7 Reasons Leaders Fail

Dilbert.com

Serão os filhos culpados pelas ignorâncias e limitações dos pais? Idem para os empregados em relação aos patrões. Em Portugal é raro encontrar um patrão inteligente, o que é diferente de encontrar um patrão com sucesso. O sucesso é um conceito fluido, adaptável à circunstância de cada um e à sorte que tudo rege. Mas a inteligência é uma capacidade que remete para o outro, para essa arte de criar comunidades. Aqui o sucesso não nasce da sorte, mas da atenção, da humildade e da coragem.

Os portugueses urbanos não sabem criar comunidades, são profundamente incultos, e isso leva a que sejam inevitáveis tiranetes, ou capatazes mesquinhos, no exercício das chefias. Donde, a necessidade de fazer uma revolução que comece por cima, pelas lideranças. E este artigo, tão elementar, chega e sobra para essa alquimia.

14 thoughts on “7 Reasons Leaders Fail”

  1. A realidade é de fato como se descreve aqui e no artigo referenciado. Porém não me causa espanto que assim seja pois a minha abordagem à compreensão dos comportamentos humanos em ambiente laboral não passa por considerar o ser humano como um ser vocacionado para servir as organizações que integra, mas um ser como os outros animais que é eminentemente egoísta, isto é, que actua constantemente sob a interrogação “o que é que eu ganho com isso?”, ou sob a estratégia “o que devo eu fazer para ganhar algo com isso”.
    Só quando o indivíduo percepciona ser bom para si próprio o bem que fizer à organização é que ele luta pela melhoria dessa organização. Isto é válido para o Administrador como para o porteiro. Por isso há administradores que actuam no sentido de destruir as empresas que gerem. Fazem-no quando percepcionam que isso é melhor para si.
    E esta atitude não é assim tão irracional como parece, muito pelo contrário, pois o egoísmo é a arma principal na luta pela sobrevivência. É uma arma inscrita no código genético de todo o ser vivo.
    É por isso que gerir pessoas correctamente é conseguir vender-lhes a ideia que aquilo que lhes mandamos fazer é bom para eles. Líderes são os que conseguem vender este tipo de ideias a todas as pessoas que lhes estão hierarquicamente subordinadas. E isso é muito difícil dada a diversidade de interesses e culturas que sempre existem em qualquer conjunto vasto de pessoas.

  2. “A necessidade de fazer uma revolução que comece por cima, pelas lideranças”.

    Duvido muito, Don Valupi, por isto, só:

    “Followers often hate their leaders because of the huge difference in their salaries. It’s hard to feel any sympathy for someone whose pay is stratospheric (average CEO pay is 179 times that of average workers). And, because more pay means more status, leaders can quickly come to believe they really deserve the God-like status their pay suggests, resulting in their thinking they have all the answers and that they have the right to treat their employees less than fairly”.

    Toma lá que já almoçaste.

    Já o Heredia é diferente: cagou-se, muito naturalmente, quando se exprimiu, ou espremeu, com esta sabedoria, entre todas as outras:

    “Só quando o indivíduo percepciona ser bom para si próprio o bem que fizer à organização é que ele luta pela melhoria dessa organização. Isto é válido para o Administrador como para o porteiro”. O que em termos de businesse não é mau negócio.

    Num outro cenário, se o Pacheco aqui viesse, daria logo uma de puta batida, mais ou menos nestes termos:

    “Meus caros, isto é opinar, e querer apresentar soluções, a preços muito inferiores aos que se praticam no mercado. Uma pechincha. Basta-te reler o parágrafo179 da psicologia no trabalho para saber que estes opinadores não andam a aprender nada com o sistema Magellan. Deve ser enjoo.” .

  3. Estaca, para quê tanto nervosismo? saber como o mundo funciona é o primeiro passo para arranjar soluções. O que é que te ameaçou no meu comentário. Na volta és um gestor incompetente e invejas os que conseguem sê-lo.

  4. Heredia, ser um gestor incompetente acontece a todos nalguma fase creio, corolário do princípio de Peter, mas invejar os que o são é um bocado imbecil, acho que não dá para sobreviver muito tempo assim,

    Se esses conceitos fossem revistos na perspectiva de uma simbiose funcional ninguém precisa de convencer ninguém, flui automaticamente, no entanto isso só está facilitado em períodos de crescimento,

  5. Manolo, o egoísmo poderá bem ser esse denominador comum, como referes, mas carece de mais fina análise. Por exemplo, há manifestações animais que seriam, numa antropomorfização, o oposto do egoísmo. Por aí, que coisa seria essa de “um ser como os outros animais que é eminentemente egoísta”? Nada, obviamente. Tal como terás muito melhores resultados se começares a trabalhar com a dimensão gregária do humano, a que se junta a absoluta necessidade identitária.

    O plano teórico que descreves não ultrapassa o pavlovianismo aplicado a organizações. Poderá resultar em certas circunstâncias, claro, mas nunca atingirá patamares superiores de realização, porque gera alta instabilidade e nenhum espírito de grupo.
    __

    ESTACA, o que citas aponta para soluções. Vá, conta lá à malta como seria se fosses tu o patrão do Planeta.

