Longe de Manaus, o prémio

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Francisco José Viegas anda há bem quinze anos a escrever romances. Alguns foram do melhor que, no ano deles, se escreveu. Agora, finalmente, surge o prémio, o reconhecimento (modesto, eu sei) dum autor que a crítica mainstream sempre olhou de alto. Porque ele nunca alinhou em snobismos? Vá-se lá saber. E nem interessa agora muito.

Longe de Manaus acaba de receber o grande prémio da APE. Acerca do romance escrevi, a 20.08.2005, um apontamento no Expresso. Aqui vai o final.

«No mundo de Viegas, há a ambiência de tranquilas épocas. Isto condiz com a imagem insistente de Portugal nos seus romances, sempre muito insular e interior norte, ou pacatamente portuense, banhando num “azedume triste, português”.

«O contraste com o buliçoso, cheiroso, sonoro Brasil é quase pungente, acentuado pela gramática e pelo boleio frásico brasileiros em que as narrações além-oceano saem redigidas. Depois de experiências de Almeida Faria e de Agualusa, temos agora um romance em que se revezam, extensamente, as duas variedades do idioma. E é facto: Viegas domina a sintaxe e a fraseologia brasileiras, ao ponto de usar giros (‘assistindo televisão’, ‘a faculdade lhe espera’) que, fraternamente, os gramáticos desaconselham.

«Esse vivo alerta linguístico produz excelentes diálogos. Naturais, chistosos, percucientes. Admire-se a tranquila cena do pequeno-almoço de Ramos [investigador da polícia portuense], num hotel de Manaus, com o colega local Osmar Santos. É um topo de elegância e virtuosismo. É também, para o inspector português, o apaziguamente merecido, para mais em pleno Brasil, essa “galeria de malandros simpáticos com quem não queria viver para não lhes aturar a alegria excessiva”. Jaime Ramos dirá mais tarde, já em Amarante: “Tenho uma forma muito estranha de ganhar a vida”. Nisso já havíamos reparado.»

52 thoughts on “Longe de Manaus, o prémio”

  1. Pois, mas acho o livro uma estopada , ainda não consegui passar da pagina 50.

    Tenho sempre muitas dúvidas sobre os critérios determinantes para a atribuição deste tipo de premios.

    Mas o Francisco José Viegas está agora na moda.

    Ele é casa Fernando Pessoa, ele é apoio a Cavaco, ele é premiozinho a livro.

    Veremos , o tempo esse grande escultor, se não será carrasco, para este tipo de escritorzinho, e sobretudo para este tipo de romancezecos pseudo policiais….

  2. A. Pacheco,

    O FJV está na moda há muito tempo. Você é que ainda não tinha reparado. Os seus exemplos (a Casa Pessoa, apoio a Cavaco, o prémio) não têm, há-de convir, nada a ver com moda.

    Prossiga a leitura. O livro vai ser cada vez melhor. E talvez conviesse saber que «Jaime Ramos» já anda a investigar há seis ou sete livros. É um velho conhecido, se você percebe aonde posso querer chegar.

  3. Este livro só serve para limpar o cu. Como é que a uma miséria destas se dão 15000 euros? E ainda dão espaço num jornal para o Venâncio comentar? Quem é Venâncio? E ainda querem que os putos leiam livros!

  4. Satanás,

    Prazer em vê-lo por cá. Isto anda muito angelical.

    Quem o Venâncio seja não é do mais importante aqui. Mas que você afirme ser o livro bom para tão higiénicos fins, aí está o que já pede mais explicação. Poderia ser mais explícito, já agora, bom anjo?

  5. Aqui há tempos, escrevi, num comentário (não me lembro em que blogue), que Francisco José Viegas era o galo na capoeira dos novos “valores” literários em bicha para ir à televisão.

