joaninha voadora

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Uma rotina que já faz parte dos ciclos aspirínicos é convidarmos a Ana para nossa colaboradora, convite que ela tem sempre tido a elegância de não declinar. Mas é com alegria que o presente anúncio ainda não é o do novo reforço contra o excesso de testosterona no blog. Trago, praticamente em primeira mão, a novidade: a partir de dia 24 vão poder adquirir um novo exemplar de literatura para a infância escrito em bom português. Da Ana Cristina Leonardo.

29 thoughts on “joaninha voadora”

  1. Eu não vou comprar e desde já faço publicidade contra. Essa mulher no site dela censurou um comentário meu em que respondia a uma insolência do bebedolas do Bukovsky, que mandava os leitores meter não sei o quê pelo cu acima, armado em Luís Pacheco avariado. Há um limite para a mácriação e a provocação. Eu sugeri que o dito senhor dobrasse a p* e a metesse no cu dele. Fui censurado. Depois a Susana que venha cá com histórias de testosterona.

  2. oh susana! não quero parecer a amália mas obrigada! obrigada! obrigada!
    teresa, não é uma tradução. é uma história escrita por e ilustrada pelo fotógrafo (e homem dos 7 instrumentos) Álvaro Rosendo apenas divertida e sem moral nas entrelinhas que é a coisa que abomino, em particular nos livros infantis
    e por falar em moral nas entrelinhas…
    Caro Nik, como já várias anunciei na Pastelaria a única que lá pode dizer asneiras sou eu (que acho que nunca passei do porra…) e o Bukowski (que diz o que lhe apetece). É uma regra minha, e vai-me perdoar, mas à Pastelaria só vai comer bolas de berlim quem gosta. Não é que core. É porque esteticamente a coisa me incomoda

  3. Susana, a Ana Leonardo vem por ser mulher ou por saber pensar e escrever que dá gosto? Que venha, que é muito bem-vinda. Além do mais, já dito, ela sabe que há limites para a falta de educação. Essas coisas também não me fazem mal nenhum, mas não gosto. Sempre achei que deveria escrever de modo a não ter vergonha de ver a minha Mãe (que morreu há três anos), a minha mulher ou os meus filhos a lerem-me. Só isso.
    Nota para a Ana Leonardo – “Porra” creio que ninguém sabe o que quer dizer. Em Latim, “porro”, entre outras coisas, significa “pois”.

  4. Daniel,

    O que «porro» quisesse dizer em latim («Et ita porro», pois pois) só interessa a gajos destravados como tu e eu. Mais: seria curiosíssimo saber o que queria dizer «porro» em itálico, a língua de onde o latim deriva. E, assim, até à pedra lascada.

    Aqui trata-se de «porra», porra. E toda a gente sabe o que «porra» quer dizer, não como entrada de dicionário etimológico, mas como peça da semântica que nos rege a vida.

    Nunca percebeste que uma conversa entre etimologistas acaba, e tem de acabar, no silêncio? Porque nada do que se diga é o que se diz, mas sempre aquilo de onde deriva?

  5. No minimo tenho curiosidade no livro… vou folheá-lo, e provavelmente comprá-lo.

    É uma boa notícia, pode ser que a Ana, critica literária, deixe de ser apenas a “não escritora frustrada” (também é assim que se tratam os criticos na praça) e compreenda mais a função de escritor…

  6. Ana, podes contar comigo. Vou adquiri-lo e colocá-lo num sítio onde terá divulgação ‘especializada’. É melhor do que um escaparate de livraria. :))) Os leitores depois que digam de sua justiça.

    Só preciso que me digas a faixa etária a que se dirige. Isto é um poiuco supérfluo, mas em certas idades não se pode fazer batota.

  7. Olha estes armados em inocentinhos, que não sabem o que porra quer dizer… Quer dizer moca, com que se dá porrada. E se tivessem lido o Bocagezinho ou o Lobo da Madragoa, saberiam o que é uma porra aos saltos.

    Em matéria de double standard, Sra. Leonardo, estamos servidos. Detesto falsos pudibundos. Tenha um bom dia.

  8. teresa, lembras bem. nas traduções para crianças e na literatura juvenil os editores parecem muitas vezes estar a contar com a pouca experiência deles. lembro-me do «os reinos do norte», que o meu mais velho leu há uns anos, tinha logo na primeira página um arrepiante «deve de».

    nik, não sejas rabugento.

    ana, de nada. e a faixa etária?

    daniel, vem ou não vem?, é a primeira pergunta. e, se vier algum dia, claro que é por tudo e mais alguma coisa. concordo com os limites para a falta de educação. só não me envergonho com a má educação dos outros. vergonha deles, não minha.

    fernando, é um prazer ler-te assim, porra.

    luis eme, presumir-se que um crítico é um autor frustrado é uma cedência aos estereotipos.

    M, perguntas bem. eu acho até que para nós um livro para qualquer público-alvo pode ser bom, ou óptimo. com os miúdos é que há mesmo pouca amplitude.

    nik, pára lá com a rezinguice.

  9. Vou-me pirar que já imagino as respostas.

    A autora a sacar daquela denúncia da hipocrisia e totalitarismo porque a Joaninha não sabia de quem era filha e suspeitava que Deus não era o culpado

    E depois vem a k7 à Valupi e suplmento: “começo a ficar profundamente preocupada contigo…”

    “:O)))

  10. Pois eu vou folhear esse livr(ec)o (para ver se tiro ou não os parentesis anteriores) da próxima vez que passar numa livraria, só para ver o que é se anda a meter nas cabeças das crianças portuguesas (não tenho filhos, mas alguns livros infantis que já li, se visse os autores à minha frente a minha vontade era dar-lhes um merecido par de estalos no focinho, ou de carolos no cimo da testa )…

  11. cláudia, só será posto à venda, creio, no próximo dia 24
    luís eme,
    É uma boa notícia, pode ser que a Ana, critica literária, deixe de ser apenas a “não escritora frustrada” (também é assim que se tratam os criticos na praça) e compreenda mais a função de escritor…
    não sou escritora frustada (acho mesmo que, na verdade, não sou lá muito frustada, em geral) e quanto a compreender melhor a função do escritor, continuo a considerar a lidia jorge e o peixoto má literatura (se era uma indirecta, isso da compreensão)
    M, a própria Gradiva o catalogou a partir dos 6 anos (e eu acho que está certo)
    João/Joni, como só custa 7 euros pode ser que seja um bestseller (Deus o oiça)

  12. E a Menina a dar-lhe com os 7 euros… de facto o tal “Segredo” é mais caro, mas eu li-o de borla, sou um pirata com tola! :)

    Hummm… a propósito desse comentário bravo dos estalos na carola, embora eu de há muito desconheça a literatura infantil que se faz por cá, em tempos idos quando frequentava mais as bibliotecas e as jovens funcionárias me destacavam para entreter as criancinhas – eis uma tarefa adequadíssima a Gnomos bobos! :) – por vezes também deparava assim com umas histórias algo esquisitas, mas devo ser eu que estou desfasado da pedagogia de ponta… sem mola!

    Palpita-me que talvez devesse ter lido a história da Joaninha aí quando tinha a idade da Cláudia, pois, de certa forma, permaneço mais duende do que gente, o que até pode ser divertido mas é algo imprudente…

    Ora enfim, sou a Gazela…

    Rui leprechaun

    (…que já te cai na goela! :))

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