Crítica, tomates e outros inchaços

Desta vez, Augusto Manuel Seabra colocou o dedo na ferida. E ousou ofender, imaginem, a vaca sagrada EPC. Sei que o “Público” está offline para não-pagantes, mas o Google dá uma ajuda (não digam a ninguém como, por favor).
E ainda há uma pungente nota de rodapé neste drama em que a expressão “débil mental” aparentemente chegou mesmo às impressoras: a mini-polémica com a “Bomba Inteligente”. Se querem uma actualização da história da rã que inchou sem mesura porque se achava fadada a boi, não percam estas pérolas: «o parágrafo de Augusto M. Seabra nada mais é do que um exemplo de cobardia (…) O que Seabra não percebe é a qualidade de leitura nos blogues, nomeadamente de alguns, como é o caso deste», «Quanto ao comentário de desconhecer se sou Bomba, poupe-me a essa conversa pobre de blogue anónimo com três visitas diárias». Como exemplo de solipsimo blogosférico incapaz de sonhar que existe alguém sem um blogroll sempre à mão, é difícil imaginar melhor.
Polémicas menores à parte, foi para mim agradável constatar que o bom Augusto M. Seabra os tem bem no sítio. E nós temos homem.

10 thoughts on “Crítica, tomates e outros inchaços”

  1. Quando se trata de bater na Bomba, nada é demais! Parabens!
    «Quanto ao comentário de desconhecer se sou Bomba, poupe-me a essa conversa pobre de blogue anónimo com três visitas diárias». Essa frase faz-me lembrar uma polemicazita minha com a dita senhora. Continuo bloguer anonima com poucas visitas e não há nada melhor. ;)

  2. mas quem é a Bomba? qual a sua importância? alguém terá a misericórdia de me explicar, por favor?

  3. A Bomba é uma rapariga simpática, com um estilo leve e agradável.

    Mas não é mais do que isso, como bem os mostram as suas tentativas de incursão na imprensa escrita ou mesmo de textos próprios no seu blogue.

    Infelizmente para ela a sua reação “descabelada” ao Seabra não foi grande ideia. Mas não faz mal, porque, na verdade, ninguém reparou.

    Teresa RC

  4. muito obrigado, Teresa RC. quer isso dizer que não se trata de nenhuma vedeta (ou pseudo-vedeta) a escrever com essa capa, apenas uma anónima que se tornou conhecida, certo?

  5. Sucede que o artigo a que este post alude não é, infelizmente, um artigo com cabeça, tronco e membros. Trata-se de uma série de três artigos preguiçosos em que Seabra confunde “espaço público” com blogosfera e, não contente com isso, considera, do alto do seu sabe-se lá o quê, que a fórmula crítica de EPC está esgotada. Assim mesmo, tal e qual, o crítico Seabra que aponta armas à falta de argumentação de alguma crítica, esqueceu-se de consolidar este tenebroso veredicto sobre EPC, deixando na gaveta o suco da barbatana que o levou a semelhante conclusão na fronteira de uma intolerável pureza ou desejos de uma crítica vileda. E assim, de delírio em delírio, Seabra chega ao ponto de afinfar em Pulido Valente porque este teve a ousadia de publicar um livro recenseado no jornal onde colabora três vezes por semana. Haja santa paciência e, a este propósito, escuso-me de esplicar o que quer que seja, ou antes, que quereria Seabra que Pulido Valente fizesse? Que enquanto colaborador do Público não escrevesse livros, que enquanto escritor não assinasse colunas de opinião, que o Público ignorasse olimpicamente o livro de Pulido Valente, que José Manuel Fernandes se recusasse a escrever sobre o que é, sem sombra para dúvidas, um livro incontornável? Seabra quereria que aos leitores do Público fosse vedada uma nota crítica, uma linha que fosse sobre um livro de um opinion maker que escreve livros e é editado? O que faz correr Seabra, é como quem diz, é assunto de interesse e debate, mas nunca da forma leviana e burocrata com que produz o levantamento do número de vezes em que uns e outros escrevem, opinam, dizem, pensam nos jornais, blogues ou televisões. Seabra tem, para mal dele e nosso, uma alma de contabilista, enfim, para não lhe dar outro nome, que lhe dá uma pinta de Jack Bauer, agente federal com a cabeça à roda com o dia mais longo da vida dele. A bomba inteligente que me perdoe, mas, coitada, no meio daquilo tudo é o menos porque é realmente o menos. Quem diz a bomba, diz George, e quem diz este diz os outros que Seabra procurou em arquivos sem tom nem som, como se os tivesse atirado aos ares e de caras lhe saíssem aqueles nomes e não outros. Um tipo que se nos apresenta como um crítico de força e sem território comprado, um crítico daqueles que tem o rabo torcido e com uma volta na ponta, deveria ter dedicado mais energia e empenho ao assunto. Shame on you, Mr. Seabra!

  6. errata: explicar (pode haver mais gralhas mas que gralhem, gralhem e como aqui diz em baixo: Força!)

  7. é triste o que o tal sr augusto seabra escreveu no seu blog sobre a opera agrippina no sao carlos, uma coisa é o dito sr ser contra o actual director do teatro e dai resolver fazer uma guerra aberta ao mesmo outra é fazer criticas desordenadas sobre a maior parte dos cantores da opera em questão, achará este sr ser o suprasumo da musica classica ? é que se considera desta forma necessita então de ser internado com urgencia ! considerar que o contratenor manuel bras da costa desafinou é um atentado a quem o ouviu e gostou! um atentado pois como a maior parte sabe o mesmo foi aplaudido ainda recentemente em covent garden Royal Opera House. será que os artistas portugueses somente são elogiados lá fora ? isto sim é que é triste ! e o tal sr augusto seabra que se considera o critico dos criticos devia era facultar a possibilidade de no seu blog mediocre podermos comentar o que escreve. pois assim certamente a sua posse de entendido cairia por terra ! é facil criticar quando não se abre a janela para que se seja criticado ! de facto assim é demasiado facil ! terá este sr assistido a mesma opera que eu ? não deve ter sido certamente ! se deseja ele fazer guerra aberta ao actual director do sao carlos que o faça de forma aberta e não por vielas pouco dignas ! tenha a santa paciencia e abra as portas à critica

  8. parabens marco!!
    ouvimos Manuel no San Carlo com muito prazer!!
    Marie-Claire/ France

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