Nunca é demais lembrar

Atendendo a que, à esquerda do PS, habitam 1) uma seita comunista que considera a Coreia do Norte um país amigo e 2) uns radicais intelectuais que gostaram, gostam e se aproveitam do protagonismo que a direita lhes concede e que têm tudo em comum com a seita, como por exemplo o programa económico e político, menos a disciplina militar e os hábitos de consumo, os socialistas estão mesmo condenados a governar sozinhos. Para isso, é dramaticamente imperioso que obtenham maioria absoluta e que, para isso, elejam internamente líderes carismáticos, determinados e com personalidade forte, capazes de inspirar confiança e destruir com classe as fantasias dos habitantes 1) e 2) e presentemente as mentiras diárias da direita sobre as causas da crise. Neste momento, a fraca liderança de António José Seguro e a sua falta de assertividade em relação às mentiras constantemente vendidas à opinião pública, que impedem o PS de descolar definitivamente nas sondagens, são o único motivo por que o Bloco de Esquerda se permite ensaiar aproximações e por que o PS os recebe. Mesmo perante a exposição escancarada do que pretende verdadeiramente e por quem é constituído o bando do pote que nos governa, o PS não passa dos 34% nas sondagens. Assim o país não sobrevive. Querem os socialistas sair disto, ou conformam-se futuramente com uma coligação com radicais ou, em alternativa, com o que sobrar da tropa do pote ou a restante direita capaz das maiores sujeiras contra o principal adversário político? Estes dois cenários deixam os eleitores naturalmente céticos e levam-nos a tolerar um governo calamitoso, com o qual o atual PS parece igualmente conformado.

E por falar no bando do pote, recordemos a sua composição: um potencial ator de revista, inútil, mas dotado de boa voz e boa apresentação para ir à frente; a seu lado, e indissociável, um chico-esperto aldrabão, amigo e cúmplice de longa data, para tratar do futuro dos dois; um quadro do Banco de Portugal há anos destacado no estrangeiro, totalmente alheado dos portugueses, com uma obsessão por modelos económicos e deleitado com a oportunidade oferecida para os experimentar (e, como tem estudos, na prática o chefe do governo); o líder de um partido de direita pouco representativo, mas que sempre se tem mantido assente em descarada demagogia para conquistar pelo menos um cargo de ministro; irrelevâncias como Assunção Cristas e Pedro Mota Soares; um alien vindo do Canadá; uma Paula assaz vingativa, assertiva, mas tonta; um ministro na sombra para manobrar as privatizações, ideologicamente influente sobre cabeças ocas como a do potencial ator e cuja visão do mundo manda a decência que permaneça mesmo na sombra.

Não é difícil concluir dos dois parágrafos anteriores que só uma boa alternativa, e vista como tal, no maior partido da oposição poderia levar os portugueses a exigirem o fim imediato desta governação patética mas com consequências tão trágicas. Até lá, vamos assistir impotentes à destruição do país.

27 thoughts on “Nunca é demais lembrar”

  1. Impecável. Também ia escrever sobre o mesmo assunto, até usando algumas das mesmas expressões. E irei, porque o estado do PS é uma calamidade que, por omissão, afecta toda a sociedade.

  2. Penso que o grande e verdadeiro problema é o seguinte: os dirigentes do PS estão verdadeiramente assustados com a possibilidade de terem de constituir um Governo pós-catástrofe. Só este temor pode justificar a acção política que tem sido seguida.
    E também não posso deixar de os compreender e saber que a situação de A. J. Seguro é muitíssimo difícil.
    Veremos se o PS encontra o rumo mais adequado para, ganhando as eleições, juntar os cacos da desordem em que o País vai ficar.

  3. Cavaleiro: Não me parece que os assuste o governo pós-catástrofe. No fundo, estão a contribuir para isso. Esta direção está é a assistir à catástrofe com toda a passividade, nada fazendo para a impedir enquanto decorre.

  4. “É simplesmente enigmática a estratégia de Seguro”. Não sei porquê, se o PS também assinou o Memorando, é natural que não possa ser contra a aplicação do dito. É esta a contradição.

