Ucrânia: porque quererão os ucranianos desvincular-se da Rússia?

Estão tão bem assim! Tontos.

 

O PCP e outros alucinados que tais fariam melhor se deixassem de vez o extraordinário argumento de que o pobre e injustiçado Putin viu a NATO aproximar-se (perigosamente) das suas fronteiras nos últimos anos e não teve outro remédio se não ocupar a Ucrânia (quão ridículo) e, em vez disso, respondessem à pergunta lá em cima, no título.

 

O vínculo com a Rússia e a submissão aos seus ditames garante alguma espécie de prosperidade aos países seus vizinhos? Não muita e sempre condicionada por maus motivos. Têm esses países uma alternativa melhor e igualmente próxima? Economicamente mais promissora, além de mais livre, pacífica e democrática? Têm e eles sabem que têm. Então, que tal calarem-se, gente?

 

Dizer, como também dizem, que toda a instabilidade na Ucrânia se deve tão só e apenas à ingerência dos ocidentais, que visam minar o poderio da Rússia, como se tudo se passasse bem no reino dos governos fantoches e da russificação persistente de territórios, é uma tentativa de pôr uma venda nos olhos de milhões de ucranianos e passarem-lhes um atestado de demência. Ora, é evidente que os ucranianos não são cegos nem dementes. Também não são nazis (como pretende Putin, valendo-se do facto de, em 1942, muitos ucranianos terem saudado a chegada dos nazis, tal era a raiva a Stalin, que, uma década antes, matara à fome milhões de camponeses). Também os nazis não levaram nada de bom à Ucrânia, nem deixaram boas recordações. A maioria dos ucranianos, e do mundo, sabe disso. Não esquece.

 

E, por falar em “ver”, olhando para os países do antigo Pacto de Varsóvia que entretanto aderiram à União Europeia, o desenvolvimento tem sido notório. Têm paz, bem-estar, liberdade e democracia. Podendo haver um ou outro caso de governantes com sérios tiques de ditadores, possivelmente ainda não libertos das ideias e maneiras totalitárias e controladoras dos comunistas que os subjugaram, o panorama geral é de modernidade e prosperidade. No mínimo, de melhoria, não de retrocesso. Aliás, os próprios, na sua esmagadora maioria, execram a Rússia, a do Putin, e sentiram necessidade de se proteger pedindo a adesão à NATO.

 

Por que razão não quereria a Ucrânia fazer parte deste clube? E, já agora, será mau fazer parte do clube? Honestamente, não.

95 thoughts on “Ucrânia: porque quererão os ucranianos desvincular-se da Rússia?”

  1. porque quererão os palestinianos desvincular-se de israel?
    mas mais importante, porque os finlandeses nunca aderiram à NATO mesmo durante a guerra fria?

  2. Finlandeses? Já estiveram mais longe. Já estão a participar nas reuniões.
    Palestinianos estão desvinculados de Israel. Não é unânime entre eles a vontade de formarem um Estado.

  3. os finlandeses já estiveram mais longe? obrigado. mas e porque é que no auge da guerra fria quando a ameaça soviética era muito maior que a russa agora não se juntaram? essa é que era a pergunta…. é dificil de responder? se quiser ajudo
    nos palestinianos não há unanimidade quê? está redondamente enganada, por favor informe-se. e estão desvinculados ou ocupados? leu o ultimo relatorio da amnistia internacional acerca?

  4. O golpe de Estado que pôs no poder o atual governo da Ucrânia representou o sentir profundo do povo ucraniano !
    Tomo boa nota,cara Penélope.

  5. sei lá , pela mesma razão que leva a Catalunha a querer desvincular-se da Espanha? era giro ver o que fariam a Nato e a UE caso algum dia o separatismo tenha praí 51% dos votos em referendum : todos a bater palmas à Catalunha? ou todos a apoiar os 49% de unionistas das províncias urbanas quando a Espanha reconhecesse a independência dessas partes e as protegesse da República catalã ?
    é um dilema bem grande , em que todos perdem. nunca sairemos da cepa torta , nem daqui por 5000 anos , não prestamos , prejudicamos tudo e todos no planeta .

  6. Penélope depois de dois dias a ler crónicas e opiniões a desmontar a retórica do porquinho da Rússia este é um bom antídoto, dentro dos princípios de utilização da Aspirina B. Claro só de aplica a quem não emprenhe pela ideologia.
    Antes de terminar concluo que há por aqui alguém que considera que o que está mal é existir gente no planeta. Só precisamos de fauna, flora e alienígenas. Quando a coisa se entorta muito até na extinção se aposta. Lindo!

  7. ninguém falou em extinção , minha senhora , quis dizer apenas que os crentes no “progresso” da humanidade estão completamente errados e que nem daqui por 5000 anos estaremos diferentes dos seres ávidos e destruidores que somos. faço um desenho ou percebeu?

  8. Claro que os deslumbrados pro império já estão contentes e pensam que arrumaram de vez com a resistência à desinformação do mainstream. Pelo caminho, arrasa-se com os “comunas” por tentarem justificar o que não se permite, sequer, que tentem justificar.
    Os americanos venceram a guerra da propaganda.

    Confesso que pensava que a Rússia não ía estender a ação para além dos territórios separatistas de população russa que, quero frisar, têm estado a ser atacados desde 2014. Não me lembro de haver alguma preocupação com o escrutínio ao conflito com vista à sua solução. Nem me lembro de haver, desde o 11 de Setembro qualquer preocupação com direito internacional em relação ao Afganistão, Iraque, Líbia, Síria, até mesmo a Palestina, etc, etc.
    Ah, e tal, estavam a chacinar o próprio povo e tivemos que intervir para os impedir. Então o palhaço/fantoche do Zelenskyy não tem estado a atacar constantemente as províncias pro russas? Não está ele a matar o próprio povo?
    Mas, também, não sou estratega militar e, com a informação limitada (tão limitada como a vossa) que tenho penso que a Rússia acabe por recuar até às fronteiras dessas regiões independentistas. Vamos ver se aí ainda é possível voltar à solução diplomática de rever a questão geoestratégica incluindo o ponto de vista russo.

    Ninguém se questionou porque é que Putin decidiu perder a pouca simpatia que ainda tinha da parte da comunidade internacional e propiciar ainda mais o domíno americano?
    Atraiu e “justificou” o aprofundamento de sanções económicas contra os interesses russos, dando razão aos avisos dos americanos que já saberiam, antes de nós, que a única saída da Rússia seria atacar alvos militares antes que pudessem contra atacar as províncias separatistas.
    Arriscou unir a comunidade internacional em redor da Nato, a favor do interesses económicos americanos e matou o negócio energético com a Europa, essencialmente o Nordstream2 , exactamente como pretendiam os americanos (é a Economia, estúpido!)
    Qual era a alternativa do maior país do mundo que se sentia acossado, nas suas fronteiras, pela aproximação de uma organização militar expancionista dominada pelo seu maior inimigo?
    O pior de tudo é que isolou irreversivelmente(?) a Rússia e abriu as portas a uma guerra mundial contra quase toda a comunidade internacional que, sabe, nunca poderá vencer.
    Portanto, no vosso ponto de vista, é porque Putin é ESTÚPIDO e SUICIDA, mais nada.
    Ok, então peço desculpa, estava enganado.

  9. “Palestinianos estão desvinculados de Israel. Não é unânime entre eles a vontade de formarem um Estado.”

    Aqui tenho que fazer um copy/paste comentado à la Inácio:

    O nojo desta afirmação diz muito sobre o sentido de justiça e das preocupações humanitárias da autora. Infelizmente não está sózinha na hipocrisia.

