Quem morde o isco das sucessivas mentiras?

A catadupa de mentiras, antes, muito antes, e durante o processo eleitoral, que levou o actual governo ao poder e com que, já em funções, prossegue para sustentar a sua actuação não poderá continuar por muito mais tempo. A menos que dêem um golpe de Estado ainda mais clássico, que implique censura a jornalistas e televisões, vai-lhes ser difícil prolongar a farsa, esperando não serem desmascarados. E, mesmo assim, como tentam!
Tardiamente do ponto de vista político e a uma hora de pouca audiência, na sexta-feira à tarde, foi o ex-secretário de Estado das Finanças, Emanuel Santos, finalmente convidado pela RTP Informação para esclarecer o “buraco” de mais de 3000 milhões alegadamente da responsabilidade do anterior governo e com que o actual primeiro-ministro justificou as novas medidas de austeridade. Com legítima indignação, Emanuel Santos repõe a verdade.
Pouco tempo depois, o vídeo não só percorreu os blogues de esquerda como ficou disponível no YouTube. É que a Internet substitui-se rapidamente à “nobreza” do horário das televisões quando as coisas que lá se passam interessam. Apesar disso, entre as19h00 e as 22h00, o espaço das televisões está predominantemente reservado aos Joões Duques, Barretos, Gomes Ferreiras, Miras Amarais e Medinas da nossa praça, os quais são convidados a pronunciar-se mais em cima dos acontecimentos para deixarem uma primeira impressão na opinião pública. Técnicas.
Note-se a forma escandalosa e despudorada como Passos adiantou aos jornalistas que entretinham os telespectadores nos minutos que antecederam a sua comunicação ao país que haveria um novo desvio de 3000 milhões nas contas públicas. E a forma como os jornalistas caíram que nem patinhos. Engoliram o isco, o anzol e a cana! Nem esperaram para confirmar de que desvio se trataria. A insinuação em relação ao anterior governo começou de imediato, ainda nem o discurso tinha começado. A ideia ficou, evidentemente, a pairar sobre todo o discurso, tornando as violentas medidas “compreensíveis” e, mais uma vez, lançando o ónus e o descrédito sobre o governo anterior. Chegado o discurso, nem uma palavra sobre a Madeira. Zero. O principal responsável pelo agravamento da dívida e do défice, o mentiroso-mor e distinto militante do PSD, está, para este governo, completamente “limpo”. Ganhou as eleições e não se fala mais nisso, ou melhor, não se fala mais nele. De tal maneira que ninguém sabe de que modo essas dívidas astronómicas se vão repercutir nas contas e nos orçamentos!
Não sei até que ponto a revolta e os desmentidos posteriores de pessoas autorizadas têm efeitos esclarecedores na opinião pública sobre o calibre desta gente. Está à vista que há aqui uma guerra a travar. Enquanto puderem, vão usar esta estratégia. Quando começarem a não poder, reforçam o ataque passando à fase em que exigem o julgamento dos “responsáveis” pelo estado do país, sabendo nós a quem se referem. Essa fase parece já ter começado. E é perigosa. Mais uma razão para que houvesse uma liderança da oposição determinada e combativa da parte do principal partido. Por enquanto, não há.
Que a situação do país é péssima ninguém tem dúvidas. Que esta cambada chegou ao poder pela via do embuste e desprezando completamente o interesse do país, cada vez mais pessoas percebem. Desculparem-se eternamente com a situação herdada tem os dias contados. Devido à crise externa, o anterior governo viu-se obrigado a aumentar a dívida e o défice, que até 2008 estava a conseguir controlar. Quando começou a pressão sobre a dívida soberana começou a cortar a despesa, sempre com a resistência ou a oposição dos restantes partidos, PSD incluído e à cabeça. A precipitação do derrube do governo só agravou as coisas.
Seria melhor que parassem de mentir e que não varressem o Alberto João para debaixo de um tapete – persa – caro para nós e conveniente para ele. Já alguém ouviu do ministro Gaspar alguma coisa que se relacione com austeridade agravada para os madeirenses? Eu não.

28 thoughts on “Quem morde o isco das sucessivas mentiras?”

