As entrevistas das nossas vidas

Lançar um programa de conversa do tipo “à volta do arbusto” com o juiz responsável pelos casos mais importantes e polémicos em Portugal? Aconteceu ontem na SIC, que achou deveras importante entrevistar o juiz que mandou prender Sócrates para não lhe fazer quaisquer perguntas sobre a Operação Marquês ou sobre decisões que tomara. Segundo a SIC, o importante mesmo é saber se o senhor dorme, ou come. Sobretudo com a pança e o pernil gordo constante e repetidamente a serem exibidos nas imagens. Também sabermos onde come é fundamental. Olhem, caso não soubessem, come em casa, porque, no restaurante, toda a gente o escuta e ele não aprecia. Já escutar os outros, adora. Não sabíamos, pois não? Sabermos que tem a sorte de ter uma mulher conservadora, que compreende o seu “espírito de missão”, é também interessantíssimo. Bravo, SIC.  Até porque nunca nos passou pela cabeça. Pensávamos que era casado com uma mulher modernaça ou até uma Messalina, uma loba, quem sabe. E que depois do TIC o nosso Carlos ainda tinha muito que dar ao pedal. Mas não, em casa reina a modorra. Até dá para ouvir escutas tranquilamente e tudo. Porque este homem não faz mais do que o normal: leva-as para casa. Claro, como não nos ocorreu?

Onde a entrevista deslizou um pouco foi na história de sacar do juiz a confissão de que trabalhava muito porque não tinha dinheiro em contas de amigos. Então, ó senhora jornalista, o que é que lhe deu depois de ouvir esta patetice? A coisinha menos importante da entrevista e logo a senhora lhe foi perguntar se conhecia alguém que tinha! Quero dizer, dinheiro em contas de amigos. Não se faz. Uma entrevista até aí tão interessante, com procissões, falta de amigos, queixumes salariais e tudo…

36 thoughts on “As entrevistas das nossas vidas”

  1. alimentar, minha cara watson. no dia seguinte a senhora da limpeza, vulgo mulher-a-dias, apanha algumas migalhas das escutas e buálá, como soi dizer-se em biseu, e despeja o lixo no contentor do manhólas. estão explicadas as fugas de informação a conta-gotas.

    a questão do trabalhar muito e não pugredir na carreira é outra cena, serve para justificar dois ordenados e mais uns trocos em forma de despesas. este pacóvio-ò-beato pensa que engana a malta com estórinhas cavaquianas do não-dá-para-pagar-as-contas. entretanto lá vai prendendo e desprendendo baseado em fezadas e tom de voz do suspeito, não tem medo de nada, nunca se engana (como o ídolo) e diz assumir a responsabilidade do que faz, visto ter imunidade para isso e o estado continuar a pagar as contas das asneiras do artista. o caso recente da indemnização à sic por proibição da entrevista ao sócras é um bom e actual exemplo.

    o respaldo a esta palhaçada que dá pelo nome da justiça por parte da presidência foi recentemente afirmado em mais uma marcelada e esta entrevista é abanar de cauda de um juíz que tem o cu entalado na maior vigarice da justiça portuguesa do marquês de pombal para cá.

  2. Maria, se apanhares por aí o oficinadalingua@gmail.com pede-lhe que esclareça esta frase (e que mude a “direcção” do acento que aterrou em cima do a, não custa nada). «Ele confessou em directo que tem que fazer uns ganchos no TIC porque as intervenções políticas de José Sócrates enquanto primeiro ministro o reduziram á indignidade da pobreza.»

    «O óbvio que toda a gente sabe?», não toda porque eu não sei. Sabes, …?

  3. MCN, ui? Porra, Maria, que eu acho que já sei quem é o tipo…

    O Valupi, a propósito do tal Ventinhas ou do MP, ficou tão encantado com a sua poesia que até o emoldurou num Exactissimamente aqui no Aspirina B. Pois, está esclarecido que é: deixai-o estar, please, aquilo é mais um gatafunho!

  4. Gostei muito da entrevista. (ele não disse, em nenhuma parte da entrevista, que gostava de ouvir escutas). Gostei ainda mais quando ele diz que encarava a sua profissão com espírito de missão. Herdou dos pais simples o espírito de honestidade onde a honra é o bem mais importante. Vive do seu trabalho.
    Gostei, pareceu-me ser uma pessoa honesta e recta, coisa que muito admiro. Deixem-no trabalhar!
    Em tom de brincadeira, até acho que vou fazer um clube de fãs do Juiz Carlos Alexandre, pois simpatizei mesmo com ele. Mesmo!
    Bem haja!

