A última página do Público foi de meia má a muito pior

Não defendo a censura às opiniões alheias. E não, não introduzo aqui um “mas”. Digo apenas que qualquer pessoa que escreve publicamente deve saber que pode ser criticada (e já agora o jornal que a contrata). Cada um fará das críticas o que entender, evidentemente. Por mim, aqui e agora, e à minha reduzidíssima escala, não posso deixar de ser crítica.

A senhora Carmo Afonso, recentemente contratada para fazer alternância com o João Miguel Tavares na ultima página do jornal em substituição do Rui Tavares, tem provado ser um bocadinho confusa, na minha opinião, claro está, e mais ainda quando decidiu pronunciar-se sobre a guerra na Ucrânia. Já antes lhe notara falta de noção (pensei que fosse bloquista), embora ostentando um estilo blasé a que se podia achar graça. Agora, tudo indica que o estilo foi o suficiente, isso e talvez o ser mulher, para passar ao destaque. O que ninguém, sobretudo nem ela, estava à espera era que entretanto o senhor Putin decidisse invadir o país vizinho, e vizinho da Europa, e bombardeá-lo sem dó nem piedade, alegando que a Ucrânia é a Rússia, e portanto é dele, e com isso obrigasse todo o comentariado, Carmo incluída, a abordar o tema. Hélas. Um desastre. E pouco original, já agora. O PCP debita os mesmos pontos de vista incompreensíveis (e o Putin acusa o Ocidente nos mesmos termos). Diz-se pela paz, mas não diz como. Com algum esforço, lá condena a invasão, mas ah e tal o Ocidente e o seu passado, ou  então “será que é um delito querer pensar”? Em suma, para a  resolução desta tragédia, o contributo é zero, abaixo de zero e, na prática, só favorece e desculpabiliza o tirano.

 

Ainda hoje, por exemplo, insistindo, a senhora disserta a propósito indo buscar a guerra do Iraque, cumprindo de rigor o “whataboutismo”, e invoca a votação da ONU sobre a condenação do Putin para concluir que os cento e quarenta e tal países que condenaram expressamente a invasão não são nada de mais, se olharmos aos que se abstiveram, como foi o caso da maior parte dos países africanos (em muito menor número, mas, segundo ela, significativamente populosos, e que raio de apontamento). E diz mais, exagerando claramente. Diz que isso prova que há quem no mundo prefira o Putin e a sua autocracia com capitalismo selvagem à “proposta democrática ocidental”. Pois bem, nem sei que diga. Ao escrever isto, quer dizer o quê? Que há que venerar os africanos que se abstiveram, esses grandes democratas (que compram e querem continuar a comprar armas à Rússia ou que querem manter os seus regimes autocráticos?) Que esse dado sobre a votação na ONU a faz pensar e relativizar a violência do regime do Putin e o seu imperialismo, já que tem tantos apoiantes? Que para o Putin ter tantos apoiantes (não sei como chega a tal conclusão) é porque alguma coisa de muito mau o Ocidente tem? Não sei. Haja quem saiba, sinceramente. E eles nem sequer votaram contra. Limitaram-se a abster-se. Enfim.

Mas fiquem-se com este maravilhoso excerto da prosa de hoje:

«Perdemos a credibilidade quando decidimos não ser íntegros e inteiros.

É fundamental sermos melhores do que isto. A democracia em que vivemos, cheia de falhas, é mesmo a melhor alternativa para quem nos observa e toma partido. A proposta ocidental, e sobretudo a europeia, é melhor do que a russa ou a chinesa. De tanto a querermos exacerbar, damos de nós mesmo a pior imagem possível. Os verdadeiros defensores das democracias ocidentais são os que estão dispostos a assumir as suas falhas do passado e não as repetir no presente. Quem apoiou a invasão do Iraque não defendeu, como apregoava, as democracias ocidentais; foi apenas o cangalheiro do seu bom nome. Fizeram mais por essas democracias os que se opuseram e denunciaram o embuste.»