  5. a estratégia do seguro é acreditar que tudo isto é inevitável e quando estiver feito o governo estará tão desgastado que o poder lhe cairá naturalmente nas mãos e depois poderá governar com a calma e falta de ideias que lhe são características. resta saber se consegue aguentar-se, pelo menos faz por isso, acho que nunca algum líder do ps controlou tão bem o aparelho partidário, não o vêm a fazer oposição ao governo, mas não falta às romarias das paróquias socialistas. como é que o país estará quando ele lá chegar, é coisa que não lhe assiste porque está protegido com uma forte camada de laca, o que interessa é ser primeiro ministro.

  6. oh mota! o único partido que eu conheço que lutou até ao fim para que não houvesse troikas foi o ps e se assinou o memorando foi na condição de demissionário por motivos patrióticos, todos os que desejaram e lutaram pela ajuda externa baldaram-se à assinatura para poderem dizer o que tu dizes agora. os responsáveis pelo prejuízo foram, por ordem de interesses, cavaco silva, psd, cds, pcp e bloco, podes lá ir reclamar, têm todos conta no facebook.

  7. rui mota, mas tu não entendes mesmo que o Memorando, tal como foi assinado na sua versão original, já não está em vigor, pois sofreu alterações, e mesmo que estivesse ainda na sua versão primeira continuaria a poder ser executado de diferentes formas? Acaso não sabes que algumas das medidas do Memorando apenas apontavam para decisões em aberto, dependentes de estudos? Será que não percebes que há várias maneiras de atingir os mesmos objectivos, como, por exemplo, se pode ver nos processos de privatizações ou na política fiscal e de investimento público?

    Mas, acima de tudo, gostava que me respondesses a esta pergunta: em que planeta estavas a viver quando o Governo PS alertou para as consequências do chumbo do PEC IV e da entrega do País à direita, ainda por cima dando-lhe a desculpa da troika?

  8. Muito bem posta esta pergunta, Val. Pelo estado em que o país vai ficar, ou o PS encontra um homem de fibra e vai ser um bombo da festa nas mãos da direita que deitou, finalmente, a mão a tudo. A RTP está a caminho.

  9. Não sei o que se passa na cabeça dos dirigentes do PS, mas tirando alguns fogachos de gente jovem surpreende-me a passividade de muitos que por lá andam!

    A chegado do Seguro ao poder foi a pior coisa que poderia ter acontecido ao PS e à esquerda em geral.

    Amorfo, sem discurso, sem projeto, sem rumo, vai andando ao sabor da corrente esperando que o governo caia de madurinho para se alçar ao pote, pois não é o país e as suas gentes que o movem, mas apenas (mais) um projeto de poder.

    Era nesta ocasião que o PS poderia reclamar o direito a governar se tivesse engenho, arte e coragem para se bater pelo futuro de Portugal e dos portugueses.

    Por este caminho, desconfio que a direita se vai instalar definitivamente por mal dos nossos pecados, só tenho pena que tantos sacrifícios tivessem sido feitos pela geração que agora fenece para o país voltar a ser o que já foi – um anacronismo ditatorial.

