Para ler e encaixilhar

Grande texto, o do Rui Tavares, hoje no Público, «Não façam só alguma coisa, fiquem parados», sobre reformas na Educação. Para abrir o apetite, duas passagens. Esta

«O consenso é o de que o estado da educação em Portugal é catastrófico. Se Vasco Graça Moura diz mata, Vasco Pulido Valente diz esfola, Maria Filomena Mónica desmancha, Miguel Sousa Tavares incinera, António Barreto espalha as cinzas e recomeça o ciclo: os professores são ignorantes, os alunos são violentos, os ministros são dominados pelos sindicatos e os sindicatos sentem prazer em que na escola não se aprenda nada. Esta imagem absurda é de tal forma dominante que a ministra da Educação não hesita em tirar dela proveito para diminuir publicamente os professores. Só há um problema: não é verdade.»

E esta:

«As reformas verdadeiras fazem-se com as pessoas reais. É fácil imaginar reformas com as pessoas que ainda não existem e achincalhar as que existem. Mais difícil é reconhecer que, se queremos restaurar a autoridade do professor na sala de aula, alguma coisa teremos de fazer para restaurar o seu prestígio na sociedade. Se queremos que os professores ganhem autonomia e se adaptem aos alunos que têm pela frente, em algum momento teremos de lhes dar confiança. E, acima de tudo, teremos de perceber que é com estes professores que qualquer reforma se fará, e que entre estes (ou quaisquer outros professores, da Tanzânia à Tasmânia) os excelentes serão sempre uma minoria. Uma reforma é um exercício de realismo.»

48 thoughts on “Para ler e encaixilhar”

  1. Bem, nem sei como hei-de explicar… A verdade é que ninguém se entende sobre o que se quer dos professores. Há muito que se tornaram o bode expiatório de uma sociedade em balbúrdia. Pensa-se e quer-se que o professor seja um pontífice máximo em perfeição e eficácia, mas depois levam a vida a enxovalhá-lo e retirar-lhe toda e qualquer motivação ao exercício da sua profissão. O amor à camisola já lá vai e os resistentes tentam em vão remar contra o caos instalado, com a Sr.ª Ministra a ser sempre bastante optimista, mas muito pouco realista. Já vai sendo tempo de se organizarem, constatar que os professores são tão humanos como outro ser humano qualquer e, como tal, tem direito a uma vida digna , com exigências humanas e deveres coerentes. Acima de tudo resta saber se se pode fazer alguma coisa para não alastrar a calamidade em que se tornou a educação.

  2. Quanto mais leio Rui Tavares mais me parece que ele é, provavelmente, um dos três ou quatro mais inteligentes portugueses vivos.

    (Esse texto, já agora, é também nas entrelinhas uma excelente resposta aos cultores da choldra)

  3. Mas primeiro é preciso fazer uma coisa que ninguém quer: definir de uma vez por todas quem é que pode SER PROFESSOR!

    Ser Médico, todos sabem: Licenciado em Medicina.

    Ser Arquitecto todos sabem: Licenciado em Arquitectura.

    Etc.

    Acto Médico é com o médico!

    E o Acto de Ensinar?

    Com aqueles que realmente estudaram e têm formação para ser professores e com os outros que profissionalmente foram uma nulidade. O ENSINO tem de gramar com tudo!

  4. Não, não é definir quem pode ser professor que é necessário: é arranjar um modo qualquer de avaliar os professores o mais objectivamente possível e procurar correr com os piores.

    Dos melhores professores que eu tive na vida nenhum tirou cursos das ESEs ou dos magistérios. Nenhum tirou curso de professor. Vieram todos de outras áreas. Um deles nem sequer era licenciado. Todos tinham, no entanto, três características: adoravam ensinar, mantinham na meia-idade toda a curiosidade intelectual to mundo, e tinham muita experiência.

    Em contrapartida conheço uma quantidade enorme de meninas (são quase todas meninas; há uma falta tremenda de homens na educação, e que tende a agravar-se) saídas das ESE que são perfeitas e absolutas galinhas, gente para quem a Floribella é uma obra de cultura extraordinariamente complicada. Gente como esta, que sai em torrente todos os anos das ESE, até poderá ser muito boazinha, muito cheia de amor-pelos-pequerruchos-coitadinhos, mas nunca será capaz de ensinar nada que valha a pena a quem quer que seja.

  5. e pronto, já caiu a discussão nos coitados dos professores. deixem lá os professores em paz; como em todas as áreas há profissionais bons, maus, medianos: nada a fazer. há uns que sabem a matéria mas não sabem ensiná-la, outros que sabem ensinar mas nada pescam da matéria… os que nada sabem, os que dominam os conteúdos e os transmitem com entusiasmo. a passividade dos meninos e a falta de respeito pelas hierarquias é que é o problema. eduquem sim os meninos em casa, ensinem as crianças a serem exigentes e indagadoras, a não esperarem que alguém, na escola, lhes abra a cabeça ao meio para lá inculcar qualquer coisa. assim, se houver no ar alguma coisa para aprender, eles hão-de sair ensinados.

