E se Portugal chumbasse na avaliação?

O Governo não acerta uma, falhou todos os objectivos a que se propôs. As previsões para a recessão e o desemprego são revistas em baixa a um ritmo alucinante. Acreditarmos que os valores previstos hoje pelo ministro das Finanças são reais é o mesmo que acreditarmos na existência de unicórnios. Contudo, o mesmo ministro tem a lata de dizer que o “desempenho do País tem sido exemplar”, agarrando-se à avaliação positiva da troika. Assim, não importa o facto de a economia estar de rastos, de o desempenho do Governo ser desastroso e de as previsões serem as piores possíveis. O que importa é ter avaliações positivas. Mas, no meio de tanta pergunta, ninguém perguntou ao genial ministro que margem tem a troika para chumbar o Governo e não desbloquear a próxima tranche do empréstimo? O que aconteceria aos juros, não só de Portugal, mas dos outros países resgatados? O anúncio de tal decisão cairia como uma bomba nos mercados e as consequências para a economia europeia seriam imprevisíveis. Portanto, dê as piruetas que quiser, mas não diga que é exemplar o desastre pelo qual é responsável.

3 thoughts on “E se Portugal chumbasse na avaliação?”

  1. guida,se portugal chumbasse na avaliaçoa a troika tambem chumbava, e isso não é conveniente.eles estão aprovados na pauta publicada,mas no exame feito à “relvas”, chumbaram a todas as disciplinas.vitor gaspar como funcionario da troika e ministro do governo avaliado(que grande isençao) joga nos dois tabuleiros e quando regressar ao seu posto de trabalho, vai ter horas de chefe de estado, pelos bons serviços prestados aos credores.estas negociaçoes são a maior farsa da historia de portugal, com as consequencias que conhecemos.os credores estão a recuperar e bem os seus creditos e os devedores a morrer de fome.

  2. Manifestações em todo o país (eventualmente uma greve geral)
    -> São necessárias manifestações em todo o país (eventualmente uma greve geral)… tendo em vista alterações à Constituição… que permitam uma Mudança de Paradigma Democrático:
    RETIRAR PODERES AOS POLÍTICOS… e… um sistema menos permeável a lobbys.
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    -> As manifestações em causa… não terão nada a haver com as manifestações à CGTP… por motivos óbvios:
    – as manifestações à CGTP visam o perpetuar/eternizar da parolização do contribuinte: queda de governos semestre sim, semestre sim,… leia-se, ‘mudar as moscas’… ficando o sistema inalterável (vira o disco e toca o mesmo): um sistema aonde os lobbys manobram sempre a seu belo prazer… e… aonde, ao passarem a «ex-», os governantes terão belos ‘tachos’ à sua espera.
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    Anexo:
    Não é muito difícil de perceber que é um imperativo… RETIRAR PODERES AOS POLÍTICOS (e um sistema menos permeável a lobbys):
    1- Auto-estradas ‘olha lá vem um’, nacionalização de negócios “madoffianos” (ex: BPN), etc… anda por aí muito pessoal a querer mandar naquilo que não é seu – o dinheiro dos contribuintes – consequentemente, como é óbvio, o Contribuinte tem de defender-se: “O Direito ao Veto de quem paga” [blog ‘fim-da-cidadania-infantil’].
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    2- Político armado em ‘milagreiro económico’, é político que quer carta branca para pedir empréstimos…
    -> Contrair dívida (para isto, ou para aquilo) pode conduzir a uma ESPIRAL RECESSIVA: o aumento de impostos para pagar a Dívida Pública… provoca uma diminuição do consumo… o que provoca um abrandamento do crescimento económico… o que, por sua vez, conduz a uma diminuição da receita fiscal!
    Por outras palavras: pedir dinheiro emprestado é um assunto demasiado sério para ser deixado aos políticos!!!
    -> Será necessário uma campanha para motivar os contribuintes a participar… leia-se, votar em políticos, sim, mas… não lhes passar um ‘cheque em branco’!… Leia-se, para além do “O Direito ao Veto de quem paga“, é urgente uma nova alínea na Constituição: o Estado só poderá pedir dinheiro emprestado nos mercados… mediante uma autorização expressa do contribuinte – obtida através da realização de um REFERENDO.
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    3- A participação do Banco Público, CGD, nas negociações de Cartelização da Banca…. vem reforçar aquilo que já se sabia: existe por aí muito político cujo ‘trabalhinho’ é abrir oportunidades para a superclasse (alta finança – capital global):
    – caos nas finanças públicas;
    – privatização de bens estratégicos: combustíveis… electricidade… água…
    Resumindo: os políticos não podem continuar a ter o poder de nomear directamente os gestores das empresas estratégicas (ex: água, e outras a definir)… leia-se, deve existir um CONCURSO PÚBLICO de gestores… e… embora seja o governo a escolher a equipa gestora vencedora do concurso público… todavia, deve existir a obrigatoriedade de partilhar informação… no sentido de que o contribuinte possa acompanhar o andamento do concurso público.

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