 

Meu deus. Porque fala esta mulher da guerra do Iraque e das falhas das nossas democracias? No caso em apreço, terá sido por acaso o Ocidente a invadir a Ucrânia? Dir-se-ia que sim. E o caso do Iraque? O enquadramento de que ela tanto gosta prescinde do 11 de setembro de 2001 porquê? Um acontecimento que deixou muitos países ocidentais desorientados, sem saberem bem o que fazer ou onde encontrar o ninho das víboras.  No entanto, a maioria dos países ocidentais e também a sua população (que, nas democracias, conta) foi contra a invasão do Iraque. A tal ponto que os governantes responsáveis na altura não mais tiveram lugar em cargos políticos. Não havia armas de destruição maciça. Esse argumento foi um embuste. Agora o embuste é a alegada nazificação da Ucrânia. O facto de a esmagadora maioria do Ocidente, populações e governantes, se opor e denunciar este embuste passou imediatamente a ser irrelevante. Estranho. Por uma vez, todo o Ocidente é contra! Contra o facto de um ditador usar esse argumento para invadir. Somos contra! E somos tão contra que somos capazes de ajudar o país invadido, a seu pedido – implorado alto e bom som para toda a gente ouvir, a livrar-se do agressor. Porque não há uma palavra contra o agressor? Contra o regime que dirige e quer impor nem que seja à bomba? Um regime que ela própria reconhece ser muito pior do que o democrático.

Que culpa tem o mundo ocidental nesta infame invasão? Será culpado de ter ouvido o que os ucranianos gostariam de ser?

Ninguém no Ocidente nem na Ucrânia quis esta guerra, mas os ucranianos querem o seu país e querem que seja democrático. Têm esse direito. O que pessoas como a nova colunista do Público lhes dizem é que não podem nem sequer deviam querer.

40 thoughts on “A última página do Público foi de meia má a muito pior”

  1. Olhe, já pensaram em convidar o Jão Miguel Tavares para escrever aqui? Eu acho que deviam, caramba, estão em completa sintonia: ler o Tavares ou ler o Aspirina é igual e, se ele deixasse de escrever no Público para aqui enobrecer a vossa página, talvez que eu pudesse voltar a ler o pasquim da Sonae.

  2. Penelólpe: não sei a quem se refere quando fala em quem escreve ou lê o Avante, como se isso fosse um crime, já agora. Seja como for, lembrei-me ainda de outro insigne comentador que enobreceria com a sua colaboração sempre pertinente e lúcida este blogue: o José Milhazes! Convidem por favor o José Milhazes a escrever aqui, isso sim, o Tavares e o Milhazes dar-vos-iam por fim o prestígio que de facto merecem.

  3. «E o caso do Iraque? O enquadramento de que ela tanto gosta prescinde do 11 de setembro de 2001 porquê? Um acontecimento que deixou muitos países ocidentais desorientados, sem saberem bem o que fazer ou onde encontrar o ninho das víboras. No entanto, a maioria dos países ocidentais e também a sua população (que, nas democracias, conta) foi contra a invasão do Iraque. A tal ponto que os governantes responsáveis na altura não mais tiveram lugar em cargos políticos».
    Eh, pá, Penélope, auguenta os cavais, põe um pouco de água na fervura. Se fosses o Valupi ainda dava para pensar que antes de escreveres estas merdas já emborcaras uns quantos copos…

  4. E de caminha, qual cereja no topo do bolo, peçam ao Durão Barroso para vir aqui de vez em quando fazer uma perninha, um dos tais que nunca mais teve cargos políticos, como o Portas e os outros amigos que foram escorraçados de cargos públicos e privados por uma opinião livre e esclarecida. estão todos em sintonia. Parabéns.

  5. 1 – qual o cargo público ocupado por durão barroso depois da presidência da comissão europeia?
    2 – em democracia quem se candidata a eleições, sendo eleito tem direito, tem direito a ocupar o cargo.
    3 – em cargos privados não necessitam de ser eleitos, basta a vontade do(s) proprietário(s
    4 – opiniões livres e esclarecidas e outras não livres ou esclarecidas têm o direito de se expressar livremente, não têm direitos especiais, submetem-se às leis em vigor e votam quando há eleições ou referendos.
    5 – nas ditaduras, como é o caso russo, os presidentes são vitalícios, liberdade do que pode ser dito é regulado por decreto e os cargos políticos e privados são distribuídos pela oligarquia que suporta o governo.

