Onde é que já vimos isto?

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Israel ameaça destruir 10 edifícios libaneses por cada novo ataque de foguetes.
Há uns anos, duas aldeias checas foram arrasadas como represália por um outro ataque. Mudam-se os tempos, permanecem as vontades de mais sangue.
O que vale é que os jornalistas lusos encontraram um lenitivo para mais este degrau na descida rumo à barbárie: os edifícios assim condenados estão, ao que parece, em “bastiões do Hezbollah”. É por certo uma espécie de “efeito Helena Matos”: se morreu, devia ser terrorista. Mesmo que, por exemplo, apenas tivesse cometido o crime de viajar de carrinha; hoje em dia, tal basta para atrair a fúria justiceira da “única democracia da zona”.

23 thoughts on “Onde é que já vimos isto?”

  1. Luís,

    algumas pequenas informações para teu governo:

    Das Leis da Guerra

    Art.º 3.º, n.º 1 da 4.ª Convenção de Genebra (regra geral)

    Persons taking no active part in the hostilities, including members of armed forces who have laid down their arms and those placed hors de combat by sickness, wounds, detention, or any other cause, shall in all circumstances be treated humanely, without any adverse distinction founded on race, colour, religion or faith, sex, birth or wealth, or any other similar criteria.

    Excepções à regra:

    Art.º 5.º da mesma convenção – Where in the territory of a Party to the conflict, the latter is satisfied that an individual protected person is definitely suspected of or engaged in activities hostile to the security of the State, such individual person shall not be entitled to claim such rights and privileges under the present Convention as would, if exercised in the favour of such individual person, be prejudicial to the security of such State.

    Mas, mais importante ainda, o art.º 28.º (que serve aquelas situações em que organizações como neste caso o Hezbollah usam covardemente bairros civis para se escudarem dos ataques):

    The presence of a protected person may not be used to render certain points or areas immune from military operations.

  2. O Gibel tem toda a razão: a culpa das centenas de libaneses assasinados é do Hezbollah. As bombas, os aviões israelitas e a decisão dos políticos de israel de bombardear zonas civis, não são para aqui chamados.
    É preciso denunciar com firmeza, como faz o Blasfémias, a conspiração terrorista que envolve o Economist, a BBC e a ONU que pretendem impedir Israel de matar três terroristas, mesmo que para isso acerte em dois mil civis. São visivelmente, todos cumplices do terrorismo internacional (os civis, a BBC, The Economist e, claro, a ONU).

  3. Luís,

    só mais uma observação: obviamente que o meu comentário não acarreta que aprove a batalha actual. Acho-a um erro estratégico de palmatória para Israel. Se Israel fosse actualmente governada por um militar como Sharon ou Rabin ou Begin, ou seja, por homens que percebem a guerra, quase adivinho que estes não tomariam esta opção.
    Só quis lembrar a quem ande mais distraído que não se pode falar em “crimes de guerra” com pouco rigor. (alguém sabe como está a Tchétchénia?! alguém quer falar da “limpeza” russa? Israel tem mais obrigações legais que a Rússia, para as Nações Unidas?)

  4. Caro Nuno,

    o tom e a forma como me exprimi pareceram-me razoáveis e argumentativos. O tom em que me respondes é simplesmente panfletário e sem conteúdo ordenado. Eu não falei em conspirações, nem a minha forma de argumentar merece a injustiça de ser comparado com alguns outros comentaristas da blogosfera que referes. É por estas e outras que me falta definitivamente a pachorra para a blogosfera. Conversas e trocas de argumentos com honestidade é mesmo fora daqui. Muito boa tarde.

  5. Gibel,

    “Covardemente”? E se fossses cagar com a tua interpretação desses artigos da Convenção de Genebra? Vê-se logo que não viajas no mesmo autocarro dos senhores das Nações Unidas que por lá andaram.

    O governo super-nazi dos gajos que limparam o sebo ao Ariel Sharon até podem alegar que todos os edifícios de Beirute são fábricas de bombas. E daí? Tal merda de acusação não prova coisíssima nenhuma.