    De facto, FJV funciona, hoje em dia, como uma espécie de Brisa das auto-estradas da fama e do estrelato “literário”. Desiludam-se, porém, os que pensam que basta cacarejar; na verdade, melhor se cuidam os que já perceberam que importa, sobretudo, estar preparado para engolir, inteira, a seguinte verdade: quem não é do F.C.Porto, é anti-semita.

  6. Anónimo,

    Diga lá ao French Kissin’ que aqui o Aspirina – para falar do prémio ao FJV – não precisa de fazer link para A Origem das Espécies. É que, enquanto vocês, Anónimos, cá vierem, o sitemeter já ‘branle’ com gosto.

  7. F. Venâncio,

    Eu venho aqui em busca de posts do Luís Rainha e de desenhos do Jorge Mateus. Mas tem razão: tropeço noutras coisas, e o sitemeter não me pergunta ao que venho.

    Mas de si, e muito embora não o considere um bom blogger, sei o bastante para aspirar por um tempo em sejam os FJV a precisar de cacarejar a atenção dos Venâncios, e não o contrário.

  8. Pergunta o autor deste post porque será que o FJV nunca foi devidamente reconhecido pelo mainstream intelectual. A resposta é simples, FJV é um liberal e isso é inconsebível para esta corja que vive da gamela que o estado cria à custa dos nossos impostos.

  9. Anonymous,

    Para quem nunca se considerou um «blogger», dizerem-lhe que nem nisso é bom soa bizarro. Como se lhe dissessem, por exemplo, que não é um bom repórter.

    Já quanto ao meu «cacarejar» das atenções de FJV: é incrível quanto, em comentários neste blog, aparece regularmente este género de sugestões. «Você escreve isto para chamar a atenção de Fulano», «Olha que Fulano vai ficar com um medo de ti!», e outras patusquices.

    Claramente, essas observações não são feitas por pessoas do ‘meio’. Não que isso fosse preciso, Deus os livre. Mas dá-se, assim, desnecessariamente, uma grande impressão de estupidez.

  10. MigPT,

    Pela boca morre o apressado em denunciar sinistros vícios de “gamelas”. Já viu onde trabalha nos dias que correm o FJV?

  11. Sempre me pareceu que este tipo de prémios, mais que a qualidade literária,eram atribuidos por capelinhas, e o sr. Viegas parece-me que está muito bem relacionado no meio.

    Vamos a um pequeno exercicio, quais os romances , a quem nos últimos 10 anos foi atribuido este prémio.

    Quero lembrar que o sr. Viegas tambem tem , ou tinha até há pouco tempo, um, programa com livros na RTP 2.

  12. A. Pacheco,

    Para quem insiste tanto nestas questões, como você, a impressão dada é de grande primarismo, desculpe. «Este tipo de prémios» é um chavão assombroso. Você sabe quantos prémios literários são dados por ano? Mais que as mães. Alguns são dados por capelinhas, sim. E não tanto, ou não principalmente, por serem dados a este ou àquele, mas por sistematicamente serem recusados a certos autores. A coisa é basto complicada, mas você pensa que não.

    Depois: se quer saber quais os romances a que nos últimos dez anos foi dado o prémio da APE, informe-se, até está na net, e não venha só com perguntas insinuantes. Bom, e depois diga o que achou.

    Por fim: o FJV tem, e isso já desde há muitos anos, um programa na tv sobre livros. Primeiro na SIC, depois na RTP, agora na RTPN. Entretanto também na rádio, suponho que na TSF. E dirigiu durante 10 anos uma revista sobre produções literárias. Nunca ninguém em Portugal fez mais pelos livros dos outros que ele. Tenha respeito, Pacheco.

  13. Ó Pacheco ! Já vi que és perito na maledicência.

    Mas se já leste o romance, diz lá o que te pareceu.
    Se não leste, cala-te de uma vez por todas, e não faças tristes figuras.

