranjarem ideias novas para o pais

  7. Excelente síntese, Valupi.

    Aproveito, já agora, para me meter na discussão: estou a acabar de ler o tão citado livro de Tony Judt intitulado “Um tratado sobre os nossos actuais descontentamentos”. Penso que vale a pena ser lido e recomendo-o, neste caso, ao Rui. Não que autor proponha novas pistas para a esquerda (pelo menos até à página 160), mas traça um quadro bastante realista das esquerdas e da direita na Europa (e tb nos Estados Unidos) do pós-guerra e até 2010, ano em que Judt morreu.

  8. Convenhamos que não foi só chumbo do Pec iV que atirou Portugal para esta situação presente. Foi também a cegueira da Merkel e da França. Cegueira, egoismo e estupidez. Não se pode fazer a história deste triste desenlace sem referir este facto, Val.
    Quanto ao resto, a tua análise é certeira e que a voz não te doa para falar dela.
    De qualquer modo penso que Sócrates já não tinha nenhumas condições para aguentar a tortura das infamias e calúnias e a irresponsabilidade reinante na presidencia da republica, na justiça, na comunicaçâo social capturada pelo poder económico e nos partidos da oposição em bloco.
    Sócrates fez bem em “cair de pé”, para não ser acusado, como foi Guterres, de “fujão”, “depois de ter conduzido o país à bancarrota”. Guardada estava esta última sacanice mas não a puderam gozar.
    O socialista Rui passa ao lado disto tudo, angelicamente. Até nem houve nem há uma gravissima crise internacional, que nos entrou porta-dentro como um tsunami…
    OH Rui!

  9. Vê-se que havia muitas saudades e uma grande ânsia de voltar a ter o alvo do costume para fazer “jornalismo” carregadinho de ódio, sem ponta de código deontológico à vista.
    Trata-se de uma peça de lixo, apenas.

  10. rui, os partidos democráticos não existem separados da realidade, antes se adaptam a ela para resolver os problemas. A tua visão do que deve ser o PS é legítima, mas não será a única possível. Do que sabemos da governação de Sócrates, foi tentada uma via que se propunha reformar o Estado no sentido de o aproximar da matriz europeia e da economia global, mas mantendo os valores da esquerda que se sintetizavam no conceito de “Estado social”. Obviamente, haverá neste território muitas formas de interpretar e decidir, mas nunca pareceu que Sócrates estivesse mal intencionado, antes parecia determinado a suportar todo o tipo de desconfianças e ataques.

    Farias tu melhor? Se calhar, sim. Nesse caso, espero que avances com as tuas propostas e tenhas sucesso.
    __

    Penélope, muito bem lembrado.
    __

    Mário, exactamente, a raiz do problema está na condução da política europeia. Por isso se dizia, ao longo de 2009, que a Europa teria de ser muito tolerante com os défices excessivos que iriam inevitavelmente registar-se como consequência do combate à crise económica internacional. Afinal, o caminho escolhido de drástica e urgente redução dos défices, por causa do problema das dívidas soberanas que rebenta no início de 2010, parece suicidário.

  11. valupi, eu só chamei a atenção para o facto de a social democracia perder eleicoes para a direita ano após ano, nos paises onde praticou medidas semelhantes a ela , só isso.E a únican realidade que vejo, +e que com as pritvatizacoes e desregulação de mercados e aumentos de impostos, que o ps fez, não vejo o que isso possa ser de tão diferente em relação ao ps.E de boas intenções está o inferno cheio,uns querem bem e ouros querem mal, mas todos vão aos seus destinos pelo mesmo caminho. É que se o problema é a tal “realidade” então as pessoas já teem feito a sua escolha: preferem o original á cópia. E a verdade é que em 2008, essa realidade liberal morreu, e foi um fracasso.Mário: estavaa haver uma cris einternacional sim, mas posso t assinalar 2 pontos: nem todos os paises europeus passam pela mesma situacao que nós( porque será!? ehehehehehe)
    Mas voces preferem govwernar pelos vossos ideais, ou governar a receber ordens da capataz merkel? as ideias ou apenas o poder meus caros.. conviccoes meus amigos conviccoes.

