Um líder maior do que o partido

Como compreender que 60% das federações distritais do PS se digam apoiantes, quando não entusiastas, de Seguro, depois de terem estado inequivocamente ao lado de José Sócrates? Qual o seu grau de exigência?

Poderia José Sócrates introduzir determinadas reformas a nível, por exemplo, dos transportes públicos, da saúde ou do arrendamento urbano continuando líder do PS?

Que peso tem o discurso acusatório do PCP (e do agora blocozinho) na imagem pública do PS? Não se imporia uma guerra sem tréguas a esta espécie de seita, extremamente bem acolhida pela direita?

23 thoughts on “Um líder maior do que o partido”

  1. Não são 60% das federações…são 60% dos lideres das federações. E comprende-se. A maioria tem origem na JS, logo, seguidistas ou compagnons de route do Seguro. Outros colam-se por oportunismo. É que o seguro morreu de velho! E Este n me parece com estaleca para se aguentar até novas eleições! Bateu palmas ao discurso do Cavaco. Está tudo dito!

  2. Completamente de acordo. Não podia ter acertado mais na muge. O PCP desde que existe que o seu inimigo principal é o PS. Porquê? Porque pensam as cabeçorras desse partideco que é ao PS que podem roubar alguns votos. São umas cabeças de alho chocho pois ao fim de todos estes anos ainda não perceberam que são eles a fornecerem pessoas de nível intelectual mais elevado ao PS. Citamos, por exemplo, Vital Moreira. Apenas algum tresloucado do PS pode passar para essa seita. E se passar ainda bem para o PS. O BE nasceu para seguir as pisadas do PCP. Tudo feito a papel químico. O PS é o maior inimigo porque é aí que, pensava mais uma vez o pequeno cérebro do Louças, se iam abastecer de camarradas. Enganaram-se também. Foi tal a chumbada que levaram nestas eleições que se tivessem vergonha ficariam em casa a cozer a carapuça. É que eles ainda não tinham reparado que o Sá Fernandes já lhes tinha dado com os pés, o Alegre deu no que deu, e agora o Rui Tavares também lhes fez a cama. E fez muito bem em não sair do PE pois o BE convidou-o à caça de votos mas foi buscar lã e mais uma vez saiu tosquiado.
    Claro que estes pseudo-partidos têm todo o acolhimento do PPD e CDS pois serve-lhes às mil maravilhas terem quem faça o trabalho sujo por eles.

  3. Ainda sobre o mesmo texto também concordo que o Seguro não é flor que se cheire. Poderá parecer muito esquerdalho mas na verdade não term estaleca nem nível para exercer o cargo.
    As únicas eleições em que não votei foi nas últimas presidenciais. Alguma vez tinha que ser a primeira. E se o Seguro também for S. Geral do PS estou em crer que o partido deixará de contar com o meu voto. A ver vamos.

  4. “Como compreender que 60% das federações distritais do PS se digam apoiantes, quando não entusiastas, de Seguro, depois de terem estado inequivocamente ao lado de José Sócrates? Qual o seu grau de exigência?”

    É por estas e por outras que não fui e não sou apoiante do PS , mas de Sócrates.
    Sócrates foi quem me levou a ter esperança no país e na política.

  5. Não augura nada de bom para o PS ter uma sucessão na liderança tão contrastante como a que seria se a José Sócrates sucedesse uma espécie de “Passos Coelho rosáceo”. Tão contrastante, mesmo, que seria quase como passar da “obra-prima do Mestre” para a “Prima do mestre-de-obras”! Sem qualquer espécie de menosprezo para com Ant.º José Seguro, que terá o seu papel dentro do Partido, a sua eleição para líder do PS só poderia, contudo, ter uma de duas consequências: desvitalizar a herança de Sócrates, perdendo-se para sempre o “élan” do seu consulado e arrastando o PS para uma apagada e vil tristeza, ou uma reacção de rejeição, a prazo, tipo “vaga de fundo”, que fizesse despertar todos os bons socialistas para a necessidade de não perderem tempo com hiatos estéreis, mas sim começar, quanto antes, a preparar uma equipa e uma liderança fortes e consistentes que possa estar a postos para, a qualquer momento, voltar a ser Governo! De preferência, de novo com maioria absoluta…

  6. Post-it socialista

    A 3M é uma multinacional centenária de origem americana com o maior nível de apreciações positivas. A sua história gira sempre à volta de uma ideia simples. Uma folha de papel com alguma coisa em cima. Isto é, a lixa, a simples lixa que deu milhões aos seus accionistas e traçou o futuro de uma das mais lucrativas companhias da história do capitalismo moderno.

    A mais recente bomba do mundo dos negócios da simplicidade desta companhia foi a aplicação de uma sua descoberta, uma inutilidade há muito nos arquivos, somente há uma dúzia de anos deu fortunas em ganhos accionistas, uma simples cola que não cola, e a sempre eterna folha de papel.

    Não estava esquecida a tal aberração da cola que não cola, só que não tinha aplicação, mas o seu dia chegou o Post-it, o famoso e indispensável papelinho colorido que liberta a memória do que não se deve esquecer. Aí está a novidade, o produto que vale milhões, contas bem feitas, a resma de papel passa do seu simples valor a vinte vezes mais.

