Deixem lá o Leo Strauss em Paz

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Não concordo com o Prof. Pedro Arroja. Não foi o brilhantismo de Leo Strauss (Ena tanta gente a ler Leo Strauss por essa blogosfera afora e a conferir com o check-list de lugares-comuns da cartilha já decorada!) que inspirou o neo-conservadorismo, nem sequer leio o straussianismo dessa forma. O neo-conservadorismo da trindade de incapazes que governa a Casa Branca, com o mais que declarado desprezo da elite norte-americana, só pode pretender emular mentes mais simples e prosaicas: as conduzidas pelo timoneiro Edmund Blackadder, teorizador da estratégia “como-é-que-a-malta-se-safa-por-hoje-até-ser-hora-de-jantar” e que de forma singela alinhavou o mais explícito discurso neo-con anti-deterrence:

Baldrick: No, the thing is: The way I see it, these days there’s a war on, right? and, ages ago, there wasn’t a war on, right? So, there must have been a moment when there not being a war on went away, right? and there being a war on came along. So, what I want to know is: How did we get from the one case of affairs to the other case of affairs?

Edmund: Do you mean “How did the war start?”

Baldrick: Yeah.

George: The war started because of the vile Hun and his villainous empire- building.

Edmund: George, the British Empire at present covers a quarter of the globe, while the German Empire consists of a small sausage factory in Tanganyika. I hardly think that we can be entirely absolved of blame on the imperialistic front.

George: Oh, no, sir, absolutely not. (aside, to Baldick) Mad as a bicycle!

Baldrick: I heard that it started when a bloke called Archie Duke shot an ostrich ‘cause he was hungry.

Edmund: I think you mean it started when the Archduke of Austro-Hungary got shot.

Baldrick: Nah, there was definitely an ostrich involved, sir.

Edmund: Well, possibly. But the real reason for the whole thing was that it was too much effort *not* to have a war.

George: By God this is interesting; I always loved history — The Battle of Hastings, Henry VIII and his six knives, all that.

Edmund: You see, Baldrick, in order to prevent war in Europe, two superblocs developed: us, the French and the Russians on one side, and the Germans and Austro-Hungary on the other. The idea was to have two vast opposing armies, each acting as the other’s deterrent. That way there could never be a war.

Baldrick: But this is a sort of a war, isn’t it, sir?

Edmund: Yes, that’s right. You see, there was a tiny flaw in the plan.

George: What was that, sir?

Edmund: It was bollocks.

9 thoughts on “Deixem lá o Leo Strauss em Paz”

  1. Peco desculpa mas o dialogo que apresentou encontra-se intelectualmente a milhas do actualmente praticado pela casa branca…

  2. Excelente lembrança Gibel. Esse diálogo é dos melhores de toda a série (quando todas estão recheadas de diálogos fantásticos) e está quase perfeitamente ajustado à situação.

  3. gibel era nome secreto de um dos 13 superiores incógnitos do colégio dos Iluminados que irradiava de Lyon, no séc. XVIII. esse gajo sabe-a toda e deve estar por detrás da conspiração para a nova ordem mundial.

  4. Anaximandro,

    Eu pelo-me por conspirações. E então ter um poderoso ruler of the universe aqui como colega do Aspirina dá cá um t…

  5. Mitos Comunistas

    (Grandes Aldrabices)
    Em Maio de 1940, enquanto que a França colaboracionista se ajoelhava às patas de Hitler, 700 mil refugiados judeus amontoavam-se em Bordéus. Apercebendo-se da situação desesperada daquela gente, o cristão António de Oliveira Salazar deu ordens ao pessoal do consulado para darem com urgência os vistos. Aristides Sousa Mendes viu nisto uma fonte extra de rendimentos, para assim poder satisfazer a sua exigente mulher, cumpriu a ordem , mas a troco de 500$00 cada passaporte. O negociante diplomata partiu para Bayone, foi até à fronteira de Henday e, com a sua caneta, começou a assinar a papelada….dando assim início ao negócio. Quando Salazar é informado da situação, manda regressar o responsável e expulsa-o do Corpo Diplomático, obrigando-o a devolver o dinheiro. Ficará célebre a frase de Salazar: ‘Salvarei todos os que puder ‘”.

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