  6. Susana,

    Não se percebe. Você diz, acerca dos professores: «Há uns que sabem a matéria mas não sabem ensiná-la, outros que sabem ensinar mas nada pescam da matéria… os que nada sabem, [e há] os que dominam os conteúdos e os transmitem com entusiasmo». E precedeu isso escrevendo: «Nada a fazer». A sério? Nada a fazer?

    Eu sou professor. Há trinta e alguns anos. Revejo-me no que escreve o Jorge: «Todos tinham, no entanto, três características: adoravam ensinar, mantinham na meia-idade toda a curiosidade intelectual do mundo, e tinham muita experiência».

    Acho que, se um professor não é capaz desse ‘adorar ensinar’, desse entusiasmo, dessa curiosidade, dessa confiança em si, deve deixar tal vida, para bem de todos.

    A questão, acredite, está – mesmo – no professor. Todo o bom professor sabe isso. Com uma íntima convicção. Desculpe, não se podem deixar os professores ‘em paz’. Tem de exigir-se-lhes isto: que sejam bons. Com as três características que o Jorge aí indica.

  7. Senhor Jorge

    Também há para aí muitos “endireitas” que são melhores que muitos médicos e não é por isso que estão nos hospitais. É fundamental definir o que é ser “Professor”. Ensinar não é despejar conteúdos mas sim “criar aprendizagens”. E aí a diferença é muito grande, só os especialistas é que sabem !

  8. Palmira,

    Peço desculpa. Ensinar não é «criar aprendizagens». Ensinar é isso mesmo: ensinar. Veja no dicionário. E não tenha vergonha de fazer o que aí diz.

    «Criar aprendizagens» é o mais puro, o mais parvo, «eduquês».

    Quem «cria aprendizagens» tem vergonha – ou medo – de ser professor.

  9. Senhor “fv”

    “Medo de Ser Professor” ?

    Não se nasce “Professor”!

    Quem vai para “Professor” deveria de ser porque gosta e não porque falhou noutra profissão qualquer.

    No Dicionário Dom Quixote da Língua Portuguesa, de José Pedro Machado, diz também que “Ensinar” é “Castigar”. Em que é que ficamos ?

    Discordo de si, fico no “criar aprendizagens”!

  10. Palmira,

    Mantenhamos o nível. Nada do que eu afirmei permite pensar que para mim «ensinar» seja «castigar».

    E acredite: em grande medida, sim, «nasce-se» professor. Ou foi o nosso meio de infância que nos desenvolveu o gosto por contar coisas, por transmitir noções do mundo, deste complexo e fascinante mundo.

    Só é professor quem não pode deixar de fazer isso. Com ou sem diploma. Com ou sem a bênção dos eduqueses por esse ministério acima. Melhor ainda se sem a bênção.

    Uma coisa, insisto, deve ser central na educação: sermos exigentes. Com os ensinantes. Com os aprendentes.

    Simplesmente, desde a desgraçada vaga do anti-autoritarismo que deixou de exigir-se. De todos e cada um. A conta é-nos agora apresentada. No caos das escolas públicas. Na ignorância pública generalizada.

  11. Palmira, se há endireitas melhores que médicos e não estão nos hospitais, se calhar deviam estar.

    Não tenho o menor interesse pelo modo como as pessoas adquirem as competências necessárias para desempenhar uma determinada função. O que me interessa é que as tenham de facto.

    Prefiro, de longe, um competente não formado a um incompetente formado.

  12. fernando, o meu «nada a fazer» referia-se ao mandar embora quem não sabe ensinar. sabemos que seria o ideal, mas que seria tarefa impossível. por outro lado, só admitirmos profissionais com esse entusiasmo implicaria um investimento que ninguém está disposto a fazer. conheço pessoas que tiveram esse entusiasmo e desistiram porque a sua competência nas áreas específicas lhes merecia postos de trabalho com salários dez vezes maior, reconhecimento e condições a condizer. muitas vezes não há amor à causa que aguente. eu também sou professora e sempre quis sê-lo. além de aplicar os conteúdos da minha área científica na vida civil (digamos assim), o que me mantém reciclada. o que quero dizer é que não vale a pena sermos irrealistas e pensarmos que é possível correr com os maus e medianos, nem admitir apenas os muito bons – ficaríamos com número insuficiente de professores. e essa reforma não é economicamente viável. por outro lado, tenho filhos. a professora de ciências do meu filho mais velho contava-me que ele lhe fazia perguntas tão complicadas que estava a ser bom para ela, porque estimulante. a passividade dos alunos também desmotiva os alunos; o ensino quer-se dinâmico.