  14. Se ter um programa de televisão sobre livros, é fazer muito pelos livros dos OUTROS, então TODOS aqueles que tiveram programas de televisão sobre livros, e têm obra publicada, também mereceriam um premioizinho, ou há moralidade ou comem todos.

    Como disse num comentário anterior, cheguei á pagina 50 do livro, e não continuei, por achá-lo uma autêntica estopada.

    Mas como isso é a minha opinião, certamente OS AMIGOS do sr. Francisco José Viegas, que lhe atribuiram o prémio têm outra opinião.

  15. Pacheco,

    1. Você acha que o FJV ganhou o prémio PORQUE tem um programa de livros? E, se foi assim, porque o ganham os outros?

    2. Você conhece mais (sim, você fala em «TODOS»…)apresentadores de programas sobre livros?

    3. Se foram AMIGOS dele que lhe deram o prémio, arre que demorou muito até chegarem ao júri da APE.

    4. A Rita disse-lhe, já, que está a fazer figuras tristes. Simpática, não acha?

  16. F. Venâncio,

    Eu não afirmei que “nem nisso” de ser blogger você é bom; bem diferentemente, deixei escrito que, ao contrário do que acontece quanto ao mais que de si conheço, nisso você não é bom.

    Portanto, aconselho-o a ler mais devagar, para não correr o risco de ler coisas que ainda não foram escritas ou que nunca ninguém pensou escrever.

    E para não dar, “desnecessariamente, uma grande impressão de” iliteracia.

  17. Anonymous,

    Hoje apanha-me de faxina. Pronto, a carapuça está enfiada. Mas – há-de convir – não é coisa fácil ler com toda essa atenção um anónimo. Mais ainda se ele vem sentenciar, mesmo que amenamente, sobre nós.

  18. A D. Rita tem a opinião dela que neste caso não coincide com a minha.

    TODOS…. que têm obra publicada( diferente do que me pretende atribuir)

    Mas assinalo o DESVELO com o que Sr. Venancio defende o Sr. Viegas e o tal LIVRINHO.

    Os amigos são para as ocasiões…..

  19. A mim só me interessa o livro premiado, e os filhos do mesmo pai. Nisso comungo, com fé religiosa, do cepticismo que anda aí, no ar dos comentários. São literatura que não frustra, mas comovem-me pouco. Gosto mais daqueles que nos agarram pelos tomates da alma, e nos deixam de pantanas. Há casos, ultimamente raros.
    O prémio é um fait-divers, digo eu, só porque sou pagão. Embora menos aleatório do que as comendas do 10 de Junho que aí vêm. Para o receber é mesmo necessário publicar obras. Já nas comendas, basta ter-se nascido e viver o suficiente.

  20. Pacheco,

    Não fuja com o rabo à seringa. Você falou em «TODOS» os que têm programas de livros. Desses todos, haveria alguns com obra publicada. Eu pedi-lhe EXEMPLOS, afora o Viegas. Com obra publicada ou sem ela. Continuo à espera. E não vale vir com o Mourão-Ferreira, que já não pode levar prémios, infelizmente.

    Quanto ao «desvelo»: há críticos que GOSTAM de livros. Mas somos exemplares raros, tem razão.

  21. Do FJV só li o “Morte no Estádio”. Achei-lhe piada, mas não é nenhuma obra-prima, e acaba por falar mais em gastronomia do que no crime que dá mote ao livro. Realista para a época, mas um poucochinho datado.
    O “Longe de Manaus” tenho-o na prateleira, à espera de acabar alguns que têm precedência. Fica para este Verão, provavelmente.

