com bola vermelha

Se um dos elementos da rapaziada aspirínica tivesse colocado aqui um post com uma vulva exposta na maior descontracção, teria sido um malandreco. Como fui eu, devassidão. Não admira; apesar do andar dos tempos, à mulher continua a ser consignada uma dicotomia entre a santa e a flausina. Mulheres-putas só no uso privado.
A intrusão da temática é tão poderosa que se impuseram as discussões em torno da eventual carga erótica da imagem, como se o erotismo, ou o estímulo sexual, fossem os propósitos quer da pintura quer do post. Outro aspecto curioso foi cada um ter presumido na pintura um objectivo correlativo à provocação exercida: o de chocar, o de seduzir, o de vender, o de banalizar o sexo numa corrupção dos costumes. Com a evidência de se tratar de um sujeito de interpretação individual articula-se o contra-senso: quanto mais a temática interfere com as nossas dificuldades, mais difícil se torna separar representação e realidade representada.
Mas já não é politicamente correcto ser-se moralista nas temáticas sexuais e, por mais que esticasse a corda, os defensores e as defensoras dos bons costumes femininos foram escudando as suas posições por detrás da esquiva definição do artístico–ou não. Foi preciso dizer-se «cona» para se dar o salto para a verdade, pela mão de um comentador: as boquinhas das senhoras sérias não devem conspurcar-se com vernáculo, nem os seus olhos com visões perniciosas das suas próprias anatomias. Todavia a palavra não me saiu da boca, chegou sem voz. Eu posso nem ser uma mulher. Quem sabe a Susana é apenas o João Pedro, ou o José do Carmo Francisco, mas com bigode. Que importava aqui – a autoria, ou o conteúdo? Para mim, sem dúvida alguma, contou a discussão e o seu subtexto.
Por isso, irei voltar ao tema. Para já, no entanto, faço uma concessão às retinas sensíveis no que respeita à exibição de alegadas cruezas. Agora, quem quiser ver a imagem terá que se sujeitar à ignomínia perversa do peep-show, e clicar no link abaixo. Assim, passamos a obedecer às leis da pornografia, escondendo o distrito vermelho suave e felpudo debaixo do lençol.

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137 thoughts on “com bola vermelha”

  1. É o meu tapete de casa de banho!

    Já vi esse quadro (era a “origem da vida”, não era?) no museu d’Orsay (se não me engano), até tenho uma fotografia do dito, mas a laca contra flashes censurou-o.

  2. Fiquei curioso com a bola vermelha… e desloquei-me ao Google à procura de “Red Light”… mt oferta há por lá… psotei o primeiro q me apareceu… e nada na primeira pagina de “bola vermelha”.

    Lembrei-me q era hora de ir jantar…coincidências…

    Aguardo pelos comentários “bola vermelha” ou “bola verde”… eu sou pela “bola verde”

  3. O meu browser não me permite ver o link mas pelo comentário da “clara” fico a saber que postaste o encantador “L’Origine du Monde” de Gustave Courbet. Belíssima escolha!

  4. z, obrigada. e esgatanhado é bom ou é mau…?

    joni, foste à procura de outro distrito vermelho onde também se coma?

    clara, também tenho um. e sim, é esse mesmo.

    shark, se calhar não clicaste na bola. mas percebo esse teu pudor.

    zeca diabo, na verdade é mais que isso. mas esse já estava na fila de espera quando apareceu o outro. porque aí sim, no tempo em que apareceu era compreensível que gerasse polémica. agora estranha-se mais que isso aconteça.

    sem-se-ver, acha que sim, que não?

  5. por acaso, susana, eu consigo ver ali pelo menos duas conas (mas sem aspas) e um dedo. agora, aquele altinho ali do lado esquerdo é que não consigo perceber o que é :)

  6. Susana
    Teimas em não acreditar que haja quem não tenha gostado da pintura sem ser por questões de moral dúbia. Eu estou-me nas tintas para o que ela representa, mas continuo a dizer que é kitsch ou como queiras, mas algo do género. E tantas vezes foi o Gustave Courbet falado aqui que mostrá-lo foi outra prova de desconfiança na cultura dos leitores do Aspirina. E, se pretendes comparar um e outro dos artistas, só por ironia ou falta de cultura artística.
    Boa noite e bons sonhos.

  7. daniel, eu acredito piamente que não se goste da pintura sem ser por questões morais. que é kitsch todos sabemos: é-o assumidamente, aliás refiro-o no primeiro texto. no entanto o “não gostar” não implica que se apode alguma coisa de “obrazeca”, que se questione a publicação de um post que a usa como ilustração, ou que que se demita a questão por, parodoxalmente, parecer que se acha que a pintura deveria ser erótica (não o conseguindo). por outro lado tu pareces pensar que o texto se dirige especificamente a ti. ora não foste tu o único a parecer ofendido com a exposição, outros denotaram maior escândalo, com menos argumentação. neste momento dirijo-me a todos, até àqueles que ficaram calados.
    não sei se o courbet foi muitas vezes falado por aqui. recordo, para além dos comentários ao meu post, uma referência à pintura, de um dos ex-residentes, a propósito de uma citação da mesma numa exposição sobre a união europeia. até esta provocou críticas, apesar da roupa interior.
    quanto à cultura dos leitores do aspirina, como saberás, é muito diversa. haverá quem conheça e até quem nunca tenha ouvido falar em courbet, menos ainda visto a pintura. onde leste a comparação? coloquei-a aqui por ser uma belíssima pintura e por representar o mesmo objecto. a comparar, não o faria relativamente às pinturas (embora mesmo desse ponto de vista a comparação fosse possível, desengana-te), mas às reacções. saberás que na exposição de 2007, no grand palais, por esta atrair o grande público, também esta peça encomendada para uma colecção de erotica causou, como sempre, algum mal-estar. interessante será saber o que pensas, relativamente a ela, no que respeita ao erotismo: também aqui o “excesso de exposição” (e repara que nesses termos é bem maior, pois não há rosto – retrato – nem narrativa) demite o erotismo, ou aqui já é diferente por se tratar de courbet?
    ironia, quase sempre. não te responderei à óbvia tacadita (acertas ao lado, meu amigo, e isso bem bastará).
    bons sonhos.

  8. Poste muito bom, iluminando uma parte da questão. Num outro apontamento, dois fenómenos:

    – O novel estatuto de legitimidade a que acedeu a pornografia, fruto da sua presença ubíqua e instantânea na Internet, do sucesso da exposição das temáticas sexuais pela voz das mulheres (série “Sexo e a Cidade”, revistas femininas, rubricas de psicologia e saúde), e, também como consequência, de uma concepção lúdica da sexualidade, finalmente sem pecado (sucesso das sexshops e da sua parafernália: vibradores, preservativos, lubrificantes, algemas, etc., etc. e etc.).

    – A assunção da pornografia como bandeira de um certo feminismo. O direito à pornografia como exercício de poder político por parte da mulher. Fascinante temática.

  9. Devo estar a expressar-me cada vez mais mal para que tenhas tirado esta conclusão: ” tu pareces pensar que o texto se dirige especificamente a ti.”
    Quanto a “o “não gostar” não implica que se apode alguma coisa de “obrazeca””, e que me é dirigido, parece que com isto queres dizer que toda a arte é intocável e não pode, portanto, ser considerada menor, embora esta seja, da minha parte, uma apreciação meramente subjectiva.
    Não saúdo o teu recurso a uma linguagem para além dos limites do teu vocabulário habitual, porque isso foi entrar no jogo dos comentadores sem arte nem engenho.

  10. Pois Susana não se deve disisitir porque o tempo é que vai escolher o que fica e o que se perde. Não somos nós por mais títulos e diplomas. O outro dizia «não o ponha tão alto que ele nem é licenciado» eu direi que vale a pena não desistir. Aqui da Ericiera uma palavra solidária: A luta continua!