  13. Susana,

    Aí concordo consigo. Eu – você já pôde ver – gostaria de forçar o óptimo, e não desisto nisso. Mas sei que, às vezes, já é uma sorte obter o bom.

    Foi esse realismo que me cativou no artigo do Rui Tavares.

  14. “criar aprendizagens” ? Oh, não ! Mais eduquês não ! Pontapés na língua e na inteligência desse calibre deviam ser sancionados com denissão imediata…

  15. No dia em que se lembrarem de restituir aos professores a autoridade que analfabeticamente lhes retiraram (de chumbar um aluno, de o pôr na rua com falta a vermelho, de, se calhar, lhe dar um par de estalos quando os merece) uma enorme fatia dos problemas da educação estarão resolvidos.

  16. Em 1992 eu era professor. Fiz então o primeiro ano da profissionalização, frequentando uma ESE, tendo já 48 anos. Tenho idade suficiente e multifacetada trajectória de vida de modo a poder dizer que já vi muita coisa neste mundo. Pois nunca vi um vazio, um deserto de ideias, uma retórica oca, um pedantismo balofo, uma alienação parecida com aquilo.
    Por motivos estranhos à minha vontade, o meu trabalho de professor parou aí, depois duma experiência de sete anos.

    Creio que o modelo de gestão das escolas, em vigor há 30 anos, é uma parte do problema e não da solução.

    Creio também que a concentração total de processos num gigantesco ministério não facilita nada.
    Porém, por outro lado, a responsabilização autárquica pelas escolas significa apenas, em muitíssimos casos, entregar na mão do caciquismo local a última alavanca de condicionamento eleitoral que ainda lhe vai escapando. Mas não sei se essa descentralização é evitável.

  17. Ena pá, o que vai por aqui…
    Bem, eu também sou professora e acho que o objecto da escola é APRENDER. E isto não é “eduquês”!…
    Há dias deixei António Barreto espantado quando lhe disse que a escola de Lisboa onde estou destacada, no presente ano lectivo, está muito atrasada em relação à minha escola de Arouca onde sou efectiva há dezasseis anos… A E.S. de Arouca é uma escola moderna e dinámica, com uma oferta curricular a fazer inveja às da capital.
    Talvez por falar de mais, há dias, encontrei um ramo de flores à minha espera, na recepção da escola lisboeta… Digamos que foi, também, uma compensação pelas saudades sentidas pela minha aldeia e um presente aos jovens de todas as idades da E.S. de Arouca.

  18. Jorge

    Se concordas com “endireitas” nos hospitais, para quen é que são precisas as universidades?

    fv

    E há um assunto de que ainda não falámos: os conteúdos! Eu não apoio disciplinas rainhas e outras só para encher horário. Porquê esta obsessão pelo Português e a Matemática se é o Desporto que movimenta mais dinheiro ?

  19. Palmira, quem diz que há endireitas que são melhores que médicos és tu, não sou eu. Portanto tu é que deves responder à pergunta sobre para que servem as universidades. Já eu, limito-me a dizer que SE for verdade que há endireitas melhores que médicos, ENTÃO esses endireitas deviam estar nos hospitais em vez dos médicos que são piores que eles. É, simplesmente, uma questão de saúde pública.

    Em geral, SE Fulano tem as competências necessárias para desempenhar uma tarefa, então deve poder desempenhá-la. SEMPRE. E todas as posturas corporativistas que se destinam a defender apenas aqueles que têm apenas FORMALMENTE essas competências, deixando com frequência de fora gente com muita capacidade e qualidade, e metendo dentro, à pressão, gente completamente incompetente mas com os cursos, tirados sabe-se lá como, empobrecem-nos a todos.

    De resto, deixa-me que te diga que estas analogias entre profissões são sempre rotundas falácias. Porque cada profissão é diferente, porque cada uma exige um conjunto diferente de competências que podem ser mais ou menos difíceis de obter por via informal, porque em cada uma uma sólida cultura geral tem um peso diferente, por tudo isto e por mais algumas razões, as profissões pura e simplesmente não são comparáveis quando se discutem estes assuntos. Portanto se queres conversar sobre professores, conversa sobre professores e deixa os médicos sossegados.

  20. Pois, o nosso ensino é uma desgraça… os resultados têm-se visto. O problema já é antigo. Se constato que hoje muitos professores não estão à altura do que seria exigível, lembro-me do tempo em que estive do lado de lá, como todos nós, e, já aí, o problema se punha, poderia naquea altura, em que ainda não se professava o eduquês, ter desenvolvido competências, adquirido mais conhecimentos, se os professores (devo dizer que não tive muita sorte) para além de ensinarem e cassificarem, com a disciplina que se impunha na época, fossem pessoas curiosas e transmitissem esse apetite para procurar saber e formular interrogações e expressões, mas o que lá vai lá vai, depois noutros lugares desforrei-me, atirei-me a tudo o que se pudesse aprender e lá fui colmatando as insuficiências dum ensino já um pouco moribundo.

