O regresso do regedor

Jorge Coelho descobriu-se aterrorizado pelos projectos do seu partido para a área da Saúde. A ilustre eminência parda declarou mesmo “a maior das desconfianças dos tecnocratas a tratar de coisas que competem aos políticos”.
E tem toda a razão. Se começam a ouvir os técnicos acerca de questões tão claramente “políticas” como o número de maternidades necessárias a Portugal, onde é que isto vai parar? Não tarda nada, já um bom soba não pode distribuir mercês a bons amigos e clientelas úteis.
Evitar esse pesadelo é um imperativo de cidadania. Devolvam aos nossos excelentes políticos a inteireza das suas competências. Deixem-nos construir um hospital em cada paróquia, uma maternidade em cada freguesia. Mandem a co-incineração para o estrangeiro, plantem um apeadeiro do TGV de cem em cem metros, tragam aeroportos em barda. O país cor-de-rosa agradece.

12 thoughts on “O regresso do regedor”

  1. NADA DE LUXOS

    Concordo plenamente com o senhor Rainha: não deve haver maternidades em lado nenhum; deve-se passar a ater os filhos em casa como acontecia no passado e não foi por isso que veio mal ao país.

    E acho muito bem que os tecnocratas tratem de tudo e sobretudo que, na luta contra os privilégios desregradamente existentes em todas as classes profissionais, decretem que o ordenado é um deles e a partir daí passem a cortar nos ordenados pois ninguém precisa de ganhar para viver: basta que trabalhe e peça depois uma colher de arroz ou uma batata para matar a fome.

    Regressemos todos ao comunismo primário de troca directa.

    E viva o senhor Luís Rainha.

  2. O senhor Alex é o maior. Passa directamente dos pânicos do regedor Coelho para o “comunismo primário de troca directa”. É pena já ter entregue todos os meus troféus de “Idiota do Ano”.

  3. Compreende-se perfeitamente: como o senhor Raínha faz diariamente auto-entregas do troféu “Idiota do Ano”, é natural que, tendo o museu cheio, lhe escasseie o “stock” para distribução.

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