  6. Oh, temos um tolinho de serviço.
    Então vá, ponto a ponto, que estou bem disposto:
    1 – Não precisa, tolinho, está na Goldman Sachs e noutros tachos, a recompensa muito generosa de todas as suas pulhices, entre outras, a das lajes.
    2 – E então, sim, em ‘democracia’ funciona assim, e então? Hitler também foi eleito, ter sido eleito justifica o que sucedeu depois?
    3 – Ah, ah, ah, virtudes públicas vícios privados, é mesmo tolinho, a defesa dos patrões, lá está , a Goldman Sachs contrata quem quer, os melhores, os mais virtuosos, pois claro.
    4 – Sim, o que é que isso quer dizer? Não diga o tolinho que os direitos dos cidadãos em democracia se resumem ao momento do voto e que depois vá de comer e de mamar o que os poderes impõem, ou se for isso, bela noção de democracia.
    5 – Ena, estou estupefacto com esta pseudo lição de filosofia política. Não se percebe o que se isso tem a ver, ja diria Bismarck, realpolitick, mas se o tolo acha que para o caso é pertinente, dizer ai, ai, as ditaduras são malvados, temos que os matar a todos, ok, não se esqueça é que há ditaduras que têm meios de retaliar, que coisa tão chata, de irem ao núcleo, por assim dizer.

  7. .Existe um nicho cada vez mais importante : o dos”deserdados” da opinião e ressentidos da vida democratica, que tem vindo a crescer com o desgaste das democracias liberais.
    A sobrevivência assegurada no meio editorial e no comentariado está na capacidade de representação desse nichos: foi assim com O JM Tavares parece ser assim com a Carmo.
    Isto também demonstra que a clivagem essencial não está hoje na dicotomia esquerda/liberais mas sim entre os defensores de sociedades abertas e totalitários, que ultrapassa as fronteiras das personagens simplistas de entretenimento com que se mascarou o debate político.

  8. O problema deste Blog foi meter-se a comentar Geopolitica, Geoestrategia, escalada de conflitos ee afins, como o Passos de Coelho o fez sobre estratégia económica! Nunca pensei!
    Olhem, a Ucrania está a ganhar! E entretanto o líder está disponivel para uma 3 guerra mundial ( e ultima); nm paradadigmz de líder político!
    Arroz de miúdos!

  9. 1 – arromba-se com a goldman saches e aluga-se as lages ao chineses
    2 – rebenta-se a democracia e nomeia-se um ditador vitalício, fica tudo justificado por vários anos
    3 – privatizas a goldman saches e pões lá o louceiro a gerir a comissão administrativa da cooperativa
    4 – yah… meu comissões de moradores, trabalhadores e liquidatárias, milícias e comités de justiça populares, acampamentos de reeducação moral e patriótica de esquerda e reactivação dos pelotões de fuzilamento.
    5 – não fiquei nada estupefacto, o argumento dos tolos costuma ser o botão nuclear, se me chateiam parto isto tudo.

  10. ” Existe um nicho cada vez mais importante : o dos”deserdados” da opinião e ressentidos da vida democratica, que tem vindo a crescer com o desgaste das democracias liberais. ”

    vieste agora do psiquiatra e resolveste partilhar a novidade. se tens falado antes, poupava-te os 20 paus da consulta.

  11. Já agora: o trecho do artigo é um excelente contributo!
    E ainda que nada justifique a invasão da Ucrânia, o motivo da invasão nasa tem a ver com a desnazificacao do Regime; e, dizem os Ucranianos, pertencer à NATO não justifica o sacrifício da vida de milhares! Ora então chegamos aqui pk? Não se estudam teorias de conflitos? E as consequências? Isdo de eu quero, posso e mando não é para todos…olha que novidade….

