Encontrar um marido rico

Directamente do livro de leitura da terceira classe (o do Salazar) e, para uma experiência zombie máxima, aconselho a leitura integral do que a dra. Joana Bento Rodrigues tem para nos dizer no Observador. Eu penso, que, depois disto, até o Alberto Gonçalves é capaz de se pisgar do Observador.

[…]O potencial feminino refere-se a tudo o que, por norma, caracteriza a mulher. Gosta de se arranjar e de se sentir bonita. Gosta de ter a casa arrumada e bem decorada. Gosta de ver ordem à sua volta. Gosta de cuidar e receber e assume, amiúde, muitas das tarefas domésticas, com toda a sua alma, porque considera ser essa, também, a sua função.

O potencial matrimonial reside, precisamente, no amparo e na necessidade de segurança. A mulher gosta de se sentir útil, de ser a retaguarda e de criar a estabilidade familiar, para que o marido possa ser profissionalmente bem sucedido. Esse sucesso é também o seu sucesso! Por norma, não se incomoda em ter menos rendimentos que o marido, até pelo contrário. Gosta, sim, que seja este a obtê-los, sendo para si um motivo de orgulho. Porquê? Porque lhe confere a sensação de protecção e de segurança. Demonstra-lhe que, apesar poder ter uma carreira mais condicionada, pelo facto de assumir o papel de esposa e mãe, a mulher conta com esse suporte e apoio do marido, para que nada falte. Por outro lado, aprecia a ideia de “ter casado bem”, como se fosse este também um ponto de honra. […]

[…]A sabedoria popular bem o diz: “Não se pode ter tudo”! Não espanta, assim, que haja menos mulheres em cargos políticos e em posições de poder. A mulher escolhe-o naturalmente, ao dedicar menos tempo que o homem às causas partidárias e ao estudo da História e da actualidade, enquanto conhecimento necessário para defender e representar uma Nação.[…]

19 thoughts on “Encontrar um marido rico”

  1. “Mesmo quando não é mãe, a mulher é a melhor tia do mundo”.

    Não percam !

    PS : Penélope, o link não parece estar bom.

    Boas

  2. Essa Joana é completamente desfazada da realidade. Uma nódoa no meio das mulheres da actualidade. Ou ela será somente o cardeal Cerjeira, que conseguiu esgueirar-se do Inferno por algum portal do tempo e chegou aqui travestido e prontinho para o Carnaval de Torres Vedras? Pelo que defende, não deveria escrever no observador, nem deveria ter ido à escola. Meta-se num avião e vá para o Afeganistão viver com um talibã e suas 77 virgens e deixe as mulheres e homens civilizados em paz. Afinal ela é da idade da pedra. Que grande calhau!!E leve também a Ana Cavaca dos Enfermeiros, a Cristas e a velha Teodora C. que são outras iguais. O talibã ficará assim com 80 gajas…Ehhhhhh….

  3. família, pátria, fado, saudade, nação, casamento, igreja, baptismo, senhora, esposa, marido, arrumadeira, criada, objecto de desejo, mesmo assim a mulher está muito abaixo do senhor seu marido e dono.
    era assim e continuará a ser.
    ai Portugal! Portugal! país machista sem remédio, onde os namorados batem nas namoradas e é tudo mais que normal.
    A Joana vive no “país das maravilhas” criação dos pais dela. Herdou, conservou e replicou.
    repelente!

  4. O artigo da Joana até estaria bem se ela o tivesse escrito na 1ª pessoa do singular: “eu gosto de me arranjar e de me sentir bonita, eu orgulho-me do meu marido, etc”.
    O problema é ela julgar que todas as mulheres são como ela…
    Um bocadinho de humildade, é o que ela precisa.

  5. Ó Luís Lavoura, essa mulher saltou directamente do Movimento Nacional Feminino para o século XXI, como esse artigo que linca comprova – deus, pátria (alargada) e família. Credo!

  6. essa mulher saltou directamente do Movimento Nacional Feminino para o século XXI

    Não, porque (vê-se na net) ela licenciou-se em 2007, portanto terá nascido lá para 1980, já bem depois do 25/4. Já não havia MNF nessa altura. É até bem mais nova que eu, veja-se só!

    E não é uma tolinha qualquer, é licenciada em medicina e especializada em ortopedia.

    Nossa Senhora dos Milagres nos valha!

  7. Sei de fonte segura que ela foi figurante dos Walking Dead. Parece que a produção poupou uma pipa de massa pois não foi necessário maquilhagem.

  8. Para uma dependente do seu homem é tudo bom como está descrito tim-tim por tim-tim no texto.
    Contudo a ‘joana de’ esqueceu-se de enumerar uma grande vantagem adicional duma tal mulher dona de casa ‘bem casada’: a de que estará livre de qualquer ‘sentença’ do juiz Soto Moura.

  9. esta teve sorte, encontrou o marido rico, podia-se dedicar aos trapinhos a tempo inteiro.
    ” que amanhã preciso de Y. Eu pedia-lhe para ir ao supermercado, e ele [José Sócrates] dava-me”, justificou Sofia Fava.”

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