Uma piadola com peru do Natal que só tem graça até ao momento em que os ouvintes se dizem “Espera lá, então mas…”

“Amanhã [sexta-feira] teremos o penúltimo ato da peça de teatro, com a votação do travão financeiro. Pedir ao PS que vote a favor de uma cláusula que vise pôr um travão financeiro é a mesma coisa que pedir ao peru para votar a favor do Natal. Por isso, não tenho grandes expectativas”, afirmou”, perante risos da plateia.

 

O homem insiste na palermice e eu repito. Como disse há uns dias num pequeno texto lá mais abaixo, para se votar um travão a uma dada medida seria necessário ter votado a favor dessa medida genericamente. Ou seja, ter-se aprovado uma medida de princípio e, uns artigos depois, aprovar-se também uma condicionante à aplicação dessa medida na prática. Acontece que o PS rejeita a primeira medida – o reconhecimento da contagem do tempo de serviço integral dos professores, não aceitando que figure sequer num diploma.  Seria, por isso, incompreensível, que votasse a favor de uma condicionante a uma medida que rejeitou.

 

Portanto, foi por diferentes razões que PCP e Bloco, de um lado, e PS, do outro, votaram contra o “travão” a que Rio alude.

 

Apesar de saber perfeitamente tudo isto, Rio resolve continuar a charlatanice para pacóvios (pelos vistos, a plateia riu-se). O que se passa é que o PSD é que é o partido que decidiu, neste caso, prometer gastar milhões. Mas, como sabe que, se chegasse ao governo, não poderia cumprir tal promessa, inventa o tal “travão”. A proposta deste travão tem dois objectivos: poder invocá-lo aquando do incumprimento futuro (“desculpem lá, mas não temos condições financeiras, como ficou previsto no diploma X”) e, no imediato, poder fazer este número de charlatanice que consiste em acusar o Governo e o PS de não quererem pôr um travão nas despesas. Despesas que o Governo recusou liminarmente assumir.

 

Será que não se arranja mesmo ninguém menos pateta lá para os lados da direita?

9 thoughts on “Uma piadola com peru do Natal que só tem graça até ao momento em que os ouvintes se dizem “Espera lá, então mas…””

  1. Eu o que gostaria era que Rio explicasse à gente qual é a utilidade de aprovar uma medida e de logo a seguir aprovar uma norma que impede, por tempo indeterminado, a aplicação dessa medida.
    Por exemplo: uma lei que diz 1. O salário mínimo nacional é de 1800 euros mensais, 2. A norma prevista no ponto 1 só se aplica se o PIB fôr superior a 3500 milhões de euros anuais.
    Que porra, as leis fazem-se para o tempo presente, para aqui e para agora! Não se fazem leis com normas condicionantes!

  2. o rio é tão trumpalheiro que até o idiota da lavoura faz figura a comentar as asneiras do gajo, mas depois vota no moço ou na santinha do cidiésse-pipi. ide pró caralho, impostor de merda.

  3. Logo agora que tudo parecia correr tão bem com as europeias, o saco de gatos
    esparramou-se pela ganância de querer uns votos dos profes! Mais uma vez
    mostrou não ter condições para vir a ser governo … sem uma drástica limpeza
    da bancada e, já agora, também da direção que só dá tiros nos pés!
    Dão cambalhotas, fazem flic-flacs, dizem agora uma coisa daqui a 5 minutos
    já é outra, um completo vazio de ideias e de saber estar na política séria!!!

  4. Depois de uma semana inteira a dar cambalhotas Rio já acha normal que mesmo que não comprem o carro ao menos que paguem os travões. Ele próprio comprou o carro sem travões. Nunca é fácil admitir patetices deste calibre.

  5. Depois de ver os cânticos de vitoria do B E – PCP- CDS – e PSD ( e M Nogueira também) e também as imagens da comissão em que aquelas cabeças deitavam fumo, se ouviam os neurónios a chiar, e onde só faltou abrir champanhe (do francês); ouvir o R Rio a dizer ( eu ouvi) que não tinha lido o documento ( que ainda não tinha sido redigido,,,) fiquei com uma grande duvida , que ainda não vi abordada ou especulada: terá R Rio sido vitima de um golpe e entalado propositadamente pelo seu grupo parlamentar ???.
    Ele há coisas…..

  6. Penélope,
    o Henrique Raposo na sua crónica no Expresso de hoje elogia-a e diz que você é necessária. Parabéns!

  7. Luís Lavoura: Oh, oh, tenho bem menos paciência do que essa. Além disso, não sei se o elogio do Raposo a essa personagem não se deve ao facto de ela simplesmente ser um exemplo extremo de fidelidade conjugal.

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