  12. Deus me acuda a mim e ao resto do pessoal. Eu cá, simplória, julgava que o Putin tinha invadido um país independente e tinha armado lá dentro uma guerra. Mas parece que não isto é tudo armação do Biden e da Europa a reboque do que a NATO engendrou a reboque do que o Biden quis. E parece que isso diverte imenso os comentadores, que por um lado dizem que este blog é uma adrem mas continuam a escrever e a rebater o espírito do que é aqui postado. Tamanho sacrifício é próprio dos verdadeiros militantes de uma ordem mundial que eles não dizem bem qual é, mas que eu gostaria de conhecer. Uma coisa eu percebo eles preferem um autocrata corrupto e corruptor a uma democracia com os defeitos que possa ter.

  13. E a minha cara simplória criou essa visão tão perspicaz a partir de que dados concretos?
    Leu, viu e ouviu informação emitida por várias fontes com abordagens e interesses diversos, incluindo a propaganda oposta, usou o seu bom senso, analizou os contextos geoestratégicos, a história, deixou de fora a flagrante especulação não fundamentada (tipo: fulano pensa assim ou assado) por ser demasiado estúpida…., ou apenas acredita que o que passa na tv e nos jornais são puros factos?

  14. é isso mesmo, Penélope, era o que nos faltava agora no meio do sangue, das lágrimas e do suor: uma advogada do diabo e de judas por uma grosa de escudos. como se tivéssemos de ostracizar o mal de agora por conta de qualquer mal de outrora. essa é outra badalhoca como o João Miguel Tavares e o Carlos Pimentel: trio odebadalhoco.

  15. E aqui estamos nós em plena guerra de desinformação. Não é estranho o reaparecimento de trolls após breve período de reprogramação e reorientação em cursos acelerados de propaganda russa. A escolha pode ser não alimentar a argumentação ou dar um bónus para a promoção do troll na quinta de Trolls russos. Majoração e medalhinha.
    Como se nota que estamos perante um troll de propaganda russa viés soviético?
    Bem, esta é de calcanhar, geralmente no primeiro parágrafo insultam e menorizam arrogantemente o opositor. No segundo parágrafo, whataboutism e argumentos de autoridade, conceitos descontextualizados.
    No terceiro parágrafo a velha projeção leninista, acusam os outros daquilo que sāo.
    Don’t feed the Trolls.

  16. Carlos Pimentel , a noção que todos eles aqui têm de democracia é mesmo essa : esgota-se no voto , depois os “reis” sentam-se no trono , distribuem títulos nobiliárquicos e assentam as regras para a hereditariedade das sinecuras , como o vieira da silva e assim , famílias inteiras de viscondes.

  17. Concordo com a tua primeira frase, Joe, o resto é palha.
    Este “debate de ideias” deixou de ser sério logo à partida, quando os crentes de serviço começaram a embarcar na narrativa da moda sem que fossem assaltados pela mais pequena dúvida.
    Vai daí, alguém estranhou esta súbita e militante preocupação, centrada apenas neste conflito e atreveu-se a lembrar que existem, desde há anos, catástrofes humanitárias bem piores do que esta, sem que os ditos tenham sequer pestanejado, que deviam ser igualmente equacionadas. Caiu o Carmo e a Trindade. Os “democratas” defensores do “mundo livre” gostam demasiado da versão romantizada da unidade dos justos “Davides” que arremessam a pedrita ao olho do facínora, déspota, Golias (Intifada?), para permitirem desvios ao guião.
    Apesar de ninguém ter qualquer conhecimento empírico da situação, não consideram o contexto de propaganda de guerra e até apoiam a censura de toda a informação que contrarie a versão oficial. Democratas do caralho.
    E os outros é que são Trolls, lóle.

  18. !ai! que fui chamada de urgência para acudir a yo e o Vieira: nós só voltamos ao sítio onde somos felizes. ora tal significa que, ao regressarem incalsavelmente a si próprios, regressam sempre aqui – ao sítio onde vêm cheirar e cuspir. aos infelizes deixo um divã cor de rosa para se deitarem e fumarem uns cigarros. duvido. no entanto, contudo, não obstante, porém, pode ser que resulte, afinal, ainda há esperança em cigarros de paz que queimam a banha dos badalhocos.