    Hoje, não só o ensino de base já é medíocre (há excepções, não gosto de generalizar, mas as excepções confirmam as regras)o ensino dos professores já deixa muito a desejar e disciplina não há (um professor que não mantem disciplina está arrumado, aqui entra também a irresponsabilidade das famílias) nem vontade de ensinar nem de aprender… só a exigência, tanto para os que ensinam como para os que aprendem, pode vir a pôr um pouco de ordem nisto tudo, mas uma exigência que não esteja apenas fundada em resultados classificativos, é nessessário que se desenvolva, o que me faltou do lado do ensino, a curiosidade em aprender e expressar-se (e isto não tem nada a ver com o aprender a aprender ou outro eduquês do estilo)para além dos programas impostos.

  21. Jorge

    “Professores”?

    Que profissão é esta, onde todos podem entrar, com e sem qualquer tipo de formação?

    Por tudo o que escreveste acima, eu sei que és adepto da improvisação.

    Para falar sobre “professores” é necessário haver pré-requisitos, e um deles passa pela definição de “Professor”. Se nos Hospitais para ti é tudo uma questão de saúde pública para se aceitarem “endireitas”, no Ensino calculo que também se aplique o mesmo princípio. Então não se queixem!

  22. Não, Palmira, vejo que não percebeste nada.

    Eu sou adepto da qualidade, tenha ela a origem que tiver. Sou adepto da competência, seja qual for a cara que me apresenta. Sou adepto da avaliação do trabalho e das capacidades individuais de cada um, não de avaliações feitas a priori e com critérios puramente corporativistas.

    Aliás, penso mesmo que os corporativismos só promovem uma coisa: a mais absoluta mediocridade. Só os medíocres beneficiam deles.

  23. “Competência”; “Avaliação do Trabalho” – concordo!

    “Qualidade, tenha ela a origem que tiver” – vamos cair no “endireita”! Todos se misturam, não há critérios de selecção. Aliás, era isto que acontecia antes do aparecimento da Escola como Instituição, e as sociedades sempre evoluiram. Era a “Escola da Vida”, que não desperdiçava tanto dinheiro ao Estado.

  24. Palmira, começas a demonstrar com toda a clareza a razão da educação portuguesa estar na lástima que está. Que tal usares o cérebro e seguires uma lógica simples?

    Repara:

    Qualidade, tenha ela a origem que tiver, avalia-se como? Avaliando o trabalho, não será assim? Avaliando a competência, sim ou não? Para avaliar o trabalho, pressupõe-se que há critérios, ou não se pressupõe? Como é que tu consegues daqui passar para a conclusão brilhante de que não há critérios de selecção, explicas-me? Hm?

    Que confiança poderei eu ter de que um professor que não é capaz de seguir uma lógica básica numa conversa tem competência para ensinar o que quer que seja? Ou até para a inanidade oca de criar aprendizagens? Como é possível que alguém que não sabe pensar ensine a pensar?

  25. Avalia-se, “Avaliando o Trabalho”! Epá, temos avaliador.

    “Ensinar a pensar”?? Quem? Tu?

    A geração de hoje pensa muito mais rápido e com muito mais qualidade do que a tua geração. Se fores por aí desiste. Estás obsoleto, tal como a Escola.

    Dispenso estes critérios de avaliação. São os que têm sido utilizados até agora.

    Continuas na mesma: tu não queres a definição de “Professor”, porque perderias possivelmente o emprego!

    P.S.: agradecia que não recorresses aos insultos para impores as tuas opiniões. Não faz parte da “Educação”!

  26. Insulto? Onde está o insulto, rapariga? Desde quando a constatação de factos óbvios é insulto? És tu quem se mostra incapaz de manter uma conversa seguindo uma linha de raciocínio bastante básica. És tu quem cai consecutivamente em falácias e não-argumentos. E agora em provocaçõezinhas soezes. Eu limito-me a constatar esses factos. Está certo que acrescento que me arrepia pensar que alguém como tu poderá estar encarregue de ensinar crianças, mas isso tampouco é insulto; é uma opinião. Tenho direito a ela.

    Quando ouvir alguém dizer que a culpa do ensino português ser a porcaria que é não é (também) da porcaria de professores que temos, hei-de me lembrar de ti.

    (E não, não sou professor. Já fui, há anos. E não, nunca fui bom. Mas eu, ao menos, tendo consciência disso, fui-me embora. O nosso sistema de ensino só ganharia se muitos outros me seguissem o exemplo. Talvez assim se criassem menos aprendizagens e se ensinasse mais)

  27. Jorge, Jorge, foste embora porque arranjaste um lugar melhor. Num país a sério tu nunca terias tido lugar no Ensino. Não eras Professor, não entravas. É simples!

    P.S.: já agora, tens a coragem de dizer o que é que fazes? Tenho um palpite, baseada na tua retórica: advogado!