  10. Quando, durante o primeiro confinamento pandémico em 2020, a NATO executou o maior exercício militar (DEFENDER EUROPE, creio) dos últimos 25anos nos países aliados próximos ou de fronteira com a Rússia, o que é que crêem que estavam a preparar?
    Enquanto as fronteiras estavam fechadas para os cidadãos europeus, que foram obrigados a ficar em casa, houve um deslocamento maciço de tropas e armamento pesado (incluindo meios navais) que executaram manobras, dispararam canhões e misseis nas imediações do território russo (terra e mar).
    Numa altura em que estava encerrado o espaço aéreo Europeu, foram enviados milhares de soldados americanos em aviões que estacionaram em território europeu, acompanhados de milhares de tanques e outro armamento, curiosamente, sem que se preocupassem com os efeitos da pandemia. Voltou tudo aos EUA?
    Nessa altura, alguém se preocupou com as implicações?
    Eu falei nisso aqui no blogue. Anyone?
    Fui soberbamente ignorado.
    Creio que, se estiverem preocupados em verificar, ainda existe informação suficiente na Net sobre esse assunto e depois, se não quiserem tentar visualizar “the big picture”, podem ir cordialmente à merda.

  11. Vieira: A NATO é uma organização defensiva. Não atacou nenhum Estado soberano (salvo erros como o Iraque, que pagaram caro), não impôs a adesão a ela própria pela força a ninguém. Qualquer Estado é livre de decidir aderir ao sistema de defesa que mais lhe convém. Conhecendo nós agora ainda melhor o Putin, a Suécia e a Finlândia não tarda aderem, e, se durante anos não o fizeram, tal deve-se ao simples facto de a guerra fria não ser a mesma coisa que a guerra quente: a semelhança entre um país não membro da NATO, como a Ucrânia, e um país não membro da NATO, como a Finlândia, é nenhuma aos olhos do Vladimir. Portanto, todo o cuidado é pouco.
    Além disso, porque não haveriam os países do leste da Europa e com fronteira com a Rússia integrar uma organização de defesa, com tudo o que isso implica, como manobras, exercícios, etc., quando a própria Rússia está ali do outro lado da fronteira, hipermilitarizada e nuclearizada? Quer-se dizer: a Rússia pode ter baterias apontadas aos Bálticos, mas o contrário já não pode acontecer?

    Quanto à Palestina, digo que não há unanimidade porque há discordância quanto à configuração do tal Estado palestiniano. Qual a extensão? Quais as fronteiras? E a ligação à faixa de Gaza? Mas na questão de princípio, sim, se querem um Estado, devem tê-lo.

  12. E, para cúmulo, aqui veio parar, como inevitável cagalhão, o anão cínico.
    Em resumo, propondo a tese peregrina de que o agressor putin é afinal, vítima da estratégica imperialista dos EUA, ou, dito de outro modo, um agredido forçado a ser preventiva e defensivamente agressor. Uma agressão defensiva, na melhor tradição das guerras preventivas. Lamentavelmente, parece não haver existe registo de que as vítimas dessas guerras agradeçam a iniciativa altruísta do agressor.
    Percebe-se o raciocínio do anão cínico: quem é cínico, afinal, tem uma inclinação natural para julgar os outros iguais a sim mesmo. “Sei o que sou, dir-te-ei o que és”.
    Temos, pois, a inefável credulidade dum paranoico conspiracionista que nos habituou às luminosas ironias da sua espertice de encartado. Julgando-se habilitado a mostrar ao vulgo o caminho da verdade, obtido através da hipercrítica das fontes de informação e da dedução inteligente.
    Pode dar-se o caso de que, no fim da agressão russa à Ucrânia – perdão, da defesa da Rússia face à agressão cometida pela Ucrânia/EUA/NATO -, acabemos a lamentar aquela que seria a mais deplorável das perdas: o desaparecimento físico do nosso amigo anão cínico, atingido em cheio por um míssil russo.
    “Fogo amigo” chamar-lhe-iam os cínicos iguais a ele.

  13. Penélope, já eras nascida aquando do ataque defensivo na Nato à ex Yoguslávia, certo?
    Eu, nesse tempo, também acreditei na informação veiculada pelos mérdia e apoiei o 7º de cavalaria contra os selvagens genocidas. Só que, entretanto, passaram uns anos, fui observando o que foi acontecendo e aprendi.
    Parece mesmo que aquilo de que falas, inocentemente espero, são básicas estórias da carochinha.

  14. Nem percebi qual a tua opinião sobre os criminosos bombardeamentos humanitários da NATO na ex Yugoslávia e quiz-me parecer que achas que as nações que se sentem ameaçadas pela vizinhança de uma super potência têm o direito de se armar até aos dentes e fazer alianças com poderosos inimigos das mesmas.
    Portanto: México, Cuba, Venezuela e outros estados da América Latina estão à vontade para se unirem à Russia e à China para receberem mísseis e outro armamento a fim de se protegerem da superpotência mais agressiva e expansionista do mundo, certo?
    Tenho lido a duplicidade dos teus critérios ao longo dos anos e não creio que possa fazer nada para te fazer entender o meu ponto de vista.
    Não me leves a mal, mas vou-me deixar estar no meu cantinho, isolado, a mandar os meus bitaites. Deixa estar, não percas mais tempo comigo.

  15. Já há algum tempo venho notando que estes camelos do Aspirina B utilizam a velha técnica dos torcionários de chamar loucos/alucinados/dementes/estúpidos a todos os que não concordam com eles. Ide-vos foder a todos. Espero que vos esteja a doer bem nas vossas consciências esta guerra, pois ela é principalmente da responsabilidade de todos os extremistas liberais como vós que durante três décadas olharam para o lado, quando não apoiaram activamente, enquanto os E.U.A. e seus aliados se auto-elevaram a potências supremas e destruíram a arquitectura de segurança global, atacando países e povos a torto e a direito, sem autorização do conselho de segurança, em violação do direito internacional. Espatifaram boa parte do mundo, espalharam a guerra, o medo, o terrorismo, a miséria, criaram milhões de refugiados, mataram milhões de pessoas e agora dizem que foram “erros”?! Vocês são responsáveis por isto! Com o vosso momento unipolar, o vosso polícia do mundo, o vosso estúpido e bacoco americanismo! A vossa arrogância e displiciência, enquanto o império matava ou criava guerras em que morriam Sérvios/Croatas/Bósnios, Chechenos,Somalis,Iraquianos, Afegãos, Líbios, Sírios, Iemenitas. Vocês criaram Putin e criaram as condições para que ele possa agora fazer o que faz! Quando não há ordem, não há ordem que possa ser respeitada! Seus idiotas! Espero que vejam bem o mundo que ajudaram a criar, que vejam bem a merda que fizeram!

  16. A Europa está a perder as suas raízes, trocou a boa “ira de Aquiles” pela retórica dos spin doctors. Discursos previsíveis e monocórdicos que tanto servem para uma campanha eleitoral como para uma guerra, não há nuance, os gabinetes com ar condicionado são os mesmos.
    E aqui se fazem sentir também os piores efeitos do Brexit, a falta que a coragem britânica faz neste tipo de situações.

    Agora depois de dissipados os fumos dos encómios festivos envolvidos na sua canonização de Merkel pode-se observar com clareza a sua liderança: uma Europa sem segurança, sem energia e sem estratégia além do falhanço estrondoso na crise das dividas soberanas.

    Passado algum tempo também se compreende a nega dos americanos aos submarinos. Paris obsta a uma solução energética europeia através de Sines porque quer vender o nuclear francês,comprometendo a segurança europeia, lançando a Rússia como única opção viável.
    Afinal Afinal não é só Putin que vive no séc. XIX. O que se está a passar é uma reedição das velhas estratégias de Alianças.
    https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Aliança_Franco-Russa

  17. O debate está vivo e interessante. Estou muito na linha do DS das 16:22.
    Há um mandamento de Confúcio que diz: “Conhece o teu lugar”. Portugal será, talvez, o país da Europa que melhor o interpretou ao longo da história. Continuo a admirar muito Mao – e a China.