  19. Aqui, um artigo de comunas que vale a pena ler:
    https://www.abrilabril.pt/internacional/os-neonazis-portugueses-que-vao-combater-os-que-fogem-e-os-amigos-deles

    Fala dos caricatos “heróis” neonazis portugueses que se voluntariaram para combater contra os ogres russos, de como um juiz poupou o Mário Machado de se apresentar quinzenalmente à Polícia para poder cumprir o seu nobre desígnio e conta parte da história recente da Ukrânia.
    Vejam só que até acaba a criticar a Rússia.
    Eu sei que extravasa a ideia simplista que têm do assunto, mas talvez suscite alguma curiosidade, quem sabe.

  20. Como não tenho mais nada que fazer abro o jogo, coisa que tu não fazes usas subterfúgios. Mete a tua geoestratégia na estante, neste altura sabes lá tu o que andam a trazer e a levar os corredores do poder. Daqui ninguém sairia vivo com as tuas teorias que te inflamam os miolos. Tu não achas no mínimo ridículo que o teu palhaço anão, em plena guerra, encha um estádio, ponha um palanque no meio e vá para lá arrotar postas de pescada? O Hitler não fazia nem pior nem melhor. Sabes lá se eu tenho muitos ou poucos conhecimentos de geoestratégia, e sejam eles poucos, mesmo assim nunca viria para aqui expo-los porque não sou ridícula como tu. Tu é que andas as aranhas com a complexidade do problema. Como vais aguentar uma derrota do que aqui, ao serviço não sei de quem, vens defendendo. Infelizmente sei duas coisas. Ou isto vai dar um monumental sarilho, ou a diplomacia consegue, nos tais corredores, por um lado convencer Zelensky para aceitar uma meia derrota, por outro, jogar com o palhaço dançarino e chunga e dar-lhe dólares sobre o petróleo e o gaz, que é o que ele quer, em troca das cedências da Ucrânia. Estás enganado se julgas que idolatro a América, idolatro a Democracia como ideia abstracta que tem de ser defendida de quem, como tu, brinca com o conceito. Raios parta o Putin, raios partam os idiotas de serviço, glória a Ucrânia.

  21. abrilabril é uma sucursal do avante, tudo coisas imparciais e livres de qualquer suspeita de serem propriedade ao partido comunista ou apoiarem o chefe da oligarquia russa que invadiu e está a destruir uma nação independente chamada ucrania.

    para quem considera que o putin é vítima da propaganda de guerra e acha que “toda a informação que contrarie a versão oficial” é censurada, a piada está feita.

    se calhar até são vítimas da ucrania que já lhes abateu 14.400 militares, 95 aviões, 115 helicopteros, 466 tanques e mais uma data de tralha.

  22. “Fala dos caricatos “heróis” neonazis portugueses que se voluntariaram para combater contra os ogres russos, de como um juiz poupou o Mário Machado de se apresentar quinzenalmente à Polícia para poder cumprir o seu nobre desígnio e conta parte da história recente da Ukrânia.”

    1 – toda a gente sabe que a justiça funciona mal, que a maioria dos juízes estão impreparados para exercer as funções e a maioria dos que têm preparação usam e abusam das funções que desempenham.

    2 – nada disso vai acontecer, portanto assumpto não assumpto, promptamente aproveitado pela propaganda putineira nacional.

    3 – caso o machado fosse para a ucrania combater ao lado dos ucranianos, nada garante que não fosse fazer espionagem para os russos. a base de lviv foi bombardeada por denúncia de brasileiros que tinham ido para lá receber formação militar.

  23. ai , madamo olinda eu venho aqui também -não que o madamo tenha alguma coisa a ver com isso .( gosto de ler o V e aprendo sempre qualquer coisa com ele e com alguns comentadeiros ) porque de miúda fascinavam-me a casa dos horrores nas feiras , com a mulher barbuda e outras barbaridades e o madame olinda alembra-me isso tudo. nostalgia da infância.

  24. yo, as falhas redondas de carácter não se podem curar com o saber que bebemos e que podemos espalhar. as falhas redondas de carácter curam-se com o suicídio. repita comigo e interiorize: suicídio para um mundo mais limpo. por iteracão vai começar a sonhar com a casa dos horrores da Ocampo e depois, em vez de se vir aqui pela guerra, vai-se pela paz. !viva!