  6. Valupi, não ponhas no meu texto as ideias que não estão lá. Eu escrevi sobre pessoas, dotadas de razão e de conhecimentos de retórica, não falei de macacos ou de cães. Nesses, nos homens, continua a ser verdade que o egoísmo é principal arma para a sobrevivência, a diferença é que a avaliação do que se passa à sua volta faz-se de uma forma muito mais sofisticada relativamente ao que acontece com os animais. A cultura é o que faz a diferença e são os preconceitos que impedem o homem de percepcionar correctamente o que os rodeia, cabendo ao bom gestor desamarrar os nós desses preconceitos e fazer ver o que realmente serve o egoísmo do subordinado. È claro que muitas “percepções erradas” que conduzem a comportamentos anti-sociais são falsas, porque os seus autores são simplesmente oportunistas ou delinquentes, e esses devem ser enviados para o local adequado, saindo de cena. Para ilustrar esta ideia deixo uma anedota:
    Um homem entrou no banco, foi à caixa e disse:
    -‘Eu quero abrir a porra duma conta, na merda deste banco, se ‘faxavor!’
    A rapariga da caixa, estupefacta, perguntou:
    -‘O Senhor desculpe, mas acho que não ouvi bem o que disse? Não se importa de repetir?’
    -‘Bem, veja lá se ouve desta vez, carago! Eu disse, que quero abrir a porra de uma conta, na merda deste banco! Comé?? Demora muito?’
    Ela pediu licença, e foi contar a desagradável situação ao gerente, que concordou que ela não era obrigada a ouvir tal palavreado.
    Dirigiu-se com ela ao balcão, e interpelou o homem:
    -‘O Senhor importa-se de me dizer o que se passa? Há algum problema?’
    -‘Foda-se, não há merda de problema nenhum! Eu é que ganhei os 25 milhões no Euromilhões e quero abrir a porra duma conta, na merda deste banco! Foda-se!’
    -Ah! Percebo perfeitamente… e esta puta está a complicar as coisas ao Senhor Doutor, não é verdade?

  7. Heredia,

    Parti-me a rir, é isso mesmo. Com uma maquia dessas até o Valupi iria desencantar diplomas falsos em armários académicos.

    E sou mau gestor, muito nervoso, mas nada invejoso. Por enquanto ando a aprender com os governos.

    Valupi,

    Soluções há várias, mas nenhuma delas é final. Começo com uma sugestão preparatória: dar um enorme pontapé no cu de cada um desses gajos que ganham 179 vezes mais que a média dos trabalhadores.

    Achas que não, pois, eu sei.

  8. Manolo, também me junto ao ESTACA no aplauso a essa anedota clássica.

    Quanto ao egoísmo, é conceito demasiado vago no gasto que lhe dás. Vale tanto como dizer que “Nesses, nos homens, continua a ser verdade que a inteligência é principal arma para a sobrevivência” ou “Nesses, nos homens, continua a ser verdade que a experiência é principal arma para a sobrevivência” ou ainda que “Nesses, nos homens, continua a ser verdade que a vontade é principal arma para a sobrevivência”, tudo enormes e incontestáveis verdades.

    Já agora, sabes qual é o valor mais importante para um subordinado, segundo o que revelam regulares estudos da coisa?
    __

    ESTACA, achas-me assim tão mauzinho para os trabalhadores? Onde é que foste buscar essa ideia, ao fundo do Mar Morto?

  9. Um subordinado, antes de o ser é um sobrevivente. Idem para um inteligente, um um verdadeiro, um voluntarioso.

  10. É o sentimento de pertença ao grupo, de valor existencial e funcional. É até mais importante do que o salário, tanto para a motivação, como para a permanência. Ou seja, um patrão que atenda a esta necessidade básica do humano, terá mais favor por parte dos seus empregados do que aquele que apenas pague mais.

  11. Valupi,

    Mas como é que eu hei-de saber acertadamente se tu serás ou não mau para os trabalhadores? Não te conheço como patrão, nem tampouco como membro de governo, e ainda menos como legislador de coisas do trabalho. Mas acredito que darias um óptimo especialista de relações públicas, particularmente quando me ponho a examinar os sulcos deixados pelos patins da tua insistência pro-governamental.

    O que aconteceu é que, intuitivamente, baseado em várias arrobas de opinião que tens alijado aqui neste blogue, tomei a arriscada iniciativa de te apodar de admirador de CEOs e camarilhas circundantes. Desculpa se te ofendi, ou elogiei nestes tempos de eugenia, maso quero que não te ponhas a falar de calúnias e tribunais para me meteres medo senão em vez de me incutires isso tiras-me a pouca tesão que ainda me resta para me intrometer nestas regateirices de meia salsa democrática.

    Porque tu sabes daquilo que mais gosto, doutro modo não terias pendurado a alusão no teu ditote: de Mar Morto para cima, sim senhor, que o da Galileia já passou à História. De facto, é de lá que saiem a coberto da noite sem holofotes as esquadrilhas de porcos voadores que mantêm as democracias, com esta nossa inc-lusa, em palração vazia 24 sobre 7, todos os 365.

  12. Estaca: o Valupi é nosso camarada, direito como se gosta, só que faz outra árvore. diferente e complementar.

    Depois disso do MO falamos lá mais prara a frente, não consigo ficar contente com o esmagamento de ninguém e a carga continua a aumentar, tradicionalmente o meu coração estava do lado dos palestinianos porque tinham sido escorraçadaos dentro da sua própria terra, mas também não consigo querer apagar Israel.

    Confesso-me algo perdido e não percebo porque é que Ele não faz lá umas nuvens que se está mesmo a ver que é Cristo e Maomé num beijão à bbm, com JHVH escrito por debaixo e ainda pode ter uma pomba por cima. É um bocado piroso mas pronto, ao menos Ele que não diga que não dou idéias gráficas.

    Depois assim mais terra-a-terra-heróis-do-mar não sei, mas por falar nisso se me der alguma sulipanta ficas já guardião do seguinte: contou-me uma freira corcunda mas simpática que vivia num convento encastrado na muralha de Extremoz que a coroa dos Bragança, ou seja a D. Maria I & D. Pedro III estava no Sagrado Sepulcro, e eu ainda queria lá ir cheirar mas não sei como, embora depois os deuses costumam tratar do caminho, mas como nunca se sabe também fica aqui

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