  1. oh penélope, não se trata de morder o isco. trata-se de parcialidade e de miltância. a comunicação social continua a sua cruzada encetada desde há muito tempo. a vida portuguesa, quer política quer da comunicação social esta completamente assimétrica: a direita domina tudo. seria menos mau se se tratasse de uma direita com bons modos. o problema é que é uma direita caceteira e retrógrada, tendo como lema a difamação e a calúnia, como diz o val. aos poucos vai-se percebendo que o sócrates era a única personalidade que equilibrava este estado de coisas. mas as pessoas vão-se dando conta disto; os bloquistas já dizem que a sicn é a fox news. não se aperceberam que isso já acontece há muito tempo, demasiado tempo.

  2. A srª Penélope pode pedir meças ao seu colega Val pelo denodo e entusiasmo com que defende o indefensável: Sócrates era um incompetente e mentiroso patológico, que arrastou o país para o fundo, em nome de um projecto pessoal e de uma lógica de auto-sobrevivência desesperada, e só conseguiu manter-se no palco do mais portentoso espectáculo de ilusionismo e prestidigitação, com o conluio de personagens patéticas e fieis da Igreja do Sócrates dos Últimos Dias.

    Esperem um pouco mais e vai ver a merda que a srª e os seus muchachos ajudaram a estancar no enorme armário da mentira nojenta.

    Espere e verá. Confio que seja mais duro e cruel do que imagina,

    Vamos esperar … pode ser??

  3. As últimas eleições representaram o rechaçar da Mentira Total e Absoluta representada pelo Partido Socialista e pelo partido socratista dentro desse partido. Foi possível mudar de Governo e dar uma oportunidade a pessoas sem responsabilidades directas no caminho que nos trouxe até aqui. A longa farsa socratista acabara, mas para trás ficaram buracos de vária magnitude, 3000 milhões no semestre ainda da responsabilidade gestionária socratista. Se medidas brutais no Governo Passos elas decorrem das decisões em roda-livre, perfeitamente escandalosas e despudoradas, do anterior Governo: exigir o julgamento dos responsáveis pelo estado do País é não apenas legítimo, mas mais suma justiça. É perigoso admitirmos que no passado se possa ter feito, decidido, danado, o futuro com total e absoluta impunidade e sem qualquer prestação de contas, dada a situação péssima do País. A longa noite de embuste socratista obriga a atitudes inéditas do Ministério Público, porque a crise externa jamais servirá de desculpa ao anterior Governo. Está por explicar para que fim agudizou ele absurdamente a dívida e o défice malbarantando qualquer esforço até aí simulado, com aumentos na Função Pública e a trapaça dos ajustes directos antecedendo as eleições 2009. Um Governo que duplica em seis anos a dívida soberana merece o quê? Todo o repúdio e a rejeição nas urnas e, hoje, a indignação e busca da verdade toda. O titular de um tal Governo merece mais: merece responder pelo o mal que fez ao País. Não bastou o urgente e higiénico derrube desse Governo maligno para permitir clarificar as coisas, expor as mentiras com que se varrem responsabilidades para debaixo do tapete parisiense. É preciso mais. Muito mais que isso.

  4. Ó PALAVROSSAVRVS REX agora estás muito bem, mas amanhã quando estiveres a ressacar vais ver, larga a pipa vá lá.

  5. ora exemplificando a direita caceteira da difamação e da calúnio temos aqui mais uma vez o filho da puta do rex que agora frequentemente vem deixar aqui o seu vómito. diz o bacano que a “crise externa jamais servirá de desculpa ao sócrates”: a crise internacional provocou uma diminuição profunda da receita fiscal que justifica em mais de 80% o valor do défice e consequente da dívida (o restante aumento da despesa também tem a ver com a crise: nunca a indústria foi tão apoiada para não ir ao fundo; a liquidez dos bancos foi mantida também com o apoio do estado). o problema que os números causam a estes ranhosos levam-nos também para a estafada duplicação da dívida. eh pá, vão ver os números!
    nem uma palavra para a madeira, para o bpn e para os 7% de défice que o ppd/cds deixaram em tempo de vacas gordas…

  6. O facto de andarem a pedir a cabeça de Socrates deseperadamente só vem provar que algo não corre bem neste governo e que há medo, muito medo que a pessoas disso se apercebam mais depressa do que convinha.Estou com curiosidade para ver que bode expiatório vão arranjar para o falhanço das contas no segundo semestre…