  25. Quando lhe foge o chispe prá chinela, a pseudo-tia revela o esplendor da sua buçalidade. Afinal, de simplória não tem nada e até trata a geopolítica por tu.
    Já não tem paciência para meninos como eu. Passou-se completamente e, cheia de certezas, embrulhou-se numa argumentação idiota, deu dois peidos pr’ó ar e remata com um valente “Glória à Ucrânia”, ou seja lá o que isso significar.
    É assim mesmo, ó tia, sei lá!

  26. Vieira, não posso concordar mais consigo: glória à Ucrânia em todo o seu esplendor de liberdade, argumentação que se basta, chinelinhas de cores garridas, e nunca tive paciência para cabrões nem para cabrões que escrevem boçalidade com u. é assim mesmo.

  27. buçalidade são os pintelhos que lhe nasceram debaixo do nariz de tanto olhar para o retrato do zé estaline.
    a ti só te nasce foleirada temperada com pimbalhada.

  28. A boçalidade e ostensiva miséria moral do anão cínico vieira sujeitam-nos ao insuportável convívio com a sua prática de papagaio obsceno da propaganda de guerra putinista, cujos argumentos vomita sem pudor nem decência.

  29. Saiu no calor da cena e temos pena.
    Ao menos não uso corretor, mas chamar à colação o erro para tentar ganhar ascendente era algo que por aqui não via há muito. É pobre demais.
    Não sei se a “mal-baisé” reparou que tendo a não dar demasiada importância aos seu poéticos e extremamente eruditos comentários, sempre encostada ao Valupi e ao que estiver a dar. É demasiada assertividade para a minha pobre cabecinha e não quero sofrer nenhum esgotamento.
    O historial fala por si !Ai!Que riso!

    Quanto ao anticomunista Inácio:
    Hás-de ter muito a ver com os sítios onde me nascem os pintelhos.
    ‘Tás cada vez mais parecido com o Pinscher. Já não dás mais.

  30. Vieira, reparei que despreza donas de casa e tias, poesia e erudicão, o meu riso, o Valupi e o meu tesão. e também reparei em factos: boçalidade não se escreve com u – assim como democracia e liberdade se escreve Ucrânia. e é por isto que continua a ser um cabrão.

  31. Estava a ser irónico, burra.
    Foda-se que nem se enxerga. Dei-lhe conversa…
    O que eu desprezo é imbecis pretenciosas que, ao tentar alardear erudição, destroem as discussões que, mal ou bem, poderiam dar algum fruto, cortando o fio do debate e empastelando o blogue com inanidades supostamente poético/filosóficas.
    Quanto à tesão que a assola, peço encarecidamente que se desloque para o pénis que a fornique. Vigorosamente, de preferência.

  32. O meu querido e já falecido amigo C. já há muito que tinha desconfianças. Comprovei-as agora, finalmente, já bem desiludido. Paciência, ele tinha razão. Portanto, adeus!

  33. pois eu não estou a ser irónica, Vieira. o Vieira é um cabrão que nem sabe que tesão é uma palavra masculina. é o tesão, Vieira, o tesão, a dona de casa, a tia, a poesia, a erudição, a Ucrânia livre, a democracia. O Vieira é um cabrão é um cabrão é um cabrão.

  34. o Vieira é um cabrão badalhoco que anda à caça de justificações para justificar o genocídio na Ucrânia, não lhe chega o genocídio. cabrão é o Vieira é o Vieira e o Vieira. e o Manuel Pacheco também.

  35. O anão cínico vieira, como magnifico filho da puta que é, julga-se capaz de atingir alguém com a sua insolência. Afinal, não faz mais do que dar aquilo que está ao seu alcance: mansidão de cobarde conjugada com hipocrisia de intelectualmente desonesto. Chega a ser repulsivo partilhar com ele o ar que respira.

  36. hehehehehhe a senhora que escreve este texto fala do 11 de setembro como justificação para a invasão ao iraque e depois queixa-se de falta de noção?!?!?! hahahhahahahhaha porra, a ignorância costuma ser atrevida mas a desta escriba é mesmo pornográfica.

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