  18. Que o DS se vá foder! Conseguiu a pouca vergonha de arrotar as suas verdades, sem dizer a puta duma palavra que fosse para condenar a agressão do putin, esse ditador belicista e nazi! No seu anti-americanismo primário, que o torna hipocritamente cobarde na lucidez, o DS é mais estúpido que o mais estúpido dos estúpidos!

  19. Penélope, acredito que sejas barra a jogar à sueca, talvez também à canasta, que sejas o suco da barbatana em badminton, eventualmente em karate ou kung fu, campeã nacional e candidata a medalha de ouro olímpica em todas essas 35 modalidades, mas devias ficar-te por aí e evitar falar do que não sabes. Eu, por exemplo, não me atrevo a discutir decoração de interiores, futebol, motores de automóveis ou de foguetões.

    A invasão e ocupação do Iraque não teve ponta de corno a ver com a NATO, ainda que os seus donos, os cowboys do império bombista humanitário, tenham pressionado nesse sentido. Alguns dos mais relevantes países da NATO, como França e Alemanha, opuseram-se mesmo abertamente à invasão.

    A afirmação de que a NATO “não atacou nenhum Estado soberano”, excepto “o Iraque”, é ignorância de taxista, superficial e pretensiosa, e por isso mesmo perigosa. É o tipo de ignorância que, repetida e amplificada por manadas de borregos acéfalos, se converte em narrativa, depois narrativa dominante e, finalmente, verdade bíblica, incontestável, que condena ao opróbrio e depois ao degredo ou ao pelourinho os “infiéis” que se atrevam a contestá-la.

    Serviço público: entre os países que a NATO atacou não se conta o Iraque (no teu douto entender a única excepção), mas conta-se a Sérvia, o Afeganistão e a Líbia, por exemplo.

    Tens andado bastante calada, se calhar devias manter-te assim.

  20. Nem o timing da invasão foi ao acaso, durante o inverno e a presidência francesa da UE. Dupla vantagem, na pressão energética sobre o eixo Berlim/Roma e a certeza que Paris abateria qualquer pretensão mais digna de Aquiles. A docilidade das sanções expressam isso mesmo e denotam também a falta, ou a pouca força, do pilar Atlantista dentro da UE.

  21. mula russa desdobra-se em fernando para parecerem muitos e não se sentir isolado como a sua grande desilusão russa. o desdobramento em si é uma sopa da pedra, confeccionada por um calhau alucinado que atira pedras a tudo em geral e ao mesmo tempo, para não acertar uma em particular.

  22. “Ucrânia: porque quererão os ucranianos desvincular-se da Rússia?”

    Falsa questão, os ucranianos estão desvinculados da Rússia há 30 anos. A verdadeira questão é a seguinte: após o desmembramento da União Soviética, todas as ex-repúblicas estavam feitas num oito, todas elas, sem excepção. Economias desfeitas, infra-estruturas civis em acelerada degradação, infra-estruturas militares idem, forças armadas e respectivo equipamento a cair aos bocados. A Rússia de Ieltsin era o exemplo de catálogo disso mesmo. Algumas dessas repúblicas recuperaram, outras não. A Ucrânia pertence ao segundo grupo.

    Com a entrada em cena de Putin, todas essas falhas, na Rússia, foram sendo progressivamente colmatadas e a vulnerabilidade da Rússia pós-soviética desapareceu, para grande desconforto digestivo do império bombista e seus vassalos, que naquele imenso e riquíssimo território viam apenas uma gigantesca melancia de que todos iriam, um dia, sacar uma talhada. Olha, ardeu! Not gonna happen, mate!

    Assim, a verdadeira questão é: por que motivo a Ucrânia, país também com imensas riquezas naturais e minerais, com know-how herdado da ex-URSS, a vários níveis, como o científico e industrial, potenciador de rápidos avanços em todos os campos, do industrial ao agrícola, passando pelo cultural, serviços, etc. (excepto talvez o da racionalidade económica e pouco mais), por que motivo não foi a Ucrânia capaz da recuperação que a Rússia, com os seus próprios meios, conseguiu?

    Resposta: o poder na Ucrânia pós-soviética esteve sempre nas mãos de políticos ladrões, oligarcas, burocratas, oportunistas, mafiosos, incompetentes de todos os tipos, gentalha que usou esse poder apenas para encher os bolsos, para roubar o mais que pôde, escumalha que, para esconder dos roubados e expoliados a sua ocupação principal, a de ladrões, achou que o mais fácil era apontar o dedo a quem com o seu banditismo não tinha nada a ver: o “inimigo” exterior, o “inimigo” inventado, a Rússia.

    Trata-se de um clássico, uma táctica velha como o cagar. Quando a imaginação é fraca, é fácil ir buscá-la, há gavetas… perdão, latrinas cheias dela.

  23. Há dois dias que sonho transformar o bacorinho russo em leitão da Bairrada. Claro que isto são meros sonhos de vingança exacerbados quando vejo as defesas que aqui são feita em relação ao que o Putin fez/faz na Ucrânia. Havia na minha juventude uma citação de Mao que dizia mais ao menos que todos vêm a revolta do rio que tudo destrói a sua volta mas não olham as margens que o tentam dominar. Tá-se mesmo a ver quem são o rio e as margens. Para os defensores dos rios e detratores das margens aqui vai um artigo transcrito no blog “A Viagem dos Argonautas” e lido por mim no ” Estátua de Sal” de 25/02/22 de Thomas Oakley que todos aqui sabem quem é e se não sabem leiam o CV que vem no fim. Está lá provadissimo que a culpa é da América e que a Europa só quer salvar o faz barato -a Alemanha- e a França vender electricidade produzida nas centrais atómicas e que a propaganda americana fez de nós lacaios.

  24. Vós pensais que basta, na vossa linguagem de pau, “condenar” isto e aquilo, que tudo fica resolvido. Um Apache dispara o seu canhão de 30mm e tranforma em merda 10 ou 20 Iraquianos, homens, mulheres e crianças, e a gente “condena”, e vai dormir descansado, depois de jantar no sushi. Um drone lança um hellfire sobre 50 Iemenitas que celebram um casamento, e transforma-os em merda, e são “danos colaterais”. Podem enfiar as vossas condenações no cu! Idiotas como Vós estiveram sempre do lado do agressor. Agora que as vítimas são brancas e europeias já se indignam?! Agora que o agressor não fala a língua das estrelas de Hollywood, já é feio? Fodei-vos! E ponham a mão na consciência!

  25. Porcalhatz idiota, bully mariconço e intriguista. Não há desilusão nenhuma, pide de terceira, há apenas o receio de que tenha sido cometido um erro, um erro grave que entregue, de mão beijada, o ouro ao bandido, a saber: o império bombista e humanitário, cheio de retretes públicas de institutos públicos onde anseias por publicamente privatizar a pública peida. Mas talvez o erro seja meu e a coisa acabe por correr bem. Talvez não esteja irremediavelmente perdida a oportunidade de ouro para a Europa, a Europa do Atlântico aos Urales, ou, melhor ainda, de Lisboa a Vladivostok, uma Europa em que a única ocupação disponível para criadagem como tu será a de limpar retretes com a língua. Vai-te foder, lacaio!

  26. Chanceler austríaco, Karl Nehammer, ontem, julgo que falando em nome da UE:

    “As suas contas [de Putin e Lavrov] vão ser congeladas, mas não será imposta um proibição de viajar, pois não faria sentido se queremos dar uma hipótese às negociações. Mas é uma demonstração bastante forte de que tanto o presidente como o ministro dos Negócios Estrangeiros [Putin e Lavrov] são coniventes com o que se está a passar, a primeira guerra na Europa desde 1945.”