  11. valupi, bem assinalado. tenho mais umas coisas em espera que remetem para o primeiro desses pontos. e talvez até o segundo, pois tudo nos papeis permitidos e assumidos pode remeter para uma dimensão política.

    z, belo.

    elypse, acho que fazes muito bem. nunca se deve retirar a gravidade a alguém.

    daniel, pensei que te sentias atingido em particular por esta passagem «Teimas em não acreditar que haja quem não tenha gostado da pintura sem ser por questões de moral dúbia. Eu estou-me nas tintas para o que ela representa…».
    não acho que a arte seja intocável. no entanto, do mesmo modo que tu podes emitir a tua opinião, eu posso contestá-la e rebatê-la. e mantenho: nos teus primeiros comentários ao outro post apenas te insurgiste contra a apresentação daquele quadro. parecia até que nem tinhas lido o post, pois dizias que eu «fazia a defesa do quadro», e etc, quando eu apenas abordei uma temática que me interessa. não disse sequer que gostava daquela pintura (embora goste, conquanto esteja bem longe das minhas eleitas). a ti sobe-te a mostarda ao nariz e eu também levo com umas pitadas, não sou santa.
    que sabes tu do meu vocabulário habitual?
    e é verdade, tenho mesmo curiosidade em saber o que pensas do erotismo no que toca a esta pintura. consideras que o contém; que não, mesmo sendo uma boa pintura; que o contém por via dos modos como os pigmentos cobrem a superfície; ou o quê? e não te estou a desafiar, estou, sinceramente, a tentar perceber-te, daniel.

    josé do carmo francisco, não percebi patavina, mas se há uma luta, então apoiado!

  12. Não te esforces por tentar perceber-me, que eu explico. Como obra de arte, “A Origem do Mundo” é um exemplo do domínio perfeito da técnica da pintura. Aliás nenhum pintor realista se safava sem dominar perfeitamente o pincel e a paleta. O Braque é que dizia (é um dos vários pintores cuja biografia faz parte dos livros cá de casa) que pintava assim porque não sabia pintar de outra maneira. Se era piada ou não, não sei. Quanto ao Gustave Courbet, não duvido de que ele tenha tido uma clara intenção de apresentar uma obra erótica como metáfora, provavelmente mais interessado no erotismo do que na arte. Não será a sua melhor obra, mas o rigor do desenho, o realismo da cor e a textura das pinceladas são de génio.
    Tenho dito.

  13. nik, porquê camembert, porque liga bem com frutos vermelhos?

    daniel, quanto ao domínio técnico, não podes desconsiderar currin. por isso se diz que ele «pinta bem», ou que «sabe pintar» o que será diferente de «ser bom pintor», como sei que entendes. dir-te-ei que nenhum pintor se safa se não dominar as técnicas de que precisa para concretizar as suas ideias. as ideias serem boas, isso é que é já outro assunto. as biografias são sempre interessantes, mas são geralmente um apanhado heterogéneo, que apesar de comportarem ditos dos artistas pouco nos dizem sobre a sua obra, salvo casos excepcionais. a biografia contextualiza. é a obra o que melhor fala – se souber “falar”, bem entendido. mas eu não estou especialmente preocupada em discutir pintura contigo, gostaria era que tivesses respondido à minha pergunta: esta obra é, ou não é erótica? se sim, porquê?

  14. Claro que o Courbet foi um pintor genial. E isso só se percebe em vendo os quadros e não as fotografias. Mas foi mesmo alguém genial, coisa que não acontece todos os dias.

    A pintura figurativa, depois da máquina fotográfica, tornou-se algo muito difícil de conseguir. Temos um génio – o Francis e Bacon e não me atreveria a acrescentar mais nenhum- enquanto pintor/pintor. Nem sequer o Freud.

    Fora isso há muita desmontagem inteligente, muita arte com piada, como é o caso do Jeff Koons e muito oportunismo pour épater le borugeois, como é o caso deste Currin.

    Claro que o homem tem gosto- isso nota-se pela decoração do estúdio (da cadeira ao espelho) e até pelos fatos que usa. Mas a ver se é parvo- isso que é bom guarda para si, para vender, vende a treta que sabe que é comercial. E tanto mais quanto agora até diz que quer ser rico.

    A obra do Currin é mesmo uma merdice. Explicá-lo implica outros saberes, como é o caso das citações que ele faz. Mas não há safa quando nem isto se consegue fazer e apenas se afirma que é “interessante” ou que há por ali “boas texturas”.

    Como disse- boa foi a foto. O mérito todo foi do fotógrafo que fez a montagem. Mas nem isto foi explicado no post. E ainda há por ai meio mundo a pensar que o homem também pintou os enquadramentos- quando a única coisa dele é aquela pintura fatela penduricada da parede.

    Quanto à parvoice de se dizer que “também o Courbet teve problemas” porque “sempre foi assim”- é total imbecilidade. Os tempos eram mesmo outros e até ao Manet ia sendo corrido à custa da Olimpia.

    A militância feminista não serve para nada a não ser o mesmo que o Currin- ganhar uns patacos com a fita. Mas nunca servirá para se fazer história da arte.

  15. correcção: Francis Bacon-

    Fora isso há facilidades ideológicas que também têm o seu público. Uma delas consiste em engalanar a pornografia com a conquista de direitos da mulher. Ora, para isso, bastava fazer uma entrevista a alguma puta de estrada e iam ver as conquistas pornos que ela contava.

    A betice é sempre muito caricata, tadinha. Fica bem falar-se de porcarias em tom pseudo-intelectual. Mas está quieto se tocar em dar o corpinho ao manifesto. Para isso existem “as outras”.

  16. E a pergunta: esta obra é ou não é erótica?

    Pois se há quem se excite com um vibrador ou até com ovelhas, porque raio não havia hipótese de uma treta destas servir para humidades sem “combíbio”?

    Olha-me esta….

  17. mas ó marcel, quem disse, alguma vez, que o currin é um grande pintor? até esse artigo da revista dá conta do estatuto de “profissão”, do facto de ele querer ganhar dinheiro. e no post que escrevi faço essa referência: o virtuosismo ajuda à legitimação pública. ora, como se sabe, não é o grande público, o consumidor, quem tem a última palavra. quase sempre, mostra-nos a história, são os pares, os artistas, a trazer o reconhecimento. tanto no “fazer escola” como nas influências, ou nas descobertas que muitos protagonizaram, enaltecendo artistas do passado um pouco mais obscuros. depois a crítica, começando pelos curadores dos museus.
    eu não tenho particular apreço ou intensidade de experiência com o currin, achei foi o caso interessante, como dizes, e por todas as razões. poderás confirmar que até terminei o texto dizendo que não lhe encontrava tanta modernidade como em lequeu, o que supunha significativo para quem pretende perceber alguma coisa de arte.
    agora que a exposição de orgãos genitais sempre provocou polémica é inegável. feminino e masculino, como nas fotografias do mapplethorpe, por exemplo, ou do andres serrano (e a confrontação dos exemplos é bem pertinente, pois tens de um lado um artista extraordinário que fotografa da mesma forma corpos, pilas, ou flores, e do outro um bom fotógrafo que deseja chocar as audiências e cujo discurso verbal não é especialmente interessante). daí referir-se com propósito as reacções que esta continua a suscitar. quanto ao motivo da obra, foi uma encomenda para uma colecção particular de arte erótica.

  18. fiz essa pergunta ao daniel porque ele demitiu a outra com o argumento de não ser sequer erótica, porque alegadamente tem excesso de exposição. eu diria que esta ainda o é menos, porque mais sóbria, mais afastada da pornografia, mas é evidente que quanto à exposição de genitalia, esta é maior.

  19. Susana, as biografias que tenho foram todas escritas por especialistas em Arte e contêm muitas cartas, entre outras declarações pessoais, dos próprios artistas, bem como a maior parte das suas obras. E na do Van Gogh, por exemplo, a força da sua escrita é quase tão fascinante como a sua pintura.
    Continuo a pensar que ando a escrever muito mal, pois não percebeste que eu respondi: o quadro de Courbet é erótico. E não me venhas com a história de que expõe mais do que o outro. O outro escancara! Pelo conjunto, Currin é pornográfico, quanto a mim; G. C., apenas erótico.