    E já agora, como é que entraste no novo emprego: com cunha ou por mérito?

  28. Pobre Palmira. Cada tiro cada melro. Chega a dar pena.

    É que não acertas uma!

    Fui-me embora sem encontrar coisa nenhuma, nem pior nem melhor. Fui-me embora convencido de que aquilo não era vida para mim, não porque tivesse encontrado outra. Tinha uma almofadinha financeira, felizmente, embora aquele último ano no ensino, com um horário ridículo e longe de casa a tivesse delapidado bastante. Foi só dois ou três meses mais tarde que arranjei emprego como jornalista. E não, nada tenho de advogado. Neste momento sou tradutor. Como entrei no emprego? Não há emprego: sou freelancer. Fiz um teste de tradução, o editor gostou, e tem continuado a dar-me trabalho para fazer.

    Ao contrário de ti, eu sou avaliado pelo meu trabalho. Um livro de cada vez.

    Num país a sério devia ser assim também para os senhores professores. E num país a sério, TU nunca terias lugar no ensino. Quem não sabe pensar, não sabe argumentar, tira sistematicamente conclusões com base em coisa nenhuma, ajuiza as pessoas com base em preconceitos, não pode saber ensinar, não ensina. É simples. Num país a sério, haveria a consciência de que as gerações futuras do país são demasiado importantes para serem deixadas nas mãos de gente como tu.

  29. Jorge, Jorge, cada tiro que dás acertas nos pés.

    Eu não sou Professora, sou Médica. Estou constantemente a estudar e a ser avaliada. Aliás outra coisa não seria de esperar, porque tenho a vida dos meus pacientes sempre nas mãos. E se alguma coisa falha…

    Tenho é filhos a estudar, não no ensino particular, mas no público. E eles, felizmente têm tido sempre professores muito competentes e profissionais.

    Mas há colegas que têm tido azar, como por exemplo:

    “Meus meninos eu não sou professor de matemática, mas sim engenheiro químico” – resposta de um “docente” no ano passado a uma amiga de outra turma.

    Ou daquele que apanhou dez faltas de material porque não fazia os trabalhos de casa, pura e simplesmente porque não percebia. Sabes qual foi a resposta da “professora” ao pai?

    “Ele que estude, ou o senhor que lhe ensine, porque que eu não lhe vou explicar”.

    Um tradutor a dar palpites sobre o ensino, é o país que temos!
    A dita senhora continua no Ensino…porque como engenheira não arranjou outro lugar.

  30. Ui! Uma médica?! Pior um pouco! Quer dizer que há VIDAS dependentes dessa tua absoluta falta de discernimento? Quantos desgraçados já mataste, pá? Espero que não exerças na minha zona, que não quero correr o risco de te cair nas mãos.

    Safa! Antes um endireita!

    Enfim… uma médica a dar palpites sobre o ensino, é o país que temos!

    E antes de pôr um ponto final na conversa, que tenho uma tradução para acabar, uma informaçãozinha grátis: a língua portuguesa, ao contrário da alemã e da inglesa, é parca no uso de maiúsculas para nomes que não sejam próprios. Tu não és Médica, és médica (se é que o és de facto, e não uma empregada do MacDonalds a armar-se aos cágados). Aprende, que a partir deste preciso momento tenho mais que fazer.

  31. Jorge, Jorge, detecto na tua escrita uma psicose em desenvolvimento. Aproveita, aproveita enquanto ainda tens capacidade para fazeres umas traduções. Isso não vai durar a vida toda.
    Mas há uma coisa, as probabilidades de precisares de um Médico (letra grande para não te ofenderes e evitar teres um ataque cardíaco), são muito maiores, do que eu de um tradutor. Não preciso, pois domino cinco línguas.

    P.S.: “Tu”,no meio do texto, com letra grande também não é muito aconselhável.

  32. Buahahahaha!

    Vem um gajo, depois de umas horitas de proveitoso trabalho, ver se há novidades e depara-se com um tele-diagnóstico (isto, os médicos de hoje em dia são uma coisa do outro mundo; até já fazem diagnósticos à distância e sem examinar o doente! Para quê? Pois se eles já sabem de que padece o doente antes mesmo de ele pensar em ir ao consultório?), uma declaração de poliglotice (espero que autenticada por um notário, que isto nunca fiando) e a admissão implícita de que não se lê livros nem artigos traduzidos e que quanto a cinema e têvê é só telenovelas brasileiras e a Floribella, com um hilariante anexo sobre maiúsculas. Ah, mas que gargalhada tão saborosa!

    Uma vénia e um sincero obrigado, Palmira.

    Hehehehehehehe!