    Um socialista “Post-it” já estava inventado, só que não tinha aplicação por ser também uma inutilidade funcional, é certo que sempre servia para carregar as malas ao Soares nas andanças pela Europa, ou a qualquer secretário-geral de serviço sem ordenança, aí estava o senhor cola a tudo, a memória útil do servilismo barato, um menino para o serviço dos pequenos fretes, maneirista e elegante q.b.

    O senhor “To Zé” deve ser um cidadão muito digno, não é disso que aqui trato, o meu alerta vai no sentido de que as várias colas que não colam, em conjunto até podem dar uma grande salganhada onde se embrulhem todos os sem sentido do que resta do partido, em lugares que querem preservar para si ou para a família ou próximos.

    Os emplastros são muitos, desde o ex-governador civil de Lisboa, essa indignidade escabrosa que só não ganha o “podium” ao triste Nobre por ser opaco, aos inenarráveis “9 em cada 10 presidentes de camara estão com Seguro”. Avisado anda o velho Soares que não está para fretes e sempre vai largando avisos à navegação, que o melhor é “mudarem de vida”, mas quem está para aí virado?

    A celebérrima estrela de Sintra meteu férias, ficou a “barbie” de serviço ao parlamento nacional, a que tinha como primeira escolha a eleita Presidente da Assembleia, só visto, nem chá bebe, é do melhor, são uns cola a qualquer líder possível ou imaginário, longe vá o agoiro, mas se estes dois putativos lideres fossem à vida, estariam a cantar loas ao próximo com a leviandade que as une.

    A grande vantagem do “post-it” é que não deixa marcas e pode ser utilizado até a memória lhe tomar o lugar ou ter o destino da sua inutilidade por não ter razão de ser.

  7. Concordo com Sinhã.

    Criar guerras onde elas não existem leva a problemas evitáveis.

    Sócrates, apesar da derrota deixa um partido unido. Afastou-se para que a liderança se reformula-se livremente. Parece-me inevitável que uns e outros movam as suas influencias e se uns conseguem atingi-la em grau superior, paciência se essa escolha não for a nossa. É a democracia.

    Só mais uma coisa. Quando se muda a página, os ressentimentos devem ocupar um espaço mínimo. Falar repetidamente em PCP e Bloco como ” os gajos que ainda comem criancinhas ao pequeno almoço”, e algo que não deve fazer parte do discurso e, Soares tem razão quando diz que o PS deve iniciar um discurso de refundação da esquerda. Para isso , deve-se contar com estes dois partidos. Se eles se indisponibilizarem, paciência… caminha-se de outra forma. O bloco já está a fazer a sua purga, e o PC terá de a fazer mais cedo do que tarde. Uma alteração em matéria de discurso paradigmático por parte do PS, pode ajudar. Afinal, o muro de Berlim caiu nos anos 80 e até a China se rendeu ao capitalismo, à sua maneira, é certo… mas rendeu, e talvez seja um dos responsáveis pela situação que vivemos actualmente (em termos mundiais9 já que divida publica americana está nas mãos do Chineses)

  8. Só uma perguntinha.. está a pensar guerrear o BE e PCP com o quê? E onde? Ao centro não é.. à esquerda? E qual é o cartão de visita? A última legislatura? Oh Val, grande contratação esta.. Parece a Rita Rato ou a Caeiro cá do sítio, é só pérolas.

  9. digamos então que a matemática faz muita falta. até nas contas partidárias. o ps nunca deveria ter escolhido um líder maior que ele , nem o sócrates se deveria ter disposto a liderar um partido menor que ele. devia ter esperado a que surgisse um partido da união nacional de voto único para poder explorar todo o seu potencial.

  10. ai , Não Interessa , não mate a cabeça com as contradições do Val. tem para aí um post em que diz que já percebeu a cena do pobre programa do ps e a cena dos indianos na campanha: o ps perdeu porque quis ! ; mas continua a falar do derrube do governo e mais não sei quê , ignorando que este se demitiu e , como ele observou , perdeu estas eleições porque quis…
    adoro matemática , ou é certo ou errado , como diz hoje um moço jeitoso no Público. e arruma a cabeça nesses termos.