    O sionismo que aqui te pões a justificar vive de mentiras há dezenas e dezenas de anos.. E não sou eu que o digo, são os milhões de judeus que já abriram os olhos e viram para onde os andam a empurrar. Eles seguem o Torah e tu pelos vistos vais mais com o Talmude dos doutores hebreus. Gabo-te o gosto.

    E outra coisa. Também eu há muitos anos cantava essa de Lídice, mas depois do que tenho lido no grande livro das comparações, quase que poria as mãos no lume de que nas fotografias a que o Luís nos linka há mais montagem que outra coisa. Olarila, meu senhor!

    TT

  6. Gibel,
    Não fujas, que ainda nem sequer falei em “crimes de guerra”. Olha que as excepções que salientas pouco têm a ver com disparos sobre zonas densamente povadas, ataques a viaturas de certos modelos e, sobretudo para o que diz respeito a este post, com represálias em massa sobre edifícios que por certo não serão habitats exclusivos de sinistros terroristas.

  7. Caro Gibel,
    O seu argumento parece-me a igualmente panfletário.
    Não tenho nenhuma simpatia pelo Hezbollah, nem pelo Hamas, mas não considero meramente um erro técnico a estratégia de Israel. A violência cega parece-me uma questão ética que coloca os israelitas ao nível de um grupo terrorista. Com uma clara desvantagem para o governo hebraico: não é o Hezbollah, nem o Hamas que ocuparam ou ocupam parte de Israel.

    Sobre a Chechénia estou completamente de acordo consigo: o governo russo comporta-se como um vulgar assassino terrorista, muito parecido com os independentistas que diz combater.

  8. Seja como for,a convenção de Genebra nasceu para ser desrespeitada pelas partes beligerantes,não é?
    E de qualquer modo não acredito que os edifícios destruídos tenham capacidade para albergar os mísseis do Hezbollah,quando muito asilam os cobaredes que os lançam de outro local.A localização desses mísseis é que continua um mistério,e Israel tem que reavaliar os alvos e a capacidade do inimigo,à custa de mais não sei quantos civis destroçados por bombas pouco inteligentes…

  9. Citando Gibel: “Se Israel fosse actualmente governada por um militar como Sharon ou Rabin ou Begin, ou seja, por homens que percebem a guerra…”

    Quem?!?!
    O terrorista e assassino bombista Menahem Begin?
    O criminoso de guerra Sharon?

    Zero a História para o Gibel.

  10. Das allgemeine Interesse an der Geschichte des Nationalsozialismus ist in den letzten Jahren eminent gestiegen. Dabei wurden in Forschung und Deutung neue Akzente gesetzt. Hitlers persönliches Umfeld und sein Verhältnis zu Frauen waren und sind Dauerthemen in den Medien. Bemerkenswert ist auch, dass die Interpretation des Nationalsozialismus als “politische Religion” und als “Kultbewegung” eine immer größere Beachtung gefunden hat. Weniger bekannt dürfte jedoch sein, dass in der SS, insbesondere im SS-Ahnenerbe, über die Inhalte und Formen einer zu gründenden “NS-Religion” offen diskutiert wurde. Der SS-Verein mit Heinrich Himmler an der Spitze sah sich nach eigenen Worten als der “Vortrupp deutscher Religionsforschung”. Dabei gingen alle führenden Mitglieder dieser “Religionsschmiede” davon aus, dass der Glaube des rassereinen arischen Menschen schon in Urzeiten praktiziert worden sei und dass er deswegen neu entdeckt und restauriert werden müsse.

    Anhand zahlreichen Quellen aus Archiven, aus der Sekundärliteratur und aus NS-Schriften konnten wir nachweisen, dass in diese Restauration einer arischen Urreligion vor allem Ideen, Philosophien, Mythologien, Visionen, Dogmen und sakrale Praktiken aus den traditionellen Glaubensrichtungen des Ostens eingeflossen sind. Es bildete sich ein Milieu faschistischer Kulturwissenschaftler heraus, die den Buddhismus, die Veden, die Puranas, die Upanishaden, die Bhagavadgita, den Yoga, ja sogar den Tantrismus zu geistigen Überbleibseln einer verschollenen globalen indo-arischen und antisemitischen Urreligion erklärten. Hinzukamen Anleihen aus dem tibetischen Kulturkreis, insbesondere aber aus der japanischen Zen- und Samurai-Tradition. Im archaischen Kulturerbe eines despotischen und kriegerischen Ostens konnten die NS-Ideologen Anleitungen und Theorien finden:

