André Macedo e a falta que a RTP afinal (lhe) faz

Faz sentido o Estado gastar dinheiro numa programação que pouco traz de relevante ao país? A RTP e seus derivados fazem mesmo serviço público? A resposta é simples: a Rádio Televisão Portuguesa não faz falta nenhuma. Não se perderia nada de substantivo se o canal público desaparecesse de vez” escreveu André Macedo na altura.

Sobre os canais de televisão públicos, acrescentava ainda que “no fundo, no meio de muito telelixo, fazem alguns documentários de qualidade e patrocinam uns poucos telefilmes de autor que, no limite, só servem um objectivo final: justificar, com o inevitável banho de pseudo-cultura televisiva, o ‘statu quo’ de uma classe de devoristas. Ou seja, só servem para disfarçar a indigência generalizada da sua programação.

(Extraído do Esquerda.net)

É, de facto, aberrante que André Macedo não concorde com a existência da televisão pública e aceite o cargo de seu director-adjunto.

9 thoughts on “André Macedo e a falta que a RTP afinal (lhe) faz”

  1. Pior que isso Penelope, é saberem o que ele pensava e convidarem-no para o lugar. Eu dele não espero nada, ao contrário do meu governo.

  2. Pessoalmente, vejo a RTP2 .
    IMO, devia manter-se, e, tudo o resto, extinto.
    A começar pela RTP Memoria do Isidrio, seguida da Madeira, Africa e essas merdas todas .
    O orelhas dos santos devia ser despedido.
    Porém, todo o caldinho ( extudos, pareceres, relatórios, comissoes independentes para a liquidacao do pré-encomendado) está feito no sentido de ser a RTP2 a ir pró maneta .

  3. «Eu sei que há quem não goste mas, enfim, apelo à compreensão alheia e à consciência piedosa porque, bem vistas as coisas, há sempre valores mais altos sobre a necessidade humana de se chegar a casa com uns trocos para as sopas.»

    Penélope, depois do JMT, e repetindo-me, a frase anterior serve também para o caso da tribo dos cabeças de Frodo nos saudosos Tantra. Tanto o André Macedo ex-DN, como o David Dinis ex-Observador-e-ex-turbo-TSF-que-agora-vai-para-o P. da Sonae como o Paulo Baldaia ex-TSF-que-vai-para-o-DN, fazem parte do lote da classe dos “directores” que estão ao serviço do dono que lhes dá de comer. Era a essa classe executiva a quem o António Guerreiro eruditamente se referiu aqui há uns tempos (no entanto, sendo a RTP pública e devendo ser a normalidade para o bem e para o mal gauchiste a denúncia pode ganhar outros contornos, é esperar).

    Notas, boa malha da CT da RTP que mostra que não anda a dormir e que é a fonte do BE; e acrescentar que estes cargos deveriam passar pela AR, já agora.

  4. Adenda, os importantes artigos do António Guerreiro estão online (o excerto é da segunda parte).
    https://www.publico.pt/culturaipsilon/noticia/a-jornalizacao-em-curso-2-parte-1736582

    «Em 1853, o escritor alemão Gustav Freytag, que nunca ocupou nenhum lugar de destaque na história literária, publicou uma comédia chamada Os Jornalistas que tem uma personagem exemplar, pela qual a peça continua a ser citada. Chama-se Schmock, essa personagem, e a sua réplica mais famosa, a que melhor serve para a caracterizar como um jornalista que se molda a todo os ambientes porque não se sente condicionado por convicções nem princípios, é aquela em que proclama: “Aprendi […] a escrever para todas as tendências. Escrevi à esquerda e depois à direita. Sei escrever de acordo com qualquer tendência”. A actualidade de Schmock está bem visível na dança frenética de directores, sub-directores, editores, colunistas e outros membros da oligarquia que domina hoje os órgãos de comunicação social: de jornal para jornal, da televisão para o jornal, do jornal para a rádio e vice-versa e em todos as direcções. O verdadeiro Schmock, o que mais zela pela glória do seu antepassado, é aquele que completa o círculo em menos tempo. Se a mesma pessoa pode pôr-se ao serviço de tanta gente e de tantas instituições da nossa paisagem mediática é porque deixou de haver o princípio da incompatibilidade. […]»

  5. Depois de enterrar o Diário Económico e o Diário de Notícias, lá vai ajudar a enterrar a RTP.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.