  11. 1/ A politica é uma “ciência” para a qual não há fórmulas matemáticas, menos ainda experiências laboratoriais;
    2/ Um líder fraco faz fracas as fortes gentes;
    3/Os líderes são, como os homens, “eles e a sua circunstância e é preciso que delas cuidem para que se cumpram”;
    4/Assis, bom rapaz, culto, impoluto, não negocista, não queria ser, por que não gosta de trabalhar, de se preocupar com minudências, de puxar pelo partido, SG do PS;
    5/ Avançou, por que, António Costa, anunciou no final da Comissão Politica dos socialistas no Altis…que não era candidato, mas que achava que Assis era um bom candidato;
    6/ António Costa disse, comentando os dois candidatos….”eu ná conheço o Seguro; cruzei-me uma outra vez, com ele, mas não o conheço”;
    7/António Costa matou Francisco Assis, naquela noite, dando a entender que o apoiava…;
    8/ O PS é, fundamentalmente, um partido de sindicatos de voto, autárquico e que assenta a sua estrutura nas residências, Concelhos e Freguesias, Distritais, Concelhias e Secções;
    9/ O PS foi apeado do Governo da República em 5 de Junhoi de 2011;
    10/ O PS tem muita gente, da sua classe politica, no “desemprego”;
    10/ As próximas eleições realizam-se em Outubro de 2013 e…são para os órgãos autárquicos:
    11/ António José Seguro, “sempre”, foi patrocinado por Jorge Coelho (desde o primeiro governo de Guterres);
    12/ António José Seguro manteve-se em lume brando, não querendo responsabilidades no último governo de Sócrates, criticando-lhe, cirurgicamente (no Expresso ou na SInoticias) medidas ou até algumas politicas prepartando-se, pois para esta disputa eleitoral;
    13/ O livro, publicado pela Quetzal (do FJV) “assinado” por AJS, foi apresentado, na segunda-feira passada por…Mário Soares e com casa cheia.
    Conclusão:
    Francisco Assis não vai ser Secretário Geral do P.S.
    O que vai acontecer ao PS depois do Congresso de Setembro, com a “entronização” do “jovem” AJS?
    Pergunta retórica: quando Sócrates, candidato a SG, depois da demissão de Ferro Rodrigues, em 2002, em disputa renhida contra Manuel Alegre e João Soares (lembram-se) o que se dizia do jovem engenheiro? lembram-se?
    Refresquem a vossa memória.
    Quem apoiou, quem patrocinou, então, José Sócrates? Lembram-se? Eu digo: Jorge Coelho.
    Fazer análises sobre o passado, pode-se.
    Analisar o presente, pode-se, mas com margens de erro razoáveis.
    Fazer análises…sobre o futuro… do domínio da adivinhação.

  12. Asseguro-vos desde já a todos, em especial ao estimado José Albergaria, que pouco ou nada me interessa o PS, muito menos o Jorge Coelho e ainda menos (se é que tal é possível) o Ant.º José Seguro, que é uma espécie de Passos Coelho (mutatis mutandis). Até o Ângelo Correia é uma espécie de Jorge Coelho…

    A mim, só me interessa é Portugal.

  13. José Albergaria, tens aí algumas asserções um tanto ou quanto ousadas/polémicas. Sem prejuízo de conheceres seguramente bem o que se passa no PS, afirmas que Assis “não gosta de trabalhar” e que foi António Costa que o empurrou, quando o próprio não queria, e que Costa o terá “matado” nesse momento (?). Lá saberás do que falas. Pelo que me foi dado observar, Assis, a partir de certa altura, começou a insinuar-se com intervenções, a meu ver, de qualidade e aparentemente com gosto pelo que fazia. Dizeres que foi a contragosto que avançou não cola nada com o que muita gente observou…
    Assis pode até nem ganhar, mas com o Seguro vai ser o Mar da Tranquilidade para o PSD!

  14. Concordo.
    O caminho do ps deve passar por continuar a linha socras e combater o PCP e o BE.
    Paralelamente, deveria ser criada uma task force a enviar para o vaticano.

  15. helder, desengana-te já. Não voltes a esperar qualquer réstia de misericórdia por parte de quem combateste sem dó nem piedade. O PCP não perde pela demora para levar uma arrochada certeira como a do BE. Aguenta-te e… boa sorte. Estrebucha, chama o Papa, faz o que quiseres. Não queria estar no teu lugar.

  16. Cara Penélope,
    “Sócio” do PS, com quotas em dia, irei, claro, exercer o meu direito de voto, para eleger o S.G. e os delegados ao Congresso Extraordinário, que se vai realizar em Lisboa.
    Não me reconheço, nem em A.J.S, nem em Francisco Assis.
    Contudo, não sendo meu hábito disto falar, irei votar em F. Assis…por uma razão de higiéne.
    E mais não me apetece dizer.
    Quanto à frase «Assis pode até nem ganhar, mas com o Seguro vai ser o Mar da Tranquilidade para o PSD!» não posso estar mais de acordo.
    E sei do que estou a falar (parcerias “publico”/”privadas” com Miguel Relvas e Alexandre Relvas…).
    As minhas fórmulas são arremessadas…para “provocar” no sentido exacto do étimo.

  17. Ulisses,
    o que digo é isso mesmo. Desejo sinceramente que o ps se dedique ao ataque ao PCP e BE.
    e juro que se dependesse de mim o socras voltava para sg do ps.

  18. Desculpa, helder, julguei que estivesses a ser sarcástico.

    Se dependesse de mim, J. Sócrates voltava para S.-G. do PS e para Primeiro-Ministro, mas com maioria absoluta!

  19. Está tudo doido.

    Mas por acaso o Sócrates é algum saco de pancada.

    Preocupem-se mas é a arranjar um líder que não destrua o legado de José Sócrates, e lhe dê continuidade.

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