    Portantes, “o que se está a passar é a primeira guerra na Europa desde 1945″…

    Tá bão… What? What?!?!?! WHAT?!?!?!?!?!?!?! Queres ver que a guerra de desmembramento da Jugoslávia não existiu? Queres ver que a guerra contra a Sérvia que se seguiu também não? Queres ver que eu estou mais alzheimerizado do que pensava e afinal o que acreditava serem realidades históricas foram filmes pornográficos que vi no Olímpia?

    Pobre de mim! Maldita sejas, baronesa Brünilde von Alzheimer, vaca desgraçada, harpia dos infernos! Vai para o quinto dos ditos, cabrona ! Vade retro! Também podes ir de metro, se quiseres, mas por favor larga-me da mão, deixa-me as meninges em paz! Please please please! PE-LI-ZE, PÔCERA!

  27. Papinha para borregos, disponível nas gravações automáticas para quem tiver cabo e pachorra para confirmar:

    SIC / 25-2-22 / Jornal da Noite / 20:00 / imagens de um blindado, numa rua, saindo da sua mão e passando por cima de automóvel que circulava em sentido contrário, que fica esmagado:

    “Sinal ainda de alguma desorientação, populares testemunharam ainda como um tanque ucraniano desgovernado esmagou um carro civil que circulava no local. O condutor foi depois resgatado por populares sem ferimentos graves.”
    __________________________________________

    RTP-1 / 25-2-22 / Telejornal / 20:00 / exactamente as mesmas imagens, transmitidas no mesmo dia e à mesma hora:

    “Durante a manhã já blindados russos tinham entrado pelo oeste de Kiev e aterrorizado a população. Só com muita sorte é que este idoso não ficou esmagado.”

    Ora toma que é democrático! E também parece que lhe chamam “jornalismo”.

  28. RTP-1/ 25-2-22 / 20:05 :

    “Neste abrigo, crianças judaicas tentam abafar [com cantos] o som das bombas.”

    Crianças judaicas escondidas num bunker, fugidas de um monstro, topas? Judaicas sendo, tá-se memo a ver de quem se escondem, né? Só pode! O facto de ser do mesmo exército que libertou os seus avós de Auschwitz é apenas um pormenor que não convém chamar para aqui. Enfim, subliminaridades!

  29. Rodrigo Guedes de Carvalho / Jornal da Noite / SIC / 25-2-22 / 21:08:

    “Passemos para Londres, Emanuel [Nunes], onde o Governo também anunciou sanções e por isso recebeu também mais uma ameaça de Putin, que tem, basicamente, ameaçado todos os países.”

    Capisce? Até o Burkina Faso ameaçou, o mafarrico dum cabrão, magina! E mais Andorra, México, Vanuatu, Bangladesh e Bangla Sobe! Inacreditável! Inadmissível! Que o gajo, nos últimos meses, tenha sido ameaçado, minuto sim, minuto sim, com todas as penas do Inferno e mais algumas, para não falar nas do Purgatório, que certamente as terá também, ainda que mais benignas, não interessa corno. Que nos últimos meses e semanas não tenha havido cão nem gato, ou rato, e também minhoca, barata, carraça ou percevejo que não atroasse corajosamente os ares com ameaças ao mafarrico da Moscóvia, bueno, isso não interessa nada, o gajo tinha era mesmo de aguentar, quedo e calado, e bater a bola baixinho. Aos da Moscóvia mais não é consentido. Olha que amanhã levas com dois quilos de sanções nos cornos, se fizeres isto ou aquilo. E se não fizeres levas na mesma, pagamento adiantado para quando fizeres. E depois de amanhã levas mais três quilos. E para a semana ouros três, ou quatro, conforme a disponibilidade em stock. E prò mês que vem idem, e assim sussessivelmente, meu grande malandro, discípulo do Grão-Tinhoso.

    Deu no que deu!

  30. RTP-1 / 25-2-22 / 20:19 / João Adelino Faria:

    “António Costa avisa a Rússia de que não deve sequer sonhar com uma agressão a países da NATO ou parceiros como a Finlândia ou a Suécia.”

    António Costa (lui même):

    “A Rússia tem de compreender que não só tem que parar a agressão militar contra a Ucrânia como não pode sequer sonhar em ter qualquer acção agressiva relativamente a qualquer país da NATO ou qualquer país amigo da NATO, como é o caso da Suécia e como é o caso da Finlândia.”

    E lá me tremeu de novo a louça das Caldas nas prateleiras. Pensei primeiro que seria a Gisele Bündchen a abanar a bunda e a desestabilizar-me a virilíssima porcelana, odespois receei de novo um terramoto, como ontem, e só à terceira catrapisquei o verdadeiro motivo: a Rússia a tremer de medo (ou talvez de riso) com o intróito do Adelino Faria e a agravar a tremedeira com a ameaça… perdão, com o aviso do Costa himself!

    Brrrrrrrrrrr!!!

  31. Joaquim Camacho: Na minha modesta opinião, devias ter vergonha. E muita vergonha. O Putin tem defesa possível? O regime que impõe na Rússia tem defesa possível? A troca de lugar periódica com o Medvedev como forma de se perpetuar no poder tem defesa possível? E o grau de atracção que exerce sobre os seus vizinhos? Tem alguma nota positiva possível? Há muito poucos que não queiram “dar de frosques”. Até os romanos sabiam melhor como manter no império os povos conquistados. Este entende que é com governos marionetas sem contrapartidas apreciáveis, como liberdade e modernidade, nem regras que eles, russos, também respeitem, como a severa punição da corrupção (coisa que não fazem), e, quando e porque não resulta, recorre à lei da bala e do míssil. Depois abespinha-se por, mal poderem, irem “voir ailleurs”.
    Podes, pois, despejar aqui os lençóis que queiras de propaganda putinista. Não serão para eu ler, te garanto. Um nojo total.

  32. os traidores não têm vergonha, viram para onde sopra o vento.
    este, em particular, convenceu-se que há-de ser famoso pela quantidade de lixo pró-putin que bombardeia diariamente.
    qualquer que seja o resultado final, esta guerra será sempre uma vergonha para a russia e uma derrota pessoal de putin.

  33. Se a cegueira e intransigência-apimentadas com mentira e ignorância- atingem este grau de intensidade num simples blogue em que os intervenientes não retiram vantagens pecuniárias (creio eu) das suas posições, imaginem as relações e discussões de alto nível que envolvem interesses económicos e geoestratégicos.
    Deixo-vos um artigo em português, de alguém um pouco mais informado , com uma abordagem mais sóbria. Concordem ou não, só gostaria que percebessem que o assunto é muito mais complicado do que se “aprende” nos filmes americanos (e nos mérdia globais):

    https://jornaleconomico.pt/noticias/por-quem-dobram-os-sinos-em-kiev-846286

  34. “Deixo-vos um artigo em português, de alguém um pouco mais informado…”

    sim. há merda dessa infiltrada na defesa e forças de segurança nacionais, caso contrário não movimentos zero e não eram um viveiro de nazis e fascistas. quando surgem estas oportunidades metem a cabeça de fora do armário para mostrarem que existem e que podem contar com eles.

  35. Foda-se que tu és bom, Inácio. Deixas-me sem palavras com essa argumentação tão lúcida e enriquecedora.
    Obrigado.

  36. “Foda-se que tu és bom, Inácio.”

    fico sem jeito com elogios destes

    “só gostaria que percebessem que o assunto é muito mais complicado do que se “aprende” nos filmes americanos…”

    complexidades militares: um, dois… esquerda, direita

    antigamente marcava o passo, agora marca terreno

  37. Indignações selectivas

    Penélope, às 22:42 escrevi: “A afirmação de que a NATO “não atacou nenhum Estado soberano”, excepto “o Iraque”, é ignorância de taxista, superficial e pretensiosa, e por isso mesmo perigosa”. Acrescentei, no parágrafo seguinte: “Serviço público: entre os países que a NATO atacou não se conta o Iraque (no teu douto entender a única excepção), mas contam-se a Sérvia, o Afeganistão e a Líbia, por exemplo”.