  5. Muito evangélico, anónima true. «Aquilo que diz uma pessoa recta é precioso como a prata, mas os pensamentos dos que se afastam de Deus não valem nada!», frase do Salomão, mas há quem prefira sempre as curvas da Idanha ao passar por Belas (eu, por exemplo). E em missão, claro.

    Maria e Valupi, digam ao tipo ou à senhora dos gatafunhos se o/a conhecem para mudar o endereço de oficinadalingua@gmail.com para linguaestOfada@gmail.com que, assim, até brilha mais do que o Sol durante o nosso querido mês de Agosto e sempre parece uma homenagem aos analfabetos da blogosfera portuguesa (lembrei-me agora do Ignatz, não por acaso).

  6. o cabrão queixa-se que não tem amigos, pudera tresanda a óleo de fígado de bacalhau da fila pirilau. ao contrário do que dizes, vais ter bués de piople no enterro, bué de malta a certificar-se in loco e outros tantos que não vão perder a oportunidade de te mijar na cova. podes até fazer uma quête para pagar o funeral , sucesso garantido e ainda sobra massa para pagar o do róró.

  7. Cultura judicial deste país:

    1) Juiz? Coadjuvante do ministério público.

    2) Juiz de instrucção? Inquisidor da verdade encarregado de extrair confissões através dos instrumentos de persuasão ao seu dispor.

    3) Direitos, garantias e prazos máximos? Meramente indicativos e opcionais.

    4) Crime? Aquilo de que o acusado, inocente ou culpado, se deve arrepender.

  8. Penso que o comentário andou pela rama; o que o senhor fez foi ameaçar tudo e todos;ele sabe dos negócios, da forma como são tomadas as decisões judiciais e não fora ter lido Kant lixaria a vida de muita gente… Não sei que se passa nos bas fonds judiciários e da política mas parece que está com medo de alguma coisa. Provavelmente há muita gente que também está a segurar as calças ou então o homem já tinha tido resposta à altura!

  9. Adorei! Adorei! Adorei! A entrevista do Meretísssimo tocou-me no âmago mais profundo do meu ser. Então aquela parte dos guarda-chuva de “chicolate” da Regina não me impediu de verter uma lágrima. Eh pá, o que virá a seguir?

  10. O gajo é um desequilibrado e paranóico. Nenhum juíz pode ser tão fora do mundo e dos aspectos de uma vida normal, ninguém pode julgar os outros a partir daí, do ascetismo salazarista. Cabe que nem ginjas no retrato do ícone de homem às direitas, herói e santo, forcado e beato. Rídiculo e aterrador, mete medo.

  11. Bela entrevista.
    Parabéns SIC.
    Finalmente cumpre o dever de informar e mostrar tal qual o juiz das liberdades que quer o Ex.Ministro José Sócrates bem preso e difamado.

    Um homenzinho sem noção do ridículo de riso vampiresco e piadas indignas do seu estatuto sobre indícios do processo recuperados do mãnhas :
    – “não tenho contas em nome de amigos”.

    Confessa feliz não ter amigos.
    Não come, é baixote e pesa 80 quilitos.
    No Fungágá da Bicharada o porco toneladas só comia saladas …

    É escutado e gosta. Mas escutar os outros deve ser o delírio da sua cabecinha.

    Tem má relação com seus ditos míseros salários e despeito por quem sabe viver, é intelectualmente superior e vai estudar para Paris onde sabe só lhe assentar o papel de corcunda de Notre Dame.

    Obrigada SIC. Obrigada.
    Esta, a cereja que faltava no topo do bolo da vergonhosa e implicada justiça deste país de tiranetes provincianos.

    É seguramente o prelúdio duma acusação zero.