  7. Não há a menor dúvida de que os gajos estão com as calças na mão e uma vontade enorme de fugir como fez o Barroso. Só que agora é tarde. Nem com a ajuda do economês Cavaco isto lá vai. Quer dizer: ir vai, mas é para o fundo.
    Primeiro o mentiroso, ranhoso, aldrabão, vigarista, calhordas do Passos dizia na campanha que nunca se iria desculpar com o governo anterior. Daí saber as contas e ter assinado com a Troika.
    Depois a coisa começou a correr mal, o governo a desgovernar, o Alvaro a abanar o toutiço, o Gaspar a levantar os braços ao céu, como quem diz: Oh! meu Deus, livrai-me desta onde vim cair. O Portas a passear-se à nossa conta, a dar a volta ao mundo, não deve ser para revender os submarinos. A da justiça desapareceu de cena. A da agricultura já cavou para outro lado. Então o desgraçado do Passos começa a desculpar-se com o buraco. Primeiro eram 1.ooo milhões, depois 2.000, depois 4.000, depois, 3.ooo. isto sem contar com o buracão da Madeira e o buraco do BPN (amigos do peito de Cavaco que até lhe deram um lucro estapafúrdio nas ações do BPN que o homem não sabe explicar).
    Mas afinal o grande buraco estava guardado pelo Jardim.
    Agora que a cantiga do buraco foi descoberta aparece a criminalização dos governantes anteriores. Mas ninguém diz a quem se referem. Se a Jardim, Balsemão, Cavaco, Santana, Barroso, Ferreira Leite, enfim até o sepultado Carneiro pai desta carneirada deve ter culpas no cartório.
    E o CDS que também quer é tacho mudou de opinião e vá de se juntar a esta trupe de palhaços.

  8. Cara Penélope, infelizmente não há cultura suficiente neste povo a que pertencemos para conseguir separar o trigo do joio e olhe que não é fácil.
    A intoxicação veiculada pelos orgãos noticiosos atingiu um patamar que eu pensava ser difícil de atingir depois de 74. O PS foi sistematicamente acusado por esses mesmos orgãos de ser o seu manipulador principal, no entanto era tão estúpido, que permitiu que eles fizessem exatamente o contrário do que o PS afirmava!
    As tramóias e suspeições eram levantadas regularmente como se o acaso estivesse programado milimetricamente.
    A lama, às pazadas, era arremessada sem dó nem piedade para cima de todos que não fizessem parte do grupo a abater.
    Seja à direita, seja à esquerda, todos comungaram para um exorcismo coletivo que entravava a sua chegada à gamela.
    Uns coitados, apenas por vaidade e vacuidade intelectual julgaram que saíriam beneficiados do abate, outros, mais espertos, calculistas e conhecedores dos meandros, porque sabiam que os seus propósitos estavam ao alcance da mão.
    A direita, mais uma vez, utilizou a esquerda simplória para ocupar os cadeirões do poder, tudo em nome do povo que esmaga e do País que abate mas que jura amar.
    No meio disto tudo, um povo inculto, que não lê jornais mas bebe televisão, deixou-se enrolar no canto da sereia.
    Os que viam desaparecer os privilégios de há muitos anos em prol do bem comum, egoístas, julgaram que era verdade o que diziam os que juravam defendê-los.
    Os bem instalados na vida apressaram-se a fomentar a fábula dando azo a que nomes pomposos vomitassem o azedume do isolamento em catilinárias dirigidas ao homem a abater.
    Agora, depois do mal feito, começa a vislumbrar-se o esquartejamento do País e o aparecimento dos esquelestos que os mandantes sabiam em que armários estavam escondidos.
    Mal chegados ao poder, viram a luz!
    A crise internacional tantas e tantas vezes negada, emergiu violentamente como salvação da Pária! O governo anterior obrigado a pedir a ajuda externa, é agora acusado de a ter chamado e culpado de a ter aceite quando ela foi imposta por quem os derrubou.
    Os bancos e as poupanças salvas à nossa custa vem agora queixar-se do mau negócio que foram obrigados a fazer ao pedirem dinheiro a 1% para o emprestarem ao estado a 6,7, e mais por cento, esquecendo-se que apoiaram a contrução civil com muitos milhares de milhões sem se justificar.
    A TSU que Catrogas e outras sapiências desejavam baixar qutro, seis, oito e mais pontos permanece imutável enquanto se ampliam os horários de trabalho tornando o salário mínimo ainda menor, tudo em nome de um buraco que ninguém sabe explicar onde está nem como foi gerado.
    Julguem-se os culpados! Eu por mim começava pelos militares de Abril, pois estes ousaram pensar que iriam arrumar com esta corja de vez e pelos vistos fizeram-no mal.