    Referia-me, como bem sabes, a uma parte do teu texto que copypastei, em que exibias a dita ignorância, já que a NATO nunca interveio no Iraque, ao contrário do que escreveste, mas interveio na Sérvia, Afeganistão e Líbia, o que também não sabias. Trata-se de ignorância relativamente inofensiva aqui pelo “cu da Internet” (fórmula Valupi), mas, de tão repetida, torna-se perigosa e perniciosa. E pior é quando te pões a mijar de cima da burra falando do que não sabes, para te atirares, logo em seguida, à construção de um “edifício” argumentativo sustentado em bases falsas, fundações de areia. Expões-te ao ridículo e não deves admirar-te quando o ridículo te é apontado.

    Verifico que apagaste a bojarda, mas acho pouco honesto que o faças assim, pela calada, a ver se ninguém repara, e não reconheças os erros de palmatória que antes nos ofereceste.

    E há mais bojardas que farias bem em eliminar, pois continuam a evidenciar ignorância sobre assuntos de que sabes tanto como eu de motores de foguetões ou lagares de azeite. A diferença entre nós é que eu não me pronuncio sobre lagares de azeite nem motores de foguetões.

    Dizes: “Ora, é evidente que os ucranianos não são cegos nem dementes. Também não são nazis (como pretende Putin, valendo-se do facto de, em 1942, muitos ucranianos terem saudado a chegada dos nazis, tal era a raiva a Stalin, que, uma década antes, matara à fome milhões de camponeses).”

    É falso, o Putin nunca disse que os ucranianos são nazis e é falso que se tenha valido do facto de muitos terem saudado a chegada dos nazis, por causa das filhas-de-putice de Estaline, para lhes chamar isso mesmo (concordo contigo que o georgiano Estaline era realmente uma grande besta). O que o Putin disse, e é verdade, é que o poder na Ucrânia está entregue a uma clique em que os nazis têm uma influência desmesurada, resultado, principalmente, do papel determinante que desempenharam no golpe de Estado de 2014, com as vigarices e crimes de Maidan. E não são neonazis folclóricos sem qualquer peso na sociedade, como os que temos por cá. São milhares, extremamente bem organizados, bandos de assassinos a sério, ideologicamente fanáticos, e têm uma enorme influência, até no Parlamento. No Exército, então, o seu peso é assustador. São eles os principais responsáveis pelos massacres de civis no Donbass. Procura informar-te, por exemplo, sobre o Batalhão Azov. É essa influência desmesurada que o Zelensky, por cobardia, não tenta combater. Até porque os tipos são abertamente anti-semitas, à antiga, e o Zelensky é judeu. Quem tem cu tem medo, compreendo. O que não compreendo, nem aceito, é que esses nazis ucranianos, integrados nas forças armadas (Batalhão Azov e outros), andem há anos a matar como cães os seus compatriotas “russos” do Donbass sem que o Zelensky, por cobardia, faça nada em relação a isso. Quanto aos ucranianos em geral, o Putin chama-lhes irmãos e não nazis.

    O Zelensky foi democraticamente eleito graças a uma promessa principal: levar a paz ao Donbass por meios pacíficos. Para isso teria de conversar com os separatistas e negociar algum grau de autonomia para Donetsk e Lugansk, dentro da soberania ucraniana (como está estabelecido nos Acordos de Minsk). Por medo do que os nazis do Right Sector, Batalhão Azov e outros poderiam fazer-lhe, negou-se a cumprir os acordos a que estava obrigado. O Putin tentou durante oito anos, até há dias, salvar os ditos Acordos de Minsk, ou seja, tentou desesperadamente salvar a soberania ucraniana naquelas duas regiões. O que ouviu em resposta, do Zelensky, foi que não iria respeitar acordos nenhuns e que os ucranianos que se sentiam russos deviam era desamparar a loja e ir para a Rússia. Equivale a tu dizeres aos independentistas açorianos de há alguns anos que, se não se sentiam portugueses, emigrassem para a América. Até porque o programa de alguns deles era mesmo esse: primeiro independência e depois integração nos EUA. Como é óbvio, eles iriam para a América, mas, sem independência, tudo o que tivessem de casas e terrenos de cultivo, por exemplo, ficaria para trás, para ser redistribuído pelas clientelas. A única coisa que os de Donbass queriam (já que o Putin recusava integrá-los na Rússia) era um grau de autonomia e autogovernação que lhes permitisse escapar às perseguições e limpeza étnica que os nazis ucranianos se preparavam para lhes fazer. Pensarás, porventura, que todos os ucranianos são iguais, mas os do Donbass são bem menos iguais do que outros, ou não fossem eles também “russos”. As autoridades de Kiev andaram oito anos a violar e inviabilizar os Acordos de Minsk, a esticar a corda, e agora a corda partiu. Habituem-se.

    O teu problema não é com o Putin. O Putin é apenas um catalisador. O teu verdadeiro problema é com “eles, russos”, e chama-se xenofobia. Para uns são os ciganos, para outros são os árabes, para outros os judeus, os paquistaneses ou os pretos. No que toca aos russos, desgraçadamente, não estás sozinha na aversão. A Rússia é muito grande, demasiado grande, tem riquezas potenciais em excesso, população insuficiente para as explorar, há que partir aquilo aos bocados, tirar de lá os “índios” e pôr aquela gaita a dar lucro para os “brancos” ocidentalmente civilizados, mesmo que de várias cores. A merda dos eslavos são piores que pretos, índios, hereges, Untermenschen, como dizia o escuteiro Adolfo. Para que precisam os gajos de tanta terra? Para escumalha assim, basta a terra que um dia, quanto mais cedo melhor, lhes irão pôr por cima, para não cheirarem mal.

    O que está a acontecer agora na Ucrânia, com a invasão russa, acontece há oito anos no Donbass, até agora parte da Ucrânia, mas em muito pior. Pessoas a viver em caves e abrigos há dois dias não tem comparação com pessoas a viver em caves e abrigos há oito anos, mas deves ter estado a dormir este tempo todo. Ainda ontem, numa escola bombardeada, morreram duas professoras, mas o que interessa isso? Eram “russas”, quase de certeza ortodoxas, hereges. Escumalha, ralé dessa coisa que, para ti, não passa de “eles, russos”. O humanista Adolfo pensava exactamente o mesmo, insisto, e por isso foi lá exterminá-los aos milhões, os sacanas estavam a ocupar-lhe e a desperdiçar o precioso “espaço vital” necessário para a pureza ariana poder crescer e multiplicar-se sem limitações.

    Não conheço a “dimensão” da tua indignação com a invasão do Iraque e o desgraçado cortejo de destruição e morte que provocou (entre 200 mil e mais de um milhão de mortos civis, conforme as estimativas), ou com os milhares de mortos civis em “danos colaterais” nos ataques americanos com drones no Afeganistão e Paquistão, entre outros, mas aposto que foi muito mais suave. O que me dizes a julgar o branquela George W. Bush como criminoso de guerra? Aposto que para o Putin até organizavas um crowdfunding para comprar a corda.

  38. Parvalhatz, o major-general Carlos Branco tem nome, está bem identificado. Era d’homem ires ter com ele para lhe dizer:

    “Você faz parte dessa merda que está infiltrada na defesa.”

    Era d’homem, mas tu não és homem. Não passas daquele prostituto escarepado que passa a vida na retrete pública do instituto público onde publicamente lhe privatizam a pública peida.