  12. Quanto à história do á, tanto faz grave ou agudo, é a mesma coisa. Diz-se por exemplo de uma enfermidade que é grave. Mas pode dizer-se que é aguda e não perde nada.
    Passemos pois aos ganchos. Ora, essa coisa dos ganchos é assim.
    O Ventinhas queria garantir a independência dos magistrados mediante uma compensação salarial. Não conseguiu. De modo que o nosso super juiz recorreu a uma artimanha compensatória. Faz uns ganchos no TIC e assim superada a precariedade salarial pode ser independente.
    Eu ainda não entendi de quê e porquê um juiz ou um magistrado tem que ou deve ser independente, mas vai dar no mesmo.
    Mas o certo é que o Eric agora já vê tudo.

  13. De certeza que agora o Eric já sabe. :) Se o único argumento foi implicar com um acento e se nem ele usa o endereço oficina não sei quantos para dizer o que pensa em vez de andar a mandar bitaites sem pés nem cabeça, já sei de que género se trata e também que algo o incomoda. Provavelmente o Eric é o cão do Juiz saloio. não me faz é nenhuma diferença que se incomode com o que TODA A GENTE SABE.

  14. O “saloio” merece o epíteto por todas as razões já apresentadas. Como pela boca morre o peixe, o desgraçado revelou, agora, o que já suspeitávamos. Enfim, uma vergonha para a classe dos juízes.
    Para bem da justiça em Portugal, este homem deve ser afastado do caso “Marquês” e de todos os outros, uma vez que revelou não ter qualidades para o desempenho da função de juiz de instrução.
    Este juiz precisa de fazer formação contínua, ler muito e, sobretudo, sair da concha para ver o mundo.
    Um caso que envergonha e desqualifica a Justiça em Portugal.

  15. Manuel e Maria, ou Maria e Manel parabéns por manterem as tradições onomásticas do nosso querido Portugal.

    Não percebi à primeira sobre o que dizem que eu já sei (?), juro, mas vou ler outra vez os comentários para compreender porque smila afinal a Maria. Isto é assim, recapitulando, porque existiram três links sobre a substância do que terá sido dito pelo super-super na coisa da SIC:

    a. Um post da Estrela Serrano, se bem me lembro ao lado, que primeiramente comentei naquilo que me parece mais importante (e vós, ó discípulos de São José, deveriam aprender qualquer coisa com estes tipos que têm a mania que). Vai em 1, ali em baixo com pouquinho estuque.

    b. Um péssimo, do/a tal linguaestOfada@gmail.com, e que aparentemente constituía mais um gatafunho de um poeta da nossa terra. Não sei quem é, lembro-me que há tempos perguntei ao Valupi de quem se tratava quando alguém parecido foi dado a conhecer ao mundo mas, se calhar envergonhado pelo estilo barroco-trapalhão digno de um cabo da GNR, o dito não me respondeu. Com a ajuda do google cheguei ao pretérito post mas, desgraçadamente, esse outro aparentemente responde por pcancela@pol.pt e, embora podendo ou não ser um duplo, é tão bronco como o outro ou o outro é que é tão bronco como este já não sei (mas espanta-me que exista “público” que goste de coisas assim na blogosfera, gostos). Vai em 2, ali em.

    c. Num outro link, o Lucas Galuxo indicou um blog do Rogério Costa Pereira. Li-o, em parte sublinhei-o para mim mas já agora aproveito para dizer porque, oportunamente, o agradeci: por causa do do cabo da GNR, é claro, mas também porque é uma excelente ilustração do que eu disse algures no Aspirina B sobre o que foram e o que são os apoiantes de José Sócrates (é fácil saber de quem se trata, googlar por blog Simplex). Dizia eu, antes das férias, que «impressiona pensar nos que andaram por aqui e por ali e observar a chunga dos dois ou três que ficaram» porque o R., a F. e o/a e e e e não deixaram de ser inteligentes e de escrever bem (Valupi não te ressintas, não é sempre para ti). Vai em 3, idem e ali.

    Explicado, vou tratar do expediente (e reler o Aspirina B porque me pareceu que a Maria precisará de alguma coisa, compro eu?).

