Insulina

Esta caneta de insulina
Com que escrevo ao fim do dia
Não me dá e nem me ensina
Como desenhar a poesia

Num só registo uma verdade
Mudar o destino da doença
Por cima do rumor da cidade
Um livro marca a diferença

E descem de forma repentina
Os valores do açúcar em jejum
No sorriso de Ana Cristina
Se liga o privado ao comum

Rua do Salitre à esquina
Lá onde a dor fica vencida
Uma caneta de insulina
Muda de todo a minha vida

13 thoughts on “Insulina”

  1. ó pá, toma tento neça lingua pá, já ta diçe ca tu ézum livru aberto pra todos pá, atão tens diabetes ó caracamano, pá, pois pá, assucares, chuculates e o carassas, pur isso é ca tu és como és, um revoltadu, ó pá, mas ninguém tem culpa meu, já vistes aqueles istropiadus, os da guerra, pá, a tal em que tu vés puezia, ó meu, nunca falastes deles pá, pois, nunca falastes deles, tu só falas de ti, gostas de çere o sentru dazatenssóes pá, e destratas o pessuale, pá, mas çabes, ó cagamelo, só prujectas nus õtros pá o que tu és, tás a vere, tás a ver a cena meu, oi, se foçe o tal jurnalista de quem falastes mal, ele teria esplicado os várius tipos de diabetes meu, hein, ó esclarecedor dos purtugueses, já agora eça cuesia é uma granda caca, pá, és plasticu, fogo, o meu avó que NÃO É TORTO e que devias respeitar, meu filhu da mãe, fazia versos daqueles de nus fazere xurare a rir, tás aver, tô a ve-lo a olhar pra ti a alçar a perna, largar-te um granda peido nessa cara e depois rematar a cousa com um versinhu. ehehehe

  2. ó pás, há-de vir aí o gajo sinhã, o da índia, tadinha agora é ós secones e ti com milque, e o mindinho no ar pra pendurare a culherzinha, ehehhe, em forma de pilinha calaro, com bolinhas de assucare, e depois uma daquelas frazezinhas rexeadas da merda defecada no alto mar com avental de lavar a louça, e um carinho pró zézinhu, eheheh, ganda cena, ó meus, fiquem atentus, cum catanu, eu a pedir ao gaju pra fazer um inçaio ao meu furunculo na nalga e o gajo vem com canetas de inçulina.

  3. Insulíndia é um vasto e numeroso grupo de ilhas situado entre o continente do Sudeste Asiático e a Austrália, na região da Austronésia. Localizado entre os oceanos Índico e Pacífico, este grupo de mais de 20.000 ilhas é o maior arquipélago do mundo por área.

  4. Dada a curiosidade que em ti conheço de sobejo, morrerás a escrever quadras e nunca vais saber aquilo que anda a matar-te. No tempo do Salazar, os gajos que tinham açucar a mais dispensavam aos que tinha açucar a menos. Enfim, vou ser bom e rezar três ave-marias pelas tuas poesias. Pelo menos isso. No entretanto, não comas doces, coisas salgadas ou gordurosas. E não fumes. No fuckfuck e muda de óculos todos os anos. E água só S . Pelegrino com o tal dióxido de carbono que anima tantas discussões tuas sobre o aquecimento global causado pelo fascismo.

    Adeus, darling, goza as reformas em acelerado, porque o céu prometido ninguém a Tito tira.

  5. Obrigado pelos conselhos mas dispenso. Esses e outros pois quem sabe disso são os especialistas e tu não és. Safa!

  6. O zézinho diz que «dispensa» conselhos. Sejam os do V. Kalimatanos ou «outros». Mesmo aqui és arrogante, pá. Por isso, acho que o Zé Maria não terá sorte: o zézinho foi bem explícito. É dar pérolas a porcos. E depois, isto de um poema ter como título «Insulina». não lembra a ninguém. Mais o desfiar dos seus problemas de saúde. Mau-gosto puro! Mau poema também. Péssimo! É o que já sabemos, tudo serve para (não) rimar! Com escritos destes, nem sequer é possível ser solidário com a doença. Safa!

  7. aqui há tempos gabásvas-te de mamar beijinhos ou lá que porra era essa com pilhas de açucar e agora vens prá qui com tretas diabéticas. as tuas doenças são psicotretas em verso e deves querer contaminar a malta.

  8. eu sou um sonsinho
    não como bolinho
    e sou um chatinho
    eu sou o zezinho

    tamém sou o zeca
    o gajo do palavrão
    sou eu o tal
    o zeca galhão

    ehehehe, um cláçicu de trazer pur caza, e rima,eheheh.

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