O 25 de abril a partir de hoje

A comemoração desta data na Assembleia da República (que não noutros lados) vai começar a ser o barómetro periódico da nossa democracia. Nunca lhe dei tanta importância como hoje. Ainda bem que alguém como Mário Soares, com 87 anos, mostrou ser dos poucos que não estão adormecidos, ainda que com um mero gesto simbólico.

Mas, se quiserem ouvir uma imbecilidade para não perdermos o ritmo, aqui vai:

Ricardo Costa, diretor do Expresso, diz que Mário Soares vai arrepender-se de faltar às comemorações oficiais do 25 de abril na Assembleia da República.

14 thoughts on “O 25 de abril a partir de hoje”

  1. Portugal está de joelhos perante o FMI.
    É a terceira vez.
    As outras 2 vezes foi com Má rio Soares, em 1977 e 1983/4
    Nessas datas entrou no vocabulário português pela 1ª vez em 800 anos, o termo “Salários em atraso”.

    Viva o 25 de Abril, viva Salgueiro Maia e os que ele comandou no Largo do Carmo.

  2. 25 DE ABRIL!

    “Esta é a madrugada que eu esperava
    O dia inicial, inteiro e limpo
    Onde emergimos da noite e do silêncio
    E, livres, habitamos a substância do tempo

    Sophia de Mello Breyner Andresen

    A beleza deste belo poema, totalmente inconciliável com a tristeza dos dias que vivemos!

  3. Tem toda a razão quanto ao Costa, mas sobre o Marocas, não. Um “gesto simbólico” uma ova, o homem disse o que era devido do PM. É preciso fazer um desenho, ou esta tudo doido?

    É dos raros políticos que ainda têm força moral e na nação para derrubar um governo.

    boas festas

  4. O Dr. Mário Soares é um dos poucos politicos portugueses que, pela sua grandeza, não tem necessidade de pactuar com hipocrisias e atitudes consideradas como “politicamente correctas”. Esteve muito bem ao tratar os bois pelos nomes e dizer que esta maioria, com a sua governação de desmantelamento do estado social, está a destruir tudo o que o “espirito do 25 de Abril” representa.
    É evidente que outros há que, com o conforto dos seus privilégios adquiridos
    no exercício das suas anteriores funções, estão-se marimbando para alguns principios e não estão virados para atitudes de… “levantar ondas”!!!

  5. Como diz um amigo de longa data, o Ricardo Costa é um “nhonhecas” prenhe da sua suposta importância. Porém se eu fosse o Soares cuidava-me por que o rapaz é tal e qual o Oráculo de Delfos. Se dúvidas existissem quanto à razão da atitude de Mário Soares, a visão do Relvas, Macedo, Gaspar e Cia. ostentando na botoeira a flor da planta herbácea da família das cariofiláceas cuja cor também atenuava o negro do modelito de Madame Paula Teixeira da Cruz, JUSTIFICAVA-O.

  6. Isto parece aquela comunicação do Mário Soares à presidência da RTP à qual respondeu o Moniz. Como diz o pataxó – «não se enxerga!»

  7. ó ignatz, pá, és um baril, mas o treta tem razão, aquela gaita era só saneamentos e tipos de punho no ar a ameaçar que iam trabalhar, mas ficavam-se pela autogestão e muita trampa fechou.

  8. Mas alguém tem dúvidas do que eu disse? Diz o ignatz que já estavam falidas. Algumas estariam, mas outras como a CUF eram empresas prósperas, com muitos e muitos milhares de trabalhadores, com condições sociais bastante avançadas: refeitórios, serviços de saúde, casas para os trabalhadores, prendas aos filhos dos empregados pelo Natal, escolas secundárias para os filhos dos trabalhadores, oferta de livros, etc., etc.
    Uma equipa de futebol na 1ª. divisão. Por isso não estava falida, mas ouve alguém, alguns pseudo- trabalhadores que a levaram à falência. Enquanto não destruíram o capitalismo e não deixaram pedra sobre pedra não ficaram descansados.

  9. Poeta da treta, é verdade, sim. A liberdade que foi dade e benvinda, pois o silêncio na altura era a regra e ai de quem bufasse contra o regime, essa liberdade, dizia eu, foi mal aproveitada, mal gerida, nos valores na mentalidade, etc. Os trolhas da democracia iam para as varandas de punho no ar cantar o «povo unido», mas destruíram economia, puseram-nos numa União europeia que serviu a uns, outros abotoaram-se a belas reformas e os que idealizaram a liberdade numa prática de abundância, ora na expressão ora na vivência ( não falo em sobrevivência), «cozeram-se». Por isso, temos os nossos políticos sempre sorridentes e a «ralharem», esquecendo-se que a prática económica, quer queiram quer não, foi abaixo com eles, a começar com o besta do Cavaco e por aí fora.

    25 de abril acabou com a Pide descarada, mas «andem» muitos por aí a perseguir nas várias sedes da economia e outras, é só olhar e ver como funciona o sistema.

  10. “Algumas estariam, mas outras como a CUF eram empresas prósperas, com muitos e muitos milhares de trabalhadores,”

    foi própera graças ao condicionamento industrial, à mão de obra barata e às colónias. começam a sofrer alguma concorrência com a abertura preconizada por rogério martins e o 25 de abril apressou o resto, aumento mão obra, fim das colónias, tecnologia obsoleta e abertura do mercado. os conflitos sociais tamém contribuiram, mas não foram a principal causa. arranja outra que esta não se encaixa no perfil da tua teoria.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.