  39. Camacho: Não eliminei coisa nenhuma pela calada. Nem sei do que falas. Continuas a delirar, também nesse particular.
    Quanto à NATO, que tanta urticária te causa, não foi enquanto organização que atacou o Iraque, mas foram países da NATO, como o RU e a Polónia, além dos EUA, claro. Outros, da NATO, prestaram apoio na retaguarda, como deves saber. Mas isso o que é que importa para o caso? Queres acabar com a NATO? Eu não!
    Não li o que escreveste nos parágrafos seguintes, como te garanti. Por isso, mais nada a dizer. Apenas que cheira a 1938 e tu és compreensivo com o homem que ameaça a Suécia e a Finlândia caso adiram à NATO. Estamos completamente conversados.

  40. um major-general dum exército que faz parte da nato e que censura o patrão em público, é o quê?
    mas não te precipites, já sairam e vão sair mais do mesmo armário. estou curioso para os ver arranhar quando meterem a marcha a trás. tu gostas porque são parecidos contigo, aldrabão sem vergonha que nega tudo o que disse quando corre mal. gostava de saber se tal militar branco iria evocar objecção de consciência se fosse mobilizado para ir combater os invasores vermelhos.

  41. Olinda, tinha-te na conta de pessoa bem-intencionada. Superficial, um bocado espalhafatosa, macaqueando “profundidades” plastificadas para armar ao pingarelho, como ficou bem claro na referência burramente pretensiosa que há alguns dias fizeste à Crimeia, mas bem-intencionada. Parecia-me que tentavas perceber os assuntos para poder discuti-los. Abstive-me de te apontar essa e outras bacoradas porque nunca me tinhas tratado mal. A minha “bondade” foi ao ponto de rezar aos santinhos todos para que o parvalhatz não se apercebesse da bojarda para mais uma vez te achincalhar. Vejo, porém, que me enganei a teu respeito e confesso, contrariado, que percebo agora o que leva o bully mariconço a chamar-te Obimba. Uma Obimba espalhafatosa e gongórica, sim senhora, mas não mais do que uma bimba.

    P.S. — É escusado dizeres que não te conheço de lado nenhum para te tratar por tu, porque me estou a cagar para isso. Passar bem.

  42. Penélope, peço desculpa, tens razão, não apagaste nada. Referia-me a um bocado de texto que escreveste neste comentário:

    Penélope
    25 DE FEVEREIRO DE 2022 ÀS 14:01
    Vieira: A NATO é uma organização defensiva. Não atacou nenhum Estado soberano (salvo erros como o Iraque, que pagaram caro), não impôs a adesão a ela própria pela força a ninguém.

    e que eu, erradamente, pensava que tinha lido no post. Quando o reli e dei pela “falta”, desbobinei o que desbobinei e não me resta outra coisa senão reconhecer o erro. Sorry.

  43. prontes, a obimba já tem ficha no kgb.
    vão morrer infectados com kitsch e lá se vai o sonho imperial com tremoços ucranianos.

  44. ” … e não me resta outra coisa senão reconhecer o erro. Sorry.”

    deve ser o mesmo que o putin vai dizer e que tu repetirás quando acabar a guerra na ucrania, mas entretanto há quem vá pagar isso com a vida, desde que não seja a tua… ks’afôda.

  45. Ai senhores, que amofinação, deixem-se lá disso, façam a paz, façam o amor, Penelópe e Camacho, um filho!

  46. Joaquim Camacho, a crimeia é sempre a primeira a rebentar – neste seu caso concreto terá tido como causa, o rebentamento, a sua dor de corno em frequência acumulada. não será por acaso que a crimeia rebenta tanto também em crimes passionais. em genocídio, que é do que o post me fala, também.

    mas reconheço que o Joaquim Camacho tem tanta pinta quanto o outro que cita: ambos são movidos pela síndrome do homem pequeno, vulgo complexo de inferioridade.

    reitero, portanto, o vómito e a diarreia a todos os inimigos da liberdade. deixo-lhe mais uma dose para si. bom apetite. e, pois claro, agradeço que não me trate por tu. obrigada.

  47. obimba impõe sanções de etiqueta social à mula russa, reiterando, portantes, vómitos e diarreias, apesar de reconhecer as pintas da mula, que agora passa a ser oficialmente conhecida por mula pintada de russo. um must kitschnet da obimbalhice contemporânea do lagarteiro, brevemente em exposição ao público de serralves.

  48. Enquanto as hordas do fascista putin agridem a Ucrânia, temos infiltrada neste lado da barricada gente a trair os valores fundamentais da Democracia. Uma cambada de comunas-fachos, uma corja de gente ressabiada com a queda do Muro de Berlim, doentiamente obsessiva no ódio ao Ocidente – e pasme-se! – até com descaramento para se declararem apoiantes do PS.
    Gente que anda há anos a fio a fazer broches ao ditador putin. E muitos são os que continuam a fazê-lo, hoje mesmo. Não ficam pelo prepúcio do ditador russo, vão até aos tomates. E quando putin lhes pergunta de quem é a culpa de tudo isto, respondem: “do imperialismo americano, vladimir, do imperialismo americano”. Com a boca cheia.

  49. Ai filho, tu és tão mauzinho, tens tantos broches na boca, é porque gostas deles, até à glote, não é bom chupar assim?,… és daqueles clientes que adoram, não és?…. Eu ajudo-te, tenho uns amantes da comunidade ucra de lx que gostam de bocas como a tua, vais gozar tanto que quando vier o putin até ficas desapontado, não te vai preencher como gostas….

  50. “Olinda
    17 DE FEVEREIRO DE 2022 ÀS 20:28
    uma amiga muito próxima, ucraniana, está a sofrer horrores por estar cá a ajudar amigos e familiares lá, e não estar lá, nesta fase pré-guerra. está a enviar coisas que lhes possam ser úteis quando a rússia avançar: preparam casas subterrâneas com fósforos e velas e comidas enlatadas e roupas quentes. porque a crimeia será a primeira a rebentar. choro com ela.”

    Pois, quando a Rússia avançar… para a Crimeia, onde a Rússia já está desde 2014. E a primeira a rebentar será… a Crimeia, que a Rússia rebentará logo que tenha acabado de rebentar com Moscovo. E depois de Moscovo e da Crimeia vai a Rússia a correr rebentar com… Sampetersburgo, aposto.

    Vai-se a ver, a tua amiga ucraniana da Crimeia é russa ou ucraniana russófila, como quase todos os ucranianos que lá vivem, e está a encher a cave com velas e comida enlatada com medo de uma incursão dos nazis e oligarcas de Kiev e não dos russos. E vai-se a ver também, ainda não percebeste isso porque quando a amiga ucraniana desabafa tu dás-lhe muitos abracinhos e beijinhos e muito afectozinho acéfalo à marcelinho, ficas muito contentinha porque és tão boazinha… mas o que ela diz entra-te por um ouvido e sai pelo outro, do que fala não percebes chavelho, mas podes sempre invocar a amiga ucraniana para armar ao pingarelho.

    A ignorância é muito atrevida. A bacoquice pretensiosa, idem. O gongorismo fatela, aspas. Mas conseguiste destapar-me a careca, caraças! Chice, penique, chapéu de côque! Agora é que fui desmascarado! Estou horrorizado, horripilado, horripilantado! Porque não há qualquer dúvida de que homem pequeno c’est moi, comé que sabêste, olarilolá? Please não digas nada a ninguém, que eu dou-te um vintém!

    P.S. – Já agora, à cause des mouches, foste tu que, imitando o bully mariconço, te meteste comigo e não o contrário, agora não te queixes. Portantes, vai-te catar, porque eu, mais uma vez, estou-me a cagar!

  51. Serviço público: podes sempre ir ao Santo António do Google ver o que foi a Guerra da Crimeia, mas provavelmente não aguentas, adormeces ao fim de um minuto e ficas na mesma.

