When I’m sixty-two

O editor Manuel Alberto Valente, da ASA, fez anos e contou-o assim no blogue do Francisco José Viegas, «A Origem das Espécies», clicável aqui ao lado. Ao homem, os parabéns. Ao poeta, os ouvidos do mundo.

Soneto para os amigos no dia dos meus 62 anos.

Se aqui cheguei foi graças a vocês
Que me tiraram as pedras do caminho
E me deram resposta aos múltiplos porquês
Onde o medo sorrateiro faz o ninho

E por isso aqui estou passados os sessenta
Pejado de tabaco e de vinho tinto
A olhar tranquilo o banco onde se senta
Esse juiz supremo a que não minto

Fui jovem e sonhei, errei, caí
Mas sempre soube que o rumo que escolhi
Só podia ser livre e verdadeiro

Não sei se consegui mas estou seguro
Que tentei construir o meu futuro
Pra que nele coubesse o mundo inteiro

5 thoughts on “When I’m sixty-two”

  1. Tropeço desgraçadamente num “de” espúrio, no sexto verso. E em minudências insignificantes.
    Mas devo ser eu, que passo a vida a tropeçar.
    Saúdo o poeta, e quem assim escreve.

  2. Vocês são uma cambada de implacáveis. Chegar aos sessenta e dois, pejado de tabaco e vinho tinto, só mesmo de um valente. E vai o Jorge e tropeça num “de” e outras minudências. E vai o FV e confirma. E vai ainda o luís eme e ratifica. Raios, e vou eu, e concordo com vocês…
    Mas, mais que tudo, importa é a data. Que daqui a trinta ele continue a gostar de vinho e a resistir ao tabaco. E não se preocupe com o tal juiz. Tenho informação de que é muito mais justo do que todos os que por cá temos. E muito mais benevolente do que os autores e comentadores do Aspirina.

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