  22. Já lá vai o tempo em que acreditava que os prémios eram dados por capelinhas. Hoje, por caso, até tenho provas que não. Quem se lembra de dizer que o Prémio de Conto da mesma APE dado, este ano, a Paulo Kellerman foi fruto de alguma «cunha» é ridículo, no mínimo. No entanto, foi bem dado. Dizer-se que FJV o ganhou porque tem programas de TV não tem sentido nenhum. Significa só que gosta de livros, conhece os autores e escreve livros com os quais podemos polemizar por não gostar deles, mas não podemos dizer claramente que não mereceria o prémio. Mais, falou-se de um derrotado: Miguel Real. Não conheço outros. Ora, Miguel Real, creio, é um jornalista literário do JL e tem, ao que sei, conhecimentos nada negligenciáveis na área. Isso significa o quê? Que perdeu um influente contra outro influente? Os jornais contra a TV? A rádio teve alguma coisa a ver com a atribuição do Prémio? Podemos deixar de ser pequeninos? É que já chateia…

  23. Sessenta e sete suspeitos foram detidos em operação coordenada da Europol
    Sessenta e sete presumíveis utilizadores de pornografia infantil na Internet foram detidos no âmbito de uma operação coordenada da Europol em França, Espanha, Bélgica, Holanda e Eslováquia, anunciou o Ministério do Interior espanhol, noticia da Lusa.

    Segundo a Direcção Geral da Polícia espanhola, dos 67 presumíveis utilizadores de pornografia, 38 foram detidos em França, dez em Espanha, nove na Eslováquia, sete na Bélgica e três na Holanda.

    As fontes da polícia referiram que todos os detidos no âmbito desta operação, denominada Baleno, têm amplos conhecimentos informáticos e elevado nível cultural, adiantando que entre os detidos, há vários professores universitários.

    Os detidos obtinham ficheiros de pornografia infantil através de um complexo sistema informático, que incluía a utilização de complicados programas e sistemas de ocultação de dados.

    Paralelamente à actuação da Europol, a polícia espanhola levou a cabo hoje outras duas operações contra a distribuição de pornografia infantil, durante as quais foram detidas outras dez pessoas em diversas regiões do país.

    Numa destas operações, denominada Trigger, a polícia deteve quatro presumíveis utilizadores que trocavam este material através de canais informáticos, em relação aos quais foi aberto uma investigação relativamente às ligações com outros 57 utilizadores em 28 países.

    Na outra operação, denominada Iceberg, os agentes, depois de uma informação da polícia finlandesa sobre um grupo de pedófilos que trocava arquivos de pornografia infantil, revistaram nove residências e detiveram seis pessoas nas regiões da Catalunha, Valência e Múrcia.

    ————————————
    Por cá, parece que não há nada.

  24. Deixei um comentário no blog do Daniel Oliveira que fica sujeito a aprovação prévia. Vou ter de esperar para ficar a saber de que tipo é a “liberdade de expressão” que ele tanto apregoa.

  25. Li o livro em causa e gostei. Acho que tem um certo estilo (o do FJV, já manifestado noutros livros), e a personagem do inspector é simpáticamente tripeira (como o seu autor).

    Pessoalmente nunca me cruzei com o FJV, mas tenho acompanhado os seus programas, quer na 2, quer na RTP N, assim como as suas críticas, e confesso que gosto do trabalho dele.

    Quanto ao prémio, nada tenho a comemntar, embora creia que este não lhe foi atribuído por “capelinhas”, pois acredito que as pessoas do juri não serão todas “vendidas” (ou “compradas”).

    Contudo, ao ler alguns comentários anteriores, percebo porque é que este post é afecto ao Bloco. Sem a mínima razão crítica, alguns lamentavelmente vêm para aqui destilar veneno de lacrau…certamente por estarem de mal com a vida.

    As opiniões do a.pacheco e de anonymous, embora livres, são bem demonstrativas do baixo nível educativo de alguns, que não conseguem ver mais daquilo que eles próprios querem ver (ou que lhes mandam ver, de outras paragens mais para o Leste).

    Penso que os seus dizeres têm mais a ver com o apoio de FJV a Cavaco, do que com a leitura do livro em causa. Tivesse o escritor apoiado o camarada Trotsky…perdão, Louçâ, e o livro seria formidável, não seria?