  33. ó palmira, sabe, a sua profissão é tão intocável como as outras… também há médicos incompetentes, sabia? (e não estou a apodá-la de nada, atenção!)não é porque o parolo do português ainda veste a sua roupinha de sair quando vai ao médico que de repente a opinião dos médicos é mais fiável do que a de outras pessoas. um pouquinho de humildade, vá lá… deve dar-se sempre o benefício da dúvida aos outros, não é construtivo estarmos sempre tão cheios da nossa visão sobre o mundo. ou nunca se será professor, digo-lhe eu, que sou e com (bons) resultados comprovados.

  34. Esta caixa de comentários ilustra com clareza a “crise” da educação. Qualquer tuga conhece à saciedade os problemas e as soluções, exactamente como no futebol. E, contrariamente ao futebol, onde nem todos podem fazer a sua experienciazinha para saber se são bons, parece que a instituição escolar tem estado pronta a receber uns pontas de lança que lá vão descobrindo, ao fim de algum fácil tirocínio, que não só não acertam na bola como têm muito mais competência para comentadores de bancada. Desses, parece que há alguns (eu estava convencido de que não haveria nenhum entre os seus inúmeros pares), a quem dá a certo momento um rebate de consciência e que acabam por se ir embora, como é caso do inflamado tradutor que parece de facto não dever nada à boa educação, a ajuizar pelas tiradas troliteiras com que zurze quem não pensa como ele.

    Tal como no futebol, basta que algum sabático e mediático crítico troque “fotubolês” por “eduquês” e lá se vai o ideal maiêutico do aprender a aprender, ou seja: do ensinar a perguntar e a construir instrumentos para o ser e o saber. Coitado do Montaigne, que preferia uma cabeça bem feita a uma cabeça bem cheia!

  35. Anónimo comentador de bancada armado em crítico suspeito, é trAUliteiras que se escreve. Vem de trAUlitada, que é (ou era) assim uma espécie de porrada que se dá nas bestas para as pôr a puxar o carro de bois como deve ser.

    Quanto à boa educação, tenho, de facto, um conceito de boa educação invulgar. Acho de péssima educação, por exemplo, que subvertam o que eu escrevo. Acho insultuosa a estupidez que é incapaz de conversar com alguém que escreve (é um supônhamos, como soi dizer-se) sucessivamente em avaliação do trabalho das pessoas, obviamente que com critérios porque não há avaliação sem eles, como se esse mesmo alguém tivesse alguma vez sugerido que nenhum critério se usa. Acho uma questão de boa educação básica responder às pessoas com base nas ideias que elas expressam. Acho uma questão de boa educação básica não afirmar que o intorlocutor é adepto da improvisação quando nada no que ele diz indica algo de semelhante. Acho uma questão básica de boa educação, uma questão básica de respeito pelo interlocutor, responder às ideias que ele realmente expressa e não a delírios que se destinam apenas a tentar fortalecer da forma mais patética possível argumentos fracos ou inexistentes.

    O credo cristão manda dar a outra face. Pois eu não sou cristão. Não possuo essa particular variante de masoquismo. Tenho este terrível(?) defeito(?) de responder às estaladas com estaladas, de responder a malcriados malcriadamente. De não ter paciência para cretinos e, muito em especial, para cretinos presunçosos.

    Também não tenho grande paciência para anónimos, mas como vês até que estou a responder-te com toda a deferência. Porque embora tenhas por aí algumas afirmações erradas (pois que no futebol todos podem fazer a experienciazinha, como é evidente, mas só é contratado quem mostra qualidades, pois que só diz que o tirocínio é fácil quem nunca enfrentou uma turma de alguns 30 putos que se não estão sedentos de sangue parecem, pois que eu até posso ser mais competente para comentador de bancada do que para professor, mas ao menos sei minimamente do que estou a falar quando falo do nosso sistema de ensino, coisa que não se pode dizer de outros comentadores que por aqui andam, o que se calhar me põe um pouco acima do comentador de bancada típico, enfim, esses detalhes), embora tenhas por aí umas afirmações erradas, dizia, não distorceste grosseiramente nada do que eu disse nem me puseste na pena aquilo que não escrevi. Mostraste, pois, não seres um idiota mal-educado. Pelo menos por enquanto. Se, ou quando, o mostrares, és bem capaz de receber também troco.

    Ninguém é perfeito e eu, obviamente, não sou ninguém. Quem perceber, parabéns: passou à segunda volta.

  36. Ah, só mais um detalhezinho, ainda a ver com o futebol e a todos poderem fazer experiências aí e na posição de professor ou não.

    No futebol, como já se disse, todos podem bater à porta do clube do bairro e pedir para fazer testes. Se forem bons que chegue, ficam, sem precisarem de mostrar diplomas de futebolista. Nem sequer currículos. Basta mostrarem o que sabem fazer. Ninguém se preocupa em saber como aprenderam o que aprenderam. É chegar e mostrar o que valem.

