Um Portugal terno e violento

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Saiu finalmente, na Assírio & Alvim, a grande edição dos BILHETES DE COLARES de José Cutileiro. São mais de 200 crónicas, publicadas entre 1982 e 1998, no jornal A Tarde, no Semanário, no magazine Visão e por fim no Independente. Atribuídas a um britânico a viver entre nós, elas são uma cerrada, e por vezes violenta, crítica à sociedade portuguesa: os seus desleixos, as suas manias, as suas hipocrisias, as suas suficiências.

José Cutileiro, embaixador e eminência parda na gestão de conflitos internacionais, disfarça-se em «A.B. Kotter» para fazer ouvir o que a actuação pública lhe proibiria.

A edição foi preparada por este vosso servidor, que, num extenso posfácio, expõe pormenores e reflecte sobre o conjunto. O livro tem 350 páginas e anda pelos €20. Na belíssima capa, o Castelo da Pena olhado de Colares.

Para as longas noites de inverno. Deste e dos próximos. Um livro para a vida.

4 thoughts on “Um Portugal terno e violento”

  1. Se calhar li algumas sem saber que era o Cutileiro que as escrevia, só agora estou a saber do assunto.
    Sou gaijo para dar só uma vista de olhos nalguma FNAC, porque 20 ouros é demasiado para ler mais um a dizer mal do meu querido Portugal.
    A obcessão que os portugas têm com os britânicos, uns merdentos que passam os dias a comer fish and chips e steak, é demais. Se ao menos as bifas dessem umas fodas em condições… Mas nem isso.
    Estes gaijos que estão sempre no corte ao Portugal deviam ser expatriados para as tais ilhas onde seriam forçados a engolir fish and chips e a merda dos scones, diariamente, até implorarem pelo bacalhauzinho assado e o pastel de nata.

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