  12. ahh e se faria melhor? não sei nao sou politico sou um cidadão.. mas vou acompanhar os ultimos desenvolvimentos no partido socialista, seguro não é um lider cativante , que está a fazer compasso de espera, mas tanto ele como assis , serviriam para esse efeito. Antonio Costa, é hoy por hoy, o homem á espera de godot,ou talvez não, está a espera de entrar no mar quando vislumbrar uma boa onda para ele surfar

  13. rui,

    não são os governos de direita que caem, são os que calha estar no poder nestas circunstâncias de crise. Continua atento…

  14. edie eu guio-me mais pela consistencia ideologica de cada partido..nas europeias por exemplo todos os partidos governantes a direita resistiram.. ganhou na frança conde governava… na alemanha..em italia entre muitos outros
    e não deves te lembrar que na suecia governava a direita e em 2010 foram reeleitos.
    Tenho duvidas do que disseste edie.. muitas duvidas, na noruega embora o partido fosse de esquerda resistiu também.
    Nao e uma questao de crise ou não, é uma questao de coerencia e de ausencia de ziguezagues

  15. rui, os cidadãos são políticos. É precisamente isso que os define como cidadãos. Por isso, se acreditas nas tuas ideias, fazem bem em divulgá-las e lutar para que sejam concretizadas.

  16. e porque não o ps não alinhar com as medidas da austeridade? defender o povo? eu nao fico nada espantado com o silencio do ps ou melhor, do seu lider, perante os saques deste governo. Porque no seu tempo, com menor escala, o ps praticou o mesmo.

  17. É a tua interpretação. Mas há outras. Para a tua ser melhor do que as outras, está a faltar que expliques porquê. Senão, acabas como um aldrabão de feira, a vender banha da cobra. Como sabes, em nome do povo, ou de Deus, já se cometeram as maiores barbaridades. Por isso, se sabes em que consiste “defender o povo” no plano da realidade – e não apenas no plano da imaginação – diz aí como se faz que passas a ter muita gente para te ler, escutar e seguir.

  18. depende das ideias val. recusar a austeridade, investir na produção nacional e na industria,aumentar a produtividade e sair desta politica de baixos salários. Porque não sei se sabes mas os ricalhaços terem os seus lucros, é preciso o consumo nacional aumentar. Com esta miseria de salarios, não dá para poupar muito, val
    Era em torno desses temas que penso que o ps devia-se concentrar

  19. rui,

    portanto, só caem os de esquerda porque andam aos ziguezagues. Compreendi.
    O caso grego terá sido uma excepção….

  20. ahahahahahhahahaah sou tao comunista quanto o stiglitz e o krugman são.O mccarthy não diria melhor.
    Eu apenas acho que esta politica laboral de precariedade não leva a lado nenhum, e de salários baixos. Eu nao sou comunista não, não acho que a politica de desproteccao laboral do tipo chines seje a solução.
    Eu não estou enganado no partido, alguns é que se calhar estão mais parecidos com a direita do que e suposto

  21. e se o mesmo acontecer na Espanha é mais outra excepção, e se for na Alemanaha, idem, por aí fora. Compreendi…mas de qualquer forma continuo a recomendar que estejas atento.

  22. edie uma correcao: quando me referi a excepção, referi-me a á substituição de um governo de direita por um de “esquerda”. porque é o caso unico desse tipo na europa nos tempos recentes

  23. na alemanha até há alguma possibilidades, mas não será portagonizado pelo partido social democrata,porque esse lugar será os verdes, de acordo com as sondagens.
    Já em itália, o caso está mais complicado, pois ã oposição italiana, e isto apesar dos desvarios de berlusconi, não está a consegui arranjar uma alternativa, tem um lider e um partido fracos. Existe um possivel “lider carismático” chamado Nichi Vendola, que governa uma região chamada Apúlia, que tem um mini partido que fez parte da coligação da oposição de esquerda, e que por sinal, foi dai que vieram o acutal presidente da camara de milão, o pisapia, que ao fim de quase 20 anos derrotou a direita em milão.Vieram da Refundação Comunista
    Ou seja, edie, não digo que num futuro proximo, as coisas mudem,mas actualmente não estou tão optimista quanto isso.