  26. Saloio,

    Alto aí. «Este post é afecto ao Bloco»? Quis dizer «este blog», pela certa. Mas mesmo isso é abuso. Quanto ao resto: nada senão aplaudir.

  27. O que para aqui vai, já vamos no Leste , no Bloco…

    Quando tudo tem explicações tão simples , um dos meus autores preferidos chama-se Jorge Luis Borges, conhece, em meia dúzias de páginas,agarrava-nos, e cada vez que volto aos seus textos, há sempre novas descobertas.

    Pois é o sr. Viegas não agarra ninguem , talvez se se entretesse a escrever umas novelas de poucas paginas , fosse tragável assim…

    Estou a ler um AUTOR português muito esquecido Carlos Malheiro Dias e um pequeno livro chamado: Ciclorama Critico de um Tempo,
    a vivacidade da sua escrita, o dominio do português, a forma breve mas tão viva de escrever,é para quem gosta de literatura , um prazer enorme, na leitura destas parcas páginas.

    Em suma não ter pejo em emitir uma opinião, dizer que até agora, Francisco José Viegas é um escritor mediocre, que o seu livro agora premiado é uma estopada, não tem nada de ofensivo, os grandes escritores vão-se borilando com o tempo, com a capacidade e inovação da sua escrita, por cada GRANDE AQUILINO , existem centenas de Viegas essa infelizmente é que é a crua verdade.

    Quanto a Manaus, prefiro o edificio da Opera e as suas lendas, como a da divina Sarah, já com uma perna de pau, a morrer pela milionésima vez em palco, ou o Caruso a assombrar os corredores.

  28. De mal com vida? Eu? Mas, meu caro Saloio, ainda que fosse esse o caso, sempre remédio me seria o poder rir-me do riso rido por quem ri de coisas como esta: “Tivesse o escritor apoiado o camarada Trotsky…perdão, Louçâ, e o livro seria formidável, não seria?” (que finura, deus meu!).

    A gargalhada vem depois, exactamente quando meço o quão gratificado FJV deverá sentir-se ao verificar que o crítico literário Fernando Venâncio, que tão encomiasticamente o aplaude, é o mesmo que, confessadamente, não pode senão aplaudir um texto onde se patenteia a argúcia crítica de frases como esta: “ou que lhes mandam ver, de outras paragens mais para o Leste”.

    De mal com a vida? Eu? Não, meu caro Saloio, pelo menos enquanto você continuar a existir e a insistir em ser assim…

  29. Caro F. Venancio:
    naturalmente que me estava a referir ao blog, e não desejei qq abuso – limito-me a constatar o ar. Além disso, sem qq crítica, pois também eu cá venho de livre vontade e com gosto.

    Estimado a.pacheco:
    Limitei-me a dizer o que senti, pois pareceu-me que sua crítica era mais ao homem que ao livro, e nem toda a gente que tem programas na televisão são favorecidos por “capelinhas” – situação que penso que o Sr., no fundo, aceitará.

    Respeitado anonymous:
    O que é que define uma obra boa e uma má? São tantos os critérios… Penso sermos mais justos quando falamos de obras de que gostamos e das que não gostamos. E, com a sua liceça naturalmente, gosto dos livros do FJV. Será que o Sr. permite que eu me manifeste e modestamente o contrarie??? Podem-se ter gostos diferentes do seu???

    Quanto aos seus comentários sobre mim, não ligo. Sabe, não passo de um pobre saloio, humilde e sossegadinho…e podia-lhe dar uma resposta como as de cá da terra, indicando-lhe um sítio do seu corpo para os gaurdar. Mas não.