    1.
    Eric
    9 DE SETEMBRO DE 2016 ÀS 12:07
    Não vi, e se o post da Estrela Serrano é informativamente fiel nada de novo “aconteceu” durante a entrevista à SIC sobre as idiossincrasias do super-super do TIC que não fossem já conhecidas. Nomeadamente, aflige o aparente desprezo com que se refere à necessidade de complexização da sua arte, à complementaridade ou, pelo menos, a alguma actualização bibliográfica e teórica que as pós-graduações, os workshops e/ou o diálogo intelectual com os outros permitem (no campo dos direitos fundamentais, por exemplo). Sobre a sua elasticidade mental vi, algures, umas imagens pareceram-me que numa promo (?) em que o tipo citaria Kant sobre a moral (outro que, tal como o Henrique Monteiro, diz que quem lhe tira o Kant tira-lhe tudo). Parece-me que canhestramente, o que não estranharia porque [o] exemplo atrás referido é ele próprio um mau sinal.
    […]

    2.
    Eric
    13 DE JUNHO DE 2016 ÀS 18:39
    «Por isso, os Oficiais de Justiça lamentam [enapá!] que aquele sindicato [enapá, quem é que lamenta?!] detenha um discurso [enapá!] em que imagina [enapá!] culpados externos, quando sucede precisamente o contrário [enapá!], pois tal discurso resulta em prejuízo, entre outros, dos próprios Oficiais de Justiça [enapá!] que, integrantes do sistema de Justiça [enapá!], acabam por sair igualmente chamuscados [enapá!] de uma atuação pouco rigorosa e praticamente ineficaz [enapá!] advinda [enapá!] precisamente [enapá!] dos magistrados do Ministério Público e não de qualquer publicação periódica [enapois!].»

    Onze enapás num parágrafo que termina com um inevitável enapois-pois-pois é obra! Valupi, queres dizer aos leitores do Aspirina B quem é o autor dessa página moderna de agit-prop que tanto te entusiasmou (um magistrado ou um injustiçado não-candidato a Nobel da Literatura, presumo)? É que deverias, acho mesmo.

    Eric
    14 DE JUNHO DE 2016 ÀS 11:53
    Quem escreveu afinal, Valupi? Algum ex-PM apressado antes do ghost?

    3.
    Eric
    29 DE JULHO DE 2016 ÀS 12:07
    Senhores, repetindo-me que não sou tido nem achado no assunto em concreto: «É a indigência, a não ser que me convençam do contrário», eruditem pois.

    Fartinho deles
    30 DE JULHO DE 2016 ÀS 16:08
    Ó Erico, e se fosses eruditar para a puta que te pariu?

    Eric
    1 DE AGOSTO DE 2016 ÀS 10:53
    [Valupi, porque és o CEO, vai mais uma para o caminho (a caminho das férias, digo). Em Agosto de 2016, e mesmo jogando as regras da blogosfera no Aspirina B, é este o estado lastimável em que se encontra a “defesa” militante de José Sócrates. Qualquer gajo merecia melhor, em especial no PS, impressiona pensar nos que andaram por aqui e por ali e observar a chunga dos dois ou três que ficaram.]

    Valupi
    1 DE AGOSTO DE 2016 ÀS 15:42
    Eric, não sei do que falas (embora não pagues mais se tentares explicar) mas percebi que vais a caminho das férias. Nada mau.

    vs.

    […]

    Nas últimas eleições em que Sócrates foi eleito, não só votei nele como fiz campanha por ele.

    Hoje, e nada do que digo tem a ver com a actual situação do ex-PM, mais facilmente aceitaria uma injecção na testa do que votaria nele (é fácil apontar um erro, mais difícil é reconhecê-lo). Mas a minha questão é política, nada mais.

    Apesar de o Sócrates ter sido melhor do que o que veio a seguir (seria uma impossibilidade material não o conseguir), não votei Sócrates nas eleições em que ele pôs o umbigo a votos.

    E escuso-me de dizer das minhas razões para ter, então, votado diferente (certamente não no coelho). Não vem a propósito, e já gastei demasiados pontos com Sócrates (e apenas o fiz porque sei do que a casa gasta – este artigo é sobre um juiz, não sobre Sócrates).

  16. Adenda, intervalo no expediente (ainda não fui às compras, Maria).

    Onde se lê:
    «porque o R., a F. e o/a e e e e não deixaram de ser inteligentes e de escrever bem» etc.

    Deve ler-se:
    porque o R., a F., o Pedro Adão e Silva e o/a e e e e não deixaram de ser inteligentes e de escrever bem», é de inteira justiça adicionar o Pedro e mais: se alguém conseguir apanhar o texto integral, faça um copy que ele está aqui.

