Desculpem a pergunta

Para que serviu todo este programa da Troika, se a conclusão a que parecem chegar agora, segundo Miguel Frasquilho, é de que “o programa seja adaptado às condições da economia e à evolução que a economia tem tido desde que o memorando foi assinado” (má, muito má mesmo)? Mas não era precisamente isso que o governo anterior pretendia ANTES de se ver obrigado a formular o pedido de empréstimo, cujas condições já adivinhava catastróficas? Que os ajustamentos e o saneamento das contas púbicas se fizessem gradualmente, tendo em conta a economia do país? Agora que se destruiu grande parte do tecido produtivo, se mandaram milhares para o desemprego devido ao fecho de empresas após a redução do poder de compra e se degradaram as condições de ensino de modo a comprometer a futura qualificação, formação e cultura dos portugueses e, além do mais, se agravou a dívida é que se vai proceder às adaptações às condições da economia? Qual economia? Não havia já economia antes de 2011?

Todo este fiasco era previsível e, mais do que previsível, era sabido de antemão. Sejam estes propósitos agora verbalizados pelo deputado do PSD verdadeiros ou mais uma aldrabice para permitir que o programa prossiga no sentido do da Grécia, estamos ou perante incompetentes ou perante hipócritas, mais provavelmente perante criminosos.

6 thoughts on “Desculpem a pergunta”

  1. E o que é espantoso é que não seja o PS a fazer essa pergunta. A estratégia de apagamento do passado, seguida aviltantemente por Seguro, impede que haja oposição em Portugal.

  2. “… estamos ou perante incompetentes ou perante hipócritas, mais provavelmente perante criminosos.”

    estamos perante um grupo de assaltantes & trafulhas chefiados pelo dalton de belém, cujos netos deverão ser nacionalizados quando a bisneta da cândida apurar as responsabilidades do avó no grande golpe do século, tamém conhecido pela ocorrência bpn coelheira.

  3. Cara Penélope,
    o PS foi alvo de um misterioso envenenamento, e, tal como a bela adormecida, caiu em sono profundo esperando alguém que o venha acordar da modorra em que se encontra.

  4. Farto-me de rir quando o epíteto “líder da oposição” antecede o Seguro…
    Quanto ao Sócrates, o “grande erro” foi sair de cena… Foi obrigado? A presença física em Lisboa afectaria “os mercados”? Manter a “liderança” traria efeitos mais nefastos para o PS (e já agora para Portugal) do que substitui-lo pelo Secretário “Cinderela”?!… Para me divertir um pouco vou dedicar-me a esse exercício de ucronia…

  5. LuisF: Já não te lembras das campanhas de ódio. Ficar seria um sobressalto permanente. Faz falta, imensa falta, mas, pela sua saúde e bem-estar, tem todo o direito ao afastamento. Espero que provisório. Mas também lhe reconheço todo o direito de não querer voltar a governar pacóvios…

  6. A dos “pacóvios” é um argumento de peso… ;) — Não obstante, sinto falta da combatividade “felina” e reconheço que o “afastamento” agudizou o empurrar das “culpas” que acabou por se traduzir na “assimilação” popular (popularucha e boçal) dessa “faciilidade”… Como naquela empresa que despeja o roubo no empregado que se despediu. Simplesmente porque ele já lá não está…

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