    Prefiro agradecer-lhe pela sua veia poética sobre o rir, e desejar-lhe uma muito boa noite a reler o Manifesto. Talvez o senhor um dia venha a ser um grande escritor…

  30. O a. pacheco é daqueles PATUSCOS que volta e meia desatam a MAIUSCULAR palavras, a ver se a gente PERCEBE que eles prezam muito certas COISAS. O melhor é ir RELER o Aquilino, e tentar descobrir se ELE alguma vez ESCREVEU o gerúndio “borilando”. Ó pacheco, afinal é BURIL ou BORIL? Também aposto que o verbo ENTRETER não aparece lá conjugado como “entretesse”, na medida em QUE, sendo um derivado de TER, se conjuga “ENTRETIVESSE”. Se CALHAR o pacheco não passa da página 50 porque o LIVRO do Viegas está escrito em PORTUGUÊS, língua com a qual o PACHECO parece ter bastas DIFICULDADES.

  31. Olhe Zé na realidade por vezes a escrever dou erros, tem toda a razão, mas olhe que o tal do Viegas, no que diz respeito a escrever português , tambem deixa muito a desejar, a não ser que tenha mais atenção aquilo que eu escrevi , do que aos livros do sr. Viegas, o que realmente acredito.

    Quanto a patuscos, devolvo-lhe o epiteto pois assenta-lhe como uma luva….

  32. OBRIGADO pela devolução do EPÍTETO, pacheco, mas quanto ao PORTUGUÊS do Viegas, devo CONFESSAR que nunca VI pelo blog dele um desses BORILANDOS. E julgo que DA sua capacidade PARA avaliar ESCRITAS, estamos CONVERSADOS.

  33. Pois é Zé , mas numa coisa tem razão, realmente só um patusco como eu, perderia o seu tempo, a discutir, o livrinho do sr. Viegas.

    Quanto ao blogue do sr. Viegas, como não o frequentava, não posso dar opinião, deixo isso para si, pois parece ser um conhecedor do tema.

    E por aqui me fico com os meus erros de português, mas com a certeza de que nem com todo o apoio dos amigos, o sr. Viegas conseguirá escrever algo que saia do mediocre.

  34. Ó a. PACHECO, não são só os erros ortográficos. Você SEPARA sujeito e predicado por vírgula, E comete outros atropelos À língua que, sinceramente, NÃO o habilitam a FALAR da obra alheia. Sabe LÁ você o que É algo que SAIA do medíocre QUANDO escreve assim… É como PÔR o Alberto João Jardim a AVALIAR as BOAS maneiras dos OUTROS.

  35. Tem toda a razão Zé….

    Margarida Rebelo Pinto, Francisco José Viegas,Paula Bobonne, serão certamente grandes vultos das letras lusas, estão ao nivel, do Eça do Antero do Camilo.

    Eu é que sou ignorante, separo sujeitos e predicados, e por isso não tenho o direito de dizer que certos autores são maus e que certos livros são uma estopada.

    Só os Zé o podem fazer…

    Por isso este patusco, vai como penitência dizer a partir de hoje , que o sr. Viegas ainda é melhor que o Zé Cabra, ( mas o Zé Cabra não sabe cantar, mas o Viegas sabe escrever?…)

    Herrar, eh…umano….

  36. Ó a. pacheco: não cahteie mais a malta – nós já todos percebemos as suas doutas qualidades; porque é que não vai dar banho ao cão?

  37. Não percebi o A. Pacheco. Ele tem um ódio visceral ao Viegas e isso parece-me claro, revela o carácter do próprio Pacheco, que julga um livro de acordo com os seus ódios. Eu li este livro e gostei. Passei da página 50. O A. Pacheco não deu um único exemplo da má escrita do Viegas e parece que não precisa: para mau uso do Português basta o que o Pacheco escreve.
    Depois, o Viegas até é capaz de ser cavaquista, mas numa coisa eu o admiro: em todos os lugares em que passou numca deixou que a opção política o impedisse de eentrevistar e falar de livros de autores de esquerda. O sr. Pacheco é um triste.

  38. Há quem não queira entender , que eu posso ter o direito de não gostar do que o Francisco José Viegas escreve , e sobretudo dizer que este longede Manaus é uma estopada.