    No ensino, não. No ensino, hoje em dia, e para quem tem tentado entrar nos últimos anos, há que mostrar o diploma à cabeça. É a primeira coisa que se pede. E depois, com base no que diz o diploma, encaixam-te em grupos e só podes dar xis disciplinas. No meu caso particular, por exemplo, eu tinha habilitações para dar coisas de que nunca tinha ouvido falar na vida, ligadas a geografia e a gestão do território, mas não podia dar disciplinas como física ou matemática, embora saiba incomensuravelmente mais destas últimas disciplinas do que das tretas que me puseram a leccionar. Nunca saberei se teria sido um professor aceitável caso a colocação tivesse sido diferente, e se não caíssem sempre, sistematicamente em cima dos maçaricos as turmas e os horários que mais ninguém quer.

    Tás a ver a diferença? É grande, não é?

  37. Resultado do Jogo

    Palmira – 5

    Jorge, o Tradutor – 0

    Dedica-te â pesca Jójó.

    P.S.: coitados dos miúdos que tiveram de gramar com o “stor” Jójó. Enfim, é o país que temos. Deixam o lixo dar umas aulitas! Para se ser tradutor, neste país, basta saber-se línguas. As traduções são, quase na totalidade, uma desgraça. Com todas as probabilidades que aqui se incluem as do “stor” Jójó.

  38. Vejam só esta brilhante tradução do Jorge(o já célebre “Stor Tradutor”) de Inglês para Português:

    “Victory loves prudence”

    o artista escreveu:

    “A Vitória ama a Prudência”.

  39. Sem garantir que não venha por aí outro erro de ortografia a atrapalhar-me o raciocínio, já que escrevo sem recurso a corrector ortográfico (parece que ficou prejudicada a intenção semântica do termo “trauliteiro”, dada a importância que foi dada à forma), procurarei levar este post para aquilo que de facto aqui interessa, a saber: a) pode a profissão de professor dar acesso, sem mais, a quem entenda que sabe matemática, corte e costura, tradução, ou outra coisa qualquer à sua escolha? A questão central na discussão era essa, mesmo que seja verdade (em muitíssimos casos é) que alguém possa ter conhecimentos e uma natural aptidão para ensinar sem diplomas que suportem tais aptidões. O problema, nesses casos, é como avaliar previamente milhares de pessoas a partir desse mirabolante critério; c) é a questão educativa apenas analisável pelo funcionamento dos diversos elementos do sistema educativo (escolas, professores, alunos, mais os dispositivos de organização e herarquização desse sistema), sem ter em conta dados mais gerais de organização da sociedade e dos outros sistemas que nela funcionam? A tentação de encontrar explicações válidas pela selecção de ora um, ora outro, desses elementos, parece-me sempre inviesada; c) se se reconhecer que a formação dos professores em instituições a ela dedicadas é hoje parte considerável do problema, bastará então culpabilizar os professores que foram formados por essas instituições? E bastará culpabilizar essas mesmas instituições sem procurar saber por que razão têm elas falhado nesse processo formativo? Vejamos: parece que no seu início, as ESES deveriam formar o seu corpo docente a partir dos profissionais de educação que tivesse já dado provas nos seus respectivos graus e ramos do saber. Deveriam estes ser submetidos a provas por concurso nacional e receber depois formação adequada ao seu perfil mediante mestrados e doutoramentos. Rapidamente, esse princípio foi posto de lado, tendo passado os concursos a seleccionar recém-licenciados pelas universidades, que passaram a fazer nas ESES o mesmo paulatino e ronceiro percurso de promoção que aquelas desenvolvem, sem que os “tugas” alguma vez se preocupassem com isso. Para os mais informados, seria importante saber por que razão as ESES começaram a sua actividade a conferir apenas o grau de bacharelato e a recolher, a montante do processo, aqueles alunos do secundário que tinham as médias mais baixas. Nessa altura, a juntar à já pouco prestigiada carreira dos professores, havia ainda o facto de os salários serem baixos, ou pelo menos muito mais baixos, que hoje. Depois, com a aventura cavaquista, foi o que se viu! Claro que é mais fácil agora encontrar muitos e diversos bodes expiatórios , embora valha a pena perguntar se os graus dos mestres e doutores das ESES não são todos eles afinal da responsabilidade das universidades. E é de alguns sectores da universidade que não só tem vindo a mais feroz resistência à criação de um politécnico digno desse nome, como é também dela que aparece a caricatura do chamado “eduquês”. Em que ficamos?

  40. Julio Meireles:

    Da cabeça dele. É um cómico, o gajinho. Quanto a ti, aconselhava-te a ler primeiro e a opinar depois, que a imagem que passa quem não lê mas não gosta não é das mais inteligentes.