    zur Apotheose des “Führers”

    zu einer rassistischen Kastengliederung der Gesellschaft

    zur Sakralisierung des Krieges und des Kriegers

    zur absoluten Gefühlskontrolle

    zur Bewusstseinsmanipulation

    zum machtpolitischen Umgang mit Symbolen und Ritualen

    zur Bedeutung von archaischen Opferpraktiken

  11. Adolf Hitler foi, no século que caminhava para o ocaso,o grande nome que se opôs às forças ocultas sionistas de que fala o TT. Ele não se restringiu em nomeá-las com rodeios ou subterfúgios, não se valeu de meias palavras, de mensagens enigmáticas. Afirmou em claro e bom som: “Se as nações e a Igreja não se rebelarem contra a sinagoga de satanás, o globo terrestre mergulhará no abismo e, possivelmente, o planeta venha a girar sem vida para a eternidade.” Era uma época em que o arsenal nuclear não passava além do campo da ficção científica. A belicosidade de Israel e dos Hebreus espalhados pelo mundo, o domínio por eles exercidos junto aos governos, a ignorância dos povos ante o andamento do plano diabólico contido nos Protocolos, o enfraquecimento do Cristianismo – o mais tradicional inimigo dos judeus, tudo isso contribui para que a exortação de Hitler continue viva!

    Se o Poder Oculto é um grupo humano, se representa raça, cujos membros estão unidos por um pacto social e religioso, essa raça possui aquilo que precisa para durar. Destruindo nas nações cristãs o pacto social e religioso que mantinha a duração destas enquanto sociedades divinamente ordenadas até ao séc. XVIII, assim as tornou inferiores e tem probabilidades de vencê-las. Quer agora destruir a mesma ordenação Divina da sociedade muçulmana para instaurar a anarquia dos vendidos ao comércio e ao dinheiro. Substituindo este pacto pela religião materialista que suprime todo o ideal espiritual e redentor, precipitando as nações na busca de um estado social tanto mais incoerente quanto é precisamente mais susceptível de se tornar impossível este estado, o Poder-Oculto consegue pôr os mundos cristão e islâmico em pleno absurdo, em completa demência. Se se deixarem abater.

  12. Pois, de repente e por todo o lado só se lê que o Hezbollah ataca com foguetes. Devem ser restos do Sº João. Israel ataca com mísseis e os pequeninos atacam com foguetes, coitadinhos. Esta também me lembra outra muito queriducha dos Luíses desta terra. Os árabes matam x civis e y militares, enquanto que os israelitas só matam civis. Pelas contas da nossa comunicação social os israelitas ainda não mataram nenhum elemento dos terroristas, foram todos civis e gostam ainda de lembrar, muitas mulheres e crianças.

  13. Eines Tages kam einer der Schüler mit einer gehörten Geschichte, daß sechs Millionen Juden umgebracht worden seien. Ein anderer sagte, das wüßte er schon längst, es seien jedoch elf Millionen und allein in einem KZ Auschwitz seien davon der größte Teil grausigst gestorben, das wüßten jedoch die meisten Deutschen nicht, weil es vor ihnen geheim gehalten worden sei. Zu diesem Zeitpunkt betrat Annie Hamann die Klasse. Sie wurde richtig wütend und sagte (in etwa): “Laßt das! Was soll dieser Schmarren! Das ist FEINDPROPAGANDA!”. Daraufhin ging sie zum Katheder und lud dort ihr mitgebrachtes Buchpaket ab. Danach drehte sie sich zur gesamten Klasse herum und sagte: “ICH WAR IN AUSCHWITZ! ICH WILL SO WAS NICHT HÖREN! DAS SIND VOM FEIND VERBREITETE LÜGENGESCHICHTEN!”. Dann passierte etwas erschreckendes, was ich nie vergessen kann: Sie zog ihren Ärmel nach oben und sagte: “Hier seht! Das ist die Nummer die man mir eingraviert hat!”. Und wir sahen die Nummer. Eine lange Zahl, die man ihr, wie einem Stück Vieh, auf ewig in die Haut gebrannt hatte. Wir waren alle erschüttert. Keiner wagte es noch ein Wort zu sagen. Sie rollte ihren Ärmel wieder runter und sprach dazu kein weiteres Wort.