  20. pois, eu compreendo, e até concordo, só que assim se elimina o argumento do excesso de exposição. o que se vê da vulva, num e noutro, é exactamente o mesmo. só que no courbet esse é o único objecto da representação, enquanto no currin há mais na cena. no currin, por exemplo, encontro mais pornografia no beijo e na presença de voyeurismo que na exposição da vulva por si mesma.
    quanto às biografias, não pus em causa. apenas ressalvo que a leitura de uma biografia de um artista te diz tanto da qualidade da sua obra como acontecerá com a biografia de um escritor, ou de um músico. e sim, por exemplo as cartas de van gogh ao seu irmão théo. mas há também correspondência que pouco te diz. uma vez peguei num volume de correspondência entre o matisse e o bonnard e, para minha decepção, só falavam das suas doenças e de outras coisas prosaicas… ora estas contêm biografia, mas dizem bem pouco da arte.
    por outro lado muitos artistas têm grande dificuldade em falar sobre a sua obra, dificuldade com a linguagem. mas noutros podes aprender sobre muitos deles, como no caso da louise bourgeois, ou do richard serra, ou até do tapies. exemplar, neste caso, será o david hockney, por exemplo, que fala com grande abertura e simplicidade e até sem lho perguntarem.

  21. até pode ser obra aberta, mas vejam lá se esticam a conversa e param num ponto adequado, que eu amanhã venho ver

  22. Este quadro do Courbet é erótico?

    Não imagino como, mas enfim. Há-de ser muita coisa mas erótico só o será por mostrar o sexo. Daí a provocar entusiasmos dessa ordem vai muito.
    O mesmo se passa com o Currin. E por isso, é verdade que se podem comparar. Mas para os comparar era preciso muito mais do que dizer-se que estas coisas sempre escandalizaram.

    Pois escandalizaram- precisamente por sermos seres eróticos. Se o não fossemos é que tudo isto seria banal.
    Ora o discurso feminista é este o que acha que há mais valia na banalização e igualdade de olhar e de todos os discursos. Quando não existe.

    Achar-se que esta diferença é anti-natural ou fruto de outro mal a que dão o nome de preconceitos é mais um erro.

    Bastava postar aqui uma imagem de uma tribo do Bornéu há 100 anos para perceberem a diferença.

    A diferença até eles agora a entendem. Se virem uma foto com antepassados a dançarem com cabeças arrancadas ou práticas de canibalismo, sentem-se chocados.
    Porquê? Será porque ganharam preconceitos ou porque se desbestializaram um tanto mais?

  23. No Currin pornográfica é a fraude dos preços. E, ainda assim, pode dizer-se que até estão bem uns para os outros.

    Mais nada. O pornográfico que ele quer que exista é falhado, já que não consegue ter a imaginação de um Jeff Koons e muito menos uma verdade como este a tem (ou tinha, já que o Jeff Koons que importa também faz parte do passado).

    Quanto ao Maplethorpe era excelente fotógrafo mas aí sim, completamente porno, porque usava as taras do BDSM como leitmotiv.

    Bom foi o remake e dedicatória que lhe fez o Douglas Gordon. Assim como bom foi o trabalho de confronto dos nus maneiristas com as suas fotos. Porque em ambos os casos temos um inteligente suporte teórico e iconográfico. Não apenas o “meter pr’a veia” .

  24. Gosto qd uns dizem q é isto e outros replicam que é aquilo. Acho bastante instrutivo…e divertido
    Não tenho mt jeito para fixar frases feitas… mas apanhei umas interessantes recentemente. Aqui vão:

    1 – “Quem sabe definir o que é sexo nem por isso tem o melhor rendimento”
    2- ” A mulher que coloca o perfume atrás da orelha porque sabe que é ai que o consumidor vai estar”
    3 – ” As regras não governam os homens, estes é que governam as regras”

  25. «Entre a santa e a flausina», escreve a Susana no seu post. Suponho ser aí, que, pessoalmente, se situa.
    «Mulheres-putas só no uso privado», escreve também. Penso que se engana, cara bloguista. Redondamente. Aliás, como já reparou, não vim aqui para discutir pintores nem pintura. Para mim, importa-me, sobretudo, o outro ângulo da questão. Que me parece interessar-lhe bastante a si, Susana, dada a sua insistência no tema. Muito mais, certamente, pela «causa» da «libertação do sexo feminino», do que pela arte da pintura propriamente dita. É a própria Susana que o diz, a certa altura, num dos seus comentários respondendo, creio, ao Daniel de Sá: «…abordei uma temática que me interessa, não estou especialmente preocupada em discutir pintura contigo (…) esta obra é ou não é erótica?». Tratava-se, obviamente, da foto com bolinha vermelha!
    Falando agora não das «putas-privadas», mas das «putas-públicas». Aceito que possam ser ordinárias no falar e no comportamento, mas quase sempre «em serviço». Fora dele, quem distingue, na maior parte das vezes, uma «puta-privada» – creio que se refere às mulheres rotuladas de honestas – de uma «puta-pública» se esta se apresenta «à paisana»?
    Quando vão ao pão, à farmácia, ao cabeleireiro, ao supermercado, não serão todas elas igualmente mulheres?
    No seu conceito, «putas-privadas» devem ser as mulheres casadas, recatadas, com filhos, zelosas do lar, etc., etc. e tal. Mas quem lhe diz a si que não é o contrário? Que muitas delas para fugirem a uma vida sexual monótona ao fim de uma série de anos, não se tornam nas tais «putas-públicas» de que falo?
    Hoje, cara Susana, há clubes privados onde as «honestas» procuram, fora do casamento, uns momentos de prazer, felizes e excitantes, pelos quais pagam balúrdios. Embora outras prefiram a borla, que dá o mesmo prazer e ninguém sabe da história – a não ser os intervenientes.
    Hoje, as mulheres gostam de sexo e praticam-no sob todas as formas, com os maridos, os companheiros, os namorados e com aqueles – ou aquelas – que muito bem entendem.
    Acha que precisam de mais emancipação, Susana? É com a publicação dos seus posts e fotografias «sexualmente panfletários» que pretende chamar a atenção para um assunto que já deixou há muito de ser tabu, teimando num óbvio «dejà vú»?
    Agora, quanto à «carga erótica ou pornográfica» de uma imagem, não andará ela à roda do mesmo assunto: sexo, com mais arte ou menos arte? A diferença está na pseudo-arte do nu, que dá dinheiro e faz os homens felizes: os que a compram e aqueles que somente lhe podem pôr os olhos em cima, quando podem. Mas, para esses, existem as revistas de pornografia – e outras publicações, para as quais pousam as “grandes vedetas” dizendo, exactamente, que se trata de «poses artísticas» – e também os vídeos, a Internet, e, claro, as fotos dos posts da Susana!
    Fotos a roçar a ordinarice ostensiva, chocante, desagradável à vista, quer sejam os seus autores Courbet ou Cuvert, ou mesmo Cammenbert, como acrescentou o Nik.
    Todos nós temos o nosso recato e bom-senso. Repare: que tal uma foto da Susana sentada na sanita com uma forte cólica intestinal? Ou debaixo de uma árvore a deixar o «presente»? Teria arte? Seria erótico? Ou seria impensável? É aqui que prevalece o recato que defendo.
    A Susana teve mais de 200 comentários no primeiro post. Por isso voltou ao tema. Agora não passa dos 41! Deixe-se disso. Já sabe a opinião dos comentadores. A temática está gasta. Porquê insistir? Por oportunidade? Falta de imaginação para procurar outros temas de debate? Será «esse voltar ao passado recente» uma espécie de fármaco para fazer ressuscitar um moribundo? Um moribundo já não tem t., Susana! Só lhe posso passar um atestado de bloguista medíocre à procura da galinha dos ovos de oiro. E olhe que não queria…
    Escreve também «que as senhoras sérias não devem conspurcar-se com vernáculos». Que ganhariam elas com isso, diga-me? Mais: «nem com coisas perniciosas das suas próprias anatomias». Só por terem vozes e comportamentos discordantes dos seus? É muito pouco para banalizar conceitos e regras que, felizmente, perduram sem se deixarem influenciar com os seus posts – fotos incluídas – e a sua insistência em declarar «que a mulher, sexualmente, não está emancipada». Susana, não me faça rir!

  26. Palavreado de treta. Ainda por cima, agora que a blogosfera até já está cheinha de comboios e de chulagem armada ao intelectual, é que vinham para aqui com pudores de falsas virgens.

