Balada da Escola de Brooklands em Blackheath

Passa pelo seu porteiro
Gente de vários tamanhos
Passa aqui o dia inteiro
Não deixa entrar estranhos
As mães são todas bonitas
No olhar dum coração
Combinam chá e visitas
Entre a sala e o portão
Na mesa dos animais
Tomás toma o seu lugar
Os monstros originais
São pesadelo a sonhar
Nesta escola de crianças
O horário é pequenino
A manhã das esperanças
Sonha o futuro destino
Onde os meninos de agora
Que chegam de bicicleta
Aprendam que estrada fora
Há no fim a luz da meta

No sorriso do consolo
Cada criança trazia
Um pequenino bolo
Feito entre a alegria
Entreajuda, amizade
Todos iguais na diferença
Vão viver numa cidade
Onde o ódio é doença
Uma cidade, um futuro
Onde o sonho se faz acção
A escola é lugar seguro
Porque todos dão a mão
Ao sonho em teimosia
Dum mundo onde a gente
Prefere uma harmonia
Em vez da voz divergente
Por isso não dão pelas horas
Levam a pasta oferecida
No olhar das professoras
Está um programa de vida

12 thoughts on “Balada da Escola de Brooklands em Blackheath”

  1. Pacóvio és tu! Nem sabes que a Escola de Brooklands é da Câmara Municipal de Greenwich. Escola pública; não privada. Os meus três filhos fizeram o seu percurso escolar atá à licenciatura e ao mestrado em escolas públicas, o meu neto não ia fugir à regra…

  2. A sexta linha é uma tirada de génio a provar que não são só os pulmões que têm olhos. Vide polémica em “poema” anterior, que metia também baldinhos de cimentos e muita tosse por causa da poeira.

  3. E alterar uma palavra errada que demora menos de meio minuto a corrigir?
    Não… nada disso, vamos manter.
    Os erros dos outros são sempre terríveis atentados à ordem estabelecida, mas um erro do jota chico nunca passa de um ligeiro pormenor em que só os maldosos reparam.

  4. «Os meus três filhos fizeram o seu percurso escolar até à licenciatura e ao mestrado…». Só falta o neto. Ora aqui está uma das tais preciosas deixas que o jcFrancisco nunca deixa escapar para se exibir. Sim, que nós, somos todos uns analfabetos. Realmente, mete nojo…E ninguém discutiu se a escola era pública ou não. Discutiu-se o erro da palavra, que não é uma gralha.

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