  24. Quanto à felicidade da Manela não sei, mas, depois de uma ronda pela blogosfera de direita, percebe-se que bloggers e comentadores estão cada vez mais infelizes. Coitadinhos. E a coisa parece agravar-se de cada vez que o ministro das Finanças abre a boca.
    Não sei como era a blogosfera política no tempo do governo do Santana Lopes, mas tenho curiosidade de ver quanto tempo aguenta o Passos até sentir que está a ser esbofeteado e pontapeado pelos seus próprios irmãozinhos…

  25. essa conversa de que são todos iguais só serve para branquear os piores.Já lá dizia o bom do Zeca, “se te dizem que é tudo a mesma treta, o que faz falta é acordar a malta, etc.” (eu sei que me estou a repetir, mas às vezes é preciso avisar a malta mais que uma vez, porra…)

  26. naõ edie. É a realidade. E a conclusão de quem não tem palas nos olhos, e aceita a realidade. Não há melhores nem piores.. governo após governo torna-se tudo a mesma farinha

  27. pronto, er, perante a realidade aqui me calo. Já percebi que és dos que detêm a Verdade e como Verdade e respectiva política há só uma, não entremos agora em desconversas…

    Ah, acontece que eu não aceito a realidade de que não precisamos de políticos,nem de política, nem de governos, porque é tudo “a mesma farinha”. Cenas…deixa-me ser irracional.

  28. eu não rejeito politicos edie.. mas não como os idiotas que nos teem governado nos ultimos anos, e actualmente,´
    Edie.. ja agora que pensa voce da nova liderança do ps? estou curioso ahahaha

  29. er, discordo. Em relação ao que escrevi, não há comparação entre PS e PSD. Enquanto Sócrates, por exemplo, apesar das medidas pouco populares que teve de tomar, teve o apoio dos seus até ao fim, a malta de direita mostra mais uma vez que não sabe o que quer. O Governo, por que tanto ansiavam, tem pouco mais de dois meses e já chovem críticas de todos os lados. Se calhar, tem a ver com aquele problema que os próprios reconhecem: o PSD é um saco de gatos. E com o CDS à mistura…

  30. o psd espanca porque quer, o ps porque é obrigado. É essa a diferença.
    Impopulares.. cortar salarios aumentar impostos.. nem umas migalhas sobram

  31. não vejo o que isso tem de diferente com as que o psd toma.. uma medida só deixa de ser A quando for não for A, não quando for menos A

  32. se voces tivessem proposto negociarem o PEC IV, com a esquerda parlamentar, negociando algumas medidas, nada disto sucedia. Pelo menos assim deixava o onus nas mãos deles.Voces sabiam perfeitamente que ninguem iria aprovar. Agora é esperar pela proxima camioneta das eleicoes

  33. ahaha :)) como já disse aqui variadíssimas vezes, é um interregno triste. Não me parece Seguro, o Seguro ahah…

    Mas pior é ter sabido hoje que o secretário de estado da cultura (tenho mesmo de escrever em minúsculas) não compareceu à passagem de pasta da Canavilhas, por não dominar ponta de um corno dos dossiers; foram então os não sei quantos assessores (acho que cinco) fazer o papel dele. Quando foi para fazer o programa, também não mexeu um dedo, a não ser ter comentado com um dos assessores ( e este foi a minha fonte) que se devia acabar com o subsídio ao cinema português, por ser “uma actividade comercial” ao que o dito assessor perguntou se pretendia o Viegas acabar então com o cinema português, dado que , como todos sabemos, não é auto-sustentável no nosso mercado. Aí o Viegas ponderou e indicou apenas que cortassem no que pudessem. Os assessores lá fizeram o programa, este em concreto já saiu, que não está para aturar aquilo e assim ficamos. Quer o er comparar este medíocre autor de romances policiais e autor de blogue sabujo e lambe-botas ao PSD (que lhe valeu a nomeação) , com a ex-ministra Canavilhas?

    Este é só um exemplo da mediocridade incompetente e parva que nos governa actualmente. (mas também, de acordo com esta linha ideológica, a cultura portuguesa não faz falta para nada, não é?) ahahah

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