  10. Um Sócrates aparece uma vez na vida do PS. Chegou ao fim apenas rodeado de um punhado de amigos. Os militantes do PS fizerm-lhe a desfeita de eleger, quase por aclamação, aquele que sempre estivera na sombra a conspirar e longe de se identificar com o projecto galvanizador do governo PS de Sócrates. Um projecto inovador, vigoroso e global. Ao fim de três anos deixara a oposição sem argumentos. Por vingança, esta lançou mão da perfídia, utilizando todos os meios cobardes para destruir a pessoa do PM, sem esconder o gozo que lhes dava a humilhação do PM. O trabalho sujo era feito pela comunicaçãp social, pelos magistrados e pelos investigadores. Um bando de facínoras apoderou-se de parte das estruturas da justiça. Entretanto,o poder económico bancava as despesas. Mesmo assim, Sócrates e o seu punhado de bravos companheiros de governo só cairam com a devastação do tsunami financeiro. Quando em finais de 2010/princípios de 2011 (ver os números) a economia dava sinais de poder aguentar, entra em cena o rancoroso Cavaco reeleito e a pior escumalha de um PSD irreconhecivel. Os abutres do PCP e BE fizeram o resto do trabalho sujo. Grandes filhos da puta.
    O país sofre horrores, muito por vossa culpa. Mete dó olhar à minha volta. E o futuro é completamente imprevisivel. Mas segundo o corajoso Jorge Sampaio, que assistiu, passivo, ao mergulho da justiça na infâmia descontrolada, devemos evitar a todo custo uma crise neste momento porque “estamos cercados”. Se morrermos todos, alguém nos fará o funeral, não é senhor Sampaio?
    O que desanima é mesmo o silêncio dos bons. Por cobardia ou outros motivos.

  11. O problema é tão só … eles serem farinha do mesmo saco!
    Sã fruto das escolas de virtude das juventudes partidárias, fizeram a vida encostados,
    não são grandes leitores e esta coisa de pensar é reservada para o pequeno truque e
    o dito efeito especial, que os fez singrar na carreira de “políticos”… no pior sentido!
    Para uma verdadeira mudança, há que varrer com esta gentalha e reformar a partido-
    cracia, acabar com a sua exclusividade na A.R. e as eleições passarem a ser por escolha
    directa dos candidatos! O próprio regime não foi benéfico para estes anos de democra-
    cia, um regime presidencialista talvez fosse o mais adequado!!!

  12. Muito bem. O PS não assinou o Memorando (PEC IV 2.0) nem apoia o Memorando (atual, revisto). Estão cada vez mais “revisionistas” e estupidamente coerentes na vossa contradição.

    P.S. Mudam o nome do blog para Aspirina PEC 4. Tenho dito.

  13. O PS, Penélope ?

    Qe diria Ulisses de tanta barbaridade…

    Então não foi pela mão ora do PS ora do PSD que chegámos aqui ?

    Não constava no enjoativo PEC 4 a privatização da TAP ? Saibam mais, lendo o Efromavitch.

    Não fazem o PS e o PSD, alternadamente, do pide bom e do pide mau ?

    O PS está condenado pela história, como na Grécia está o PASOK.

    Em que mundo vive a asprina ?

    Concordo com o Zé. Mudem de nome ou regressem da twilight zone…

  14. Ena! Essa primeira frase pede meças em sectarismo ao que de pior se vê à esquerda do PS…

    Adiante. Deixa-me ver se percebo: o plano para parar a destruição do país é o PS eleger um líder carismático. Simples, certo? Pena haver dois pequenos problemas. Primeiro, o PS já tem um líder legitimamente eleito, goste-se dele ou não. Segundo, nada nos garante que a sua substituição se faça por alguém “carismático”. Ou seja, o risco de voltarmos à casa de partida é grande – e abrindo um precedente grave de derrubar lideranças que não foram a eleições.

    Sejamos realistas e falemos do cenário mais provável: o Tozé vai ser o próximo PM mas sem conseguir a maioria absoluta. Perante isto, quererá o PS quer outra vez passar pelo pesadelo de um governo minoritário como o de 2009-11? Duvido. O que significa que se terá de avançar para um governo de coligação: e achas mesmo que alguém compreenderá um governo de bloco central e/ou com o CDS?

    O país está a saque. Não é tempo para sectarismos nem para ajustes de contas com o passado. Se os 6 ou 7% do Bloco garantirem uma maioria parlamentar a um governo PS, é um dever patriótico explorar ao máximo a possibilidade de um entendimento. E se é ofensivo ver o Bloco, neste contexto, a comportar-se como se tivesse 30%, não o é menos ver o PS a comportar-se como se tivesse 45%.