    O problema é mesmo este. O que nunca se sabe é ao que andam aqui a fazer. E isto sim, era impensável há uns 3 anos.

    Todo o problema fossem os quadros do Currin e do Courbet. Chulagem e putedo até dizer chega que por aí anda ao negócio…

  27. Quando não é por concessionário de plataformas é por import/export de amásias de VIPs. Já que, só se não puderem é que não acumulam as funções.

  28. O realismo do século XIX, como sabem, evidenciou-se com particular força na literatura e na pintura, pretendendo atingir um público vasto numa decisão de fugir ao domínio a que Carl Marx chamou de “a tradição de gerações mortas”. Nessa altura, os nus, fora dos ambientes mitológicos, causaram escândalo. Esta obra serviu perfeitamente o rompimento pretendido e não é considerada uma obra menor. Aqui serve a divulgação da arte, o que já não é pouco.
    Num estilo mais aligeirado direi que retrata um belo exemplar antes do lamentável uso generalizado da gillette. Apesar de perfeita diria que me apetecia dar-lhe uma pincelada, se não estivesse ainda muito fresca a violenta discussão originada pela tentativa de retocar uma obra de autor, com as consequências que se viram.

  29. susana, não compreendo, tal como o pontos nos ii, essa tua obsessão pelo tema que mais uma vez apresentas, a «olho nu» (foto), se não quando, na tua fluente e promissora prosa.
    Utilizando ora um substantivo mais formal e técnico, ora uma linguagem vernácula do pior, lá vais tu desbravando um assunto que te parece querido. E não estou a falar de pintura.
    Porque será que a «coisa» das mulheres é tão apetecida nos teus postes? Exposta, assim, sem complexos visuais ou literários, acentua ainda mais, e tu parece que nem dás por isso, o conceito de que a mulher não passa, do tal «objecto de prazer» que serve para gozo do homem. Olha que tens dado uma valiosa ajuda nesse sentido aqui no aspirina!
    Luxúria? Excitação? Lembrança de que o sexo existe? Pois, mas não venhas com essa da arte! O nu sempre existiu desde o tempo (quase) das cavernas até ao clássico. Hoje temos aquilo que merecemos. Mai nada!
    Terás tu falta de sexo, susana? Já cheguei a pensar nisso, acredita. Outra coisa curiosa é que as mulheres, com ou sem homens, hoje usam vibradores. Vão às sex shoppings, como quem vai comprar batatas. Tiram do corpo o prazer que lhes dá na gana. Solitariamente ou em grupo. Agora essa tua insistência, dá que pensar…
    Uma amiga minha, não sendo conservadora nem puritana, viu esta segunda foto (que faria se visse a primeira!) e teve este espantoso comentário: “Lamentável esta exposição, convidativa, a oferecer-se em troca de nada, nem do amor. Fico envergonhada por ser mulher e ter uma cona igual a esta!”.
    Pensa nisto, e vê se merece a pena hostilizar a classe feminina, mostrando aqui, sem o seu consentimento, os seus “jardins proibidos”. Como fizeram, de outra forma, o Daniel de Sá e o José do Carmo Francisco.
    A publicação destes teus postes dá a sensação de que aqui o interesse é outro. E não passa pela arte. Discutir arte é outra coisa e não me parece que nem tu nem a maioria dos comentadores deste blog esteja à altura de o fazer.
    Vai à praia, às esplanadas, ao cinema, ao ginásio, circula e depois diz-me se as mulheres que vês por aí têm cara de quem esconde o “destrito suave e felpudo debaixo do lençol”! Ou estás velha e desactualizada ou não sabes que já estamos no século XXI.

    Marcel Duchamp, fui lendo os seus comentários. Recordo-lhe estes, dirigidos à susana:
    «Não saúdo o teu recurso a uma linguagem para além dos limites do teu vocabulário habitual»
    «Fica bem falar-se de porcarias em tom pseudo-intelectual»
    «…militância feminista.»
    «…engalanar a pornografia com a conquista dos direitos da mulher (…) bastava fazer uma entrevista a alguma puta de estrada e iam ver as conquistas porno que ela contava.»

    Também o José do Carmo Francisco botou comentário:
    «A luta continua!» (estaria no 25 de Abril ou no Iº de Maio?)

    Resposta da susana:
    «…não percebi patavina (…)»

    Ainda a susana:
    « (…) a exposição de órgãos genitais sempre provocou polémica.»
    «Foi preciso dizer-se cona para dar-se o salto para a verdade.»

    Eu:
    Qual verdade, susana?

  30. Susana
    Vamos lá acabar com esta conversa em que ora agora dizes tu ora agora digo eu.
    Assim como não me interessa muito a vida dos escritors, mas o que eles escrevem, também me interessa mais a pintura do que os pintores. As várias biografias de que falei vêm acompanhadas de muitas dezenas de gravuras, e a cada obra corresponde normalmente um estudo ou explicação da mesma. Além dos pintores, individualmente, tenho uma “History of Art” e uma “História da Arte”, cada qual com perto de mil páginas e mais de mil gravuras. E vários volumes sobre algumas das principais correntes artísticas. Se eu não fosse tão burro poderia tirar um mestrado em pintura, a partir do material de que disponho.
    Para concluir a questão do nu. Ainda ninguém falou aqui de algo essencial nesta matéria. O nu não é apenas um motivo de exposição do corpo, masculino ou feminino, mas sobretudo um desafio à capacidade do artista, pois a pele humana é muito difícil de representar com rigor. Não só a pele, mas o próprio corpo. Basta lembrar que um dos primeiros pintores a usar o efeito da perspectiva linear foi Mantegna, no seu fabuloso Cristo morto.
    Minha querida Susana, tenho dezenas de nus nos meus livros de arte, e nunca rasguei nenhuma página. Por isso sei distinguir, creio que razoavelmente, uma obra-prima de uma vulgaridade venal. Compara a pigmentação cromática de Courbet à de Currin, e verás que a diferença é abissal. Olha, e até podes levar o exercício mais longe: Vê que tremenda falta de perspectiva tem o nu na mesa de Currin comparado com a origem do mundo do outro.

  31. Já há “sex shoppings”? A coisa já escalou para o domínio da grande superfície?
    Ninguém me coloca a par das coisas que verdadeiramente interessam…

  32. é tudo meu excepto esta frase:

    ««Não saúdo o teu recurso a uma linguagem para além dos limites do teu vocabulário habitual»

    So what?
    O que é que isso retira a treta imbecil de se ficar histérico com duas imagens perfeitamente anódinas quando a putice virtual anda aí, sim, e funciona como negócio e nem precisa de se disfarçar de arte?

    Ou v.s são mesmo sonsas ou seguem aquele lema da melhor defesa ser o ataque. Há chulos, por aqui, na blogosfera! é isso que é porno, não é uma treta destas.

  33. Porno, aqui, no Aspirina já disse e repito- são os posts políticos do Valupi. Indecoroso ou estúpidos são os leilões de paxaxa da Isabel.

    Fora isso a pornografia a sério e a entrar para o bolso anda aí, sim. E a esses não lhes tocam v.s. É o tal import/ export onde se conta sempre ganhar alguma migalha de sobra.

  34. É verdade. Eu também tenho umas sacas de batatas no quintal e acho que podia aproveitar para tirar um mestrado em agricultura.

    Material não me falta.

  35. “Lamentável esta exposição, convidativa, a oferecer-se em troca de nada, nem do amor. Fico envergonhada por ser mulher e ter uma cona igual a esta!”.

    Olha só… coitada da amiga. E a pontos nos ii aproveitou para lhe fazer umas letrinhas na bordadura? já agora. V.s devem ser cá uns camafeus que faz favor. Isso nem com debulhadora se limpava…

    Grandes putas, estas bimbas que nem um quadro genial são capazes de apreciar sem pensarem nas suas paxaxas a quem ninguém liga.

  36. Ter uma cona igual a esta. Tomara a gaja que a cona aparecesse na Gina quanto mais no Museu d’ Orsay

  37. Olha, os panascas comunas, à cusca. Os filhos duma grande puta. A vs. é só a pontapé e caralhada meus grandes panascoides.

    Até metem nojo estes estalinistas de merda que se armam em anti-fascistas quando andaram a aplaudir ditaduras maiores.