  14. Na zona que se encontra entre a cultura e o costume, dever-se-á precisar posteriormente uma postura.

    O comunismo lançou a consigna do anti burguesismo que tem sido acolhida no campo da cultura e em certos ambientes intelectuais de “vanguarda”.

    Há nisto um equívoco. Dado que a burguesia ocupa uma posição intermediária, existe o dobro de possibilidades para se dizer NÃO ao tipo burguês, à civilização burguesa, ao espírito e aos valores burgueses, enfim, uma dupla possibilidade de superar a burguesia.

    Uma destas possibilidades corresponde à que conduz todavia mais abaixo, até a uma sub humanidade colectivista e materializada com o seu realismo marxista: valores sociais e proletários contra a decadência burguesa e imperialista. A outra possibilidade é a direcção de quem combate a burguesia para se elevar efectivamente acima dela. Os homens da nova frente serão anti burgueses, mas pelo referido caminho da concepção superior, heróica e aristocrática, da existência; serão anti burgueses porque desdenham da vida cómoda; anti burgueses porque seguirão não aqueles que prometem vantagens materiais, mas aqueles que exigem tudo deles próprios; anti burgueses, enfim, porque não têm a preocupação da segurança, e amam sim a união essencial entre a vida e o risco a todos os níveis, fazendo sua a inexorabilidade da ideia desnuda e da acção precisa.

    Outro aspecto ainda, pela qual o homem novo, substância medular do movimento que desperta, será anti burguês e diferenciar-se-á da geração precedente, é a sua intolerância contra toda a forma retórica e de falso idealismo, todas aquelas grandes palavras que se escrevem com letra maiúscula, tudo aquilo que é, assim, gesto, golpe de vista, cenografia.

    Essencialidade, autenticidade, por outro lado, há que se medir no novo realismo exactamente com os problemas que se irão impor, no agir de tal forma que o que conte não seja o parecer , mas sim o ser , não o falar , mas sim o realizar , de modo silencioso e exacto, em sintonia com as forças afins e aderindo ao mandato que vem do alto.

    Quem não sabe reagir contra as forças de esquerda senão em nome de ídolos, estilos de vida e modalidade conformista e medíocre do mundo burguês já perdeu, por antecipação, a batalha.

    Não é este o caso do homem da nossa revolução que se mantém de pé, tendo já passado pelo fogo purificador das destruições externas e internas. Este homem, da mesma forma que politicamente não é um instrumento de uma pseudo reacção burguesa recupera, assim e em geral, as forças e ideais anteriores e superiores ao mundo burguês e à era económica, e é com eles que cria as linhas de defesa e consolida posições a partir das quais, no momento oportuno, relampejará a acção da reconstrução.

  15. Milhões de portugueses estiveram com esse homem, à excepção de uma pequena minoria. Salazar não era como estes de agora, que se encarrapitam todos para lá estar meia dúzia de meses. Ele não era nada democrata. A democracia quer dizer que o maior número tem razão. Alguém acredita nisto? Neste país de analfabetos, o maior número é de primatas e são eles que mandam.

    Quanto mais o tempo passa, mais admiro Salazar. Conto-lhe uma história: numa altura em que Salazar estava doente com uma pneumonia, Supico Pinto disse-lhe que tinha uma excelente notícia: havia sido descoberto petróleo em Cabinda. Salazar, debaixo da sua pneumonia, disse: “Só nos faltava mais essa. Estamos tramados!” Já sabia que isso ia atrair os americanos e a CIA. Foi isso que derrubou o regime.

  16. Ó Reinhard,o teu Adolfo morreu como um cobarde,não teve sequer tomates para morrer como um homem e o mesmo aconteceu com os seus compinchas de alta patente.É isso,mantém-te nessa estrada,mas tem cuidado com os carros…
    4º reich?Nem na Playstation…
    Não há maneira de erradicar de vez estes energúmenos???