    Depois, um pouco de memória histórica. Sócrates foi o melhor primeiro-ministro do Portugal democrático, a milhas. Mas quem apostaria nisso em 2005? Afinal, tratava-se de alguém com carreira exclusivamente feita no interior do sistema partidário – suposta origem de todos os males por estes dias – e que preparara a sua ascensão à liderança durante o golpe de estado judicial que derrubou a liderança de Ferro Rodrigues. O seu percurso na oposição e em campanha eleitoral foi baseada quase exclusivamente no aproveitamento nas asneiras de Santana. Por outras palavras, esperou que o poder lhe caisse no colo. Onde estava o “carisma” em tudo isto?

    Finalmente, uma palavra sobre a herança de Sócrates. Acredita que também me repugna até à medula a falsificação e a calúnia grosseira que se lançou sobre os governos Sócrates. Mas tem de haver prioridades estratégicas. O que, neste momento, as pessoas precisam desesperadamente é de esperança no futuro, não de uma dissecação do passado. Deixemos à História a tarefa de absolver Sócrates e o seu governo. Neste momento, há um país para salvar.

  15. Não vale nada dizer que o Bloco não presta e o PCP é de 1917, com um secretario destes a primeira coisa a fazer é dessecretariá-lo. É para isso que servem os congressos extraordinários, é só convocá-lo em nome dos superiores interesses do povo. Pelas espreitadelas que tenho dado por aqui, parece-me haver Pr aqui muita gente que gravita na órbita do PS, logo pessoal capaz de deitar mãos a essa empreitada, já agora com alguma discreção para não serem apelidados da rapaziada do Sócrates. Candidatos vão aparecer, do Minho aos Açores, Açores!… Atenção Açores, o que não falta é gente capaz. Já agora uma dica ao futuro Secretario, quando o Semedo e a Catarina lá forem apresentar cumprimentos, dizer-lhes: digam lá ao vosso coordenador para vos apresentar 12 medidas sociais-democratas à séria e venham cá dizer.

  16. Pedro Estêvão: “Quem apostaria nisso em 2005”? Sócrates foi ministro do Ambiente, remember? Muita gente percebeu já nessa altura, e tb nos debates televisivos com Santana, que havia ali qualidade(s). Além disso, não chegou à liderança por andar na sombra a trair os parceiros.
    Seguro está há mais de ano e meio à frente do partido e não mostrou coisa nenhuma que entusiasme. Muita gente que conheço e que votou nele para a liderança tem hoje a pior impressão do homem. Se o PS tem vantagem nas atuais sondagens não é certamente por causa do Seguro, é apesar do Seguro, o que é extremamente triste. Penso que não é uma fatalidade a sua presença naquele posto.
    Além disso, o PSD, apesar da desgraça governativa e das tristes personagens que alberga, não anda a dormir. Em próximas eleições saberá explorar as enormes fragilidades do Seguro, a começar pela vergonha que tem em defender o partido das acusações sem qualquer fundamento de que é alvo constantemente. A percentagem que obtém nas sondagens pode facilmente descer e sem grande arte do PSD, tornando a solução governativa ainda mais complicada. Espontaneamente, Seguro não tem qualquer poder de resposta. Nem se percebe bem a sua substância.

  17. Na tua análise não falha nada nem falta nada, Penélope. Ainda me lembro das palavras do Seguro quando anunciou que se candidatava à chefia do PS: “Sim, sou candidato a secretário-geral do nosso partido de sempre!”, disse ele com a voz fingidamente embargada, numa teatralidade bacoca de canastrão, em alusão subliminar ao facto de o Sócrates, quando rapaz, ter pertencido à JSD. Ele, Seguro, parece que já quando usava fraldas militava no PS, o que lhe dá legitimidade acrescida, pensa ele.

    A mensagem subliminar era a de que o secretário-geral cessante era um usurpador transitório, uma anomalia incómoda, um intervalo inusitado, e felizmente ultrapassado, no caminho do Senhor. Finalmente o alien tinha o que merecia e o partido podia regressar às mãos dos seus “proprietários” legítimos, da Bayer.

