É um terrorista, não era?

Driver of truck in Nice attacks not known terrorist

 

Esta frase, lida no canal France24 em inglês, está a tornar-se demasiado comum. No entanto, “não era um terrorista conhecido” (ou “não era conhecido como terrorista”)  é uma frase um bocado estúpida de se ouvir, na minha modesta opinião. Hoje em dia, a estirpe “terrorista” nasce e morre extremamente depressa para o género humano. É terrorista, não era? – é uma observação cada vez mais plausível. Já se percebeu que muitos indivíduos aparentemente inofensivos não precisam de mais do que dois dias para cometerem loucuras como as de Nice ou de Paris (ou de Orlando). O que torna a estratégia de combate a este fenómeno muito mais complicada. O Estado Islâmico fez soltar muita loucura escondida. Ou muita confusão de valores.

7 thoughts on “É um terrorista, não era?”

  1. «“Boa noite, senhor, acaba de perder a sua mulher. Qual é a sua reacção, em directo para a France 2?”, perguntou um jornalista da televisão a um homem em lágrimas, ajoelhado ao pé do cadáver da mulher no asfalto, tapada por uns panos amarelos. “É esta a informação da France 2”, escreveu no Twitter o jornalista e ex-refém na Síria do Estado Islâmico Nicolas Hénin, num cativeiro em que esteve juntamente com outros repórteres como o norte-americano James Foley.»

    Nice, eu acho que há pior (Entre-os-Rios em 2001, lembram-se)
    https://www.publico.pt/mundo/noticia/televisao-france-2-pediu-desculpa-por-mostrar-imagens-chocantes-de-nice-1738396

  2. As doenças e os vírus sofrem mutações e o terrorismo não é diferente. O q se está a assistir e a uma evolução dos terrorismo clássico fundamentalmente ideologico para o nível identitario, concordando com a leitura do BPires de Lima. A demonizaçao de toda uma comunidade eliminando as zonas cinzentas de contacto leva a isto. Primeiro serão os mais frágeis a aderir depois serão os outros. Bem vindos ao novo normal, a interiorizaçao da insegurança como principio base da vida em comum. Para onde quer que vas alguém te observa, para onde quer que olhes, desconfia.

    Entretanto, a montanha russa dos afectos:
    First,Charlies
    In footbal french hatters,
    Again, french lovers,
    Later French fries and a frango assado

    Descontando os idiotas q não percebem a ironia e o sarcasmo.

  3. eric,o que tem a ver entre-os rios com este ataque agora? o seu comentario foi um pouco estúpido não acha? foi um acidente e os mortos foram menos de metade dos verificados agora!.

  4. eric, só li as gordas, e nas gordas por vezes é que está o diabo!quanto ao teu “conselho” só tenho a dizer-te para ires para a que te pariu!

  5. O Pacheco quando desce da montanha interior acerta mais:
    https://estatuadesal.com/2016/07/16/flores-para-algernon/

    A verdadeira inversão a que se assistiu, não passou na maior parte dos casos de uma aceitação do princípio do populismo, onde ha audiência (ou emoção) ha fundamento.
    O caso do serviço público de televisão foi revelador, aliás, ele é definido por antinomia pelo slogan da 2, “culta e adulta”. A excepção q confirma a regra.

  6. eu fico feliz que a palavra terrorista, na sua significância, seja tão abrangente como um camião e que venha desfazer-se o mito de que ser terrorista é ser – mais alto do que os homens – muçulmano.

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