A bancarrota dos traidores

Diz o estudo: "Em Portugal, foi difícil de afirmar categoricamente que havia uma alta probabilidade de a dívida ser sustentável a médio prazo. No entanto, tendo em conta as preocupações relativas a contágios sistémicos internacionais, a exceção sistémica foi invocada para justificar o acesso excecional [à assistência do FMI]." Como se fez em relação à Irlanda (em 2010) e à Grécia (no segundo programa 2012).

O FMI constata que essa "exceção sistémica" foi "crucial" para evitar incumprimento dos governos junto dos privados.

FMI: dívida devia ter sido perdoada

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Não é a primeira vez que o FMI reconhece publicamente o erro que levou vários países europeus a serem sangrados até à agonia por causa do que era um problema sistémico impossível de resolver com a mirabolante, fanática e mentirosa teoria da austeridade expansionista. Aparece é cada vez mais claro no seu mea-culpa.

Nesta passagem, está preto no branco descrito o problema: em Portugal, em Março e Abril de 2011, havia dinheiro para os gastos do Estado (salários, pensões, despesas correntes), não havia era para o serviço da dívida que tinha saltado para níveis incomportáveis por causa de uma vexante crise política onde a esquerda validou o plano de destruição da direita por razões puramente sectárias. Enquanto, nesse período crucial da nossa história recente, uns trabalharam para encontrar a melhor solução possível num contexto de crise aguda em que a própria Europa insistia neste erro agora reconhecido pelo FMI e o BCE estava a um ano de finalmente acabar com a insanidade da especulação com os juros das dívidas soberanas, outros fizeram os possíveis e os impossíveis para aproveitar as dificuldades gigantes da conjuntura para agravarem de tal forma os problemas nacionais que o Governo socialista tivesse de ser obrigado à pior das soluções disponíveis. Com isso, conseguiram enfiar as beiçolas no pote, é um facto, mas o preço foi afundarem o País, a que se seguiu a demência de atacarem a população num furor de empobrecimento e violência só atenuado pelo Tribunal Constitucional.

Aqueles que têm sempre pronta a cassete da bancarrota, que se embriagam de gozo ao berrar que não havia dinheiro para isto e aquilo, estão cada vez mais sós. Agora, já nem atrás do FMI podem esconder a sua traição.

5 thoughts on “A bancarrota dos traidores”

  1. A cassete da bancarrota acabou por ser aceite pela direcção de Seguro pois,
    o PS nunca desfez essa atoarda no Parlamento, só para ajudar ao “enterro”
    do seu antigo líder José Sócrates mesmo, o ministro das Finanças que agili-
    zou o pedido de intervenção externa, foi muito lento no rebatimento da tal
    narrativa sobre o não haver dinheiro para os salários e pensões!
    Quanto aos incompetentes que se agarraram ao Pote, levaram a cabo um
    programa que quase arruinou o País com o apoio do ainda presidente Cava-
    co que, alinhou nas ilusões que venderam aos portugueses! Naturalmente,
    agora que os esqueletos estão a aparecer não lhes interessa falar ou apare-
    cer … até estranho que, aquele esperto de Mação não sugira um julgamento
    criminal para os coveiros da nossa economia e, para os que reconduziram o
    governador do BdP que deixou que o Banif custe, por agora, aos contribuin-
    tes aquilo que se diz ( 4 mil milhões de euros) !!!

  2. Se depois do Banif ainda houver portugueses que acreditem que o Sócrates levou o pais a bancarrota, que HOUVE bancarrota …bom então esses portugueses são acéfalos e merecem ser roubados até ao fim dos tempos.

    Agora que está provado à evidência que NAO HOUVE bancarrota do Estado português, das contas públicas, como é que se vai odiar o Sócrates, han ?
    Agora vão dizer que ele andou a assaltar bancos ?

    E agora que está provado que NAO HOUVE “saída limpa” será que a dupla de estarolas e seus amigalhaços do crime vão pintar as caras de preto para saírem à rua ? Quando é que o Super Juiz e a Super Procuradora aparecem ?

    E é justamente AGORA que a abecula de Belém condecora, ouviram ? CONDECORA Alberto João Jardim!
    EPA, que timing mais espetacular !
    Olhem, eu acho que ainda dá tempo de condecorar também o Passos, o Portas, e a Maria Luís! Força nisso! E de caminho todos para o hotel da Carregueira!

    E por falar em Carregueira …esperem pela cereja em cima do bolo.
    O caso Casa Pia está prestes a regressar do Além para arrumar de vez com a Justiça, como uma certa Comunicação Social, e com uma certa facção política …pelas mãos do insuspeito Tribunal dos Direitos Humanos!
    Preparem as indemnizações!

  3. A bancarrota, digo, a crise portuguesa, foi orquestrada em círculos da alta-finança especuladora internacional ( Wall Street, City of London e elsewhere ) sob a batuta do Goldmann Sachs, o banco do ramo americano da familia Rotschild ( hello, Meireles e Camacho ) .
    Este foi o regente da orquestra.
    Quando, um mês antes de começarem a surgir os problemas de financiamento externo, o Goldmann Sachs anunciou que a situação em Portugal se aproximava da da Grécia, já toda a gente com dois dedos de testa, sabia que estava a especular contra Portugal .
    Ex-quadros do Sachs, por exemplo, Trocadilhos, digo, Carlinhos Moedas, e Borges do salário justo de mais ou menos, 100 euros .

  4. Tem sido pouco comentada a origem da noticia de encerramento do Banif, avançada pela TVI. E é pena, pois talvez nos ajudasse a entender melhor como funcionam estas coisas.

  5. Para lá dos esqueletos adequados para uma sucursal da Capela dos Ossos,há remontar à pulhice continuada de um certo TÓ ZÉ e seus muchachos que para lá de se acocorarem ignobilmente ás infâmias,chacotas e aldrabices lançadas a fio sobre o Governo Sócrates e sobre a famigerada bancarrota,jamais tiveram um assomo de dignidade para uma reposição da verdade.Quanto aos pafiosos,gamavam e mentiam na salvaguarda do pote,nunca enganaram até pelo contrário,mas no que toca à cáfila do TÓ ZÉ,se na altura os democratas os apontaram e classificaram como dejetos ,agora com a abertura dos armários,desapareceram ao poucas dúvidas que ainda pairavam em algumas ,poucas,almas cândidas,bem se podem chegar ao Relvas ou ao Marco António,a quem um fundador do psd,Miguel Veiga,disse serem “do piorio”!

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