    Nem se apercebeu do ridículo, só comparável àquela coisa lamentável que protagonizou no congresso, quando, em estilo “penetra”, interrompeu uma entrevista do António Costa a uma televisão porque não conseguia resistir um minuto, coitado, ao desejo incontrolado de observar, in loco, como os jornalistas trabalhavam! Não fazia ideia de como era, morria de curiosidade, quase como o drogado em tremeliques incontrolados com a falta da dose. Toda a gente percebeu que se tratava apenas de simpatia plastificada, a tentar contrastar com a alegada “arrogância” de Sócrates que as máfias propagandearam até à exaustão, em estilo lavagem cerebral, e graxa à comunicação social, para que o tratassem com alguma benevolência, mas o parvalhão pensa que enganou toda a gente. E havia ainda o bónus de tentar retirar protagonismo ao António Costa, frisando que era ele, Seguro, a estrela principal. “Eu é que sou o presidente da junta” foi a única coisa que lhe faltou dizer.

    Mas que idiota, burocrata de merda, puta de pequenez de alma, não deve haver melhor para ilustrar o Princípio de Peter.

  18. Diz o Joaquim Camaco “Olavo, é isso mesmo”

    Diz o Olavo “PCP e BE fizeram o resto do trabalho sujo. Grandes filhos da puta.”
    “O que desanima é mesmo o silêncio dos bons. Por cobardia ou outros motivos”.

    Diz o Reaça, moi, mas isto é uma malcriadice, insultar toda a gente!

    Aos bons não se chama cobardes.

    Isso é cobardia.

    Ainda bem que não sou bom, nem PCP nem BE.

  19. Não é uma “malcriadice” senhor Reaça. Npe contexto, é chamar os bois pelos nomes. Ou só o Jerónimo é que pode chamar “gatunos” aos governantes? Roubar o bom-nome, destrui-lo, linchá-lo, por canalhice política ou de qualquer outra índole, é mesmo de “filhos da puta”. E o PCP/BE deram assentimento ao linchamento do bom-nome de Sócrates, ora paticipando ora consentindo. Que chamaria o senhor a alguém que o caluniasse a si, manobrando grosseiramente os próprios agentes da justiça donde esperaria alguma protecção? Pois esses senhores do PCP e do BE viram isso ser feito por magistrados ignóbeis, por razões políticas ou de vingança pessoal e apaludiram com o silêncio ou participando activamente, como foi no caso vergonhoso do “atentado contra o Estado de Direito”. Valia tudo, valeu tudo, senhor Reaça, para entregar o poder absoluto a Cavaco, à maioria e a este governo que nos está a arrastar para o abismo.

  20. Senhor Reaça, um bom homem pode ser chamado de cobarde, sobretudo quando for o caso em que “um fraco rei faz fraca a forte gente”, como é o caso que apontei a Jorge Sampaio, de ter assistido passiva e cobardemente ao afundar da justiça no charco nauseabundo da promiscuidade completa entre os agentes da justiça, a comunicação social e o poder económico, para daí se obterem ganhos polticos ou, ainda é pior, para encobrir os verdadeiros criminosos, servindo os linchamentos pûblicos como cortina de fumo. Aquilo foi uma bola de neve que dura até hoje, e os “garantes” da Constituição, primeiro Sampaio e depois Cavaco permaneceram e permanecem impávidos, mesmo depois de o MP reconhecer que nada pode fazer!
    Isto até configura algo mais grave que cobardia dos bons.

  21. “…uma seita comunista [o PCP] que considera a Coreia do Norte um país amigo”

    Se o PCP é comunista, não sei, mas a Coreia do Norte é o último campo de concentração nazi.

    O PCP é uma seita, isso sim. É mais seita do que a Igreja Universal do Reino de Deus, a Igreja Maná e as Testemunhas de Jeová, todas juntas com a Igreja Católica Apostólica Romana. O PCP é a seita religiosa por excelência. O PCP é Sua Excelência a Seita. Acho até que os fiéis deveriam tratar o Jerónimo por Sua Eminência. Um anticomunista deveria passar a usar o rótulo de anticlerical. E o secretário-geral do PCP deveria mudar o título para sacristão-geral.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.