  9. Pelos caminhos de Portugal
    A anedota da semana começa com a pergunta: “Sabes onde está o antigo secretário de Estado que tutelou a negociata com uma construtora que custou ao erário público 600 milhões de euros?” A anedota termina com a resposta: “Está na Assembleia da República, a representar o PS na Comissão de Obras Públicas.” Tem graça, não tem? Pensando melhor, nem por isso.
    O ex-secretário de Estado em causa é Paulo Campos, que sozinho já protagonizou imensas piadas do género, desde aquela em que um governante colocou na administração dos CTT dois velhos sócios de uma empresa aliás unicamente criada para aceitar serviços de uma autarquia amiga. Ou aquela em que um dos administradores nomeados pelo governante vinha acusado de falsificar a licenciatura. Ou aquela em que o governante (falo invariavelmente do sr. Campos) encomendou os chips de identificação nas Scut a uma multinacional gerida aqui por um sujeito que fora seu assessor. Etc..
    A anedota mais recente versa o consórcio Ascendi, dominado pelos fatídicos Mota-Engil e Banco Espírito Santo, o qual detinha as concessões de umas auto-estradas e de uns itinerários complementares a troco do rendimento das respectivas portagens. Dado que o rendimento ficou aquém do esperado, o Governo de então, sempre respeitador das regras, alterou a lei (o Código dos Contratos Públicos) e, sempre respeitador dos peritos, requisitou a alteração a escritórios de advogados ligados às construtoras. Após notáveis cambalhotas legislativas, a Estradas de Portugal viu-se obrigada a assumir o défice entre a realidade e o optimismo da Ascendi, compensando o desanimado grupo com 1864 milhões de rendas fixas e recebendo 1267 milhões provenientes das portagens. Contas feitas e desfeitas, o Estado acabou delapidado em quase 600 milhões, que seria interessante descobrir onde param, a quem serviram e, eu sei lá, quantas famílias alegraram.
    Também seria interessante que o caso tivesse consequências. Mas esperar semelhante excentricidade neste país é a anedota do mês, do ano, da década, do século e, se calhar, do milénio.

  10. Ai teófilo, teófilo

    tu és um perito em peroração socrática e, ou me engano muito, ou pareces ser um dos tais idosos a ocupar o tempo em exercícios trôpegos de lambe-bostismo retardado.

    sobre os 13 anos XUXAS nem uma palavra de avaliação crítica elementar.

    vai passear os netos e os canídeos e deixa-te de prosápias de bajulação nojenta, que para isso já cá temos no aspirina uma corja diarreica de apaniguados ressabiados

    olha que os lulus têm de sair à rua, senão mijam-te a bengala, ouviste?

  11. Oh! Pelos caminhos de Portugal e responsabilidades do PS
    Conheces a última anedota? As recentes são as melhores. É mais ou menos assim:

    Passos discursava na assembleia. E dizia:
    -É preciso fazer mais sacrifícios.
    E ouve-se uma voz:
    -Trabalharemos o dobro.
    E Passos continua: – A saúde será mais cara, os medicamentos, as consultas, tudo!
    Ouve-se uma voz:
    -Trabalharemos o triplo.
    E Passos continua:- Os alimentos também serão mais caros. Com o IVA ficarão ainda mais caros.
    Ouve-se a voz:
    -Trabalharemos o quádruplo.
    Diz o Passos já meio irritado:
    -Mas quem é esse sujeito que quer trabalhar mais e mais!
    Responde a voz:
    -Sou o coveiro.

    Portanto oh caminhos de Portugal se fosses bordamerda não eras melhor?
    Em vez de vires ppara aqui marrar?

  12. Portuga, portuga

    tu podes acompanhar o teófilo na passeata com os lulus, e, juntos, mijarem contra as árvores entoando vigorosamente loas e ossanas ao vosso amado Sócrates

    mas não ocupem as árvores todas que os lulus também têm direito a alçar a pata para largar as águas

  13. Antigamente, pá, é que a vida era boa, pá. Aeroporto em Beja, pá, promessas de cheques-bébé, pá, postos de abastecimento para carros a electricidade, pá, alcatrão à borla, pá, a malta a gastar o dinheiro dos outros, pá, gente séria como o Paulo Campos, pá, governantes a dizer que a situação era tão brilhante que até tínhamos de usar óculos de sol, pá.