    Vão morrer longe, filhos de uma cabra. Puta é a tua mãe ó cagão que borrava as secretárias da escola e lá por isso acha que lutou pela liberdade.

    Vão lá meter-se comigo ao Cocanha que nem sabem a recepção que levam-

    Se há gente que não faz falta ao cimo da terra são estes panascas velhos e ressabiados comunas de um caralho podre.

  38. E andam sempre juntas, como as freiras, estas duas putas.

    Se há merda pela qual este blogue bem precisava de desaparecer é precisamente por causa destes monstros comunas que há anos que andam por aqui. Desde o BdE. De facto isto é trampa e é trampa porque é esquerdalha, por mais que também se arme em racista e wildaresca.

  39. A nhanha há-de ter sido a que a tua mãezinha deixou cair meu conas de merda.

    Panascão de um caralho que se acha gente por ter largado poias na secretária do director. E é este o curriculo anti-fascista deste merda estalinista que nunca se queixou da boa da ditadura da URSS.
    Cá prá mim também fazes parte do impot/export das amásias dos VIps que andam a leilão.
    V.s os esquerdalhos quando são porcos e ciganos conseguem sê-lo a triplicar. É só hipocrisia.

  40. Zazie, não percebo porque é que isso te dá tão forte, Está certo que contribuis para as kpk’s in potentia, mas mesmo assim acho que te faz mal ao estomago. E se não faz a ti faz a mim porque ainda por cima andei a dizer que gosto de ti, algures por aqui, e sou panasca e esquerdalho, a que se junta masoquista por dedução silogística. Ora, com tanto epíteto não tarda faço como mestre Didi lá na ilha de Itaparica.

  41. Caraças, rapaz. Tu não és nada disso. Panasca é uma porcaria mental e quem a tem são estes merdosos ressabiados.

    Há anos que esta corja vive aqui nas caixas de comentários apenas para vomitarem todo este veneno.

    E é um facto que não os suporto porque representam toda a velhacaria machista, porca, falsa, cínica e hipócrita que desembocou nesta doença chamada herança do PREC.

    Só por isto. Mais nada. Nem poderia nunca haver nada de pessoal com estas almas penadas que nem um email, nem um blogue, nem nada de seu apresentam. São uma praga de pulgas sem cão. É isso mesmo. Uma praga que se reproduz por desespero de falta de hospedeiro.

  42. E é claro que gosto de ti. E nunca precisei de gostar de pelo que fazes na cama. E nem por seres ou não seres de esquerda.

    Isto é outra coisa- é uma doença mental de ressabiados que apenas me odeiam por eu não ter esses tiques que os gajos veneram por ideologia.

    De resto são mil vezes mais sacanas, mais burgueses, mais racistas, mais chauvinistas, mais defensores de tiranias do que eu.
    Apenas se disfarçam nessa puta dessa capa de herança de cobardes e aparições do 25 de Abril

    Estes caralhos limitaram-se a cagar em cima de secretárias e acham que por estas poias têm atestado de democracia. Os filhos de uma cabra tinhosa.

  43. Talvez já não vá a tempo mas era só para dizer que «a luta continua» era por entender que deves continuar com as tuas convicções apesar de contestadas. Já viste se eu estivesse à espera de opiniões nunca tinha feito a antologia «O desporto na poesia portuguesa» em 1989. Era só isto. A luta continua.

  44. E que a velhacaria é porca, porno, puta, chula e com negócio montado. é- E isso é que ainda mete mais nojo.

    Porque eu estou-me nas tintas para o feminismo retardado da Susana. Mas irrita-me que apareçam para aqui umas galinhas retardadas a armarem-se em púdicas à conta de obras de arte (mesmo que eu não goste do Currim, é um facto que não é pintor de paredes) quando, na volta, se for preciso ainda se metem em comboiozinhos desta corja que anda ao negócio na blogosfera.

    Só isto. É tudo hipocrisia. Mais de metade desses blogues de poesia são casas de passe, carago. E as putas e os prostitutos sabem-no.
    Mas depois vêm prá aqui com galinhices e pudores de falsas virgens.

  45. Ou o que é que tu pensas que estes nojos de “Zecas Diabos” e” Niks” e “piis” e “poesias porno” são?

    Caralhos que gozam com “couvert”, ou que se queixam que a amiga diz que ficou chocada por ver a cona representada num post e pintada no museu d’Orsay, são uns indigentes mentais.

    E a ver se viravam as fuças se os convidassem para os comboiozinhos de aluguer de putedo de VIP. A ver… até iam de véspera, aposto.

  46. E tu és mal-criada por dentro, ó palhaça.

    Vou indo que isto é doença. Que triste sina. Não há mais nenhum blogue que consiga manter uma clientela a cheirar a presunto e com tatuagem “amor de mãe/guiné 69”; “bidonville 73” como este velho e podre bdE.

  47. eu também gosto de ti, mas confesso que percebo quase nada, mas deixa pra lá, eu para gostar não preciso perceber

  48. mestre Didi é um velhote bonito, tem mais de noventa anos, e anda com um sorrisinho, mas fez voto de silêncio (excepto quando vai às compras)

  49. de resto anda aqui uma data de gente que gosta de ti porque és diferente, não viste que foi o Valupi quando foi do Natal que pediu para eu pagão te perdoar da nossa sarabanda, que eu ainda estava amuado embora já estivesse com um olhinho pisco?

  50. Ó Zézinho, então essa da “A luta continua” era só para agradares à “patroa” Susana e teres a oportunidade de lançar mais uma postinha de pescada das tuas: “…Se eu estivesse à espera de opiniões nunca teria feito a antologia “O Desporto na Poesia Portuguesa” em 1989″!
    Obrigadinho, pá. Ficámos a saber. Mas olha que já tinhas feito a propaganda aí num comentário anterior há uns dias atrás. Não tens emenda JCF, não tens mesmo. Já te disseram tantas vezes que te fica mal essa mania das grandezas, mas tu insistes. Deixa que sejam os outros a dizer, a gabar os teus feitos literários e outras coisas mais. Olha que estou a tentar, mais uma vez, que deixes de ser ridículo. Só prejudicas o teu nome e a tua obra, pá! Gabanço é contigo, Zé. Quanto a datas, tens isso bem organizado, não há dúvida! E modéstia, sabes o que isso é? Não, não sabes, JCF.

  51. Ó zazie, mulher dum raio quetaparta, cala-me essa boca imunda e vai curtir a bebedeira para outro lado, chiça! Que doença é a tua, minha pimba!? Qué que te atormenta os cornos, porra!? Cocanha? Qéisso? Coca? Atão não admira. Coitada da claudia. Na sua ingenuidade chamou-te malcriada. Mas tu és toda merda por fora e do avesso! Malcriada é um mimo, um galanteio para a tua verborreia vernaculenta! Enquanto tu só deitas merda pela boca as pessoas normais, que não é o teu caso, deitam-na pelo cu, ó avestêsma pornográfica! Minha minhoca sem anzol, a pensar que os outros te acham engraçadinha. És um autêntico vomitado a ter que ser engolido outra vez, ou ainda não reparaste, ó esperta? Os outros são “esquerdalhos ” e “maricas”. Por acaso tens um espelhinho em casa? Olha o teu focinho e o que vês? Uma reaccionária salazarista, é o que vês, quando olhas a tua fuça!
    Só me admira que os homens que fazem comentários nestas caixas não te metam um caco de juízo na mona. Devem ser masoquistas ou estão a gozar com a tua cara e tu inda não percebeste, ó tansa. Gostam de te ouvir. És a boba da corte e nem sequer deste porisso, ó palerma!
    Vai mas é dormir. O teu mal é sono, e deixa o chorrilho de ordinarices que já saturam a malta, porra!

  52. oh zizae vamos lá com calma, pá. Por acaso, até fiquei amigo da zazie, só faz o cocanha quem é generosa, embora isto é tudo virtual que não conheço ninguém ao vivo que eu saiba, e ‘eu acho’ que sei quem és, mas também só enfia a carapuça quem lhe cabe, portanto fica-te pelo teu direito de resposta e o que vale é que estou ali a ver um filme de guerra no Iraque e já tenho esquentamento que chegue na pinha.

    uma vez uma mulher que esteve presa dez anos por causa das FP25 disse-me: nós somos capazes do melhor e do pior

    ainda não percebi o que estamos a fazer neste mundo schizo, mas sou asinino com muito gosto

  53. Eu não disse.

    È por causa destas múmias. Estas é que são a doença do bdE.

