Memórias de Aqui-ao-Lado

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Leia-se, no «Público» de hoje, o artigo de Vital Moreira em que – a propósito dos 70 anos do deflagrar da Guerra Civil espanhola – se comenta a persistente recusa da Direita aqui tão perto, com a sua Igreja Católica, em eliminar a simbologia franquista da vida pública. Como se não bastasse, Direita e Igreja recusam-se a recordar as atrocidades que cometeram e permitiram. Poderiam aproveitar para lembrar que algumas delas se deveram a provocadores da Esquerda. Mas essa inteligência falece-lhes.

E porque hoje, 25 de Julho, é o dia da Pátria Galega, e porque as primeiras vítimas de Franco foram os seus compatrícios galegos (Franco subiu tranquilamente ao longo da nossa fronteira leste, chateando de caminho Badajoz), compatrícios que foram massacrados aos milhares (lembre-se «O Lápis do Carpinteiro», de Manuel Ribas, o livro e o filme), leia-se igualmente o artigo de Carlos Morais, no portal Vieiros (Caminhos), sobre as circunstâncias do martírio da Galiza.

6 thoughts on “Memórias de Aqui-ao-Lado”

  1. Está aqui um interessante artigo sobre a chegada de refugiados à zona de Barrancos e sobre a acção humanitária de um tal Tenente Seixas, da brigada fiscal, que, desobedecendo a ordens superiores, montou dois campos de refugiados para acolher os fugitivos espanhóis. Nunca tinha lido nada sobre tal figura.

  2. Olá fernando! Sem discordar de nada do que escreve neste post não deixo de recordar que também do lado Republicano se permitiram e cometeram atrocidades. Admitidas, por exemplo, pelo insuspeito George Orwell. Um abraço.

  3. True Lies – As mentiras que levaram à invasão do Iraque.

    Colin Powell: Saddam não desenvolveu uma capacidade significativa no que respeita a armas de destruição maciça! Ele é incapaz de projectar um poder convencional contra os vizinhos.

    Condoleezza Rice: Conseguimos impedir Saddam de arranjar armas. O exército dele não foi reconstruído.

    Vídeo (1:55m)

  4. Muito bom, o artigo do Carlos Morais, em Vieiros.

    Ainda por cima está escrito em norma AGAL, o que é óptimo!

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