  52. sabe, Joaquim Camacho, fiz a sesta e por essa razão vou responder-lhe mais uma vez. vou dizer-lhe no que estou a pensar neste preciso momento. estou a pensar na sorte que tenho em poder ler alguém, neste blogue, que me trouxe Júlio Dinis na manhã que se fez clara de outrora para agora. porque a sensibilidade é a sensibilidade é a sensibilidade. adoro, adoro, adoro, todos os dias me reapaixono com mais força.

  53. Aos maniqueístas e outros furiosos intoxicados pelos media aconselho o texto do general Carlos Branco acima linkado pelo Vieira. É a voz sabedora, racional e serena de um militar português com grande experiência na ONU e inclusive na NATO, quando esta “aliança defensiva”, depois de ter ido “defender” para o Iraque, estava a “defender” no Afeganistão. Ver: https://www.dn.pt/internacional/aprendi-a-respeitar-os-afegaos-e-nao-lhes-impor-o-meu-pensamento-sao-extremamente-orgulhosos-14317494.html

  54. “Uma possível operação militar russa não visa ocupar a Ucrânia. Washington está ciente que uma ação militar de Moscovo na Ucrânia se limitará ao Donbass, e apenas se as forças ucranianas cruzarem a linha que as separa dos rebeldes. Entre outros motivos, porque não tem recursos para tal, nem faz politicamente sentido. A ideia de Moscovo colocar um governo fantoche em Kiev, ou a despropositada e desnecessária retirada de pessoal das embaixadas americanas e inglesas, não passa de uma operação de desinformação semelhante à que antecedeu a invasão do Iraque.” carlos branco 11-02-2021

    https://jornaleconomico.pt/noticias/por-quem-dobram-os-sinos-em-kiev-846286

    sem comentários, a realidade fala por si.

  55. “Afeganistão – Episódios de Uma Guerra Perdida”

    arenga duma cassandra militar, com responsabilidades no resultado, no estilo mizé morgado da justiça.
    o portugal e o futuro do general sebastião, tinha mais nevoeiro, mas papava-se melhor.

    o anti-americanismo primário consegue ser mais irracional que o anti-comunismo.

  56. Graças a Deus que existe a “voz sabedora, racional e serena” do general Carlos Branco (ainda por cima com currículo na criminosa NATO, da qual saiu, ao que parece, com as mãos excecionalmente limpas da violência de guerra).
    Lendo os escritos desse senhor general, os portugueses ficaram previamente esclarecidos quanto às intenções de Putin, esse estadista sabedor, racional e sereno que todos reconhecem. Ou, pelo menos, os que fazem gala de dizer com vaidade que pensam pela própria cabeça e não embarcam em histerias.

  57. O Carlos Branco é mais palheto. Qualquer puto de uma universidade americana é capaz de ser mais incisivo e anti-Nato que as bananalidades sobre o Afeganistão. Mas talvez seja porque não tenha tido tempo para consultar os acervos do arquivo de história militar sobre a nossa presença de 500 anos em territórios ocupados e a guerra colonial. Já não se fazem generais como antigamente, hoje só dizem generalidades.

    É ridiculo ter que explicar que a esquerda americana é muito mais à esquerda do que a esquerda religiosa europeia, que não sai do pântano russo, a ideologia é territorial e geográfica, assim como o Benfica, o Estádio da Luz e a águia Vitória.
    A teorização do pensamento de esquerda é maioritariamente franco/alemão, não é russo, a não ser no cadastro. O mais interessante dos russos foi Bakhunin.

  58. Que o senhor general Carlos Branco seja mais palheto, é algo de estimável, porque nem toda a gente é obrigada a apreciar o branco ou o tinto. Em contrapartida, todas as boas consciências anti-imperialistas estão democraticamente obrigadas a uma apreciação unânime da guerra travada pelo democrata Putin.
    Depois de disparado o último tiro nesta guerra, os povos da Europa só poderão agradecer ao senhor Presidente da Federação Russa o terem sido salvos do nazismo de Kiev.
    Que Deus dê a Vladmir Putin muitos mais anos de governo, a acrescentar aos vinte e dois que já leva.

  59. Penélope, o major-general C. Branco não é major, é um oficial general, por isso lhe chamei correctamente general.
    Quanto aos “cálculos”, ainda estamos muito longe do fim desta história, que começou com o derrube em 2014 de um presidente democraticamente eleito. A “democrata” Tymoshenko, nunca tinha aceitado a derrota na eleição, com os mesmo argumentos do primo americano Donald.
    Não creio que o general C. Branco seja um idiota adepto do Putin, é apenas alguém com os olhos abertos, saber e muita experiência.

  60. Que sosseguem as melhores almas democráticas deste mundo.
    As forças armadas da livre Rússia de Vladimir Putin estão a tratar de despachar os drogados nazis da ditadura da Ucrânia. Para tratar das turbamultas de qualquer vizinhança não existe melhor solução do que aplicarem-se todas as balas, bombas e misseis produzidas pela liberdade.
    No final, ficamos com uma deliciosa sopa juliana, também disponível na página da wikipedia.
    https://pt.wikipedia.org/wiki/Sopa_Juliana

  61. “Não creio que o general C. Branco seja um idiota adepto do Putin, é apenas alguém com os olhos abertos, saber e muita experiência.”

    “Provocações militares partem da Ucrânia”
    Major-General, Carlos Branco, afirma que as provocações vêm da Ucrânia motivadas pelo “bombardeamento sistemático” na zona do Donbass. A Rússia não vai ocupar a Ucrânia: “é campanha sem fundamento”
    https://observador.pt/programas/explicador/provocacoes-militares-partem-da-ucrania/

    aqui a partir do minuto 10, percebe-se perfeitamente que se não é nenhum idiota adepto do putin é o gajo que escreve os guiões do russo.
    https://www.rtp.pt/play/p517/e600483/espaco-das-10

    despeja cassetes dos comunas, debita guiões do putin e não é merda, cagou-a o cão.

  62. Penélope: “Queres acabar com a NATO? Eu não!”

    Não te respondi a esta, Penélope, escapou por entre o barulho das luzes, mas respondo agora: gostaria de poder querer. No clima actual, porém, é completamente possível, não vale a pena perder tempo com isso. Mas já vale a pena criticar o comportamento da NATO e desmontar a deriva belicista que arrisca meter-nos a todos na Última de Todas as Guerras.

    A NATO deixou de ter qualquer justificação com o fim da União Soviética e do Pacto de Varsóvia, mas os gatos gordos que ganham milhões para esfregar as peidas nos magníficos corredores e escritórios inerentes aos apetecíveis tachos distribuídos pela agremiação não deixaram. Parece que ainda os vejo na época, assustados, desorientados, baratas tontas com medo de perder a marmita farta, piando constantemente esganiçadas e imaginativas justificações para travar o desmantelamento da manjedoura. Cada semana (às vezes cada dia) inventavam uma “missão” diferente, qual delas a mais estapafúrdia, para justificar a sua existência. Tenho até ideia de um desses gatos gordos sugerir a dada altura a criação na NATO de uma nova valência, um departamento para estudar sistemas de defesa do planeta contra eventuais ataques ou invasões de extraterestres e também para desvio de meteoros.

