Há de facto um relógio, mas não é o do Portas

Estamos a uma semana do fim da campanha e a coligação nada tem para falar que não seja Sócrates. Ou porque chamou a Troika graças a um inventado despesismo ou porque os seus antigos colaboradores têm peçonha ou porque se vai juntar a Assis na campanha ou por outra razão qualquer, que, neste caso, e ao contrário da mulher do outro, nem o próprio sabe. Acontece que, em 2011, deram corda a um relógio que não trabalharia para sempre. A atribuição de culpas ao ex-primeiro-ministro tem os dias, as horas e os minutos contados e parece-me que chegou ao fim. É que a triste imagem que a coligação deu nestes três anos, as mentiras generalizadas e ao mais alto nível, os resultados catastróficos para a maioria dos portugueses e a farsa ultimamente montada não permitem que a invocação do suposto monstro suscite e colha mais do que um vómito. Na verdade, já chega. A partir de agora, insistir é exibir ainda mais a vacuidade e a indigência de quem representa a direita em Portugal.

3 thoughts on “Há de facto um relógio, mas não é o do Portas”

  1. “A partir de agora, insistir é exibir ainda mais a vacuidade e a indigência de quem representa a direita em Portugal”. Pois, será, Penélope, será.

    Do que eu tenho cada vez mais sérias dúvidas é sobre se a maioria do eleitorado português seja capaz de o perceber! Esse eleitorado, cuja cultura cívica é a que se conhece e que foi sujeito à mais vergonhosa barragem de informação sacana que imaginar se pode.

  2. o ano de 2011 da era socrates,terminou com um crescimento de 1.9% .de lá para cá,foi sacar salarios e destruir empresas e empregos.até as eleiçoes o ps tem que dizer aos eleitores o que vai fazer para o parlamento e destruir de uma vez por todas a narrativa escabrosa da direita sobre a herança que recebeu do governo anterior!

  3. “Há de facto um relógio, mas não é o do Portas”
    um relógio de cuco armadilhado que o coelho deixou no caldas para a paulette ir dando corda. custos da Irreversibilidade.

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