    Expresso | Tenham medo
    http://expresso.sapo.pt/opiniao/opiniao_pedro_adao_e_silva/2016-09-09-Tenham-medo

  17. Manuel e Maria. ou Maria e Manel: estão bem? Tanto silêncio, …? Tu, Manuel de Castro Nunes Nogueira de Carvalho Freitas Guimarães, por extenso, que no Aspirina B me explicaste o “Manifesto Anti-Carlos Dantas de Alexandre e por Extenso por Manuel de Castro Nunes Nogueira de Carvalho Freitas Guimarães Poeta do Orpheu Passadista e Tudo” aconteceu alguma coisa má? E tu, Maria de Sempre, que estás seguramente mais charmosa passadas estas horas todas ainda smilas mas nada guisas?

  18. Adenda ao comentário grande de ontem, ainda a tempo. No que interessa para o (meu) caso, mas pré-AO, está aqui o parágrafo final que o Pedro Adão e Silva escreveu nas páginas do último Expresso. Todo ele é clarinho, muito mais do que até agora já vi sobre o assunto, e, por mim, apenas preferiria o adjectivo inaceitável ao intolerável que foi por ele utilizado («politicamente inaceitável» assim o escrevi várias vezes, acho).

    […]
    «Chegados aqui, muitos leitores estarão a pensar: esta crítica à justiça e ao papel de Carlos Alexandre é uma reacção à forma impetuosa como este magistrado tem enfrentado os poderosos, em especial o ex-primeiro-ministro. Para que não restem dúvidas: as acções que José Sócrates já reconheceu ter praticado (e muitas outras carecem de explicações) são política e moralmente intoleráveis. Pior, ao fragilizar os argumentos de todos os que o defenderam no passado, Sócrates deu um dos contributos mais nefastos para a causa de uma justiça recatada e fundamentada na produção de evidências, tornando-se, objectivamente, aliado de muitos que partilham o justicialismo que inspira Carlos Alexandre.»

    Bingo!

  19. Quais acções é que são politicamente e moralmente intoleráveis?

    Não ter ganho dinheiro com a política de lobbies e influências, ou a fazer comentário e opinião, com que a maioria dos seus detractores enriqueceu e enriquece, e conservar amizades durante dezenas de anos, desprendidas e disponíveis para o auxiliar quando precisa?

  20. Lucas, não te digo para abrires a pestana, como fez há uns tempos o Valupi, mas sugiro-te que vás mais longe e que abras os olhos.

    Em duas frases fazes o pleno, na primeira distorces o que eu disse («politicamente inaceitável», está lá ainda), se quiseres falar do que é ou não intolerável escreve para o Pedro Adão e Silva.

    Da segunda aproveita-se nada, e nem percebo que raio de bicho é que pode ter mordido alguém aparentemente saudável assim para ser capaz de escrever uma tanga indigente daquele tamanho. Mais, em off: pensei que não insistisse pois sei lá eu como é que o tipo conseguiu chegar ao fim das frases, se apagou o que escreveu ou não, se releu o que escreveu e se pesou as palavras ou se, por fim, lhe escapou o dedo inadvertidamente pois a verdade, lamento, é que me custa a perceber que alguém seja capaz de carregar conscientemente na tecla do Enter.

    [Mas isso sou eu aqui deste lado, e reconheço que nem deveria estar a dizer-te isto.]

  21. O Pedro Adão e Silva, como outros geringonços, dizem todos o mesmo sem nunca apresentar uma única razão válida, porque em comité, vulgo carneirada, aprovaram todos a mesma. É só um lavar de mãos hipócrita porque há que apoiar o virar de costas do Costa. Melhor seria olhar para o seu próprio caso, escreve num jornal cujo sub-director ou director ou lá o que é, é seu irmão. Devemos supor que existe um tratamento de favor? E se houvessem escutas acharíamos alguma coisa, ie, olharíamos para o surfista/cronista futeboleiro/crítico musical/professor/comentador (uf!) da mesma forma? e se todos os moralistas tivessem a obrigação em alguma altura da sua vida (na velhice para ser mais cínico), a ouvir as escutas do que dizem sobre si amigos família e conhecidos? Não era maravilhoso?
    A moral depende do segredo, suas putas.

  22. Ó Eric! Minha querida bonequita!
    Tu és aquele jogador da Islândia que fez frente ao Cristiano Ronaldo?

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