    E também me lembro de que, vendo o caminho que as coisas estavam a tomar, com a agremiação a recusar desesperadamente dar o peido final, o bêbado Boris Ieltsin, a páginas tantas, sugeriu a entrada da própria Rússia na NATO. Jogada inteligente, que provavelmente não foi parida na cabeça dele, mas que satisfazia alguns dos interesses em presença, nomeadamente os tachos dos gatos gordos civis e militares, os burocratas tipo Jens Stoltenberg, e as preocupações de “segurança” não só dos membros de então mas também da Rússia. Como membro de pleno direito, não seria hostilizada nem atacada pelos restantes países membros e poderia assim aplicar os escassos recursos de que então dispunha no seu desenvolvimento. E, claro, garantia igualmente a segurança de todos os países da ex-URSS e satélites, que também entrariam. Anos mais tarde, o próprio Putin reiterou a proposta. Pois esta garantia de estabilidade, pacificação e segurança para todos, contra toda a racionalidade, não foi aceite. E não foi aceite porque os fabricantes de armamento, principalmente americanos, precisavam desesperadamente de um inimigo externo credível para manterem as mercearias abertas e a render balúrdios, para convencer os países a comprar-lhes aviõezinhos, bombinhas, helicópteros, mísseis, tanques, fragatas e restante panóplia. Claro que teriam sempre clientes no chamado Terceiro Mundo, sujeito a outras dinâmicas, mas o poder de compra desses era muito inferior e os proventos cairiam dramaticamente.

    Assim, a minha resposta é: a NATO devia ter acabado quando acabaram as razões invocadas para a sua existência, União Soviética e Pacto de Varsóvia. Nos tempos que correm, perder um minuto que seja a advogar o fim da NATO é um exercício fútil, uma parvoíce, uma perda de tempo e de energias. Deixo isso para o PCP e o Bloco.

  63. maizúm major general que acha que a culpa é do patrão nato. só falta o presidente do sindicato dos majores generais pedir oficialmente a extinção da nato e recorrer ao fundo de desemprego. enchem a boca com os acordos de minsk e depois ficam sem espaço para o memorando de budapeste que foi assinado muito antes.

    https://www.youtube.com/watch?v=7r6CeeLBjJg

  64. Júlio: Parece que desta vez estamos em desacordo. Felizmente aqui não há bombas!
    O general diz no artigo que a Rússia não tem intenção de invadir a Ucrânia “nem tem meios para isso”, certo? Se mais não fora, neste aspecto, o general já errou. E errou tanto mais quanto, pelo que se vê, a operação já estava preparada há que séculos. Logo, o general tem uma visão algo lírica do senhor.
    O Yanukovytch já lá vai. No começo da nossa democracia houve também muitos acontecimentos lamentáveis e gente muito questionável a dizer que defendia a democracia. Faz parte da falta de tradição e de liberdade. Neste caso, mais complicado ainda com o regime russo à perna. Mas estamos em 2022. O Zelensky ganhou umas eleições limpas e com 73% dos votos, em 2019. O Zelensky defende os meus valores e proclama-o ao mundo. Mais: está disposto a morrer enquanto luta contra quem lhe quer impor outros. Como não admirar? Como não apoiar?
    Acho que é isso que a Europa está a sentir. Aquele homem está a inspirar muita gente desinspirada ou distraída na Europa.

  65. penélope:

    a guerra após a expulsão do legitimamente eleito yanukovich dura desde 2014, há portanto 8 anos!. provocou 15 mil mortos. se encontares algo de semelhante no começo da nossa democracia agradecia que dissesses o que é para percebermos a tua comparação.
    os gajos do daesh também estão dispostos a morrer pelo que acreditam, mas não os admiras nem apoias.
    se fosse a ti reflectia nisso. ainda vais descobrir o profundo racismo que transpira nas decarações da maioria dos escandalizados com esta guerra.

  66. “No clima actual, porém, é completamente IMPOSSÍVEL, não vale a pena perder tempo com isso”, e não “possível”, como escrevi.

  67. Gostava só de lembrar que a realidade é dinâmica e não é por eventualmente General Carlos Branco até ter pensado que era possível colocar um cartaz à beira da estrada em Donetsk e Lugansk a proibir a entrada de rockets e neonazis que deixou de escrever um texto muito bom no jornal Económico. Sobretudo com muita informação num tempo de muita desinformação. Com lives do horror da guerra nas televisões pelas audiências e tudo. E se formos a falar de prognósticos antes da Guerra…

    https://consortiumnews.com/2022/02/23/diana-johnstone-us-foreign-policy-is-a-cruel-sport/

  68. “E se formos a falar de prognósticos antes da Guerra…”

    não se trata de prognósticos, são mentiras deliberadas para fundamentar os broches que faz como influenciador de opinião. a única originalidade, aliás já copiada por outros camaradas de profissão, é trabalhar para a nato dizendo mal da patroa e do seu próprio trabalho. quanto mais o discurso for conversa de porteira, sobre curiosidades militares e vida íntima nos quartéis, mais convites para performar e facturar.

  69. Foda-se, vocês não percebem nada!

    As notícias certas e verdadeiras são as pro americanos & sus muchachos. O resto é tudo propaganda e comentários de comunas mentirosos compulsivos assalariados do Putin.
    Fácil.

  70. Foda-se, vocês não percebem nada! As notícias certas e verdadeiras são as pro russas & sus muchachos. O resto é tudo propaganda e comentários de nazis mentirosos compulsivos assalariados do Biden.
    Fácil.

  71. Eu só gostava de perguntar ao Raul Solnado se os prognósticos certos são aqueles que dizem que senão agarram o tiradentes lá em cima ele vem por aí abaixo e não tarda nada andamos todos com próteses dentárias?

    Porque independentemente da insanidade atual sempre me fez confusão estar a caminhar para comemorar 100 anos do fim da II Guerra ainda com bases militares norte-americanas na Europa?! Quando temos interesses tão diferentes. Se calhar estamos ocupados e não sabemos. Pelo menos escutados já sabemos que somos. E até escarnecidos nalgumas gravações que chegam a luz do dia. Como uma da Sra. Nuland com o embaixador Geoffrey Pyatt a falarem dos planos para a Ucrânia pós Golpe , para marginalizar a UE mais uma vez e colocar o protegido Yatsenyuk como PM. Que como se sabe caiu logo com o outro grande estadista escolhido Poroshenko em esquemas de corrupção imunda. A principal característica da Ucrânia pós Golpe de Estado.

    E a mim chateia-me esta ideia de estar ocupado. Até porque nunca acreditei que chegamos à paz a apontar armas aos vizinhos. Para lá da paz do negócio do armamento claro. Será que os espanhóis ou mesmo nós também gostávamos de ter umas rampas de misseis apontados ao coração? Sobretudo depois do rasgar de dois Tratados tão importantes à paz na Terra. Ou se calhar nunca devíamos ter derrubado o Muro de Berlim…

    Já em relação ao oficial em questão até pensava que já estava na Reserva. E na minha opinião mesmo no que toca ao desfile de experts alucinados da guerra nas televisões, tudólogos inclusive, alguns muito poucos Oficiais na Reserva ainda são os que dizem alguma coisa com senso. Já os que ainda estão no ativo que até saltam na cadeira, interna-los era pouco. E eu só vejo praticamente RTP. Como este:

    https://www.youtube.com/watch?v=Zanhk1BJMO0

    https://progressive.org/latest/us-reaping-sowed-in-ukraine-benjamin-davies-220201/?fbclid=IwAR3hdh-0Sv7X7xDkdM2EM4ECE7oG4F754iuCP-9Ne5eyO_Y5X7hiRtUQsFM

  72. “Não creio que o general C. Branco seja um idiota adepto do Putin, é apenas alguém com os olhos abertos, saber e muita experiência.”

    “Provocações militares partem da Ucrânia”
    Major-General, Carlos Branco, afirma que as provocações vêm da Ucrânia motivadas pelo “bombardeamento sistemático” na zona do Donbass. A Rússia não vai ocupar a Ucrânia: “é campanha sem fundamento”
    https://observador.pt/programas/explicador/provocacoes-militares-partem-da-ucrania/

    aqui a partir do minuto 10, percebe-se perfeitamente que se não é nenhum idiota adepto do putin é o gajo que escreve os guiões do russo.
    https://www.rtp.pt/play/p517/e600483/espaco-das-10

    despeja cassetes dos comunas, debita guiões do putin e não é merda, cagou-a o cão.

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