    Estes caralhos são mesmo o que há de pior ao cimo da terra. São uns cõnos que defenderam a ditadura e os gulags da URSS. E depois chamam nomes aos outros.

    As putas. Porque qualquer salazarista é pessoa mais decente que uma puta estalinista. E eu até tenho curriculo anti-ditadura que nenhum de v.s tem.

    Nas calmas. A mim ninguém me toca em nada. Antes do 25 chateei os prepotentes. Depois do 25 chateei os sociais-fascistas- os novos ditadores.

    Eu não mudei. Sou agora o que era aos 20 anos. A mesma coisa. Mas vi muita aparição, muito bufo anti-fascista que apareceu para a rapina.
    Bastou-me ter vivido o PREC para poder garantir que se alguém se diz de esquerda à conta disso ou é estúpido ou nunca foi boa rez.

    Apenas isto. E acho piada porque este antro de merda junta aqui toda a hipocrisia esquerdalha,

    A ver se não levaram para casa aquela merda xenófoba dos dinamarqueses e do Wilders.

    Levaram pois. E levaram à confiança porque quem a vendeu dá ares de ser de esquerda.

    E foi preciso que eu andasse aqui durante dias a deitar abaixo o racismo e nazismo esquerdalho para o Fernando Venâncio e o Jorge Carvalheira acordarem e atirarem com a porta.

    Foi isto e é isto. Porque v.s são bimbos e estúpidos. O Shark, por exemplo, é tão toino que a única coisa que conseguiu dizer é que era feio dizer-se mongolóide.

    Fora isso o Fitna é coisa bonita. E aqui as feministas racistas só se preocupam se entrar judeu- Aí é anti-semitismo e dá direito a linha da denúncia.

    O resto é tudo bem-vindo. Porque, de facto, há esquerdalhada ainda mais nogenta que mil neonazis juntos.
    E v.s sabem que eu tenho razão- E por isso entupiram e quiseram ignorar ou ainda gozar com o Venãncio por ter saído do meio desta escória.

    O resto é tudo para retribuires à tua mãezinha, meu cona mole. Minha puta da Merdaleja.
    Que aposto que és mais um com tatuagem à Guiné 69/Avante 75.

  54. errata :rês.

    De resto nem vale a pena perder tempo com estes mongos, z. Alguém lhes conhece as habilidades?
    Onde é que estes merdas escrevem para a gente aferir?

    Nada. São uns parasitas. Umas pulgas sem cão que vivem há anos aqui nas caixas de comentários para a intriga, para desfazer no que fazem nos outros e para mostrarem que são uns machistas encapotados.

    Uns grunhos que nem para carroceiros serviam. Pena foi que a Pide se baldasse e não lhes tivesse chegado a roupa ao pelo. Bem precisavam estas putonas que nunca tiveram préstimo para mais nada a não ser usarem a liberdade para fazerem de Inquisidores.

  55. È que estes merdas já eu conheci ao vivo no BA. Eram os vitorinos em comboios e a chular meio mundo. E mais aquela escória toda dos jornais. Aquelas bestas muito beija-mão pela frente e logo e muito chulo por trás.

    Não me admirou nada que tenham agora transferido a carreira para a blogosfera. Afinal, tirando chulagem, bufaria e putice nunca ninguém lhes conheceu outros méritos.

  56. nojenta.

    E é pirar daqui porque a única verdade disse-a o z- isto não faz bem à saúde. Que se lixe a arte e a monguice que para aqui se escreve à custa do Courbet.

    Para quem é bacalhau basta.

  57. zazie, pronto, pronto. Eu sou assim, o que queres? Além de ti gosto do valupi, da susana e do jp, imagina e o que é pior é que gosto mesmo, aliás nem sei como me hei-de safar disto,

    mas eu sou misfit

    e olha que o meu pai era um gajo porreiro, esteve preso pela pide, e morreu pobre e honesto como era

    e vou tomar uma aspirina e um lexotão porque fiquei com a mona cheia de napalm

  58. Bem, isto parece que não quer entrar…

    Estava a dizer que não me dirigi a ninguem de carne e osso. Zecas Diabos, zizaees, poesias pornos, Niks não são sequer gente.

    Fora isso não gosto nem deixo de gostar de ninguém (excepto aquelas pessoas que fazem parte de amizades).

    Tirando o Ferdinand não há por aqui mais ninguém com quem tenha mantido qualquer tipo de relação e trocas virtuais.

    Como o Fernando já se foi e até foi depois de mim, o máximo que devia ter feito era seguir-lhe o exemplo e não voltar a pôr aqui os pés.

    (a ver se à 4ª entra)

  59. Sou tóino porque só desatinei com a expressão mongolóide? Ò Zazie, quando te esticas na verborreia a dificuldade está na escolha da expressão que mais incomoda…
    Tens passado de luta contra a ditadura? E isso transforma-te em quê? Numa cabeça dura que soa incapaz de conviver com o seu semelhante? Fez-te mal, então.
    Se és esperta para umas coisas és esperta para as outras e sabes certamente reconhecer que o vernáculo taberna a que recorres tão bem como qualquer labrego o conseguiria é excessivo e às tantas incomoda.
    Imagina-te numa mesa de café a ouvires alguém na mesa do lado a dizer o que escreves aqui, por exemplo. Agradável, hã?
    Deixa-te de tretas e dialoga, mostra-te capaz de argumentar com inteligência em vez de tentares sistematicamente arrastar os restantes para o teu terreno preferencial (onde de resto perdes na mesma, bem vistas as coisas) da peixeirada.
    Ou julgas que alguém tem dificuldades nesse domínio da caralhada?

  60. 1- ès toino porque és toino. O detalhe de apenas teres ficado ofendidíssimo com uma palavra serve para ilustrar a toinice de quem leva racismo à confiança e só desconfia de etiquetas

    2- Eu nunca invoquei passados anti-fascistas. V.s é que invocam passados salazaristas de uma pessoa que não conhecem.

    Com isso apenas demonstram que são merdas de má-fé e fanáticos estúpidos, que vêem o mundo por entre palas. Respondi apenas que nunca fui salazarista. E, de facto, até tenho curriculo que nenhum de vs. tem.

    Mas isso é coisa privada. Nunca fiz gala do gosto de escaqueirar tudo e muito menos do que fiz ou deixei de fazer no passado. Mas há por aí muita gente que me conhece e que sabe que não só é verdade como alguns actos até ficaram “históricos” (por assim dizer).

    Está visto que escaqueirei no passado, aos 20 aninhos, tanto ou mais que escaqueiro agora. V-s é que são meras aparições que se dizem de superioridade moral de esquerda por queca.

    3- Eu aqui não dialogo com ninguém porque esta merda tem mesmo o dom de me fazer passar dos carretos. Essa é a única verdade.

    E vou-me para a minha toca.

    P.S.

  61. P.S é mesmo isso- Um aparte: nunca exijas dos outros aquilo que não estás em condição de perceber se recebes ou não recebes em troca- inteligência

  62. “E eu até tenho curriculo anti-ditadura que nenhum de v.s tem.”
    “2- Eu nunca invoquei passados anti-fascistas.”

    Da inteligência não sei, mas da coerência estamos conversados.

  63. É,f oi isso mesmo e foi mais fácil que aqui na blogosfera. Bastava-me pegar numa cadeira ou num ferro e abrir a cabeça aos gorilas.

    Nem imaginas as vezes que essas cenas me vêm à ideia quando “debato” aqui com v.s

    “:OP

    Que peninha, não os ter apanhado a jeito na altura ou no PREC, tinham sido mais uns tantos a correrem a ganir.

  64. E já ganhei apostas. Uma delas aconteceu há dias. Um pulha que eu sempre disse que era pulha e até havia de ser cabecilha das FPs 25 tramou-se.

    Esperei muitos aninhos para o festejar. E ainda bem que apostei a tempo que o gajo era um dos piores filhos da puta que por aí andava.

