Bolhinhas e racismo

O rapper e produtor Jay-Z lançou há dias uma cruzada contra o champagne Cristal. O motivo? O presidente da casa produtora teria afirmado que a elevação do seu produto à categoria de ícone do hip-hop era “atenção indesejada”. Jay-Z reagiu ao ultraje berrando “racismo!” e apelando ao boicote: “I view his comments as racist and will no longer support any of his products through any of my various brands, including the 40/40 Club, nor in my personal life”.
Que ninguém gostaria de se ver associado à cultura “bling-bling”, com a sua hedionda acumulação de seios extravasantes, veludos foleiros, Rolls Royces cor-de-rosa e jóias a rodos, parece-me evidente. Que tal seria verdade mesmo se a malta em questão fosse composta por metaleiros loirinhos do Alabama também tem ar de coisa óbvia. E o pior vem quando se lê que a expressão “unwanted attention” nem sequer foi proferida pelo gestor da casa Roederer. Mas o boicote continua de vento em popa. Já devemos ter chegado à silly season.
Ah, é verdade: cada garrafita de Cristal custava, nos bares de Jay-Z, entre 450 e 600 dólares.

One thought on “Bolhinhas e racismo”

  1. Para uma apreciadora de champanhe, espumante e outros liquidos, cujas bolhinhas soberbas, conseguem extasiar os sentidos, moi efervescente diz – e depois?
    Bah, vou evaporar-me. Gostei de estar aqui, se não se importam, voltarei com mais tempo, que este sítio merece.

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