bens a par – aperto jocoso dadá

Já o astro doce poda
Dojo e prosa cotada
O poder a jacto, soda
A corda tesa do pojo
Cose topo, já rodada
Cospe-a toda, dá rojo
Tapa e jocoso dardo
Soco de topo, rajada
Já aposto dê o cardo
Tojo só, pedra coada


Corsa pejado toa dó
Dedo stop Rajá, o cão
Costo arejado dá pó
De podcast a rojão

(agora sim, está completamente estúpido.)

22 thoughts on “bens a par – aperto jocoso dadá”

  1. Ó Cláudia, se queres censurar o francês dos outros, era giro que começasses por aprender o português dos teus pais.
    “Estou admirada” é um comentário insólito neste contexto.
    “Em nossa língua” faz lembrar um luso-francês de vacanças em Portugal.
    Eu já não empregaria spectaculaire em relação a esta obra da Susana, mas sim astucieux e drôle.

  2. joãozinho, essa linha foi verdadeira epifania. o mérito não é meu. és tu quem personifica essa síntese da pós-modernidade, quiçá da globalização.

    cláudia, ainda estou para entender o que é que tu não entendes. obrigada pela tua apreciação do disparate (talvez influenciada pelo destinatário? ;))

    sininho, não estás sozinha.

    cine-na-arriba, asas, nu.

    anonyme, isto está cada vez mais chique.

  3. Estou admirada é perfeitamente luso. E não emprego o jargão das vacanças. Tu, a falares francês, é que deves ser de partir o coco, com aquele sotaque de meter dó. Se fosses dar um giro a Paris e dissesses C’EST SPECTACULAIRE, punham-se mas é a olhar para ti a ver de que planeta terias caído.
    E acho este poema da susana espectacular, sim, não vou empregar outro termo.

    Agora, respondendo à susana, gosto muito do poema. Não entendo porque sou incapaz de escrever um poema assim. É como a história do Sudoku que a minha mana me tenta explicar: não entendo nada. Chego a duvidar da minha inteligência, porra.

  4. Cláudia, admiro-me que chegues a duvidar da tua inteligência. Na nossa língua chama-se a isso premonição do óbvio. Aposto que o teu sotaque de luso-francesa é belo. Assim o fossem as coisas que com ele dizes, trois fois hélas! E de que planeta cairam as trinta mil ocorrências de “c’est spectaculaire” no Google, não me dizes, queridinha? Não sei que meios frequentavas em Paris, mas olha que a expressão é mesmo usada lá. Saudades à minette.

  5. entendo, cláudia. no caso, acontece segundo o seguinte processo:
    pego no nome e decomponho-o.
    J P DD R C S T
    AAA E OOOO

    depois cruzo, à procura de palavras. aqui, porque o J é a mais difícil, na maioria dos anagramas comecei justamente por aí, mas também aconteceu o J ficar nas sobras, como na do «podcast», que ao deixar grande parte das vogais de fora facilitou a tarefa. por vezes acontece descobrires possibilidades através de outras, como em tudo.
    seja como for, o processo está muito dependente das palavras-base e seu potencial. na comparação entre o que fiz lá em baixo, «a maravilha do cesto» e, por exemplo, «fernando venâncio», a diferença começa logo pelo desequilíbrio entre o número de vogais e consoantes, pela repetição de consoantes menos frequentes na variedade lexical, etc. enquanto a primeira permite combinações sem fim e que saltam aos olhos umas atrás das outras, na segunda é extramamente difícil extrair alguma coisa com sentido. nisto, também ajuda teres As e Es mas, sobretudo, consoantes muito plásticas como o R, o M, o S, o L.

    finalmente, a facilidade terá também a ver com a tal teoria «cérebro esquerdo/cérebro direito»…

  6. À Cláudia:

    Clique no link abaixo, escreva o nome ou a frase que pretende anagramar e escolha a língua desejada.
    http://wordsmith.org/anagram/advanced.html

    À Susana:
    Sei que o prazer dos anagramas reside no esforço de cruzar vogais e consoantes à procura de palavras, que posteriormente darão origem a frases mais ou menos coerentes, mas, dada a dificuldade da Cláudia e também porque a preguiça é a mãe de todas as artes, não resisti a divulgar o link acima.

  7. sininho, também já tinha esse. é um dos melhores.

    rui, que coisa extraordinária. mas acho que não lhe vou dar uso. acho… daria, provavelmente, um jeitão, em casos como o fernando.

  8. O Anonyme é burro. Sininho é quem tem razão e eu também. Já somos 2 contra 1 que nem se identifica. Vai dar a volta à França. Pode ser que te faça bem. E a minha inteligência funciona pouco quando a saúde não permite. Vai pentear macacos mas é.

    susana, obrigada pela explicação.

    Também não façam de mim extraterrestre que não entende nada disto que um dia, sem querer, reparei que “esposa” podia muito bem dar “pessoa”. Vou agora ao link do rui pinheiro a ver.

  9. rui pinheiro, aquilo é espectacular. E entendi o que vocês fazem. O problema era o seguinte.

    Eu julgava que em matéria de anagrama, a única combinação possível seria:
    1 palavra = 1 palavra (“esposa” = “pessoa”).

    Segundo o que vocês fazem, o esquema pode ser o seguinte:
    1 palavra = 1 palavra ou x palavras (“pessoa”, “as peso”, etc).

    Fez-se luz.

  10. O link é engraçado por ser exaustivo mas… não faz frases do tipo:

    Não! Vin de France?! No!
    (Susana, aqui vai o meu contributo para o Fernando :-))

  11. obrigada, sininho. para o fernando só tinha «nido franco na neve» (enfim, nido era um leite em pó, a neve é branca… há algum sentido. estranho, mas há) e «nono fede na crina» (sentido?). mas a referência ao fernando era uma brincadeira, eu apenas experimentei para ver o que dava, aquele hábito de «ora deixa cá ver».

  12. Susana,
    «Nono» é (e, se não é, proclama-se aqui) uma variante antiga de «Nuno», que deriva – é sabido – de «Nonnius».

    Agora, que ele «fede na crina», é novidade para mim.

    Pelo resto, eu não queria dizê-lo, mas é e-s-p-e-c-t-a-c-u-l-a-r.

  13. peço desculpa, fernando, o do nono está errado, pois sobra o V! fica então «criva fenda no neno».

    mas descobri outra palavra, com ratio favorável à variedade de possibilidades, que te vai agradar: inferno.
    cona venda inferno
    vendo cana inferno
    vê dança no inferno;
    daqui para inverno…
    fé dança no inverno. esta é gira.

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