    E por pouco que não calhou de apostar directamente com os que acabaram por o levar de cana.

    “:O)))

  65. E tenho a certeza que o gajo era mesmo cabecilha das FP25. Só me faltavam as provas certinhas todas. Mas apanhei-o a monte na véspera da prisão do Otelo. E o sacana demorou mas desmascarou-se e tramou-se. Ainda que só por 1/10 do que fez.

  66. Não acredito que fosses capaz de me abrir a cabeça, pois sou um bocado calmeirão e até a polícia de intervenção tentou por duas vezes e não conseguiu (corro bem comó caraças, não me interpretes mal).
    Além disso eu não sou o tipo de pessoa a quem apeteça abrir a cabeça porque mesmo quando me tratam mal esforço-me imenso para remediar a situação.
    E quando envolve senhoras esforço-me muuiiito mais.
    :-)

  67. ó tolinho- és toino. Não sabes ler. Eu nunca invoquei curriculos anti-fascistas por duas simples razões:

    1- Nunca existiu fascismo em Portugal

    2- Era um prazer escaqueirar e partir tudo à conta das proibições. Quem disser o contário é que é aldrabão e nunca andou no terreno. Nada disto tem a ver com “martírios contra fascismos” porque à custa de martírios viviam os cabecilhas muito bem. Na clandestinidade ou em Paris. E continuaram a viver ainda melhor no PREC- até arranjarem os tachos e se tornarem nos herdeiros que nos desgovernam.

  68. Claro que não te abria a cabeça nem tu tinhas vontade de me chatear se nos conhecessemos ao vivo .

    Somos os dois tourinhos e até bem apessoados (de ti já vi e de mim, podes acreditar que também é verdade).
    Quase que estive a ter um ataque de toleirice e mandar-te uma foto para o berçário. Felizmente que estes momentos me fazem sempre cair na real

    “:OP

  69. Estás a confundir. Esse bobó foi a Odete que te fez, coitada que até tem usar dentadura postiça por causa do azar que te causou…

  70. A partir daí passaste a preferir a luta anti-fascista pelo cano de trás. E era assim que até chilreavas quando cagavas em cima das secretárias do director.

  71. zazie, essa tua pátina de recalcada suburbana vem sempre à tona por mais que lutes para armar em fina :)

  72. Que bela co…(oops, que ainda vem aí a brigada dos bons costumes e as senhoras que têm con…oops, outra vez como esta, sem recorrerem à cera nem nada e nos dias que correm! Tss tss, as barbas do capitão estão tão out, mas tudo bem, também não me afectam, cada qual penteia a sua como entende) adiante, ora então já vamos no comento 109 ou coisa assim…o assunto interessa portanto. Propunha agora uma pila, não, eu não disse isto

    entretanto, olá zazie! Tavas com saudades, diz lá que não! Beijocas!

  73. És tão castigadora, Zazie…
    O que é que a foto para o Berçário (que tem tanto de meu como dos outros que lá se mostram, na prática) tem a ver com o facto de eu não saber ler?
    Aquilo é só bonecos (e bonecas), até um analfabeto funcional como eu consegue dar conta da cena.
    E não será esse o pretexto para eu te convidar para um café/bate-papo para trocarmos as nossas efusivas emoções taurinas e eventualmente poderes dar-me com uma cena qualquer no toutiço. Não será porque eu não quero ficar também com o rótulo de oportunista, esclareça-se).
    Deixa-te de merdas, rapariga, e mostra lá que nós Touros somos destrambelhados mas possuimos um lado soft que nos torna simplesmente irresistíveis…
    :-)
    (berçario@sapo.pt)

    Chuac.

  74. Só para dizer que não sou o jcfrancisco, como alguém sugeriu, que em democracia é imprescindível que não caiamos no unanimismo, termos em que apreciei a troca de argumentos, acerca do tema, entre o Daniel e a Susana, e que aprecio igualmente a força vernacular da zazie, uma mulher que, segundo parece, acha que a melhor defesa é o ataque, a que não podemos tirar qualquer legitimidade.

  75. Eu acho que se a gente masculina, aqui no Aspirina, dá tanta importância à zazie é porque entrevêem nela um misto de vulgaridade e depravação, ingredientes indispensáveis em relações sexuais apimentadas e fantasiosas. Estarei eu errada?

  76. Sou nada castigadora. Estava a falar verdade. Falo sempre estupidamente verdade. E foi verdade que até me deu um ataque de toleirice e estive quase para te mandar uma foto para o berçário.

    Claro que isso foi ataque tolinho e até me fartei de rir com a anormalidade do resultado. Eu ali, em bébé ao lado daquela maltosa toda que me odeia dava quase uma premonição do massacre dos inocentes

    “:O))))

    Mas não embirro nadinha contigo, precisamente por aquelas coisas que uns têm e outros não. E o raio dos tourinhos são assim, já vêm ensinados e com charme de sobra para dar e vender.

    ehehe
    Toma lá uma beijoca

    Mas a ideia da foto era mesmo uma coisa louca. Até as criancinhas se passavam

  77. Ainda me estou a rir. O não saber ler era boca por causa da falsa contradição entre escaqueirar em tempos da ditadura luta anti-fascista. E o facto de não ter havido fascismo não se relaciona com a anormalidade da foto para o berçário.

    ahahahah

  78. Claudia, não sei se é isso; o nosso subconsciente é um mistério indecifrável, tantas são as influ~encias herdadas e adquiridas. No meu caso, passando de vez em quando pelo cocanha, vejo uma zazie diferente. Ali todos os temas são tratados com uma invulgar erudição, enquanto aqui vejo uma zazie violenta, por vezes, a responder violentamente a provocações. Talvez não o devesse fazer? talvez, mas isso é da sua natureza.
    Quero deixar aqui o meu muito apreço pela beleza, bom gosto e extrema sensibilidade pela fotografias com que nos presenteias no teu blog. Descobri-o hoje e gostei muito.

  79. marcel, que o quadro do courbet é erótico é incontestável. não quer dizer que cause excitação sexual, isso é já outra coisa. o gustave, que tinha, aos seus próprios olhos, uma expressão bastante malandreca, gostava da representação de temas eróticos, como aliás muitos outros artistas. mas estas não iam para os salons, eram parte das colecções privadas, transitavam para elas directamente do estúdio, ou ficavam na posse do artista. e tens razão quando dizes que isto acontece porque somos seres eróticos: não será por acaso que quando abres o google em courbet/imagens te apareça em quase todas as páginas consecutivas pelo menos um exemplar da origem do mundo. a representação do sexo atrai e pode até ser um meio de levar um público pouco interessado a consumir arte. o retumbante sucesso da exposição do barbican é exemplo disso. se os consumidores não vão além daquilo ou se pode ser uma porta de entrada ainda não sei, mas admito que possa acontecer as duas coisas. já não será mau.
    compreendo a tua comparação, mas estás a misturar alhos com bugalhos: isto porque no exemplo que escolhes a representação faria referência a uma prática selvagem, daí falar-se em desbestialização faz sentido. mas aqui não tens bestialidade alguma a ser representada.
    grande gargalhada me ofereceste com aquela da saca de batatas. muito obrigada.

    joni, tens toda a razão. trata-se apenas de conversa. e desconversa, que é outra modalidade da conversa.

    pontos no iis, faço-te um pedido: tenta ser mais curto e fino. não, não é um trocadilho. é que escreves muito, alongas-te e o meu cérebro diminuto perde o fio à meada das tuas questões completamente exógenas ao post. por outro lado, és a prova de que o uso do vernáculo e a falta de educação são duas questões separadas. e eu gostava muito de te responder, mas, nestas circunstâncias, não posso fazê-lo. mas posso adiantar alguma coisa: nunca falei aqui de emancipação sexual, mas de expressão. e as putas privadas nada tinham a ver com o conceito de prostituição, mas com a ideia de a mulher poder, dever até, ser atrevida e desinibida na privacidade e dever ter uma aparência “casta” publicamente. francamente, não vejo por que razão ficará bem o vernáculo aos homens, se não fica bem às mulheres.

    zé, nem mais. e muito obrigada pelo teu contributo sereno e bem humorado.