  14. A insistência com que vários opinantes aqui grunhem contra Sócrates, atando-lhe ao pescoço a culpa da crise internacional iniciada em 2008, é reveladora do desespero em que se encontram. Já perceberam que o genial Coelho, cuja experiência como economista foi a de vender umas casas em ruína depois de lhes dar uma pintura, afinal não tem qualquer truque mágico na manga para enfrentar a crise – a tal crise que, segundo eles, não explicava as dificuldades portuguesas.

    Alguns já vão admitindo que a crise afinal existe e é fodida. Pudera, o governo já vai no enésimo pacote de austeridade e não se vislumbra a mínima luzinha durante o mandato. E aquela estupidez do Cavaco que “não se pode pedir mais sacrifícios aos portugueses”? Um autêntico tiro no pé do Coelho! Na crescente escuridão, os desesperados opinantes que vêm aqui borrar as paredes só têm uma ideia, típica de consultores de firmas falidas: arranjar um bode expiatório que explique o fracasso que já se adivinha. Tanto bota-abaixo, tanto tesão pelo poder, e afinal?

  15. observador, pá, limpa o ranho da calúnia, pá, que te entope a moleirinha de análises, pá,

    cheias de simplicidade tacanha e mentirosa, pá, como grande parte desta carneirada orfã, pá,

    de um pai patético, pá, que foi pra Paris e nos deixou uma conta colossal, pá, foda-se que

    tesão, pá, vai ser pagá-la e tu pá a zurrar como um bom, pá, XUXA enrabado, pá

  16. 2Nunes, parece que estás com convulsões colossais. Lava o focinho com água fria e toma o comprimido colossal que te receitaram.

  17. Sendo o insulto a arma preferida de alguns escribas que por aqui andam ultimamente, nota-se que o desnorte já começa a chegar aos bisnauzitos e o desconsolo começa a vir à superfície ao constatarem que quem lhes está a ir ao bolso são os seus ídolos.
    Alguns esquecem que quem foi o pai das auto estradas e que agora é figura grada da Lusoponte, que (por acaso) administra a ponte que mandou construir, não chegou ao governo pela mão de Sócrates, nem de Guterres ou Soares, mas inundou este País de auto-estradas em nome do progresso.
    Já não se lembram quem era primeiro-ministro em 88 e que lançou o Plano de Modernização e de Reconversão dos Caminhos-de-ferro portugueses que destruiu a rede ferroviária nacional numa época em que países mais avançados (França-Alemanha-Inglaterra-Holanda-Itália) apostavam no caminho-de-ferro como transporte de futuro.
    Também não se lembram (ou não querem lembrar) de quem preferia gastar os apoios para o desenvolvimento vindos dos USA na decoração de gabinetes e que foi corrido (pelos americanos, claro) por causa das despesas sumptuárias, do famoso comissário da Expo que também presidiu aos destinos da TAP, ambas gestões ruinosas, que foi ministro da Agricultura e Pescas onde fez o possível para as destruir e que ainda há poucos meses declarou falência.
    Não se recordam de quem era quem no BPN e SLN e quem engordou à custa deles, de quem foi uns dias à CGD para poder ir buscar uma reforma milionária, quem foi o ministro que meteu cunhas para a filha entrar para a universidade sem ter nota para tanto, quem foi o membro do governo que embrulhou o Deus Pinheiro numa manta que ele não roubou.
    Fazem-se esquecidos dos dezassete mil quilos de ouro que Cavaco e Tavares Moreira enfiaram na Drexel que era uma espécie de D. Branca americana e que se evaporaram na sua quase totalidade ficando o remanescente para pagar à sociedade americana de advogados Cadwater, Wickersham & Taft e que veio a ser o litígio mais caro da nossa história.
    Para estes não querem julgamentos, nem pedidos de explicações, basta-lhes o ar de seriedade que deles emana.
    Argumentos e números não têm, nem sequer a Pordata, que só começa o historial das contas públicas em 1995 ou 1996 como se o que existia antes não fosse mensurável nem existam dados!

  18. Esse isco não mordo eu.
    Já o pescocinho da Assunção Esteves… mordia-o sim senhor! Acho-a tão erótica: tudo nela indicia nudez descarada. É uma atrevida sem modéstia, que é o mesmo que dizer que é política sem seriedade.

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