    Isto é uma opinião sobre o escritor , sobre o homem e o cidadão, que nem conheço, estou-me marimbando, nem é isso que aqui interessa.

    Se querem ir por aí, vão, eu para este peditório já dei.

    Muito boas noites, a todos os amigos e admiradores do sr. Viegas.

  39. Pois, A. Pacheco foi-se. Nem só não deu (como se lhe pediu) um exemplo de má escrita em FJV – também não piou sobre o trabalho de FJV na divulgação dos livros dos outros. Enfim, veio divertir-se aqui o seu tanto. Já não perdeu tudo.

  40. Pois, A. Pacheco foi-se. Mas não foi apenas A. Pacheco que se foi: António Figueira, Daniel Oliveira, João Pedro da Costa, Júlio Roriz, Nuno Ramos de Almeida, Rodrigo Moita de Deus e Vanessa Amaro também se foram.

    E, por vezes, parece-me que Luis Rainha também anda a ver se consegue ir.

    E, por vezes, parece-me que sempre que alguém se vai, o Sr. Venâncio vem-se.

    Entretanto, em Gaza, foram assassinadas, por Israel, mais sete civis, entre os quais três crianças.

    Nada de relevante. Tivesse sido um israelita a ser assassinado e lá teríamos a costumada elegia no blogue do Sr. Francisco José Viegas. Mas eram palestinianos, nada de importante, simples tremoços, não matam a fome mas dão-nos uma agradável sensação de conforto sobre as certezas que temos: há cervejas preferidas e há povos eleitos.

    Parabéns, ó Viegas! (Não, não é pela morte dos palestinianos, é pelo prémio.)

  41. E não me venham com essa de que tudo isto tem a ver com o facto do Viegas ser cavaquista.

    Nada de confusões: Cavaco não é o que é por ser de um povo eleito, antes está onde está por ter sido eleito pelo povo. Entendido?

  42. Anónimo das 02.06 PM,

    Essa hipótese, sua, de certo número de autores deste blogue o terem abandonado por eu aqui colaborar parece-me simplesmente emocionante. Fui convidado por eles, ou com a anuência deles, eu que não lhes era já um desconhecido na bloguítica. Não modifiquei em nada o meu tipo de intervenção. E seria por minha causa que eles debandavam? Hipótese grandiosa, senhor ou senhora.

    Já quanto à sua – demagógica – deriva pelo Médio Oriente, acho-lhe menos graça. Que tem este nosso blogue a ver com o FJV bloguista, saberá dizer-me?

  43. De anónimo para Anónimo:
    Este não me parece o sítio mais indicado para manobras de contra-informação. Boçais, ainda por cima.
    Ou para fazer comícios, que só são indesejáveis por virem a despropósito.
    Há mais gente no mundo, tenha lá paciência!

  44. F. Venâncio,

    Reconheço que o que escrevi autoriza a leitura que fez, mas, de facto, eu nunca pretendi sugerir que os abandonos se devessem às suas intervenções. As minhas desculpas.

  45. Caro hom/anónimo,

    Eu já tinha reparado que assinalar a morte de israelitas é um gesto digno, grandioso, de uma humanidade tocante, ao passo que registar a morte de palestinianos não passa de uma boçal manobra de contra-informação, baixa política, reles comício.

    De qualquer modo, obrigado por mo lembrar.

  46. Então vamos lá ler outra vez, com mais calma.
    A sua contra-informação está nos dois primeiros parágrafos do seu comentário.
    A sua boçalidade está no terceiro parágrafo.
    E o seu comício começa quando você entra em Gaza.
    Além disso, quando o meu amigo se encontrar num comício de apoio aos palestinos, eu estarei lá, à sua frente. Aqui não é disso que se está tratando. Se eu quis lembrar-lhe alguma coisa, foi apenas isso.

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