    poesia porno, a obsessão parece ser vossa, posto que escrevi apenas dois posts sobre este assunto, aqui, e são vocês que passam o tempo pendurados na caixa de comentários. é só o tempo de mudar de roupa. mas agradeço, do fundo do coração, a tua preocupação com a minha vida sexual. a sério, fiquei comovida. não leves a mal, no entanto, mas tu não fazes o meu género. eu gosto de homens.

    daniel, parece-me que uma conversa é isso mesmo, cada um a falar à vez. se queres acabar com esta, isso é lá contigo, eu tenho todo o gosto em continuá-la.
    acredito na excelência da tua biblioteca de arte, evidentemente. mas, tu sabes, a biblioteca não faz sequer o bibliotecário, menos ainda, para minha, nossa, infelicidade, a dissertação para tese académica…
    as razões de representação do nu são várias, mas tem a ver sobretudo com o interesse que o humano tem acerca de si mesmo, ça va sans dire. basta vermos em que épocas históricas mais proliferaram as representações do corpo, que foram aquelas dominadas por uma cultura humanista. discordo de ti quanto à dificuldade de representação do nu. o nu é um tema rico, porque contém todas as componentes de estudo necessárias à representação do real. ao mesmo tempo, todos temos um corpo. um corpo cujo movimento, estrutura, consistência, etc, conhecemos, que olhamos com atenção, e do qual poderemos tirar partido aquando da sua representação. além disso a história de arte está cheia de referências para nosso proveito, como em tudo aprende-se com o que outros fizeram. não é mais difícil representar a pele que a casca de uma árvore ou a côdea de um pão. é mais difícil representar, por exemplo, um relvado, à noite, salpicado de orvalho, e iluminado simultaneamente pela lua e pela luz que escoa de uma janela.
    o cristo morto do mantegna é um dos primeiros exercicios de perpectiva aplicada à representação do corpo no início do renascimento. mas tem ainda deficiências: os braços parecem demasiados longos, a figura está atarracada. isto porque para a verosimilhança da representação as grandezas têm que ser alteradas, num crescendo de escala em direcção ao observador (em que, por exemplo, os pés teriam que ser maiores que o rosto). tens um exemplo melhor, e anterior, na batalha de san romano de paolo ucello, no corpo que jaz do lado esquerdo, embora aqui esteja demasiado pequeno em proporção com os outros corpos. eram, ainda ensaios. e, posteriormente, a coisa foi-se apurando, claro, como sempre acontece com o conhecimento. quanto a currin, concordo que ele tem alguns problemas, como de resto referi no primeiro texto. ora verifica lá se eu não falei de problemas no escorço.
    não tenho qualquer dúvida relativamente ao courbet ser um pintor mais importante que o currin. mas e depois? há espaço para tudo, para todos. foi o currin, que vi numa revista que até me interessou por outras razões, quem me suscitou determinada reflexão. não fiz a apologia da pintura, mas não teria mal algum se o tivesse feito. não será uma obra-prima, sequer na minha opinião, mas não deixa de ser bem executada e de se revestir de interesse pictórico e de contexto. por essa ordem de ideias não haveria razão para muitos poetas contemporâneos porem os seus poemas num blog, só porque o fernando pessoa era melhor do que eles. tudo o que se acrescenta tem valia.

    josé do carmo francisco, eu percebi que falavas do reconhecimento que só a história pode conferir. e tens razão. mas brinquei, dizendo que não tinha percebido, porque esse não era o meu objectivo (ou seja, não era uma questão relevante, embora te agradeça a intenção). se concordo, não me preocupa a consagração, mas a possibilidade de se fazer. é a liberdade e a convicção com que cada um faz aquilo que faz que realmente conta. é isso o ser-se genuíno.

    z, este teu comentário leva o prémio do comentário mais lindo desta caixa:
    Zazie, não percebo porque é que isso te dá tão forte, Está certo que contribuis para as kpk’s in potentia, mas mesmo assim acho que te faz mal ao estomago. E se não faz a ti faz a mim porque ainda por cima andei a dizer que gosto de ti, algures por aqui, e sou panasca e esquerdalho, a que se junta masoquista por dedução silogística. Ora, com tanto epíteto não tarda faço como mestre Didi lá na ilha de Itaparica.

    zazie e shark, eu sabia que vocês não podiam ficar zangados um com o outro.

  80. Susana, o acabar a conversa queria dizer que eu considerava ter explicado já a minha posição. Quanto à dificuldade de pintar o nu ou o corpo humano, não sou eu que o digo de mim mesmo, porque não consigo desenhar uma ovelha nem sequer metida dentro de uma caixa. São os próprios especialistas que o afirmam.
    Marcel
    Também eu achei piada às sacas de batatas. Um bom exemplo do que pode ser um chiste gracioso sem ser ofensivo nem recorrer ao palavrão. Deu-me a impressão de teres percebido a piada de que tenho material de arte que dava para um mestrado. Ao contrário, a Susana pareceu levar a coisa a sério. E olha que não acredito que tenhas sacas de batatas no quintal, enquanto que eu tenho mesmo os livros de que falei.

  81. daniel, eu não disse que era fácil, apenas que não será, por princípio, especialmente difícil, ou mais que qualquer outra coisa. tudo é relativo e além disso depende de cada um. para alguns poderá ser mais difícil executar um panejamento, para outros um fragmento urbano. tenho podido observar o trabalho de alunos de áreas artísticas e, se pegares numa turma universitária de alunos de desenho, poderás constatar como os resultados apresentados em figura humana são geralmente melhores (em termos globais) do que os resultados médios noutras temáticas. depois, uma coisa é o desenho, disciplina na qual se insere o escorço, outra a pintura. o courbet, por exemplo, nas pinturas com nus trata os outros elementos com menos cuidado. um detalhe de natureza-morta na pintura de currin contém bem mais subtilezas que os do courbet. o panejamento idem e se formos para os elementos de paisagem em algumas delas, estes são fracotes, no courbet. porquê? obviamente por não lhe interessavam, trata-se de processos de enfatismo e exclusão. qualquer bom pintor, a partir de um certo patamar, sabe usar a pintura para o que dela precisar. é evidente que o tratamento do corpo é exemplar, tanto na configuração como na superfície, o que é testemunhado pela dupla loura/morena.
    quanto à tese, limitei-me a responder ao que dizias, mas não, não levei bem a sério, dado que dizias «se eu fosse menos burro…».

  82. mana! desculpa, era tanta coisa, escapou-me. é verdade, os penteados púbicos são variados e as barbas do capitão não estão em voga. mesmo assim ainda se pratica muito o triângulo aparado, embora a patilha, a mosca e a virilha moderna sejam coiffures mais usadas, além do pipi de menina, claro.
    tinha posto aqui outra, mas lembrei-me da minha preferida, e de que falei aqui, do mapplethorpe:

    http://growabrain.typepad.com/photos/uncategorized/mapplethorpe_1.jpg

    joni, é verdade. vai-se de fim-de-semana e tomam conta da bounty.

  83. Puxa vida passei aqui neste site e confesso que estou muito excitado,sou brasileiro e confesso que estou louco para foder uma portuguesa,estou em Portugal há 5 anos e nunca tive a oprtunidade de fuder uma cona,até hoje só fodi bucetas,mas estou louco para montar numa portuguesa,tudo isso porque elas tem umas particularidades que as brasileiras não têem,que são as mamas muito grandes e as cona com muito,muito,muitos pêlos adoro tudo isso juntando para tal o meu lindo cacet com 22cms e muito leite quente para elas,quero fuder portuguesas,quero fuder portuguesas,quero fuder portuguesas,uuuuuuaaaaauuuuu!!!!!!!!!!!!!!

  84. subscrevo os textos : pontos nos ii marcel e sá.confesso que em materia de “conas” sou pouco versado,pelo simples facto de quando as vejo se tiverem bom aspecto como-as logo que posso.já são muitas e vou ainda na casa dos 50/60 anos. agora a serio para variar foi boa esta discussão .era tambem muito interessante, que esta gente que li pela primeira vez,que saisse dos seus saberes e viesse conversar connosco o mundo tenebroso que vivemos e entrasse no debate para o enriquecer. Susana sabes quem foi teodore de banvilie? já sei que não sabes… estás a ver! nós não sabemos tudo.

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