  17. João André,

    Este espaço é, primeiro, do Luís. Mas, na medida em que eu possa chamá-lo meu, deixarei estar o esgoto e as ratazanas.

    Por isto. A sua auto-apresentação é tão deficiente (realmente, artistas fascistas são poucos), que por ela mesma se denuncia a inanidade das propostas.

    Além disso, tens de convir, vamo-nos mantendo informados.

    Por fim: só a verdadeira Esquerda é magnânima. No fim lixamos-nos, claro. Nunca aprendemos.

  18. gibel:
    Antes da 1ª invasão sionista em 86, não havia Hizbollah no Líbano. Ficou lá depois da sua saída, em 2000.
    Por que ‘erro estratégico’ terá sido assassinado Itzak Rabin?
    O calcanhar fatal destes ‘combatentes contra o terrorismo’ é que produzem muito mais ‘terroristas’ do que os que são capazes de matar.
    E a factura final do exercício mandam-na sempre para a nossa caixa de correio.

  19. Uma pergunta inocente: Que esperavam do Estado de Israel que foi fundado na ilegalidade e no terrorismo?

  20. Talvez tenhas razão Fernando. No que diz respeito à posse do espaço, aí sem dúvida que tens. Eu apenas propunha que nos livrássemos deles para que pudessem ler os comentários minimamente sérios, por mais que se possa discordar deles.

  21. O Partido Nacional Renovador insurge-se contra as operações militares levadas a cabo pelo exército israelita, com o apoio político e logístico dos EUA e a apatia do “ocidente”, contra os países do Médio Oriente.

    Depois de em 1982 incursões semelhantes no Líbano terem resultado num dos maiores fracassos, e derrames de sangue, dos chamados “ataques preventivos contra o terrorismo”, as tropas israelitas continuam a bombardear e a invadir países vizinhos impunemente, sob o guarda chuva da abstenção norte-americana no Conselho de Segurança da ONU, e desta vez com a desculpa do rapto de dois soldados por parte de “movimentos terroristas”.

    Só em Junho de 2006 foram assassinados 3.000 civis no Iraque e esquecem-se os “democratas do ocidente” – ou talvez não… – dos milhares de raptos e prisioneiros sem culpa formada existentes em Israel e noutras partes do globo, vítimas da chamada “sobrevivência sionista” apoiada internacionalmente pela política externa dos Estados Unidos da América e com a indiferença dos restantes países ditos “ocidentais”.

    O PNR interroga-se de qual a diferença entre os ataques patrocinados pelos Estados Unidos e Israel e a reacção dos chamados “movimentos terroristas”; será o “terrorismo de Estado”, com a indiferença da restante comunidade internacional, legítimo? Será que o “selo da democracia” justifica toda e qualquer agressão, sobretudo quando não é respeitado o direito internacional, quando já foram mortos centenas de milhar de civis, homens, mulheres e crianças?

    Os políticos da chamada direita liberal e capitalista apressam-se a tentar justificar esses ataques dizendo que “é necessário observar a origem do problema”, sendo que para eles a “origem” desse problema está no facto dos povos do Médio Oriente reagirem à invasão sionista (sionismo: movimento nascido no Séc. XIX com o objectivo de criar o Estado de Israel). Esquecem-se – talvez… – que foram eles, os políticos da gravata, que a partir dos seus gabinetes e munidos de régua e esquadro decidiram ali instalar o Estado de Israel, na ex-colónia britânica, sendo essa a “origem do problema” e não a reacção dos povos que lutam há dezenas de anos pela sua sobrevivência e contra a agressão e ocupação sionista.

    Os partidos da chamada esquerda socialista ou revolucionária apressam-se a condenar “o fascismo e o sionismo de Israel”, como diz o PCP em comunicado, não porque estejam preocupados ou interessados na sobrevivência de qualquer Povo mas por uma questão meramente política, por fazerem parte da família ideológica dos chamados “movimentos terroristas”.

    O PNR, que já se tinha insurgido oficialmente contra a guerra no Afeganistão e no Iraque, vem mais uma vez apelar ao fim das ocupações, invasões, e bombardeamentos fora do direito internacional. Não há pior terrorismo que o terrorismo oficial levado a cabo por Estados que se dizem livres e democráticos mas que na realidade demonstram o contrário.

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