    Critico:

    Não tenho bem a certeza de ter percebido todo esse longo parágrafo. Nem estou inteiramente informado do processo histórico que levou às ESEs, porque o apanhei já elas estavam criadas e a funcionar, nos politécnicos, e a conferir bacharelatos a cabecinhas de bradar aos céus. Nem era por aí que ia a minha argumentação. Voltando láááááá bem acima, lê-se que, quanto a mim, em vez de limitar a priori o acesso à profissão, o que é realmente importante é arranjar um método de avaliação razoavelmente objectivo que permita definir quem tem qualidade suficiente e quem não a tem. Não se trata aqui de avaliar previamente, ou pelo menos não exclusivamente. Eu não estava a pensar só, nem sequer principalmente, no acesso à profissão, mas naquelas pessoas que já lá estão e já têm provas dadas, boas ou más. Porque julgo que sabes que muitos excelentes professores do secundário foram praticamente corridos porque, por lhes faltarem cadeiras pedagógicas na formação académica, ou até por lhes faltar a própria formação académica, se viram sistematicamente ultrapassados nos concursos por tudo quanto foi criaturinha incapaz saída duma ESE com média de 11. Houve uma altura em que andou tudo a correr para fazer as profissionalizações, que muitas vezes não passaram de um formalismo completamente vazio de conteúdo. Quem não quis, ou por qualquer motivo não pôde, acabou corrido, fossem quais fossem as suas qualidades como professor.

    É esta atitude de dependência cega do currículo formal que eu contesto e acho absolutamente mentecapta.

    Nem me passa pela cabeça sugerir que a formação formal não é útil e desejável. O que eu digo é que não pode ser encarada como o alfa e o omega das coisas, e que aquilo que realmente importa é aquilo de que as pessoas, os indivíduos, são realmente capazes.

    Agora, também é certo que se fez tanta asneira entretanto, se estupedificou de tal modo o sistema das ESEs, que temos neste momento um sistema escolar completamente inquinado. Estou cansado de ouvir bons professores a queixarem-se das galinhas das colegas que só sabem debitar eduquês e são incapazes de um pensamento que seja. Já ouvi histórias de reuniões nas escolas que davam autênticos contos de terror. E temo que essa gente esteja hoje em maioria não só nas ESEs, mas também nas próprias escolas, a deseducar uma geração inteira de putos.

    Não tenho soluções. Mas sei que se houver uma solução será de certeza tudo menos simples. E tenho quase a certeza de que a avaliação do trabalho dos professores tem de fazer parte da solução.

  41. Talvez uma parte da solução esteja em deixar de pôr a tónica na visão liberal do “professor” como responsável individual do processo de ensino-aprendizagem. A Escola é uma organização social que é, ela sim, no seu todo, responsável pela qualidade do que produz. Se fosse possível responsabilizar cada escola (com as necessárias consequências positivas ou negativas) pelo bom ou mau trabalho de cada professor, estou certo de que acabaria por se gerar no seu interior o verdadeiro processo de regeneração.

  42. Mas isso já se faz, até certo ponto, com a organização das escolas num ranking com base nas notas dos alunos. Servirá de alguma coisa? Provavelmente sim, mas não me parece que chegue. A maior parte das opiniões que tenho ouvido, quer de pessoas ligadas às escolas, quer de pessoas de fora delas, tende a atirar as culpas do ranking fraco da escola xis ou ipsilon para os alunos, ou para defeitos no sistema, não para a escola ou os seus professores.

    Seja como for, nunca será de um momento para o outro que as coisas mudam. Esta história do ranking, se calhar, só produzirá efeitos a 5 ou 10 anos.

    Além disso, a ideia de serem as próprias escolas as responsáveis pela sua própria regeneração implica que sejam também elas a ter a responsabilidade de admitir e demitir professores, ou não será assim? Tenho grandes dúvidas sobre se isso é uma boa ideia…

  43. O ranking com base nas notas dos alunos não tem nada a ver com o que eu disse acima. Uma análise das escolas com ou sem sucesso teria de incluir metodologias de acompanhamento e análise dos processos criados autonomamente pelas escolas para atingir esse sucesso, ou a falta dele. Só um processo de trabalho endógeno, favorecido por um ambiente de estímulo à desburocratização e à desmontagem da resistência que advém da “solidariedade” corporativa dos agentes poderia chegar a tal resultado. Como? Começando por inventariar (a partir dos processos criados e não apenas dos resultados)as experiências que se tenham confrontado com os problemas e lhes tenham aplicado soluções inovadoras. Nessa lógica, a chamada formação dos professoras deixaria de apoiar-se na carteira de encomendas em que se tem vindo a transformar, para se relocalizar no espaço educativo e no seu contexto.

    As experiências educativas com sucesso existem de facto em Portugal, mas não são nunca descritos com exaustão e apontados como marcos para o tal processo de regeneração.

    Bom! Gostei desta troca de ideias, mas torna-se clara a inutilidade de a prosseguir. Agradeço ao Jorge a atenção e as respostas. Começámos a conversar e isso é importante, mas já se percebeu que o bar está a pagar as luzes.

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